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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Lavrador larga a roça para estudar e se torna médico após 19 anos...

Um morador de Monte Belo (MG) superou a baixa escolaridade e a falta de dinheiro para realizar um sonho: deixar de ser lavrador e se tornar médico. Após 19 anos investindo nos estudos e muita superação, ele hoje é motivo de orgulho para os pais. A história de José Reinaldo virou até capítulo de livro.


O início dessa história começa na zona rural de Monte Belo, onde o trabalho não era nada fácil.


"Eu tinha uma vida rural né, trabalhei em Alfenas em uma fazenda, lá eu cuidava de vaca. Aí a gente pediu conta e veio para Monte Belo, aí eu arrumei um emprego em uma granja de suínos", conta José Reinaldo Lopes da Silva.


Quando ele decidiu ser médico, ele tinha apenas o ensino fundamental. Aos 20 anos, José Reinaldo então decidiu deixar a roça e voltar a estudar. O que ele nem imaginava na época é que demoraria quase duas décadas até ele ver o sonho virar realidade.


"Se você pensar que são 19 anos, é uma vida, de batalha, mas, valeu a pena".


José Reinaldo é de família simples. Os pais têm pouco estudo e sempre trabalharam pesado para criar os oito filhos. A mãe, Dona Divina, cortava cana e fazia de tudo. "Eu tinha que trabalhar né, deixar eles pequenininhos pros maiorzinho cuidar, foi muito díficil, e eu larguei de trabalhar com 52 anos porque não aguentei mais, de cortar cana. A gente ficava até com dó dele, porque passava até fome, tem dia que ele passava com uma banana", conta a aposentada Divina Rosa Lopes.


O interesse pela medicina veio em um momento de sofrimento da irmã, Sueli. Ela ficou doente e José Reinaldo precisou acompanhá-la no hospital.


"Como era hospital escola, tinha uma rotina de corrida de leito, que eles falam. Os professores vão com os alunos do 5º, 6º ano e eles vão discutir o caso, e eu gostava muito disso. A cada dia mais que eu permanecia lá, foi nascendo o desejo de ser médico mesmo", conta José Reinaldo.


Durante o tratamento da irmã, ele encontrou pelo caminho pessoas que o incentivaram a lutar pela profissão. Uma delas foi uma cardiologista.


"Como ele já era técnico de enfermagem, ele queria pagar a consulta da irmã e foi aí que eu disse pra ele para que não pagasse a consulta, que comprasse livros e estudasse, porque ele já tinha dito que tinha a intenção de ser médico", conta a médica Ana Márcia de Melo.


A médica descobriu que os dois tinham muito em comum. Além de parentes distantes, eles também enfrentaram dificuldades para estudar. A cardiologista escreveu um livro e dedicou um capítulo para contar a história de José Reinaldo.


"Esse livro é uma autobiografia que é uma alusão às pessoas que fazem as coisas de uma forma diferente. Eu entitulei essas pessoas de 'flores de maio'. As flores de maio elas florescem no inverno e não na primavera, elas fogem do convencional. E o Zé realmente é uma flor de maio, ele fugiu totalmente do convencional, porque é um menino que saiu da zona de risco, da marginalidade, da pobreza, de tudo que poderia ser o futuro dele e se tornou uma pessoa de bem", completou a médica.


Com pouco estudo, José Reinaldo encontrou um abismo entre ele e a medicina. Venceu todas as dificuldades dando um passo de cada vez. Foi aprovado no vestibular para Medicina na faculdade em Ribeirão Preto (SP), mas não tinha dinheiro para pagar as mensalidades. Foi aí que escreveu uma carta contando a sua história.


"Eu fiquei seis meses lá dentro como se tivesse passeando, sem me preocupar, sem preocupar com pagar nem nada, e foi correndo as mensalidades. Depois disso (da carta), eu consegui bolsa integral nele, aí, já estava preocupado só com estudar", conta o novo médico.


Depois de 6 anos, José Reinaldo colou grau e finalmente se tornou médico. Motivo de orgulho para os pais. "Só de ver ele em cima da mesa para assinar (a ata de colação) eu fiquei muito emocionada", disse a mãe. 


"Um pai pobre estudar um filho para médico não é fácil não", disse o aposentado Pedro Lopes, pai de Reginaldo."


Agora, o novo médico, que dá expediente no Hospital Bom Pastor, de Varginha (MG), pretende ajudar os amigos da terra e retribuir também tudo o que fizeram por ele. "É uma alegria indescritível, eu entrando aqui hoje no Hospital Bom Pastor, não tenho nem palavras para mensurar o que estou sentindo neste momento", disse o médico.


E para quem acha que não é possível realizar seus sonhos, José Reinaldo tem um recado. "Trace uma meta e persiga até o fim e não desista nunca, enquanto há vida, há esperança", completou.


Fonte: G1

Aposentadoria de quem ganha mais deve ter aumento acima do reajuste do salário mínimo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para o reajuste dos benefícios previdenciários, acumulou alta de 6,58% em 2016, segundo divulgou nesta quarta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Com isso, pela primeira vez em 20 anos o reajuste das aposentadorias e benefícios do INSS de quem ganha acima de 1 salário mínimo deverá ser superior ao aumento do salário mínimo, que teve reajuste de 6,48% e passou de R$ 880 para R$ 937 no dia 1º de janeiro.


A portaria que oficializa o reajuste ainda precisa ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) pelo governo federal. Questionado pelo G1 sobre a aplicação do INPC para o reajuste dos benefícios previdenciários de quem recebe acima do mínimo, o Ministério da Previdência explicou que desde 2003 a correção é feita utilizando o INPC do ano anterior como índice, conforme o previsto na Lei 8.213/91, mas ainda não confirmou se o reajuste de 2017 será oficializado em 6,58%.


"A Portaria com a atualização dos benefícios, assim como tabela de contribuição mensal, será publicada no DOU após a divulgação do INPC pelo IBGE", informou a Previdência. Até o final da tarde desta quarta-feira, o ministério ainda não tinha se manifestado sobre a data de publicação da portaria.


A última vez que o aumento do salário mínimo ficou abaixo do índice de correção concedido para os benefícios previdenciários de quem recebe acima do mínimo foi em 1997. Naquele ano, o reajuste dos benefícios ficou em 7,76%, enquanto que o salário mínimo subiu 7,14%, segundo a série histórica do Ministério da Previdência, iniciada em 1995.


O INPC é usado como índice de reajuste desde 2003. Segundo o Ministério da Previdência, até 2006 não havia um índice oficial. Antes disso, chegaram a ser utilizados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos administrativamente.


Já o índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ficou em 6,29% em 2016.


A possibilidade do reajuste das aposentadorias de maior valor ficar acima do índice de aumento do salário mínimo, e portanto, do aumento dos benefícios de quem recebe o piso previdenciário, preocupa entidades ligadas a trabalhadores e aposentados, e é vista como uma incoerência e uma distorção da política em vigor de valorização do salário mínimo, que nos últimos anos subiu bem acima do INPC.


"Não é uma coisa que vai pegar bem a essa altura do campeonato. É uma questão de princípio e até uma questão moral", afirma o economista Airton Gustavo dos Santos, assessor da direção técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). "Seria uma coisa extremamente antipática, porque quem recebe salário mínimo é o trabalhador menos qualificado e o estrato de renda da população que mais sofre em relação a inflação e emprego".


O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, Carlos Ortiz, aponta para o risco de judicialização do assunto. "Não tem coerência nenhuma. Mais uma vez é o mais pobre que paga por essa crise. No mínimo, o governo teria que dar o mesmo reajuste, dar o repasse da inflação para todos", defende.


Cálculo do reajuste do mínimo em 2017
O cálculo do salário mínimo considera a variação do inflação do ano imediatamente anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. A decisão é publicada em decreto nos últimos dias de dezembro, antes da divulgação dos números oficiais de inflação no ano. A inflação oficial do Brasil fechou 2016 em 6,29%.


Como o PIB recuou 3,8% em 2015 – ano que serve de parâmetro para o salário mínimo em 2017 – a correção do mínimo de 20107 levou em conta, pela fórmula adotada, somente o valor da inflação de 2016.


Em 29 de dezembro de 2016 o governo divulgou o valor do salário mínimo para 2017, de R$ 937, um reajuste de 6,48% em relação ao praticado em 2016. O valor ficou abaixo do previsto na proposta do Orçamento de 2017 enviada para o Congresso em agosto, de R$ 945,80.


O Ministério do Planejamento justificou em dezembro que o reajuste foi menor porque a explicou que a inflação desacelerou e, ainda, que apenas aplicou as regras previstas na legislação.


Para calcular o reajuste do mínimo de 2017, o governo utilizou uma estimativa de INPC para 2016 de 6,74%. Ou seja, menor do que a previsão de 7,5% estimada em outubro, quando o projeto de Orçamento de 2017 foi enviado ao Congresso. O índice de reajuste do mínimo em 2017 foi de 6,48% – 0,26 ponto percentual menor do que a inflação estimada para o período.


Segundo o Planejamento, a correção do mínimo abaixo do INPC projetado se deu porque o governo compensou no salário mínimo de 2017 uma diferença no cálculo do reajuste do salário mínimo de 2016.


Na ocasião, o governo aplicou uma correção no salário mínimo considerando uma estimativa de INPC acima da inflação efetivamente apurada em 2015. Para compensar o reajuste maior em 2016, o governo decidiu aplicar em 2017 um "redutor" previsto em lei, que cortou R$ 2,29 do salário mínimo de 2017.


Segundo o Planejamento, a lei prevê que "eventuais diferenças entre as projeções dos índices utilizados para cálculo do reajuste e os índices efetivamente observados serão computadas no reajuste seguinte".


Airton Gustavo, do Dieese, critica a aplicação do redutor e diz não ter conhecimento de prática semelhante nos últimos anos. "Não fica bem reajustar o salário mínimo não levando-se em conta o INPC cheio", diz.


Salário mínimo fica sem ganho real pela 1ª vez desde 2003
Segundo dados do Dieese, é a primeira vez desde 2003 que o salário mínimo ficou sem ganho real. Ou seja, sem aumento acima da inflação.


Desde 2003, o salário mínimo acumulou um ganho real de 77,17%, favorecido por uma política de valorização do piso nacional que garante, além do repasse da inflação, aumento real pela variação do PIB (Produto Interno Bruto).


Embora tenha elevado os custos da mão de obra no país e pressionado a produtividade das empresas, a política de valorização do salário mínimo aplicada nos últimos anos é defendida pelas centrais sindicais como um instrumento de aumento da renda da população mais pobre e de redução da desigualdade de renda.


O Dieese estima que 47,9 milhões de brasileitos têm rendimento referenciado no salário mínimo e que a elevação para R$ 937 em 2017 representará um incremento de renda de R$ 35 bilhões na economia, além de R$ 18,8 bilhões de aumento na arrecadação tributária sobre o consumo.


Mínimo e Previdência
Segundo o Dieese, 68,6% do total de beneficiários do INSS recebem atualmente benefícios de até 1 salário mínimo, sendo metade dos benefícios concedidos de valor até 1 mínimo.


Pelos cálculos do órgão, o aumento do salário mínimo para R$ 937 (variação de R$ 57 em relação ao mínimo anterior) representa um custo adicional ao ano de cerca de R$ 17,142 bilhões na folha de benefícios do INSS.


Fonte: G1

‘Se preparem, porque, se necessário, eu serei candidato à Presidência’, diz Lula

Em seu primeiro ato público do ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que se necessário vai ser candidato a presidente da República. A declaração foi dada durante o 29º Encontro Estadual do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Salvador, na Bahia.


“Se preparem, porque, se necessário, eu serei candidato à Presidência. Se eu for candidato, é para a gente ganhar as eleições desse país”, disse Lula, a uma plateia que usava bonés vermelhos com a inscrição “Estamos com Lula”.


Mais cedo, no mesmo evento, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que o partido ainda não tomou a decisão sobre uma eventual candidatura do ex-presidente, mas que ele é “aspiração nacional”.


Gritos de apoio
Durante o discurso, Lula era interrompido pelo público com o grito “Brasil pra frente, Lula presidente”. O ex-presidente da República disse ainda que durante este ano vai andar pelo País para recuperar a imagem do PT e sua própria imagem. Ele voltou a afirmar que a legenda está sendo criminalizada pela mídia e pela Justiça.


Lula defendeu que todos que queiram ser candidatos tenham esse direito. “Se o Temer quer ser, ótimo, se o Serra quer ser, ótimo, se o Moro quer ser, ótimo, se os delegados querem ser, todo mudo que quer ser candidato tem direito, entre num partido e vá para as ruas”, afirmou.


Defesa do crescimento
O ex-presidente fez um discurso defendendo que o País volte a crescer através de investimentos do governo. “O único jeito desse país voltar a crescer é o Estado investir, pode mexer no compulsório, pode aumentar a dívida. A melhor forma de diminui a dívida com proporção do PIB, é fazer o PIB crescer”, afirmou.


Lula destacou que o Brasil precisa fazer a reforma agrária e voltar a usar os bancos públicos para financiar a agricultura familiar, os pequenos empresários e os consumidores.


Na quinta-feira, 12, Lula vai a Brasília para participar do Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).


Fonte: Estadão Conteúdo