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quinta-feira, 16 de março de 2017

COMO TRATAR O DEFICIENTE FÍSICO

COMO TRATAR O DEFICIENTE FÍSICO 
SE A PESSOA USAR UMA CADEIRA DE RODAS, É IMPORTANTE SABER QUE PARA UMA PESSOA SENTADA É INCÔMODO FICAR OLHANDO PARA CIMA POR MUITO TEMPO, PORTANTO, SE A CONVERSA FOR DEMORAR MAIS TEMPO DO QUE ALGUNS MINUTOS, SE FOR POSSÍVEL, LEMBRE-SE DE SENTAR, PARA QUE VOCÊ E ELA FIQUEM COM OS OLHOS NUM MESMO NÍVEL. 

A CADEIRA DE RODAS (ASSIM COM AS BENGALAS E MULETAS) É PARTE DO ESPAÇO CORPORAL DA PESSOA, QUASE UMA EXTENSÃO DO SEU CORPO. AGARRAR OU APOIAR-SE NA CADEIRA DE RODAS É COMO AGARRAR OU APOIAR-SE NUMA PESSOA SENTADA NUMA CADEIRA COMUM. ISSO MUITAS VEZES É SIMPÁTICO, SE VOCÊS FOREM AMIGOS, MAS NÃO DEVE SER FEITO SE VOCÊS NÃO SE CONHECEM. 

NUNCA MOVIMENTE A CADEIRA DE RODAS SEM ANTES PEDIR PERMISSÃO PARA A PESSOA. 

EMPURRAR UMA PESSOA EM CADEIRA DE RODAS NÃO É COMO EMPURRAR UM CARRINHO DE SUPERMERCADO. QUANDO ESTIVER EMPURRANDO UMA PESSOA SENTADA NUMA CADEIRA DE RODAS, E PARAR PARA CONVERSAR COM ALGUÉM, LEMBRE-SE DE VIRAR A CADEIRA DE FRENTE, PARA QUE A PESSOA TAMBÉM POSSA PARTICIPAR DA CONVERSA. 

AO EMPURRAR UMA PESSOA EM CADEIRA DE RODAS, FAÇA-O COM CUIDADO. PRESTE ATENÇÃO PARA NÃO BATER NAS PESSOAS QUE CAMINHAM A FRENTE. 

PARA SUBIR DEGRAUS, INCLINE A CADEIRA PARA TRÁS PARA LEVANTAR AS RODINHAS DA FRENTE E APOIÁ-LAS SOBRE A ELEVAÇÃO. 

PARA DESCER UM DEGRAU, É MAIS SEGURO FAZÊ-LO DE MARCHA A RÉ, SEMPRE APOIANDO PARA QUE A DESCIDA SEJA SEM SOLAVANCOS. 

PARA SUBIR OU DESCER MAIS DE UM DEGRAU EM SEQÜÊNCIA, SERÁ MELHOR PEDIR A AJUDA DE MAIS UMA PESSOA. 

SE VOCÊ ESTIVER ACOMPANHANDO UMA PESSOA DEFICIENTE QUE ANDA DEVAGAR, COM AUXÍLIO OU NÃO DE APARELHOS OU BENGALAS, PROCURE ACOMPANHAR O PASSO DELA. MANTENHA AS MULETAS OU BENGALAS SEMPRE PRÓXIMAS À PESSOA DEFICIENTE. SE ACHAR QUE ELA ESTÁ EM DIFICULDADES, OFEREÇA AJUDA E, CASO SEJA ACEITA, PERGUNTE COMO DEVE FAZÊ-LO. AS PESSOAS TÊM SUAS TÉCNICAS PESSOAIS PARA SUBIR ESCADAS, POR EXEMPLO E, ÀS VEZES, UMA TENTATIVA DE AJUDA INADEQUADA PODE ATÉ MESMO ATRAPALHAR. OUTRAS VEZES, A AJUDA É ESSENCIAL. PERGUNTE E SABERÁ COMO AGIR E NÃO SE OFENDA SE A AJUDA FOR RECUSADA. SE VOCÊ PRESENCIAR UM TOMBO DE UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, OFEREÇA AJUDA IMEDIATAMENTE. MAS NUNCA AJUDE SEM PERGUNTAR SE E COMO DEVE FAZÊ-LO. ESTEJA ATENTO PARA A EXISTÊNCIA DE BARREIRAS ARQUITETÔNICAS QUANDO FOR ESCOLHER UMA CASA, RESTAURANTE, TEATRO OU QUALQUER OUTRO LOCAL QUE QUEIRA VISITAR COM UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA. PESSOAS COM PARALISIA CEREBRAL PODEM TER DIFICULDADES PARA ANDAR, PODEM FAZER MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS COM PERNAS E BRAÇOS E PODEM APRESENTAR EXPRESSÕES ESTRANHAS NO ROSTO. NÃO SE INTIMIDE COM ISSO. SÃO PESSOAS COMUNS COMO VOCÊ. GERALMENTE, TÊM INTELIGÊNCIA NORMAL OU, ÀS VEZES, ATÉ ACIMA DA MÉDIA. SE A PESSOA TIVER DIFICULDADE NA FALA E VOCÊ NÃO COMPREENDER IMEDIATAMENTE O QUE ELA ESTÁ DIZENDO, PEÇA PARA QUE REPITA. PESSOAS COM DIFICULDADES DESSE TIPO NÃO SE INCOMODAM DE REPETIR QUANTAS VEZES SEJA NECESSÁRIO PARA QUE SE FAÇAM ENTENDER. NÃO SE ACANHE EM USAR PALAVRAS COMO "ANDAR" E "CORRER". AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA EMPREGAM NATURALMENTE ESSAS MESMAS PALAVRAS. TRATE A PESSOA COM DEFICIÊNCIA COM A MESMA CONSIDERAÇÃO E RESPEITO QUE VOCÊ USA COM AS DEMAIS PESSOAS. 

FONTE DE PEQUISA BUSCA GOOGLE

Formas criativas para estimular a mente de Def. Intelectuais


Edição 223 Junho 2009 (Nova Escola - veja reportagem completa)

O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los

CONCENTRAÇÃO

Enquanto a turma lê fábulas, Moisés faz desenhos sobre o tema para exercitar o foco. 
De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia. Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar.
No geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público (leia a definição no quadro abaixo). São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).
Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.
A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp.

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SÍNDROME DE DOWN

• Definição: alteração genética caracterizada pela presença de um terceiro cromossomo de número 21. A causa da alteração ainda é desconhecida, mas existe um fator de risco já identificado. “Ele aumenta para mulheres que engravidam com mais de 35 anos”, afirma Lília Maria Moreira, professora de Genética da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
• Características: além do déficit cognitivo, são sintomas as dificuldades de comunicação e a hipotonia (redução do tônus muscular). Quem tem a síndrome de Down também pode sofrer com problemas na coluna, na tireoide, nos olhos e no aparelho digestivo, entre outros, e, muitas vezes, nasce com anomalias cardíacas, solucionáveis com cirurgias.
• Recomendações: na sala de aula, repita as orientações para que o estudante com síndrome de Down compreenda. “Ele demora um pouco mais para entender”, afirma Mônica Leone Garcia, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O desempenho melhora quando as instruções são visuais. Por isso, é importante reforçar comandos, solicitações e tarefas com modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações grandes e chamativas, com cores e símbolos fáceis de compreender. A linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de quem tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. “Muitas famílias não repreendem o filho quando ele faz algo errado, como morder e pegar objetos que não lhe pertencem”, diz Mônica. Não faça isso. O ideal é adotar o mesmo tratamento dispensado aos demais. “Eles têm de cumprir regras e fazer o que os outros fazem. Se não conseguem ficar o tempo todo em sala, estabeleça combinados, mas não seja permissivo.” Tente perceber as competências pedagógicas em cada momento e manter as atividades no nível das capacidades da criança, com desafios gradativos. Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos. Planeje pausas entre as atividades. O esforço para desenvolver atividades que envolvam funções cognitivas é muito grande e, às vezes, o cansaço faz com que pareçam missões impossíveis para ela. Valorize sempre o empenho e a produção. Quando se sente isolada do grupo e com pouca importância no trabalho e na rotina escolares, a criança adota atitudes reativas, como desinteresse, descumprimento de regras e provocações.
Fonte: Revista Nova Escola Edição Especial Julho 2009 Título original: Aprender a superar.

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Saiba mais visitando o portal do MEC

Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem ou Limitações no Processo de Desenvolvimento

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
DEFICIÊNCIA MENTAL

Filme "O oitavo dia"

"Oitavo Dia" (L' Hutième Jour - 1996), de Jaco Van Dormael, que revelou, pela primeira vez, um vencedor com deficiência intelectual ao Festival de San Remo em 1996. O prêmio de melhor ator do festival coube à impressionante exibição do ator belga PASCAL DUQUENNE, uma pessoa com síndrome de down, que dividiu o prêmio de melhor ator com o veterano francês Daniel Auteil.

PS: Se tiver oportunidade, assista o filme, eu assisti e recomendo!!!

Veja um trecho do filme, clique no endereço abaixo:

DOS SENTIDOS, PELOS SENTIDOS, PARA OS SENTIDOS

DOS SENTIDOS, PELOS SENTIDOS, PARA OS SENTIDOS 

Sentidos das pessoas com deficiência sensorial 

Autora: Elcie F. Salzano Masini (organizadora) 

Vetor Editora Psicopedagógica 

Este é um livro sobre os caminhos e as diferentes maneiras de pessoas, na ausência dos sentidos de distância - visão e audição - obterem informações sobre o que as cerca e elaborarem esses dados, organizando e compreendendo o seu derredor. É um registro revelador da flexibilidade e da adaptabilidade humana, apresentado por um coro de vozes: de pessoas com deficiências sensoriais (cegueira, surdez; surdocegueira); de mães de pessoas com essas deficiências; de especialistas, profissionais da educação, da psicologia, da saúde; das Instituições que prestam serviços e assistência a pessoas com deficiências sensoriais. Oferece - se, aos interessados pelo tema, ilustrações de práticas de atendimento e conceitos teóricos que fundamentam os trabalhos nesta área multidisciplinar. 

OBS: Este livro trata especificamente da surdocegueira 

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Bibliografia para Educação Especial 

Deficiências / Inclusão - Geral 

1. BIANCHETTI, L.; FREIRE, I. M. Um Olhar sobre a Deficiência. 
Campinas: Papirus, 1998. 

2. MANTOAN, Maria Teresa Egler. Inclusão Escolar - O que 
é ? Por quê? Como Fazer? 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2006. 

3. MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Educação Especial 
no Brasil História e Políticas Públicas, SP, Cortez, 1996. 

4. MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: Contextos Sociais. 
Porto Alegre: Art Med, 2003. 

5. ROSITA, Edler Carvalho. Educação Inclusiva com os Pingos 
nos Is. 2. Ed. Porto Alegre: Mediação, 2005. 

6. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma 
Sociedade para Todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997. 

7. STAINBACK, S. STAINBACK, W. Inclusão: um guia para 
educadores. Trad. Magda França Lopes. Porto Alegre: Artes 
Médicas Sul, 1999. 

Bibliografias Específicas 

Deficiência Auditiva 

8. GOES, M. C. R. de. Linguagem, Surdez e Educação. Campinas, 
SP: Autores Associados, 1996. 

9. GOLDFELD, M. A criança surda: linguagem e cognição 
humana numa perspectiva sócio-interacionista. São Paulo, SP: 
Plexus: 1997. 

10. SKLIAR, Carlos. A Surdez: um Olhar sobre as Diferenças. 
3 ed. Porto Alegre: Mediação, 2005. 

Deficiência Física 

11. BASIL, Carmen. Os alunos com paralisia cerebral: desenvolvimento 
e educação. In: COLL,C.; PALACIOS,J.; MARCHESI, A. 
Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas 
especiais e aprendizagem escolar. Vol.3 Porto Alegre: Artes 
Médicas, 1995 (pp 252-271). 

Deficiência Mental 

12. AMERICAN ASSOCIATION ON MENTAL RETARDATION. 
Retardo mental: definição, classificação e sistemas de apoio. 
Tradução por Magda França Lopes. 10. Ed. Porto Alegre: Artmed, 
2006. 

13. OMS - Organização Mundial da Saúde, CIF: Classificação 
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde [Centro 
Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família 
de Classificações Internacionais, org.; coordenação da tradução 
Cassia Maria Buchalla]. São Paulo: Editora da Universidade de 
São Paulo - EDUSP; 2003. 

Deficiência Visual 

14. AMORIN, Célia Maria Araújo de e ALVES, Maria Glicélia. 
A criança cega vai à escola: preparando para alfabetização. 
Fundação Dorina, 2008. 

15. LIMA, Eliana Cunha, NASSIF, Maria Christina Martins e 
FELLIPE, Maria Cristina Godoy Cruz. Convivendo com a baixavisão: 
da criança à pessoa idosa. Fundação Dorina, 2008.

UMA PROVA DE AMOR...

Há muito tempo atrás, um casal de velhinhos que não tinham filhos morava em uma casinha humilde de madeira,tinham uma vida muito tranquila, alegre, a qual ambos se amavam muito, eram felizes. Até que um dia aconteceu um acidente com a senhora.
Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo. O esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas imediatamente tenta ajuda-la e o fogo também atinge seus braços e mesmo em chamas consegue apagar o fogo.
Quando chegaram os bombeiros já não havia mais fogo apenas fumaça e parte da casa toda destruída. Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave.
Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, as chamas queimaram todo o seu rosto. Chegando no quarto de sua senhora, logo ela foi falando:
- Tudo bem com você meu amor?
- Sim, respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e eu não posso mais enxergar, mas fique tranquila amor que a sua beleza esta gravada em meu coração para sempre.
Então triste pelo esposo, disse-lhe:
- Deus vendo tudo o que aconteceu meu marido, tirou-lhe as vista para que você não presencie esta deformidade em que eu fiquei. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro.
Passando algum tempo recuperados, voltaram para casa onde ela fazia tudo para seu querido esposo e ele todos os dias dizia-lhe:
-Como eu te amo!
E assim viveram 20 anos até que no do enterro da esposa, quando todos se despediam ele se aproximou sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos, chegou perto do caixão, beijando-a no rosto e acariciando sua amada disse em um tom apaixonante:
- "Como você é linda meu amor eu te amo muito".
Ouvindo e vendo aquela cena, um amigo que estava ao lado perguntou se o que tinha acontecido era um milagre, e olhando nos olhos dele o velhinho apenas falou:
- "Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada sabia que seria duro para ela continuar .
Foram vinte anos vivendo ambos muito felizes e apaixonados!!!

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http://deficienciavisualsp.blogspot.com.br/2009/10/uma-prova-de-amor.html

Como cegos diferenciam dinheiro?

As cédulas de real apresentam diferenças perceptíveis no tato apenas quando estão novas. O Banco Central deve adotar modelo estrangeiro para que os cegos consigam identificar melhor os valores. O braile não é uma opção viável
Laura Lopes
Real As notas apresentam apenas marcas de relevo
Em qualquer lugar do mundo é possível reconhecer o valor das notas de dinheiro. Seja na Índia, na China ou nos Estados Unidos, e nem precisa saber a língua nativa, nem mesmo ser alfabetizado. Só há uma exceção para essa regra: os deficientes audiovisuais. Como eles contam dinheiro? Aqui no Brasil, as moedas da segunda família (a segunda geração de moedas de real) possuem tamanhos e espessuras diferentes, algumas são serrilhadas nas bordas, justamente para serem diferenciadas por meio do tato. Já as cédulas têm marcas de relevo que se perdem com o uso. "Essas marcas são pouco perceptíveis, principalmente para os mais idosos. E, com o tempo, as notas vão perdendo o relevo", diz Regina Fátima Caldeira de Oliveira, deficiente visual e coordenadora da Revisão dos Livros Braille da Fundação Dorina Nowil, de São Paulo.
Euro Cada valor tem um tamanho diferente, obedecendo à regra de quanto maior o valor, maior o tamanho. A nota também apresenta marcas táteis em relevo.
A primeira solução que vem à cabeça é a inserção de caracteres em braile nas notas. Essa, no entanto, é uma saída pouco útil: o braile sairia com o desgaste das cédulas, assim como acontece com as marcas de relevo atuais. "Além disso, o braile é lido por muitas pessoas cegas, mas não por todas. A gente não quer braile nas notas", afirma Regina, que participou de reuniões com o Banco Central e a Casa da Moeda com entidades representativas dos deficientes visuais do país, para encontrar uma solução viável e prática para o problema. O BC comunga a opinião da Fundação Dorina. Segundo João Sidney, do chefe do departamento de Meio Circulante, "a tecnologia de impressão não tem sobrevida. Na terceira manipulação da nota, o braile já acaba". Apesar da concordância, pouca gente sabe que o braile não é o melhor caminho a seguir. No dia 27 de outubro, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhou um ofício à Casa da Moeda solicitando informações sobre a viabilidade técnica para implantação desse sistema de leitura nas cédulas e moedas do país. A proposta, feita pelo conselheiro do Amazonas Edson de Oliveira, tem a melhor das boas intenções, em defesa dos direitos dos cegos, já que os mesmos não têm acesso à leitura das notas. Mas não funciona. "Há quem faça isso para melhorar e ajudar, mas devia falar com pessoas que lidam com o problema diriamente e que podem ter a melhor proposta", diz Regina.
Austrália As notas têm tamanhos diferentes e são reconhecidas por meio de um gabarito
Entre as propostas sugeridas nas reuniões entre as entidades e o governo, a que mais agrada Regina é o modelo adotado na Austrália e nos países que fazem parte da União Europeia (e usam o euro). Lá, as notas possuem tamanhos diferentes, crescendo à medida que o valor aumenta. O portador de deficiência visual recebe uma espécie de gabarito que indica o valor da nota, em braile. Ao colocar a nota dentro desse gabarito, sua ponta vai cair sobre o valor correspondente a ela. Serve mais para quem ainda não decorou o tamanho das notas ou não está acostumado àquela moeda.
Canadá Além das notas terem furinhos arranjados de formas diferentes para cada valor (à dir.), um aparelhinho lê a nota e emite um sinal diferente para cada valor, por meio de voz, som ou vibração.
Na opinião do BC, no entanto, o modelo canadense é que deve vigorar no Brasil. Segundo o chefe do departamento de Meio Circulante do Banco Central, não é necessário mexer no design ou tamanho do dinheiro. "O Canadá insere nas notas uma tinta invisível diferente para cada valor e distribui um aparelhinho subsidado que reconhece o magnetismo da tinta e emite um sinal para cada valor", afirma João Sidney. Trata-se de um aparelho pequeno, que pode ser levado no bolso e distribuído gratuitamente pelo Canadian National Institute for the Blind. Sobre o gabarito, adotado pelos australianos e europeus, Sidney diz que não é a melhor solução e, como o reconhecimento é feito pelo tato, pode levar a erros de interpretação. "Eu apostaria nessa tecnologia sonora", diz. Só não se sabe quando ela entrará em vigor.
Fonte:revistaepoca.globo.com

BULLYING CONTRA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA...


A violência moral e física contra estudantes com necessidades especiais é uma realidade velada. Saiba o que fazer para reverter essa situação

Um ou mais alunos xingam, agridem fisicamente ou isolam um colega, além de colocar apelidos grosseiros. Esse tipo de perseguição intencional definitivamente não pode ser encarado só como uma brincadeira natural da faixa etária ou como algo banal, a ser ignorado pelo professor. É muito mais sério do que parece. Trata-se de bullying. A situação se torna ainda mais grave quando o alvo é uma criança ou um jovem com algum tipo de deficiência - que nem sempre têm habilidade física ou emocional para lidar com as agressões. Tais atitudes costumam ser impulsionadas pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. Em pesquisa recente sobre o tema, realizada com 18 mil estudantes, professores, funcionários e pais, em 501 escolas em todo o Brasil, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) constatou que 96,5% dos entrevistados admitem o preconceito contra pessoas com deficiência. Colocar em prática ações pedagógicas inclusivas para reverter essa estatística e minar comportamentos violentos e intolerantes é responsabilidade de toda a escola.

Conversar abertamente sobre a deficiência derruba barreiras

Quando a professora Maria de Lourdes Neves da Silva, da EMEF Professora Eliza Rachel Macedo de Souza, na capital paulista, recebeu Gabriel**, a reação dos colegas da 1ª série foi excluir o menino - na época com 9 anos de idade - do convívio com a turma. "A fisionomia dele assustava as crianças. Resolvi explicar que o Gabriel sofreu má-formação ainda na barriga da mãe. Falamos sobre isso numa roda de conversa com todos (leia no quadro abaixo outros encaminhamentos para o problema). Eles ficaram curiosos e fizeram perguntas ao colega sobre o cotidiano dele. Depois de tudo esclarecido, os pequenos deixaram de sentir medo", conta. Hoje, com 13 anos, Gabriel continua na escola e estuda na turma da professora Maria do Carmo Fernandes da Silva. "A exclusão é uma forma de bullying e deve ser combatida com o trabalho de toda a equipe", afirma. De fato, um bom trabalho para reverter situações de violência passa pela abordagem clara e direta do que é a deficiência. De acordo com a psicóloga Sônia Casarin, diretora do S.O.S. Down - Serviço de Orientação sobre Síndrome de Down, em São Paulo, é normal os alunos reagirem negativamente diante de uma situação desconhecida. Cabe ao professor estabelecer limites para essas reações e buscar erradicá-las não pela imposição, mas por meio da conscientização e do esclarecimento. Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimizar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. Esse, aliás, deve extrapolar os limites da sala de aula, pois a violência moral nem sempre fica restrita a ela. O Anexo Eustáquio Júnio Matosinhos, ligado à EM Newton Amaral Franco, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, encontrou no diálogo coletivo a solução para uma situação provocada por pais de alunos. Este ano, a escola recebeu uma criança de 4 anos com deficiência intelectual e os pais dos coleguinhas de turma foram até a Secretaria de Educação pedir que o menino fosse transferido. A vice-diretora, Leila Dóris Pires, conta que a solução foi fazer uma reunião com todos eles. "Convidamos o diretor de inclusão da secretaria e um ativista social cadeirante para discutir a questão com esses pais. Muitos nem sabiam o que era esse conceito. A atitude deles foi motivada por total falta de informação e, depois da reunião, a postura mudou."

Seis soluções práticas

- Conversar sobre a deficiência do aluno com todos na presença dele.
- Adaptar a rotina para facilitar a aprendizagem sempre que necessário.
- Chamar os pais e a comunidade para falar de bullying e inclusão.
- Exibir filmes e adotar livros em que personagens com deficiência vivenciam contextos positivos.
- Focar as habilidades e capacidades de aprendizagem do estudante para integrá-lo à turma.
- Elaborar com a escola um projeto de ação e prevenção contra o bullying.

Antecipar o que vai ser estudado dá mais segurança ao aluno

"Passei a adiantar para o José, em cada aula, o conteúdo que seria ensinado na seguinte. Assim, ele descobria antes o que iria aprender." Maria Aparecida de Sousa Silva Sá, professora do CAIC EMEIEF Antônio Tabosa Rodrigues, em Cajazeiras, PB. Foto: Leonardo Silva
No CAIC EMEIEF Antônio Tabosa Rodrigues, em Cajazeiras, a 460 quilômetros de João Pessoa, a solução para vencer o bullying foi investir, sobretudo, na aprendizagem. Ao receber José, um garoto de 12 anos com necessidades educacionais especiais, a professora Maria Aparecida de Sousa Silva Sá passou a conviver com a hostilidade crescente da turma de 6ª série contra ele. "Chamavam o José de doido, o empurravam e o machucavam. Como ele era apegado à rotina, mentiam para ele, dizendo que a aula acabaria mais cedo. Isso o desestabilizava e o fazia chorar", lembra. Percebendo que era importante para o garoto saber como o dia seria encaminhado, a professora Maria Aparecida resolveu mudar: "Passei a adiantar para o José, em cada aula, o conteúdo que seria ensinado na seguinte. Assim, ele descobria antes o que iria aprender". Nas aulas seguintes, o aluno, que sempre foi quieto, começou a participar ativamente. Ao notar que ele era capaz de aprender, a turma passou a respeitá-lo. "Fiquei emocionada quando os garotos que o excluíam começaram a chamá-lo para fazer trabalhos em grupo", conta. Depois da intervenção, as agressões cessaram. "O caminho é focar as habilidades e a capacidade de aprender. Quando o aluno participa das aulas e das atividades, exercitando seu papel de aprendiz e contribuindo com o grupo, naturalmente ele é valorizado pela turma. E o bullying, quando não cessa, se reduz drasticamente", analisa Silvana Drago, responsável pela Diretoria de Orientação Técnica - Educação Especial, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Samara Oliboni, psicóloga e autora de tese de mestrado sobre bullying, diz que é preciso pensar a questão de forma integrada. "O professor deve analisar o meio em que a criança vive, refletir se o projeto pedagógico da escola é inclusivo e repensar até seu próprio comportamento para checar se ele não reforça o preconceito e, consequentemente, o bullying. Se ele olha a criança pelo viés da incapacidade, como pode querer que os alunos ajam de outra forma?", reflete. A violência começa em tirar do aluno com deficiência o direito de ser um participante do processo de aprendizagem. É tarefa dos educadores oferecer um ambiente propício para que todos, especialmente para os que têm deficiência, se desenvolvam. Com respeito e harmonia.
** Os nomes dos alunos foram trocados para preservar a identidade.
Fonte: Revista Nova Escola / Edição 228 /Dezembro de 2009 / Título original: Chega de Omissão

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Este vídeo é um trabalho de Ciências que fala sobre o Bullying, clique no endereço abaixo:


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PORTAL BULLYING - Centro de ajuda on line
Lisboa / Portugal

Tânia Paias, mestre em saúde escolar, diz que a comunidade educativa sente falta de preparação para lidar com o fenómeno.
Por outro lado, esta especialista chama a atenção para alguns comportamentos das crianças que se deve ter em atenção: “As rejeições de ir à escola, ter dores de cabeça, dores de barriga ou até outras questões como começarem a faltar coisas em casa. São alguns sinais de que algo não está a correr bem no espaço escolar."

Clique no site e conheça mais sobre o portal:

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Últimas Notícias sobre o tema:

DEPUTADOS APROVAM MEDIDAS CONTRA BULLYING EM ESCOLAS
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Clipping Educacional - Agência Câmara

Colégios terão de adotar ações preventivas. Projeto aprovado pela Comissão de A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a obrigatoriedade de as escolas e os clubes de recreação adotarem medidas de conscientização, prevenção, diagnóstico e combate ao bullying.
Termo sem tradução exata no português, o bullying é a prática de atos de violência física ou psíquica de modo intencional e repetitivo, exercida por indivíduo ou grupos de indivíduos, contra uma ou mais pessoas. O objetivo é constranger, intimidar, agredir, causar dor, angústia ou humilhação à vítima
O texto aprovado é o substitutivo da deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao Projeto de Lei 5369/09, do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), e a dois outros que tramitam anexados a ele: PLs 6481/09, do deputado Maurício Rands (PT-PE), e PL 6725/10, do deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE).A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - Lei 9.934/96), e define as seguintes formas de bullying: a exclusão de aluno do grupo social; a injúria, calúnia ou difamação; a perseguição; a discriminação; e o uso de sites, redes sociais ou comunicadores instantâneos para incitar a violência, adulterar fotos, fatos e dados pessoais - o chamado cyberbullying.

Honra e orgulho
A relatora, que aproveitou dispositivos dos três projetos originais, salientou que a intenção é combater a prática do bullying em todas as formas. "Essas circunstâncias acabam ferindo profundamente a honra e o orgulho da criança no seu desenvolvimento, com desdobramentos psicológicos muito graves", argumentou.
Segundo Maria do Rosário, o texto aprovado não criminaliza condutas, mas busca garantir um melhor enquadramento do bullying como medida de proteção à criança e ao adolescente. Entre as medidas incluídas no substitutivo, há uma nova obrigação para os dirigentes de estabelecimentos de ensino e de recreação de comunicar ao Conselho Tutelar os casos de bullying e as providências adotadas para conter o abuso.
A relatora tirou do texto aprovado o caráter autorizativo dos projetos originais, que previam a possibilidade de criação de um programa para combater a prática pelo Ministério da Educação. "Propostas que não geram nem direitos nem obrigações são inócuas", comentou.

Tramitação
A proposta já foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e ainda será analisada, de forma conclusiva, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

http://deficienciavisualsp.blogspot.com.br/2009/12/bulling-contra-alunos-com-deficiencia.html

UM RECADO DE DEUS...

UM RECADO DE DEUS
Um recado de Deus Aqueles que dispõem da visão perfeita, com certeza não podem avaliar a preciosidade que é ter noção de espaço, distâncias, cores - tudo o que os olhos oferecem todos os dias.

Por isso, ouvir o depoimento de uma senhora nova-iorquina, cega, que mora sozinha, é oportuno.


Durante todo o inverno ela ficou dentro de casa a maior parte do tempo. Naquele dia de final de abril, a friagem amenizou e ela sentiu o perfume forte e estimulante da primavera. Seus ouvidos escutaram o canto insistente de um passarinho do lado de fora da janela. É como se a pequena ave a estivesse convidando a sair de casa.

Preparou-se, tomou a bengala e saiu. Voltou o rosto para o sol, deu-lhe um sorriso de boas-vindas, agradecida pelo seu calor e a promessa do verão. Caminhando tranqüila pela rua sem saída, escutou a voz da vizinha a lhe perguntar se não desejava uma carona. "Não", respondeu ela. As minhas pernas descansaram o inverno inteiro. As juntas estão precisando ser lubrificadas e um passeio a pé me fará bem. Ao chegar na esquina ela esperou, como era seu costume, que alguém se aproximasse e permitisse que ela o acompanhasse, quando o sinal ficasse verde.
Os segundos pareceram uma eternidade. E ninguém aparecia. Nenhuma oferta de ajuda. Ela podia ouvir muito bem o ruído nervoso dos carros passando com rapidez, como se tivessem que conduzir os seus ocupantes a algum lugar, muito, muito depressa. Por um momento se sentiu só, desprotegida. Resolveu cantarolar uma melodia.
Do fundo da memória, recordou-se de uma canção de boas-vindas à primavera, que havia aprendido na escola quando era criança. De repente, ela ouviu uma voz masculina forte e bem modulada:
"Você me parece um ser humano muito alegre. Posso ter o prazer de sua companhia para atravessar a rua?" Ela fez que sim com a cabeça, sorriu e murmurou ao mesmo tempo um "sim". Delicadamente, ele segurou o braço dela. Enquanto atravessavam devagar, conversaram sobre o tempo e como era bom, afinal, estar vivo num dia daqueles. Como andavam no mesmo passo, era difícil se saber quem era o guia e quem era o guiado. Mal haviam chegado ao outro lado da rua, ouviram as buzinas impacientes dos automóveis. Devia ser a mudança de sinal. Ela se voltou para o cavalheiro, abriu a boca para agradecer pela ajuda e pela companhia. Antes que pudesse dizer uma palavra, ele já estava falando:
"Não sei se você percebe como é gratificante encontrar uma pessoa tão bem disposta para acompanhar um cego como eu, na travessia de uma rua." ...


*** Às vezes, quando nos sentimos sós no universo, Deus nos manda uma imagem semelhante para diminuir nossa sensação de isolamento e disparidade. É sempre reconfortante conseguir perceber que, sejam quais forem as dificuldades e limitações que estejamos atravessando, sobre a terra existem outras tantas dezenas ou centenas de criaturas que, como nós, passam por situações semelhantes. E, o mais importante, lutam e vencem. É a mensagem viva de bom ânimo da divindade para as nossas próprias vidas.

Símbolo Internacional da Surdez



LEI N. 8.160, DE 8 DE JANEIRO DE 1991
Dispõe sobre a caracterização de símbolo que permita a identificação de pessoas portadoras de deficiência auditiva.
O Presidente da República:
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Artigo 1º - É obrigatória a colocação, de forma visível, do "Símbolo Internacional de Surdez" em todos os locais que possibilitem acesso, circulação e utilização por pessoas portadoras de deficiência auditiva, e em todos os serviços que forem postos à sua disposição ou que possibilitem o seu uso.
Artigo 2º - O "Símbolo Internacional de Surdez" deverá ser colocado, obrigatoriamente, em local visível ao público, não sendo permitida nenhuma modificação ou adição ao desenho reproduzido no anexo a esta Lei.
Artigo 3º - É proibida a utilização do "Símbolo Internacional de Surdez" para finalidade outra que não seja a de identificar, assinalar ou indicar local ou serviço habilitado ao uso de pessoas portadoras de deficiência auditiva.
Parágrafo único - O disposto no caput deste artigo não se aplica à reprodução do símbolo em publicações e outros meios de comunicação relevantes para os interesses do deficiente auditivo, a exemplo de adesivos específicos para veículos por ele conduzidos.
Artigo 4º - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias, a contar de sua vigência.
Artigo 5º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Artigo 6º - Revogam-se as disposições em contrário.

A película, que deve ser colada no vidro traseiro do carro, informa aos demais motoristas que o condutor não pode ouvir sons, como a buzina de veículos e sirenes de viaturas policiais e ambulâncias.O adesivo também pode ser usado nos vidros dianteiros, no intuito de mostrar a policiais e autoridades de trânsito que o condutor não pode ouvir, evitando, assim, possíveis desentendimentos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil aproximadamente 5,7 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência auditiva.DivulgaçãoSegundo a subgerente de condutores do Detran/ES, Giovana Camata, atendendo a uma solicitação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), cartazes e panfletos informativos sobre o símbolo estão sendo distribuídos para todas as Circunscrições Regional de Trânsito (Ciretrans) do Estado, além dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e clínicas credenciadas.O objetivo é mostrar a todos os condutores a importância do respeito aos motoristas com deficiência auditiva no trânsito. Os cartazes e panfletos têm o seguinte slogan: "Para quem não consegue ouvir, este símbolo é a voz da razão. O respeito é a segurança de todos".
É preciso que os condutores saibam que este símbolo indica um motorista surdo ao volante. Para avisá-los de algo no trânsito, não adianta buzinar. O melhor é fazer sinais gestuais. Se as pessoas não entenderem o símbolo, ou não o respeitarem, podem ocorrer sérios inconvenientes, ressaltou Giovana.Os deficientes auditivos interessados em obter os adesivos devem procurar a Subgerência de Condutores, na sede do Detran/ES, em Vitória, o Ciretran ou o Posto de Atendimento Veicular (PAV) do seu município e apresentar o requerimento do adesivo (disponível nos mesmos), junto com laudo médico que ateste a deficiência, ou cópia autenticada. Após o procedimento, o condutor receberá a película em sua residência.
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http://deficienciavisualsp.blogspot.com.br/2010/02/simbolo-internacional-da-surdez.html

Inclusão e Altas habilidades/superdotação


Altas habilidades/superdotação na Educação Infantil 

É importante ressaltar que crianças superdotadas em idade pré-escolar constituem um grupo heterogêneo em termos de interesses, níveis de habilidades, desenvolvimento emocional, social e físico (Cline & Schwartz, 1999). Nesse sentido, podemos nos deparar com uma criança avançada do ponto de vista intelectual, mas imatura emocionalmente. 
O professor deve estar atento a essa possível falta de sincronia entre desenvolvimento intelectual e afetivo ou físico. Por exemplo, uma criança superdotada pode apresentar leitura precoce, porém ter dificuldade em manipular um lápis, pois suas habilidades motoras não estão totalmente desenvolvidas. 
Além disso, a habilidade superior demonstrada por essa criança pode ser 
resultado de uma estimulação intensa por parte das pessoas significativas de seu ambiente. 
Ao atingir a idade escolar, o desenvolvimento dessa criança pode se normalizar e ela passar 
a apresentar um desempenho semelhante aos alunos de sua idade. Por isso, nem sempre 
uma criança precoce poderá ser caracterizada como superdotada. É essencial, portanto, 
acompanhar o desempenho dessa criança, registrando habilidades e interesses demonstrados 
ao longo dos primeiros anos de escolarização, oferecendo várias oportunidades estimuladoras 
e enriquecedoras ao seu potencial. 

Dentre as características mais comumente encontradas em crianças superdotadas em idade pré-escolar destacam-se (Cline & Schwartz, 1999; Lewis & Louis, 1991): 

• Alto grau de curiosidade 
• Boa memória 
• Atenção concentrada 
• Persistência 
• Independência e autonomia 
• Interesse por áreas e tópicos diversos 
• Aprendizagem rápida 
• Criatividade e imaginação 
• Iniciativa 
• Liderança 
• Vocabulário avançado para a sua idade cronológica 
• Riqueza de expressão verbal (elaboração e fluência de idéias) 
• Habilidade para considerar pontos de vistas de outras pessoas 
• Facilidade de interagir com crianças mais velhas ou com adultos 
• Habilidade para lidar com idéias abstratas 
• Habilidade para perceber discrepâncias entre idéias e pontos de vista 
• Interesse por livros e outras fontes de conhecimento 
• Alto nível de energia 
• Preferência por situações/objetos novos 
• Senso de humor 
• Originalidade para resolver problemas 

Metodologia e estratégias pedagógicas 

Estratégias de atendimento ao aluno com altas habilidades/superdotado envolvem, 
muitas vezes, diferençar ou modificar o currículo regular de modo a adequar o processo de 
aprendizagem às necessidades e características desse aprendiz. Diferentes estratégias podem 
ser empregadas nas classes comuns para diferenciação e modificação do currículo regular, 
contribuindo, inclusive, para estimular potencialidades de toda a turma. A seguir, são 
apresentados alguns exemplos de estratégias metodológicas e pedagógicas. Elas se aplicam 
tanto à educação infantil quanto ao ensino fundamental. 
• A aprendizagem deve ser centrada no aluno. Leve em consideração os interesses e 
habilidades dos alunos. 
• Implemente atividades de enriquecimento em sala de aula, como, por exemplo, 
dramatizações, produção de histórias etc. 
• Investigue os interesses, os estilos de aprendizagem1 e de expressão dos seus alunos 
ou observe-os de forma a identificar seus interesses, pontos fortes e talentos. 
• Analise e modifique o currículo existente de forma a identificar e eliminar 
redundâncias e incrementar unidades que sejam desafiadoras para os alunos. 
• Retire ou reduza do currículo a ser desenvolvido conteúdo que os alunos já dominam 
ou que pode ser adquirido em um ritmo compatível com suas habilidades. O uso 
dessa estratégia educacional elimina conteúdo curricular repetitivo, cria um ambiente 
de aprendizagem desafiador, reduz sentimentos de apatia e desinteresse dos alunos 
superdotados com relação às atividades desenvolvidas em sala de aula, e possibilita 
a esses alunos utilizar o tempo economizado para se dedicar às atividades de seu 
interesse. É importante que seja feita uma avaliação criteriosa do nível de 
conhecimento do aluno acerca do conteúdo antes de se implementar essa estratégia. 
• Desenvolva atividades com diferentes produtos finais, de modo que as necessidades 
individuais possam ser atendidas. 
• Permita que os alunos comuniquem conhecimento ou experiências prévias. 
• Use várias estratégias de ensino (atividades em grupo, dramatização, brincadeiras 
etc) de forma a assegurar o envolvimento do aluno em sala de aula. 
• Convide pessoas da comunidade ou especialistas para falar para os alunos de forma 
a despertar o interesse dos mesmos sobre o conteúdo estudado e promover o 
desenvolvimento de habilidades. 
• Envolva os alunos em atividades de solução de problemas que os levem a transferir 
os objetivos de aprendizagem a situações em que a criatividade e outras habilidades 
superiores de pensamento (por exemplo, análise, avaliação, síntese) sejam 
empregadas. 
• Estimule os alunos a encontrar respostas para suas próprias questões por meio de 
projetos individuais (ex.: registro de atividades e descobertas em álbuns, cartazes, 
filmagens, gravações, desenhos, colagens) e atividades de exploração. 
• Envolva os pais no processo de aprendizagem de seus filhos (tutoria, acompanhamento 
no dever de casa). 
• Dê ao aluno oportunidade de escolha, levando em consideração seus interesses e 
1habilidades. 
• Dê oportunidades ao aluno de obter conhecimento pessoal acerca de suas 
habilidades, interesses e estilos de aprendizagem, oferecendo experiências de 
aprendizagem variadas. 
• Relacione os objetivos do conteúdo às experiências dos alunos. 
• Ofereça aos alunos informações que sejam importantes, interessantes, 
contextualizadas, significativas e conectadas entre si, levando em consideração os 
interesses e habilidades das crianças. 
• Oriente o aluno a buscar informações adicionais sobre tópicos de seu interesse,
sugerindo fontes de informações diversificadas (livros, indivíduos, revistas, internet 
etc). 
• Estimule o aluno a avaliar seu desempenho em uma atividade ou tarefa. 
• Valorize produtos e idéias criativas. 
• Situe os alunos nos grupos com os quais melhor possa trabalhar. Dê oportunidade 
aos alunos de desenvolverem atividades com outros de mesmo nível de habilidade. 
• Ofereça ao aluno oportunidade de visitar e observar locais variados (ex.: parques, 
jardim zoológico, jardim botânico, teatros, comércio, galerias de arte, museus, lojinha 
de animais domésticos, feira, praça etc). 
• Evite rotular o aluno de superdotado. Trate as diferenças individuais como um fato 
natural. Lembre-se de que nem sempre o aluno superdotado terá um desempenho
excelente em todas as áreas ou atividades. 

Atendimento suplementar 

Conforme as Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica (Brasil 
2001d), devem ser oferecidos serviços de apoio pedagógico especializado aos alunos com 
necessidades educacionais especiais. No caso do superdotado, sugere-se o atendimento 
suplementar para aprofundar e/ou enriquecer o currículo escolar. Este atendimento é realizado 
em salas de recursos, localizadas em escolas da rede regular de ensino, em horário contrário 
ao da sala de aula comum. A sala de recursos atende alunos oriundos da própria escola e de 
escolas próximas que não possuem tal serviço. O atendimento suplementar a alunos 
superdotados da educação infantil inicia-se por volta dos quatro anos de idade e tem como 
objetivo oferecer oportunidades para que eles explorem áreas de interesse, aprofundem 
conhecimentos já adquiridos e desenvolvam habilidades relacionadas à criatividade, resolução 
de problemas e raciocínio lógico. Além disso, esse atendimento contribui para o 
desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, como cooperação e autoconceito, e 
propicia ao aluno oportunidades para eles vivenciarem o processo de aprendizagem com 
motivação. É importante ressaltar que não é simples realizar, com precisão, um diagnóstico 
de superdotação para crianças da educação infantil, considerando-se que elas estão em fase 
inicial de desenvolvimento e que podem, ainda, ser muito estimuladas pela família. Nesse 
sentido, o atendimento em salas de recursos possibilita ao professor observar e acompanhar 
o desempenho do aluno e verificar se o mesmo pode ser caracterizado como uma criança com altas habilidades/superdotada. 

Fonte:Saberes e Práticas da Inclusão - Altas habilidades/superdotação na Educação Infantil 
Ministério da Educação / Secretaria de Educação Especial 

PS. Vale a pena consultar este material na íntegra; trouxe alguns recortes do documento apenas para título de conhecimento do assunto, mas é um tema que deve ser aprofundado por todos nós enquanto educadores. 
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nteligência em todos 
os seus alunos e não só queles que possuem um alto QI ou que tiram as melhores notas; desenvolver mportamentos uperdotados em todos aqueles que têm potencial; nutrir o potencial da criança, rotulando o serviço e não o aluno; e desenvolver uma grande variedade de alternativas ou opções para atender as necessidades de todos os estudantes" 
(Treffinger & Renzulli, 186). 



pssoque marcaram a história por suas contribuições ao conhecimento e à cultura 
não slembradas pelas notas que obtiveram na escola ou pela quantidade de informações que conuim memorizar, mas sim pela qualidade de suas produções criativas, expressas em , ensaios, filmes, descobertas científicas, etc." (Renzulli & Reis, 1985, p. 5).




O QUE NOS MOSTRA A HISTÓRIA? 

􀁠 O professor de música de Beethoven uma vez disse que, como compositor, ele era “sem 
esperança”. 
􀁠 Isaac Newton - que descobriu o cálculo, desenvolveu a teoria da gravitação universal, 
originou as três leis do movimento - tirava notas baixas na escola. 
􀁠 Albert Einstein tinha dificuldades de ler e soletrar e foi reprovado em matemática. 
􀁠 John Kennedy recebia em seus boletins constantes observações de “baixo rendimento” e tinha dificuldade em soletrar. 
􀁠 Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal porque ele “não tinha boas idéias e 
rabiscava demais” 
􀁠 Dr. Robert Jarvick foi rejeitado por 15 escolas americanas de medicina. Ele inventou o 
coração artificial. 
􀁠 Thomas Edison, que além da lâmpada elétrica inventou a locomotiva elétrica, o fonógrafo 
(que virou o gravador), o telégrafo e o projetor de cinema, foi um mau aluno, pouco assíduo e 
desinteressado. Saiu da escola e foi alfabetizado pela mãe. 

Formulário para a identificação da superdotação 

Reserve alguns minutos para listar os nomes dos alunos que venham primeiramente à sua mente quando você lê as 
descrições abaixo. Utilize esta lista como uma “associação livre” e de forma rápida. Não é necessário preencher todas 
as linhas. É provável que você encontre mais do que um aluno em cada descrição. 
01 Aprende fácil e rapidamente 
02 Original, imaginativo, criativo, não-convencional 
03 Amplamente informado; informado em áreas não comuns 
04 Pensa de forma incomum para resolver problemas 
05 Persistente, independente, auto-direcionado (faz coisa sem que seja mandado) 
06 Persuasivo, capaz de influenciar os outros 
07 Mostra senso comum; pode não tolerar tolices 
08 Inquisitivo, cético, curioso sobre o como e porque das coisas 
09 Adapta-se a uma variedade de situações e novos ambientes 
10 Esperto ao fazer coisas com materiais comuns 
11 Habilidades nas artes (música, dança, desenho etc.) 
12 Entende a importância da natureza (tempo, lua, sol, estrelas, solo, etc.) 
13 Vocabulário excepcional, verbalmente fluente 
14 Aprende facilmente novas línguas 
15 Trabalhador independente, mostra iniciativa 
16 Bom julgamento, lógico 
17 Flexível, aberto 
18 Versátil, muitos interesses, interesses além da idade cronológica 
19 Mostra insights e percepções incomuns 
20 Demonstra alto nível de sensibilidade, empatia com relação aos outros 
21 Apresenta excelente senso de humor 
22 Resiste à rotina e repetição 
23 Expressa idéias e reações, freqüentemente de forma argumentativa 
24 Sensível à verdade e à honra 
Fonte: Galbraith e Delisle (1996, p. 14) 

PS. Veja na íntegra este documento, contém informações importantes, aqui é só uma amostra do conteúdo... clique no endereço abaixo: 





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ABAHSD Associação Brasileira para Altas habilidades/ Superdotados 

fundada em 19/11/1991, como seccional da Associação Brasileira para Superdotados é uma entidade da sociedade civil sem fins lucrativos que congrega pessoas interessadas em questões de inteligência, criatividade e superdotação. 
Tem por finalidade a inclusão social de pessoas com altas habilidades/superdotadas e o estímulo de suas potencialidades, de modo a favorecer-lhes a auto-realização. 
MISSÃO - Promover o pleno desenvolvimento do talento das pessoas com altas habilidades/superdotadas. 
LEMA - Talento não se desperdiça, estimula-se. 
OBJETIVOS FUNDAMENTAIS 
- Sensibilizar para a importância de se criar condições favoráveis ao desenvolvimento e aproveitamento do talento, da inteligência e da criatividade; 
- Contribuir para a formação e aperfeiçoamento de recursos humanos destinados à pesquisa, à identificação e ao atendimento de superdotados. 
- Colaborar com as entidades públicas e privadas responsáveis por formular e promover a política de atendimento e inclusão social das pessoas com altas habilidades/superdotadas. 
- Congregar pessoas físicas e jurídicas interessadas em questões de inteligência, criatividade e superdotação a fim de estabelecer intercâmbio de conhecimentos e experiências, coordenando seus esforços, estudos e ações. 
- Realizar estudos científicos e pesquisas sobre as pessoas com altas habilidades/superdotadas, particularmente quanto a sua identificação e atendimento. 


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ConBraSD - Conselho Brasileiro para Superdotação 

A área das altas habilidades/superdotação é relativamente nova no Brasil, e está cercada por muitos mitos que acentuam o desconhecimento deste tema em nossa comunidade. 
Embora se reconheça que os superdotados sejam peças-chave para o desenvolvimento dos países, os esforços feitos no sentido de promover a atualização deste potencial no nosso país ainda são tímidos e ineficientes, atingindo apenas uma pequena parcela da população. 
Reconhecendo esta necessidade e carência, criou-se o Conselho Brasileiro para Superdotação (ConBraSD), sociedade não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 29 de março de 2003 em Brasília - DF. 
Sua finalidade é a integração dos indivíduos mais capazes e o estímulo de suas potencialidades, de modo a favorecer-lhes a auto-realização e propiciar condições a fim de que se tornem fator de aceleração para a sociedade. 


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COMO ANTENDER ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES 
anças superdotadas também precisam detendimento especializado. Saiba como agir com esse público 
Trabalhar com alunos com altas habilidades requer, antes de tudo, derrubar dois mitos. Primeiro: esses estudantes, também chamados de superdotados, não são gênios com capacidades raras em tudo - só apresentam mais facilidade do que a maioria em determinadas áreas. Segundo: o fato de eles terem raciocínio rápido não diminui o trabalho do professor. Ao contrário, eles precisam de mais estímulo para manter o interesse pela escola e desenvolver seu talento - se não, podem até se evadir. A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que pelo menos 5% da população tem algum tipo de alta habilidade. No Brasil, até o ano passado, haviam sido identificados 2,5 mil jovens e crianças assim. Para dar um atendimento mais qualificado a esse público, o Ministério da Educação (MEC) criou em 2005 Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação em todos os estados. Apesar de ainda pouco estruturados, esses órgãos que têm o papel de auxiliar as escolas quando elas reconhecem alunos com esse perfil em suas salas de aula. 
Instituições não governamentais também apoiam professores e familiares que procuram ajuda para desenvolver talentos. Alguns exemplos são o Instituto Rogério Sternberg, no Rio de Janeiro, e o Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais da Universidade Federal do Paraná

Os superdotados não são iguais e se dividem em vários perfis 

Especialistas ressaltam que nem sempre esses alunos são os mais comportados e explicam que as altas habilidades são divididas em seis grandes blocos: 

- Capacidade Intelectual Geral Crianças e jovens assim têm grande rapidez no pensamento, compreensão e memória elevadas, alta capacidade de desenvolver o pensamento abstrato, muita curiosidade intelectual e um excepcional poder de observação. 

- Aptidão Acadêmica Específica Nesse caso, a diferença está em: concentração e motivação por uma ou mais disciplinas, capacidade de produção acadêmica, alta pontuação em testes e desempenho excepcional na escola 

- Pensamento Criativo Aqui se destacam originalidade de pensamento, imaginação, capacidade de resolver problemas ou perceber tópicos de forma diferente e inovadora. 

- Capacidade de Liderança Alunos com sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, capacidade de resolver situações sociais complexas, poder de persuasão e de influência no grupo. 

- Talento Especial para Artes Alto desempenho em artes plásticas, musicais, dramáticas, literárias ou cênicas, facilidade para expressar ideias visualmente, sensibilidade ao ritmo musical. 

- Capacidade Psicomotora A marca desses estudantes é o desempenho superior em esportes e atividades físicas, velocidade, agilidade de movimentos, força, resistência, controle e coordenação motora fina e grossa. 

Veja a reportagem na íntegra: 
Fonte: Revista nova Escola / Edição 224 Agosto 2009 

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Para saber mais sobre superdotação / altas habilidades, clique no portal do MEC 

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Filmes que falam sobre Altas Habilidades/ Superdotação 

Mentes que brilham 
Lances inocentes 
Gênio Indomável 
Uma mente Brilhante 
Sociedade dos Poetas Mortos 
Surpreenda-me se for capaz 
Encontrando Forrester 
Amadeus 
BrilhanteHackers-Piratas de Computador 
Código para o Inferno

http://deficienciavisualsp.blogspot.com.br/2010/02/inclusao-e-altas-habilidadessuperdotaca.html