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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Alimentos funcionais: o que são? Quais seus compostos? Quais benefícios proporcionam?

Couve, iogurte, maçã, mel, beterraba e melancia são alguns dos alimentos considerados funcionais

A utilização de certos alimentos para reduzir o risco de adquirir ou desenvolver doenças é conhecida há muito tempo. Hipócrates já dizia, há cerca de 2500 anos: ”deixe o alimento ser teu remédio”.

O termo "alimentos funcionais" foi utilizado pela primeira vez no Japão, em meados da década de 80 do século XX, e se refere aos alimentos processados que contêm ingredientes que auxiliam em funções especificas do corpo, além de serem nutritivos. Denominados como Foshu, ou “Foods for Specified Health Use” (Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos, na tradução para o português), eles apresentam um selo de aprovação do Ministério da Saúde e Bem-Estar do país oriental. Atualmente, esses produtos estão presentes em vários países, enquadrados em suas legislações específicas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina normas e procedimentos para registrar os alimentos funcionais no Brasil, de modo a proteger o consumidor. Para lançar um item no mercado com um registro de alimento com alegação de propriedades funcionais de saúde, o produto deve seguir a legislação do Ministério da Saúde e apresentar um relatório técnico-científico com muitas informações que comprovem os seus benefícios e a garantia de segurança para seu consumo. Segundo a Anvisa, alimentos funcionais são aqueles que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos através da atuação de um nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento, manutenção e em outras funções normais do organismo humano.

Dentro da concepção de alimentos funcionais, que reduzem ou previnem os riscos de doenças crônicas não transmissíveis, é possível classificá-los em três tipos:

Alimentos com propriedades imunomodulatórias

Atuam modulando e ativando os componentes celulares e seus mediadores químicos, aumentando a efetividade do sistema imune contra diferentes antígenos, e evitam o aparecimento de patologia no organismo. Neste grupo se inserem os compostos químicos presentes em frutas, hortaliças e chás, como o beta-glucano e os compostos fenólicos (catequinas, flavonoides); além dos probióticos e prebióticos.

Atuam nos sistemas biológicos, eliminando oxidantes (radicais livres) ou impedindo sua transformação em produtos mais tóxicos. Os principais nutrientes antioxidantes são as vitaminas E e A (beta-caroteno); a vitamina C; os oligoelementos como zinco, cobre, selênio e magnésio; além de componentes ativos como os terpenoides (carotenoides e o licopeno).

São substâncias essenciais, umas vez que o organismo não pode sintetizá-los. O ômega 3 (alfa-linolênico) é o percursor dos ácidos eicosapentanóicos (EPA) e decosahexanoicos (DHA), que são integrantes das membranas celulares, e desempenham função no funcionamento da retina e desenvolvimento cerebral. O ômega 6 (linoléico) dá origem ao ácido araquidônico (AA), que é constituinte da membrana fosfolipídica e precursor de outros compostos importantes que intervêm na regulação da pressão sanguínea, frequência cardíaca, coagulação sanguínea, dilatação vascular e resposta imunológica (clique aqui e saiba mais sobre ômega 3, ômega 6 e ômega 9).
Compostos e alimentos em que estão presentes

Os alimentos funcionais apresentam em sua composição compostos bioativos capazes de atuarem como moduladores dos processos metabólicos, diminuindo o risco de surgimento de doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, doenças cardiovasculares, mal de Alzheimer, mal de Parkinson, entre outras). A seguir, serão apresentados alguns compostos bioativos (exceto os probióticos, que são um suplemento alimentar microbiano vivo) conhecidos atualmente, seus benefícios à saúde e em quais alimentos costumam estar presentes.

Betacaroteno

O betacaroteno é um pigmento carotenóide antioxidante que diminui o risco de câncer e de doenças cardiovasculares, é uma das formas de se obter indiretamente a vitamina A. Presente em abóbora, cenoura, mamão, manga, damasco, espinafre e couve.
Licopeno

O licopeno é uma substância carotenóide antioxidante relacionada à diminuição do risco de câncer de próstata. Presente em tomate, melancia, beterraba e pimentão.
Fibras

As fibras são carboidratos polissacarídeos e estão dividas em duas categorias: fibras solúveis e insolúveis. As solúveis contribuem para a diminuição do nível de colesterol, prevenindo doenças cardiovasculares, atuam no combate à obesidade, pois a saciedade leva o individuo a uma menor ingestão de alimentos, propiciam o retardo na absorção de glicose e ainda protegem contra o câncer de intestino. Já as fibras insolúveis têm as seguintes funções: acelerar a velocidade do trânsito fecal, aumentar o bolo fecal, estimular o bom funcionamento intestinal, prevenir a constipação intestinal e o câncer colorretal. Presente em frutas, verduras e legumes em geral e cereais integrais - vale lembrar que o consumo de fibras deve ser seguido de grande consumo de água para que assim desempenhem as funções desejadas.
Flavonoides

Os flavonóides são compostos polifenólicos oxidantes (pigmentos) que diminuem os riscos de câncer e de doenças cardiovasculares; atualmente já foram identificados mais de oito mil flavonoides. Presentes em suco natural de uva, vinho tinto, cereja, maçã, groselha e hortaliças (clique aqui e saiba mais sobre os flavonoides).

Isoflavonas

As isoflavonas são substâncias denominadas de fitoestrógenos por apresentarem semelhança estrutural com o estrogênio, e estão relacionadas com a diminuição dos níveis de colesterol no sangue e do risco de doenças cardiovasculares. Presentes em grãos de soja, brotos de alfafa e sementes de linhaça.
Ácidos Graxos: ômega 3 (ω3)/ ácido linolênico e ômega 6 (ω6)/ Ácido linoléico

Os ácidos graxos estão relacionados com a redução de danos vasculares, evitando a formação de coágulos (trombose) e de depósitos de gordura (aterosclerose); reduzindo o colesterol total e o LDL sanguíneo na substituição dos ácidos graxos saturados por poli-insaturados. Presentes em peixes, frutos do mar e sementes oleaginosas.
Probióticos: bífidobacterias e lactobacilos

Probióticos são um tipo de suplemento alimentar microbiano vivo, que afeta de forma benéfica seu receptor. Eles favorecem as funções gastrointestinais, reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon; ajudam no equilíbrio da flora intestinal e inibem o crescimento de microrganismos patogênicos. Presentes em iogurtes, leites fermentados e outros produtos lácteos fermentados.
Prebióticos: frutooligossacarídeos e inulina

Prebióticos são ingredientes alimentares não digeríveis que beneficiam o hospedeiro por estimular seletivamente o crescimento e/ou a atividade de espécies bacterianas no cólon. São carboidratos (fibras alimentares) não digeríveis pelo nosso corpo, apresentando os mesmos benefícios à saúde que as fibras alimentares; além disso, possuem efeito bifidogênico (estimulo do crescimento das bifidobactérias - essas bactérias suprimem a atividade de outras bactérias que são putrefativas, que podem formar substâncias tóxicas). Presentes em vegetais como cebola, alho, tomate, banana, cevada, raiz de chicória, batata yacon, aveia, trigo, mel e cerveja.

Novos hábitos e cuidados com falsas promessas

Tem muita gente por aí que está mudando hábitos alimentares e deixando a vida sedentária. Praticar exercícios e consumir alimentos que proporcionem não apenas os nutrientes necessários para as funções biológicas básicas do nosso corpo, mas que também apresentem uma função especifica na funções fisiológicas do organismo humano, promovendo a saúde e o bem-estar, são ótimas atitudes.

Diante desse cenário, a indústria de alimentos vem investindo em novas tecnologias de processamento e em novos produtos, visando o desenvolvimento de alimentos mais saudáveis para atender aos consumidores mais exigentes e informados. Entretanto é necessário que a industria de alimentos esteja comprometida em garantir ao consumidor final a segurança desse alimento e a veracidade dos efeitos à saúde que o produto apresenta, ao produzir um alimento funcional.

É comum, hoje em dia, observamos nas embalagens de alimentos informações sobre adição de vitaminas e/ou funcionalidades que o produto apresenta, porém nem sempre isso pode caracterizar um benefício a mais a saúde humana. O consumidor deve sempre estar alerta; às vezes a adição de uma substância considerada benéfica pode se dar em quantidade muito pequena para realmente proporcionar benefícios, sendo necessária a ingestão de uma quantidade muito elevada do produto para se obter o benefício desejado.

Outro viés é a adição de antioxidantes “naturais” que auxiliam na conservação e aumento da vida de prateleira do produto. Isso é fruto de inovações tecnológicas para substituição de antioxidantes “químicos”, mas nem sempre esse antioxidantes “naturais” também apresentarão funções antioxidantes no organismo humano.


O mais indicado para que seja possível a ingestão dos compostos bioativos é manter uma alimentação variada rica em frutas e hortaliças, cereais, derivados de leite, produtos integrais, consumo de peixes e azeite de oliva ou outras fontes de óleo poli-insaturados. Sempre dê preferência aos alimentos frescos ou que tenham sofrido pouco processamento.

Lembre que é sempre recomendável consultar um nutricionista.

Fosfato nos alimentos: aditivos presentes em comida ultraprocessada podem fazer mal à saúde

Excesso de fósforo no sangue pode trazer diversas complicações. Saiba como se precaver
O fósforo (P) é um elemento de origem mineral e é um dos mais dispersos na natureza. Ele está amplamente difundido pelos alimentos, sejam eles de origem animal ou de origem vegetal (existe em maior quantidade nos alimentos de origem animal). Esse elemento apresenta uma importância vital para o crescimento e para a saúde humana - é um nutriente que participa tanto da estrutura quanto das diversas funções bioquímicas e fisiológicas das células. Está presente nos ossos, dentes, composição do código genético (DNA e RNA) e faz parte das paredes das células.

Para que o fósforo exerça sua função no organismo, é necessário que ele e o cálcio estejam em equilíbrio entre si (a vitamina D é um dos principais reguladores desse equilíbrio). Caso ocorra um excesso de fósforo no organismo (hiperfosfatemia), haverá uma desregulação na absorção de cálcio, resultando no aumento da porosidade dos ossos, além de ser um dos fatores que eleva a pressão arterial, entre outros problemas de saúde. Já a carência de fósforo é responsável por fraturas, atrofia muscular, anemia, entre outras complicações.
O fosfato nos alimentos

Para a indústria de alimentos, os aditivos alimentares que apresentam o elemento fósforo em sua constituição confere aos produtos melhor retenção de água, proteção contra rancidez oxidativa. Na produção de carnes curadas, os fosfatos (PO43-) e polifosfatos (que possuem fósforo em sua composição) ajudam a manter a estabilidade desses alimentos, além de apresentarem ações coagulantes e gelatinizantes sobres as proteínas e dispersantes e ações emulsionantes sobre as gorduras. Também são agentes acidulantes, entre outras funções.


São vários os tipos de fosfatos disponíveis para o uso em alimentos, porém os mais utilizados para processamento de carne são o tripolifosfato de sódio e o hexametafosfato de sódio (eles dominam cerca de 90% do mercado) - outro fosfato utilizado em produtos cárneos é o pirofosfato ácido de sódio. Porém, para todos eles, existe um limite máximo: apenas 0,5% do produto total pode conter fosfato, de acordo com a legislação brasileira. Os principais alimentos processados que apresentam aditivos fosfatados são carnes processadas, refrigerantes, biscoitos, bolos, entre outros.
Riscos

Por ser um nutriente vital para o funcionamento dos sistemas biológicos, os fosfatos presentes naturalmente em alimentos são metabolizados pelo organismo de pessoas saudáveis sem grandes problemas. Dessa forma, acredita-se que os aditivos alimentares fosfatados também não apresentem riscos à saúde para essas pessoas. Entretanto, novas pesquisas estão apontando que há um aumento do nível de fósforo no sangue de pessoas saudáveis, que possuem uma alimentação rica em produtos processados com esse aditivo, e pode resultar no surgimento de doenças (veja o vídeo).

Pessoas que possuem doenças renais devem tomar extremo cuidado com o nível de fósforo presente na alimentação, pois, devido ao mau funcionamento do órgão, a eliminação do elemento pela urina pode ser afetado, resultando em um desequilíbrio do organismo e no desenvolvimento de uma série de problemas de saúde. Uma vez que o fósforo está presente em todos os alimentos, não apenas nos processados, o acompanhamento médico para controlar o nível de fósforo no sangue é imprescindível.
Outros problemas e como lidar

Outra questão muito discutida envolvendo o fósforo (além das interferências na saúde) é o impacto que as aditividades humanas estão exercendo sobre a dinâmica do fósforo no meio ambiente. O aumento no ritmo de exploração das fontes de fósforo para utilização em produtos industrializados (indústrias de alimentos, fertilizantes, produtos de limpeza, entre outras), além de agravar a situação de eutrofização das águas, tem provocado discussões quanto à escassez do nutriente.


A ingestão de produtos ultraprocessados deve ser evitada ao máximo, não apenas pela presença de aditivos fosfatos, mas também porque existe uma série de outros aditivos que podem causar problemas a saúde. Para a manutenção de uma vida saudável é fundamental tomar atitudes como ter uma alimentação equilibrada e variada de alimentos in natura ou minimamente processados, que garantem a absorção de nutrientes essências ao funcionamento do organismo, além de proporcionar menores impactos ambientais.

Hotel de Sílvio Santos explode e deixa 5 feridos em SP

Uma explosão assustou a equipe do hotel Sofitel Jequitimar, que pertence ao apresentador Sílvio Santos, localizado no Guarujá, em São Paulo, no início da tarde desta segunda-feira (23).

De acordo com o G1, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas e a suspeita inicial é de vazamento de gás na cozinha, mas o fogo já foi controlado. Dos atingidos, quatro foram socorridas por ambulâncias do próprio hotel, e uma pelo Resgate, do Corpo de Bombeiros. Depois, quatro pessoas foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com ferimentos leves e intoxicação pela fumaça.

Por meio de nota, a assessoria do hotel informou que "houve um incidente e que, neste momento, está contribuindo para o trabalho do Corpo de Bombeiros e está dando todo o suporte para os hóspedes do hotel, que já evacuaram o local". O empreendimento é considerado um dos mais luxuosos da cidade.

Fonte: G1

Mandioca: alimento típico do Brasil apresenta muitas vantagens nutricionais...

Além disso, ela também pode ser usada para criar embalagens biodegradáveis
Por Amada44 (Own work) [GFDL or CC BY 3.0], via Wikimedia Commons

Alimento típico do Brasil, a mandioca é um importante constituinte da alimentação de muitas pessoas, principalmente das que vivem em regiões rurais, além de fazer parte do folclore de nosso país. A lenda conta que a mandioca tem origem na morte precoce de Mani, neta de Tuxaua (líder da tribo), que foi enterrada na oca em que morava. Após passar o tempo, uma planta nasceu no lugar onde o corpo fora enterrado, certa vez a terra se abriu aos pés da planta e os índios visualizaram uma raiz branca e deram o nome de Manioca (casa de Mani); à planta, deram o nome de Maniva. No Brasil, a mandioca possui uma estreita relação com a formação socioeconômica do país, estando presente em vários momentos de nossa historia - é considerada uma ”herança indígena” em todo o território brasileiro.
Tipos

Os cultivares da mandioca podem ser divididos em dois grupos. O primeiro é o mais popular, que tem diversas denominações: mandioca doce, mandioca de mesa, aipim, macaxeira e mandioca mansa - esse tipo de mandioca é utilizado para consumo fresco humano ou animal. O segundo grupo é denominado de mandioca amarga ou brava (imprópria para consumo fresco), geralmente utilizada na indústria de alimentos para produção de farinha ou fécula, por exemplo.

A grande diferença entre os dois grupos é a concentração de ácido cianídrico presente na raiz, sendo que, no primeiro grupo, a concentração é inferior a 100 partes por milhão (ppm) ou 100 mg de ácido cianídrico por quilograma de raiz. O ácido cianídrico é um composto tóxico para os seres, e estima-se que a dose letal de ácido cianídrico oscile entre 50 a 60 mg/Kg de peso, dessa forma, o processamento da mandioca do segundo grupo é imprescindível para evitar-se a ocorrência de intoxicação alimentar. Um caso de intoxicação pelo consumo da mandioca brava ocorreu na cidade de Limeira, em São Paulo, no ano de 2003, levando um paciente a óbito. O diagnóstico ocorreu após a internação de mais dois pacientes que relataram o consumo de mandioca com gosto amargo.

Produtos e fonte de renda

Os principais produtos do aipim (mandioca mansa) são os minimamente processados: ou seja, mandiocas que são vendidas na feira descascadas; ou os processados, como mandioca pré-cozida congelada, sem contar os “chips” feitos com o alimento. Já os produtos derivados da mandioca brava são a farinha seca, farinha d’água, fécula ou polvilho doce e polvilho azedo - o processamento da mandioca ocorre em fecularias, sendo o principal produto a fécula ou amido da mandioca, servindo de matéria-prima para as indústrias de papel, têxtil e alimentícia, e também como lubrificante nas indústria de petróleo. Atualmente, a fécula da mandioca vem ganhando espaço na industria de embalagens como matéria-prima de embalagens biodegradáveis, representando um grande avanço para a questão dos resíduos sólidos que são despejados no meio ambiente.

O cultivo da mandioca, e seu beneficiamento, representam a principal fonte de renda de varias regiões brasileiras, sendo que as pequenas agroindústrias que beneficiam a mandioca desempenham um papel fundamental para o desenvolvimento do país. Segundo a Associação Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), as casas de farinha, locais onde se beneficia a mandioca, garantem emprego e renda para produtores, familiares e demais agentes envolvidos, movimentando a economia das localidades onde estão inseridas. Esta atividade, além de ser utilizada para a subsistência, apresenta-se como uma opção promissora de agronegócio, pois a mandioca beneficiada pode gerar vários produtos de alto valor agregado, tanto para a utilização humana quanto para alimentação animal.
Alternativa para quem não come glúten

A mandioca é uma planta da família Eufhobiacea, que produz raízes com alto teor de amido e também é fonte de fibras e carotenoides. É o principal substituto alimentar de pessoas celíacas, pois não apresenta em sua constituição o glúten. Porém, as folhas da mandioca também podem exercer um grande papel na nutrição humana, uma vez que são fonte de proteínas, mas sua digestibilidade é baixa. Pesquisas realizadas indicam que os teores de proteínas nas folhas de mandioca variam entre 20,77 g e 35,9 g/100 g de massa seca, sendo comparado ao teor de proteína presente em hortaliças, como a couve (30,84 g/100g de massa seca). Além de ser fonte proteica, as folhas da mandioca também apresentam teor considerável de minerais, como zinco, ferro, manganês e magnésio, de vitamina C e de betacaroteno. Entretanto, as folhas da mandioca também apresentam altos teor de ácido cianídrico, sendo necessária a cocção, maceração ou desidratação das folhas antes de seu consumo.

Muito utilizada na culinária brasileira, a mandioca é o principal ingrediente de bolos, tapioca, escondidinho, e pode substituir a batata na preparação de massas; no caso do polvilho, é o ingrediente base de produtos como o pão de queijo e biscoito de polvilho. Opções para saborear a "rainha do Brasil" não faltam, inove seus hábitos alimentares utilizando a mandioca em suas preparações culinárias diárias, e dê preferência aos produtos in natura ou minimamente processados.

Você já pensou em comer cascas de banana? Confira os benefícios

A ingestão de cascas de banana oferece os benefícios das fibras e confere poderosos antioxidantes a sua dieta

Você sabia que cascas de bananas são muito saudáveis e podem ser consumidas? É isso mesmo! Além de gerar economia e diminuição de resíduos, a ingestão das cascas é bastante nutritiva. Na Índia, por exemplo, pessoas se beneficiam das vantagens nutricionais delas há décadas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO - na sigla em inglês), a banana é a segunda fruta mais consumida no planeta, com 11,4 kg/hab/ano, perdendo apenas para a laranja, com 12,2 kg/hab/ano. A banana é muito popular, e sua “embalagem natural” torna seu consumo muito prático.

Vale lembrar que as cascas só devem ser consumidas se forem de banana orgânica. Cascas acumulam grandes quantidades de agrotóxicos, que são muito prejudiciais para sua saúde. Mas, mesmo assim, a casca pode ter diversas outras utilidades para o dia a dia (Confira alguns usos para bananas passadas e cascas aqui).

Enquanto a "carne" de uma banana é suave e doce, a pele é grossa, fibrosa, e ligeiramente amarga. Para comer a casca, você pode misturá-la em vitaminas, fritar, assar, ou cozinhar durante pelo menos dez minutos. O calor é importante para romper as fibras da pele e assim suavizar a textura resistente, tornando a casca mais fácil de mastigar e digerir.

Além disso, quanto mais madura a banana estiver, mais fina e mais doce a casca estará. Isso acontece por conta de um hormônio vegetal natural chamado etileno, que as frutas liberam conforme amadurecem. O etileno interage com os açúcares e fibras na casca de banana, transformando açúcares complexos em açúcares simples e quebrando a pectina, uma fibra que a mantém rígida. Por esse motivo que as frutas maduras são mais sensíveis e suscetíveis a “machucados”.

Comer a casca não é bom apenas para o seu corpo, mas também é melhor para o ambiente. A maioria das pessoas joga a casca fora, isso significa uma grande quantidade de resíduos orgânicos. A maior parte deste lixo vai para aterros sanitários, mas ela pode ser utilizada como fertilizante, na purificação de água, e na compostagem.
Benefícios nutricionais

A banana é uma fruta rica em vitaminas A e C. A casca apresenta um teor de minerais muito elevado em relação ao fruto. A ingestão da casca é uma boa alternativa para o aumento de minerais na dieta. A pele contém quantidades elevadas de vitaminas B6 e B12, além de magnésio e potássio. Ela também contém fibras e proteínas.


Cascas de banana contêm triptofano, um aminoácido essencial que aumenta os níveis de serotonina (mesmo hormônio liberado quando consumimos chocolate) no corpo e afeta o humor.

Além disso, ela é rica em fibras que promovem movimentos intestinais, auxiliam na digestão e podem reduzir os níveis de colesterol no sangue. Ajudando assim a prevenir doenças cardiovasculares, derrames e câncer (saiba mais sobre alimentos com fibras aqui). Os amidos resistentes presentes na casca da banana viram alimento das bactérias que vivem no intestino grosso naturalmente. Na digestão desse amido, as bactérias produzem substâncias que fazem bem para nosso organismo e ajudam a prevenir diversas doenças, como câncer e diabetes.

Cascas de banana são ricas em polifenóis e carotenoides, que são fitoquímicos com propriedades antioxidantes. Eles reduzem o estresse oxidativo e neutralizam os radicais livres em vários órgãos, incluindo a pele. Um deles é a luteína, um carotenoide que protege os olhos dos danos dos radicais livres, dos riscos de catarata e de degeneração macular, e filtra os raios UV prejudiciais.
Maneiras de comer cascas da banana

Há lugares no mundo onde comer cascas de bananas é um hábito natural. Em algumas culturas, cascas de banana são fritas como uma iguaria. No leste da Índia, as cascas são usadas para muitos pratos e algumas sobremesas.


Em alguns países asiáticos, a banana inteira é cozida, com casca e tudo mais. Alguns chegam a cortar cascas da banana e secá-las ao sol, para depois serem cozidas. As cascas podem ser agregadas a diversas receitas, basta utilizar a criatividade e assim se nutrir, gerar menos resíduo e de quebra ainda economizar!
Confira uma simples e deliciosa receita de bolo de cascas de banana

Ingredientes:

2 cascas de banana - lave a banana antes de descascá-la em água corrente;


2 ovos;


2 xícaras (chá) de leite;



2 colheres (sopa) de margarina;


3 xícaras (chá) de açúcar;


3 xícaras (chá) de farinha de rosca - pode ser comprada pronta, ou basta você bater no liquidificador o pão amanhecido até virar uma farinha;


1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo:

Lave e descasque as bananas. Bata no liquidificador os ovos, leite, margarina, açúcar e cascas de banana. Despeje essa mistura numa vasilha, adicione farinha de rosca e misture bem. Por último, misture delicadamente o fermento e despeje a massa em uma forma untada e esfarinhada. Asse em forno, em temperatura média, por aproximadamente 30 minutos.


Receita: Tudo gostoso

Iogurte pode ser um aliado no combate da hipertensão, diz pesquisa...

A justificativa para esse resultado ainda não é conhecida, mas existem algumas hipóteses

Um estudo realizado por cientistas estadunidenses afirma que o iogurte pode reduzir em até 20% o risco de pressão alta, especialmente em mulheres.

A médica cardiologista Patricia Rueda explica que o estudo reafirma que hábitos de vida saudáveis diminuem o risco de doenças do coração e de doenças associadas a doenças do coração, como a hipertensão. A hipertensão é uma das principais causas de infarto e AVC na população geral.

A médica explica que a pesquisa acompanha indivíduos e busca relacionar hábitos com doenças do sistema cardiovascular. "Nessa pesquisa, eles avaliaram o impacto do consumo de iogurte no desenvolvimento da pressão arterial. A pesquisa observou que entre as mulheres que consumiam pelo menos cinco porções de iogurte por semana, o risco de desenvolver hipertensão arterial foi 20% mais baixo do que as que não consumiam essa quantidade", explica.

A cardiologista conta que a justificativa para esse resultado ainda não é conhecida, mas existem algumas hipóteses. "O iogurte é um laticínio com magnésio e potássio na sua composição e sabe-se que dietas ricas nesses componentes diminuem o risco de pressão alta. Além disso, existe a hipótese que os lactobacilos presentes no iogurte tenham uma reação com o organismo que iniba uma enzima o que leve a redução da pressão nessa população", diz.

Segundo Rueda, é preciso ter bom senso ao analisar esse resultado. Ele deve ser visto como um indício a mais de algum nutriente que possa trazer benefícios, mas o fundamental para a saúde cardiovascular é uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. O efeito benéfico do iogurte não se aplica a mulheres com obesidade.

Fonte: EBC Rádios

Quase 30% dos jovens brasileiros consomem doce em excesso, diz pesquisa...

Ministério da Saúde indica que um em cada cinco brasileiros consome doce em excesso
Imagem: Pixabay / CC0

Estudo divulgado em 7 de abril pelo Ministério da Saúde indica que um em cada cinco brasileiros consome doce em excesso - cinco vezes ou mais na semana. O índice é ainda maior entre os jovens: 28,5% da população entre 18 e 24 anos se alimenta com muito açúcar. Nessa mesma faixa etária, 30% também costuma beber refrigerantes diariamente. O diabetes, segundo o levantamento, atinge atualmente 7,4% da população adulta do país, contra 5,5% registrado em 2006.

De acordo com a pesquisa, o diabetes é mais frequente entre as mulheres (7,8%) que entre os homens (6,9%) e se torna mais comum com o avanço da idade. Entre as cidades, o Rio de Janeiro apresentou o maior índice (8,8%), seguido por Porto Alegre (8,7%) e Campo Grande (7,9%). Palmas, por sua vez, apresentou o menor índice (3,9%), seguida por São Luiz (4,4%), Boa Vista e Macapá (ambas com 4,6%).Os dados fazem parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2015) e foram divulgados em razão do Dia Mundial da Saúde, lembrado em 7 de abril. O estudo monitora fatores de risco para doenças crônicas, atualmente responsáveis por 72% das mortes no país. Foram entrevistados por telefone 54 mil adultos que vivem nas capitais brasileiras.

Os números mostram também que, apesar do avanço do diabetes no país, as internações provocadas por complicações da doença diminuíram 11,5% nos últimos cinco anos. Em 2015, foram registradas 67,1 internações para cada grupo de 100 mil habitantes contra um índice de 75,9 em 2010. No ano passado, foram contabilizadas 137,4 mil internações por agravos do diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS), a um custo de R$ 92 milhões.

A mortalidade prematura (pessoas com menos de 70 anos) por diabetes, segundo o levantamento, também caiu entre 2000 e 2013. Ainda assim, o número de pessoas que morrem por causa da doença no Brasil permanece alto e fechou o ano de 2013 em 58.017 óbitos.


Fonte: 

Reduzir desperdício de alimentos ajuda contra mudança climática, diz estudo

Até 14% das emissões geradas pela agricultura em 2050 poderiam ser evitadas administrando melhor o uso e a distribuição dos alimentos

Imagem: Icaro Cooke Vieira/ CIFOR/ Flickr/ (cc)

Reduzir o desperdício de alimentos em todo o mundo ajudaria a conter as emissões de gases de efeito estufa, diminuindo parte dos impactos da mudança climática, como os eventos climáticos mais extremos e a elevação do nível dos mares, aponta um estudo do Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto Climático (PIK, na sigla em inglês) divulgado no dia 7 de abril.

Até 14% das emissões geradas pela agricultura em 2050 poderiam ser evitadas administrando melhor o uso e a distribuição dos alimentos. "A agricultura é um grande indutor da mudança climática, tendo representado mais de 20% o das emissões globais totais de gases de efeito estufa em 2010", disse o co-autor Prajal Pradhan. "Evitar a perda e o desperdício de alimentos, portanto, evitaria emissões de gases de efeito estufa desnecessárias e ajudaria a mitigar a mudança climática."


Entre 30% e 40% de toda a comida produzida no planeta nunca chega a ser consumida porque se deteriora depois de ser colhida e durante o transporte ou porque é jogada fora por comerciantes e consumidores.

À medida em que nações mais pobres se desenvolvem e a população mundial cresce, as emissões associadas ao desperdício de comida poderiam saltar do equivalente a 0,5 gigatonelada de dióxido de carbono por ano para algo entre 1,9 e 2,5 gigatoneladas anuais até a metade do século, mostrou o estudo publicado no periódico científico Environmental Science & Technology.
Países emergentes


A expectativa é que a parcela de alimentos desperdiçados aumente drasticamente se economias emergentes como China e Índia adotarem hábitos alimentares ocidentais, entre eles um consumo maior de carne, alertaram os pesquisadores. Países mais ricos tendem a consumir mais alimentos do que o recomendável ou a simplesmente desperdiçá-los, enfatizaram.
Redistribuição

Muitos argumentam que reduzir o desperdício de alimentos e distribuir o excedente onde ele é necessário poderia ajudar no combate à fome em lugares que não têm o suficiente - especialmente levando em conta que as terras são limitadas para expandir o cultivo.


Os pesquisadores analisaram a necessidade de alimentos no passado e nos cenários futuros diversos, então descobriram que, embora a necessidade média de alimentos por pessoa permaneça quase constante nas últimas cinco décadas, a disponibilidade de alimentos cresceu rapidamente - levando a um aumento de mais de 300% nas emissões relacionadas ao excedente alimentar cada vez maior.

Fonte: EcoD

Crus ou cozidos? Qual a melhor forma de consumir vegetais?

Pesquisa mostra qual forma de cozimento mantém antioxidantes


Imagem: Pixabay/ CC0 Public Domain

O dilema entre comer vegetais crus ou cozidos não vem de hoje. Há muito tempo se desenvolvem pesquisas sobre consequências de distintas formas de se cozinhar diferentes alimentos para ver o que se ganha e o que se perde.

A nutricionista Flávia Vicentini afirmou, em uma entrevista para o portal Minha Vida, que acredita que o cozimento dos alimentos faz com que haja grande perda de nutrientes. “Quando cozidos em água, os legumes perdem 35% dos carboidratos, vitaminas e minerais que são transferidos para o meio líquido”, afirma.

Portanto, parece evidente que o melhor é consumir os verdinhos como vieram ao mundo, certo? Não é bem assim.


A conclusão de momento é que o preparo depende muito do alimento alimento a ser consumido, pois “não há uma regra válida para todos”, afirma a professora e coordenadora da pesquisa, Veridiana Vera de Rosso.

Rosso enfatiza as diferentes composições de cada verdura. O tipo de cozimento (ou até mesmo a preferência por ingerir cru) depende de vários fatores citados por ela: solubilidade, quantidade de fibras, de água, textura, tipos de moléculas presentes, etc. 

Como foram feitos os testes?


O estudo foi realizado analisando o que acontecia com as substâncias antioxidantes presentes na couve e no repolho roxo quando estes eram submetidos a três principais formas de cozimentos utilizadas no Brasil: refogado, por imersão na água e a vapor.

A mestra concluiu que, apesar de todas as maneiras terem se mostrado eficientes, a que demonstrou maior potencial em manter os antioxidantes foi a de cozimento no vapor.

Apesar da perda de alguns nutrientes, a ingestão de verduras continua sendo uma boa aposta para as dietas. Seja cozido ou cru, o importante é tentar sempre incluí-los em suas refeições da maneira que achar mais saborosa.

Chá verde reduz drasticamente perda de importante proteína em diabéticos...

Estudo será reproduzido com grupo maior de indivíduos e durará mais tempo


Imagem: Wikimedia Commons / CC0

Estudo realizado em humanos demonstrou o efeito positivo do chá verde na melhora da nefropatia causada por diabetes. Artigo a respeito acaba de ser publicado na revista on-line Scientific Reports, do grupo Nature: “The use of green tea polyphenols for treating residual albuminuria in diabetic nephropathy: A double-blind randomised clinical trial”.

A pesquisa foi realizada pela doutoranda Cynthia Borges e liderada pelo médico José Butori Lopes de Faria, professor titular de Nefrologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do projeto temático “Efeitos do chá verde (Camellia sinensis), do cacau e de um doador de óxido nítrico na nefropatia e retinopatia diabética: papel da redução do estresse oxidativo e da inflamação e do aumento do óxido nítrico”, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).


O novo estudo, realizado in vivo em indivíduos com diabetes, corroborou amplamente os resultados antes aferidos, apontando benefícios do chá verde para pacientes diabéticos.

“Realizamos um ensaio clínico com 42 pacientes diabéticos, portadores de doença renal secundária ao diabetes, todos eles recebendo o melhor tratamento disponível, incluindo dose máxima de bloqueador do sistema renina-angiotensina [este último é considerado o padrão ouro para o tratamento da doença renal associada ao diabetes]. Metade dos integrantes do grupo recebeu extrato de chá verde e metade recebeu placebo. O grupo que recebeu o extrato de chá verde teve uma redução de 41% na albuminúria [perda da proteína albumina por meio da urina], ao passo que o grupo que recebeu placebo teve um aumento de 3%”, relatou Faria à Agência Fapesp.

O ensaio foi do tipo randomizado [isto é, a seleção para integrar um ou outro subgrupo se deu ao acaso] e duplo-cego [isto é, nem os pacientes nem os pesquisadores sabiam quem estavam recebendo chá verde e quem estava recebendo placebo]. “Mantida a medicação para todos os pacientes, os que receberam chá verde consumiram, diariamente, durante 12 semanas, uma quantidade de extrato que continha 800 miligramas de epigalocatequina-galato, um polifenol que constitui o principal princípio ativo do produto. Essa dose, que equivale a três xícaras de chá, já havia sido utilizada em um estudo com pacientes com câncer e se mostrado segura”, informou o pesquisador.


É normal eliminar albumina na urina. Mas isso ocorre em quantidades muito pequenas, de até 30 miligramas por dia. Os pacientes selecionados para o ensaio, porém, eliminavam quantidades muito superiores, apesar do tratamento medicamentoso. Este foi, aliás, um critério adotado para sua seleção. “Essa albumina provém do sangue do indivíduo. O sangue passa pelos rins originando o que chamamos de ‘ultrafiltrado’, e é esse ‘ultrafiltrado’ que, depois de sofrer algumas transformações, dá origem à urina. No ‘ultrafiltrado’ de uma pessoa normal, a quantidade de albumina é muito baixa. Porém no paciente com doença renal em decorrência do diabetes ela se torna bem maior”, disse Faria.


“Nós já havíamos demonstrado, nos estudos em modelos animais e em culturas de células, que essa perda acentuada de albumina se deve à destruição de podócitos, as células que formam a barreira que restringe a passagem de proteínas do sangue para a urina. É a perda da função dos podócitos que faz aumentar a quantidade de albumina na urina. No presente estudo, demonstramos também que o plasma de pacientes diabéticos e com doença renal era capaz de induzir a morte de podócitos humanos in vitro. E que, nessa condição, a epigalocatequina-galato conseguia prevenir a morte de tais células. Essas observações sugerem que o efeito benéfico do chá verde nos pacientes diabéticos tenha ocorrido por redução na morte dos podócitos”, explicou o pesquisador.

“Nosso estudo foi realizado com um grupo pequeno de indivíduos. É preciso reproduzi-lo em um grupo maior, com mais tempo de acompanhamento. De qualquer forma, o resultado obtido é bastante expressivo e promissor. Finalmente, vale ainda ressaltar que os efeitos colaterais do extrato de chá verde foram mínimos e não diferiram dos efeitos colaterais observados no grupo placebo”, finalizou o pesquisador.

Para especialistas, churrasco de domingo é vilão do aquecimento global

Segundo os especialistas, há espaço na agropecuária para redução das emissões

A picanha, a fraldinha e a maminha, bem salgadas, feitas na brasa, símbolos de um bom churrasco, estão se tornando inimigas do clima. É que a carne, desde a criação do gado até a mesa do brasileiro, é responsável pela liberação de grande quantidade de gases que causam o aquecimento global, segundo o Observatório do Clima (OC) – rede que reúne 40 organizações da sociedade civil. A recomendação é que o consumo de carne de boi seja menor e a produção mais eficiente.

Os impactos causados pela agropecuária são responsáveis por 69% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Estão incluídos na conta poluentes decorrentes do processo digestivo e dejetos de rebanhos, o uso de fertilizantes e o desmatamento (43% das emissões nacionais).

Os números são do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, divulgados no Rio de Janeiro.


De acordo com a coordenadora de Clima e Agropecuária do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Marian Piatto, que integra a rede do observatório, somente o gado de corte é responsável por 65% das emissões de gases de efeito estufa na agropecuária.

Ela explica que um dos problemas está no sistema digestivo dos animais com dificuldades de processar o capim. “O gado bovino, quando se alimenta do capim, explicando de uma maneira bem simples, elimina metano por meio do arroto e do pum. Não é como nos carros, que vemos uma fumaça cinza, mas são poluentes”.

Marina lembra que o país tem um dos maiores rebanhos do mundo, cerca de 200 milhões de animais, o que agrava o problema. “É quase um por pessoa”, comparou.

Para chegar aos 69% das emissões nacionais do setor agropecuário, o coordenador do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa, Tasso Azevedo, acrescenta que, além dos problemas com o gado, entram na conta o transporte da carga, que, na maioria das vezes, usa diesel, o mais poluente dos combustíveis e o desmatamento para criação de pasto. Na Amazônia, onde avança o uso de terras para a atividade, é comum a ocupação de áreas derrubadas com o gado, denunciou Eron Martins, do Instituto Imazon.


“A relação entre a pecuária e o desmatamento é muito estreita porque a pecuária tem uma fluidez econômica muito rápida, o que facilita colocar a pecuária nos locais de expansão (desmatadas) para ter o direito daquela área mais tarde”, disse Martins. Ele contou que é comum a extração de madeira deixar áreas degradadas que, em seguida, acabam revertidas em pasto.
Soluções visam reduzir emissões

Segundo os especialistas, às vésperas de o acordo de Paris entrar em vigor em 2017, com metas para limitar o aumento da temperatura no planeta, há espaço na agropecuária para redução das emissões, como melhor manejo de pastagens e menor uso de fertilizantes. O governo, por sua vez, deve atrelar a concessão de subsídios, como o Plano Safra, às contrapartidas ambientais. Os ambientalistas, porém, são unânimes em recomendar menor consumo de carne.

“Cada bife que a gente come é responsável por impacto ambiental. Não comemos camarão e lagosta todo o dia, por que temos a necessidade de comer uma quantidade diária de carne bovina?”, questionou Marina. Uma meta internacional para tornar a carne brasileira mais sustentável foi descartada porque o destino de 80% do gado do país é a mesa do brasileiro, disse.

Para quem pensar em adiar uma mudança de hábitos à mesa, Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, alerta que o aquecimento global é responsável por ondas de calor, com sensação térmica de 50°C, como no verão, no Rio de Janeiro, falta de chuvas, como em São Paulo, e desastres ambientais. “A gente está falando de qualidade de vida e de economia, mudanças climáticas são um risco para um país que depende da agricultura e da pecuária”, afirmou.

CNA questiona números

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) questionou os dados e disse que a conta do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa é uma “visão parcial” da produção.

“Se a gente for levar em conta que o Brasil emite menos de 4% das emissões globais, que o sistema leva em conta as emissões e não o balanço, se a gente considerar os esforços empreendidos para redução das emissões no Brasil – que vêm diminuindo – e o comprometimento da propriedade rural na conservação da biodiversidade, no estoque de carbono e na recuperação de áreas degradas, [poderá constatar] que a agropecuária é uma atividade muito menos impactante do que se pintou no relatório”, afirmou o coordenador de Sustentabilidade, Nelson Ananias Filho.

“Precisamos promover políticas de recuperação de pastagens em degradação para aumentar produtividade e emitir menos gases, produzindo comida e o nosso churrasco de fim de semana”. Nelson confirma que uma pastagem bem manejada sequestra até 90% de toda emissão da pecuária.

Para incentivar o setor, o Ministério da Fazenda, por meio do Plano Safra, apresenta aos produtores técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de produção sustentável.


“Para o governo, é inviável financiar toda mudança tecnológica do setor. O que fazemos é mostrar as coisas que estão na prateleira e que são viáveis”, disse o coordenador-geral de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Aloisio Lopes Pereira de Melo.


Painéis solares residenciais associam vantagens econômicas à sustentabilidade...

É um investimento que vai se pagar em uma média de sete anos e gerar retorno para a pessoa

A instalação de painéis residenciais de captação de energia solar é uma opção de investimento que permite economia na conta de luz e independência das distribuidoras de eletricidade (saiba mais em "O que é energia solar e como funciona o processo de geração de eletricidade?". O sistema fica em R$ 16 mil, segundo a coordenadora da campanha de Energias Renováveis da organização não governamental (ONG) Greenpeace, Bárbara Rubim.

“É um valor alto, se a pessoa tiver que fazer esse investimento à vista. Mas é um investimento que vai se pagar em uma média de sete anos e gerar retorno para a pessoa. É um investimento que você está fazendo no seu imóvel”, ressaltou Bárbara em entrevista à Agência Brasil.

Em 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimava que até 2024 poderiam ser instalados até 620 mil painéis voltaicos em telhados residenciais. Para a microgeração de consumidores comerciais, a projeção é que os sistemas podem chegar a 82 mil equipamentos. Eles captam a luz solar e a transformam em eletricidade que abastece o imóvel. O excedente pode ser lançado na rede de distribuição e convertido em créditos a serem abatidos da conta de luz do consumidor. Para saber mais a respeito, acesse a matéria "Guia de como instalar energia solar residencial, dicas e orientações".

Financiamento e incentivos

A geração individual de eletricidade pelo sol poderia ir ainda mais longe, segundo Bárbara, caso houvesse incentivos para quem quisesse usar essa opção. Entre as medidas que poderiam ser adotadas, a coordenadora da ONG aponta a criação de linhas de financiamento específicas.

“Durante anos, o governo federal subsidiou para que você pudesse ter até linha de financiamento com juros zero para a compra de veículos novos. Se o governo fez isso para a compra de um carro que, querendo ou não, é um bem que gera uma série de externalidades negativas para a sociedade e que está sendo depreciado ano após ano, não existe motivo de ele não ter uma política semelhante para a energia solar”, defendeu.

Outro incentivo possível, de acordo com Bárbara, seria a liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra dos painéis, como é feito para compra e reforma de imóveis.
Substituição de fontes

Com esse tipo de fomento, a coordenadora da ONG considera que o Brasil conseguiria chegar ao fim de 2020 com mais de 1 milhão de sistemas instalados e com 8 milhões no fim de 2030. Ela baseia a análise nos resultados obtidos em países como a Alemanha, que tem atualmente 8 milhões de residências microgeradoras, e o estado norte-americano da Califórnia, com 1 milhão de sistemas instalados.


“A gente conseguiria substituir duas vezes, se chegasse nesses 8 milhões, a previsão de geração do complexo hidrelétrico de Tapajos”, compara Bárbara em referência ao projeto da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará. Em agosto do ano passado, o governo federal desistiu do projeto, pois não conseguiu as licenças ambientais necessárias. O empreendimento também alagaria três aldeias do povo Munduruku, na Terra Indígena Sawré Muybu.
Economia e sustentabilidade

Foi justamente a preocupação ambiental que motivou a consultora em biotecnologia Luciana Di Ciero a instalar, há um ano, um sistema de painéis em sua residência em Campinas, no interior paulista. “É claro que é super interessante ter uma economia. Mas, para mim, o principal foi a questão de sustentabilidade, de usar uma energia renovável. Eu acho que o caminho do mundo é esse”, afirma sobre o equipamento que reduziu de R$ 400 para R$ 60 a conta de luz da família de quatro pessoas.

Luciana conta que o sucesso da instalação atraiu a atenção dos vizinhos. “Muita gente veio aqui olhar”. Pelo menos um deles também comprou o equipamento após visitá-la. A consultora acredita, no entanto, que deveria haver incentivos para quem quer adotar a tecnologia. “Eu moro em um condomínio de classe média alta, é diferente. Agora, um incentivo para colocar em comunidades carentes, em conjuntos populares, isso o Brasil deveria fazer. Acho que estamos muito atrasados”, diz.

Também no interior de São Paulo, a dentista Fernanda Morra considera que o sistema foi uma boa maneira de investir. “Eu acho a nossa energia muito cara. Eu tenho sol quase os 365 dias do ano, porque moro em Holambra. Acho que é um investimento para a minha casa, daqui a um, dois ou três anos eu não tenho mais esse custo”. O equipamento abastece a residência de Fernanda e o consultório, que divide o imóvel.

Apesar de destacar as vantagens econômicas e práticas, como não depender das concessionárias de energia, a dentista também fez a instalação preocupada com o meio ambiente. “Eu tento ser o mais sustentável que posso”, acrescenta.

Brasil cria tecnologia para descontaminação ambiental a partir do bagaço de cana.

Material desenvolvido no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do CNPEM, utiliza resíduos produzidos pela indústria sucroalcooleira para fabricação de carvão ativo até 20% mais barato que o importado

Um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo, o Brasil estuda um destino sustentável para o bagaço produzido pela indústria sucroalcooleira: a produção de carvão ativo que possa ser utilizado para a descontaminação da água e do ar. Um estudo feito pelo Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), ligado ao Centro Nacional de Pesquisas em Energias e Materiais (CNPEM), o carvão ativo é uma alternativa economicamente viável, até 20% mais barata, e com a mesma eficiência, se comparada aos produtos importados já existentes no mercado.

O objetivo da pesquisa é utilizar resíduos agroindustriais abundantes no país para aplicações ambientais. De acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a produção brasileira de cana na safra 2015/2016 ultrapassou as 665 milhões de toneladas, das quais 368 milhões foram produzidas no estado de São Paulo. Deste total, aproximadamente um terço consiste em bagaço, que é obtido após o processo de moagem da cana nas usinas.

"O resíduo da indústria sucroalcooleira abre caminho para o desenvolvimento de um material avançado com propriedades antibacterianas quando associado a nanopartículas de prata, sendo um excelente material na remediação ambiental", explica o pesquisador do LNNano Diego Martinez.


A pesquisa teve início a partir de uma demanda feita por uma usina nacional, que utiliza o bagaço de cana para a geração de energia elétrica. O resíduo produzido na queima, bastante rico em carbono, passou a ser utilizado para a fabricação do carvão ativo.
Aplicações

No Brasil, carvões ativos são empregados em grandes volumes para a remoção das impurezas da água. Para um município com um milhão de habitantes, por exemplo, a estimativa é que seja utilizada uma tonelada de carvão ativo por dia para o tratamento de água. No exterior, o carvão ativo é proveniente de madeira, de ossos de animais ou de casca de coco.

"O grande problema é que existe uma dependência do Brasil do mercado exterior para a obtenção desse produto. Se pensarmos na questão cambial, nosso sistema comercial fica muito fragilizado. O carvão produzido aqui pode ser até 20% mais barato que o importado", enfatiza o pesquisador Mathias Strauss.

Através de uma cooperação bilateral firmada por meio do Centro Brasil-China de Pesquisa e Inovação em Nanotecnologia (CBCIN), o carvão produzido a partir da biomassa da cana já está em teste em Xangai. "O material está sendo utilizado em testes de descontaminação de ar, para, por exemplo, a despoluição do ar nos túneis da cidade, que sofrem com grandes congestionamentos e o fato de os carros ficarem muito tempo parados, gerando gases tóxicos. Esse ar passa por um tratamento para minimizar os danos aos motoristas", diz Strauss.


De acordo com os pesquisadores do CNPEM, o carvão ativo feito a partir de bagaço de cana já tem maturidade suficiente e deve estar disponível para o mercado em um prazo entre cinco e dez anos.
Inovação

A pesquisa desenvolvida pelo laboratório, além de dar um destino mais sustentável e rentável ao resíduo gerado a partir da cana-de-açúcar, tem caráter inovador por estudar a possibilidade de utilizar nanopartículas de prata associadas ao material. As nanopartículas são conhecidas na literatura por promover atividades antimicrobianas e que podem ser associadas à capacidade de absorção de contaminantes dos carvões ativos.

A inovação encontra-se em análise pelos pesquisadores, que buscam entender qual é a relação estabelecida entre as nanopartículas de prata no carvão ativo de bagaço e o meio ambiente. "A avaliação proativa dos riscos de nanomateriais é uma nova abordagem que a nanotecnologia está trazendo. Estes estudos estão sendo conduzidos no CBCIN, com a colaboração da Embrapa Ambiente. Preparamos o material ao mesmo tempo em que já pensamos nos seus potenciais efeitos toxicológicos e riscos ambientais", ressalta Diego Martinez.
CNPEM

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais é uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado em Campinas (SP), compreende quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial.


O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador de elétrons brasileiro de quarta geração, dedicado à análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico; e o LNNano realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

Os quatro laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.