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domingo, 4 de setembro de 2016

CALENDÁRIO DE Setembro DE 2016 - PARA IMPRIMIR E PREENCHER...

CALENDÁRIO DE Setembro DE 2016 - PARA IMPRIMIR E PREENCHER.
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http://brunoeefgustavobarroso.blogspot.com.br/

ENSINO RELIGIOSO --- Pensando um pouco sobre direitos humanos



Pensando um pouco sobre direitos humanos 
Adaptado de Cândido Furtado Maia Neto e Rev. Luiz Caetano Grecco Teixeira.
Editado e comentado por Pr. Isar Wondracek
Para falarmos de Direitos Humanos, é preciso estar atentos diante dos fatos que observamos no cotidiano. Direito humano é mais que um documento, é o reconhecimento da integridade e da dignidade de cada pessoa humana. Nestes tempos esta dignidade e integridade se acham constantemente ameaçados. Os esquemas de poder e dominação hoje são sutis; os maus, os opressores, os que se apropriam do poder em beneficio de si próprios ou de seus aliados continuam, com o sempre, traindo a tarefa que lhes é delegada quando se lhes concede o poder.
Mas estão ocultos, não são facilmente reconhecidos, escondem-se por trás de grandes corporações, por trás de sistemas políticos e econômicos e principalmente atrás de discursos forjados na comunicação de massa e na ideologia do consumo e do mercado. Milhares ou melhor dizendo, milhões de pessoas são colocadas à margem todos os dias, impossibilitadas de atenderem ao que se considera mínimo para sua inclusão entre os seres humanos “consumidores”.
Por serem pobres, não interessam ao deus-mercado, e assim são tratados como se não existissem, ou seja, não recebem tratamento algum! Essa uma das manifestações de um mundo sem Deus, um mundo onde o egoísmo impera. Contra o deus-mercado, a Bíblia nos convoca novamente a afirmar o Senhorio do Deus que criou a Vida, em Jesus Cristo. Defender e promover os Direitos Humanos é acima de tudo, assumir atitudes cidadãs e lembrar ao mundo que os Direitos são de todos os Humanos, não de alguns poucos privilegiados que podem consumir.
Jesus Cristo em sua missão ministerial é o maior exemplo de defensor dos Direitos Humanos, pela necessidade de respeito às garantias fundamentais, dentre elas a dignidade humana, através da igualdade entre as pessoas, sem nenhuma espécie de discriminação; exigia atenção às crianças, aos idosos e aos enfermos, condenava a ganância, pregava a justiça verdadeira, se importava. Jesus não somente amava, mas ia até o pobre, oprimido, a prostituta, o adúltero, o doente, o excluído, o doente, o estrangeiro, e olhava com amor para eles, ele jamais concordou com sua situação, mas amava e queria uma transformação em suas vidas, queria mudança, e anunciava que Deus se importava, que o nosso Deus sabia que eles existiam, e dedicou sua vida aqui para mostrar o que Deus quer do ser humano: Uma transformação de vida total : uma revolução espiritual e uma revolução no modo de pensar.
Isso mesmo, Jesus não veio para somente fazer, ele veio para ensinar. Ele manda aos seus seguidores que o tomem como exemplo (Fp 2.5-8), que busquem ter sede e fome de justiça (Mt 5.6) , que não se conformem com esse mundo ( Rm 12.1,2), e finalmente, Cristo, convoca seus discípulos a irem até Deus através dele ( João 14.6) amarem a Deus com toda a força ( Revolução espiritual), e que amem ao próximo como a si mesmos (Revolução social Mc 12.29-31). Esse amar não envolve aceitar o pecador e concordar com seu pecado, mas envolve amar o pecador, mas querer e lutar contra o pecado dele, como por exemplo, quando Cristo diz a mulher adúltera: Vá, e não peques mais. Mas ninguém pode dizer, que Jesus não amava aquela mulher, pelo contrário, por tanto amar, que quis transformar sua vida. Se hoje lutam por direitos humanos, lembre-se que Jesus lutou também, que ele não fazia acepção de pessoas, de almas, e a todos estendeu sua mão. Vamos tomar Jesus como nosso maior exemplo, e vamos ter fome e sede de justiça, lembrando que é que Deus espera de nós.

http://ensinoreligiososlg.blogspot.com.br/2013/08/pensando-um-pouco-sobre-direitos-humanos.html

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS DE PREVENÇÃO DE DROGAS

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS DE PREVENÇÃO DE DROGAS

GUIA PRÁTICO PARA 
PROGRAMAS DE 
PREVENÇÃO DE DROGAS 
MARINE MEYER 

GUIA PRÁTICO PARA 
PROGRAMAS DE 
PREVENÇÃO DE 
DROGAS 


MARINE MEYER 

PSICÓLOGA DO PROGRAMA DE 
PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE 
DROGAS DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN 


DEPARTAMENTO DE SAÚDE MENTAL 
DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN 




2003. Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. 

É permitida a reprodução parcial ou total desde que citada a fonte. 

Produção, distribuição e informações 

Site “Álcool e Drogas sem Distorção” 
Programa Einstein de Tratamento de Dependentes de Álcool e Drogas - PAD 
Departamento de Saúde Mental do Hospital Albert Einstein 

Av. Albert Einstein 627 
3º andar, bloco B, sala 387/389 
Telefones: (011) 3747 1487 ou 3747- 1486 


PREFÁCIO 


O objetivo principal deste guia é o de instrumentalizar 
escolas a construírem e manterem um programa de 
prevenção ao uso de drogas inserido no cotidiano 
escolar. As informações contidas neste material são 
destinadas preferencialmente aos educadores e mais 
particularmente aos professores, pois os 
consideramos os agentes preventivos ideais em 
função do vinculo afetivo e educativo com os alunos. 


SUMÁRIO 


CONCEITOS FUNDAMENTAIS  
O QUE É PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS?
QUAIS OS NÍVEIS DE PREVENÇÃO AO USo DE DROGAS? 
PROGRAMA DE PREVENÇÃO AO USO  DE DROGAS 
POR QUE FAZER PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS EM ESCOLAS? 
COMO AS AÇÕES PREVENTIVAS DEVEM SER ORGANIZADAS? 
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS OBJETIVOS DA 
PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS EM ESCOLAS  
QUAIS SÃO AS ESTRATÉGIAS?  
ETAPAS DE UM PROGRAMA DE PREVENÇÃO
DIAGNÓSTICO  
DIFICULDADES INICIAIS  
CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL 
ORGANIZAÇÃO DAS AÇÕES 
AVALIAÇÃO DO PROGRAMA  

CONCEITOS FUNDAMENTAIS 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 1DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


O QUE É PREVENÇÃO AO USO DE 
DROGAS? 

Prevenção e repressão não são a mesma coisa. Elas 
supõem posturas diferentes porém complementares. 

· 
Prevenção consiste na redução da demanda do 
consumo de drogas. Neste caso, as ações têm como 
objetivo fornecer informações e educar os jovens a 
adotarem hábitos saudáveis e protetores em suas vidas. 
Espera-se que as pessoas diminuam ou parem de 
consumir drogas. 

· 
Repressão consiste na redução da oferta de drogas. 
As ações repressivas tem como objetivo dificultar o 
acesso as drogas como por exemplo: a legislação que 
proíbe o uso de algumas droga, ações policiais para 
prender traficantes e restrições ao consumo de álcool 
e tabaco para menores de 18 anos. 

Ambos conceitos encontram-se presentes no cotidiano da 
escola: ao mesmo tempo que a escola faz campanhas 
educacionais antitabagistas, proíbe a todos (inclusive 

professores e funcionários) de fumarem na instituição. 

CONCEITOS FUNDAMENTAIS 

A comunidade em ação: 

PAIS 
Podem trabalhar com outras pessoas na 
comunidade selecionando programas de 

prevenção de qualidade. 

EDUCADORES 

Podem incluir em sua grade curricular 
informação sobre drogas baseada em 
evidências científicas. 

LÍDERES COMUNITÁRIOS 

Auxiliar na escolha, desenvolvimento e 
aprimoramento de programas de 
prevenção para sua comunidade. 

National Institute on Drug Abuse 

www.nida.nih.gov 


GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


CONCEITOS FUNDAMENTAIS 

QUAIS OS NÍVEIS DE PREVENÇÃO AO 
USO DE DROGAS? 

Existem três níveis de prevenção, cada um com os seus 
objetivos próprios: 

A prevenção primária quer evitar ou retardar a 
experimentação do uso de drogas. Portanto, refere-se ao 
trabalho que é feito junto aos alunos que ainda não 
experimentaram, ou jovens que estão na idade em que 
costumeiramente se inicia o uso. 

A prevenção secundária tem como objetivo atingir as 
pessoas que já experimentaram e que fazem um uso 
ocasional de drogas, com intuito de evitar que o uso se 
torne nocivo, com possível evolução para dependeria. Na 
prevenção secundária o encaminhamento para especialistas 
também pode e muitas vezes é indicado como uma forma 
preventiva de evitar danos maiores a saúde. 

A prevenção terciária corresponde ao tratamento do uso 
nocivo ou da dependência. Portanto este tipo de atenção 
deve ser feita por um profissional de saúde, cabendo a 
escola identificar e encaminhar tais casos. 

Não é possível saber com antecedência quem irá ter maiores 
problemas com o uso de drogas. Portanto, é melhor prevenir 
do que remediar! 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 3DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


PROGRAMA DE 
PREVENÇÃO AO USO DE 
DROGAS NAS ESCOLAS 


GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


PROGRAMA DE PREVENÇÃO 
AO USO DE DROGAS NAS 
ESCOLAS 

O Centro Brasileiro de 
Informações sobre Drogas 
Psicotrópicas (CEBRID) realizou 
entre 1987 - 1997 quatro 
levantamentos sobre o perfil do 
consumo de drogas entre estudantes. 
Os solventes foram as drogas que 
tiveram maior uso na vida, atrás 
apenas do tabaco e o álcool. Dentre 
as seis drogas mais utilizadas, três 
delas - maconha, anticolinérgicos e 
cocaína - tiveram um crescimento de 
uso na vida. 

www.cebrid.epm.br 

60%, 53 % e 40% dos jovens 
brasileiros entre 12 - 17 anos 
consideram muito fácil conseguir 
solventes, maconha e cocaína 
respectivamente. 

www.cebrid.epm.br 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 5DE PREVENÇÃO DE DROGAS 

POR QUE FAZER PREVENÇÃO AO 
USO DE DROGAS EM ESCOLAS? 


A escola tem um papel fundamental no 
desenvolvimento sadio do adolescente e do adulto, 
pois contribui para a formação global do jovem e 
da sociedade. Qual a relação entre educação e 
prevenção? A prevenção ao uso de drogas é uma 
atitude a ser adquirida desde a infância e 
promovida durante toda a vida. Assim, o papel da 
escola na prevenção é educar crianças e jovens a 
buscarem e desenvolverem sua identidade e 
subjetividade, promover e integrar a educação 
intelectual e emocional, incentivar a cidadania e a 
responsabilidade social, bem como garantir que 
eles incorporem hábitos saudáveis no seu 
cotidiano. Trata-se de discutir o projeto de vida dos 
alunos e da sociedade, ao invés de dar ênfase às 
conseqüências como a doença e a drogadição por 
exemplo. Neste sentido, a prevenção é mais 
adequada quando discute o uso de drogas dentro 
de um contexto de saúde. 


COMO AS AÇÕES PREVENTIVAS 
DEVEM SER ORGANIZADAS? 

As ações preventivas podem ser inicialmente 
pontuais coordenadas por um membro da escola. 
Apesar desta não ser a situação ideal estas atitudes 
precisam ser incentivadas e valorizadas. Afinal, é a 
partir do interesse de alguns que programas de 
prevenção podem ser estruturado a longo prazo. 
Esta pessoa pode coordenar e mobilizar a 
comunidade escolar para a relevância do tema. 

No entanto, é o programa de prevenção o modelo 
que garante a continuidade das ações preventivas 
que são fundamentais para mudar o comportamento 
das pessoas sobre os riscos do uso de droga. O 
programa de prevenção precisa fazer parte do 
cotidiano, ser intensivo, precoce e duradouro, com 
tendência para envolver pais e comunidade em suas 
atividades. O programa ideal é aquele que é 
desenvolvido durante toda a escolaridade dos 
alunos. 

PROGRAMA DE PREVENÇÃO 
AO USO DE DROGAS NAS 
ESCOLAS 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


PROGRAMA DE PREVENÇÃO 
AO USO DE DROGAS NAS 
ESCOLAS 

ALGUNS FATORES DE RISCO 
Comportamento agressivo precoce 
Falta de apoio familiar 
Abuso de álcool, tabaco e outras drogas 
Fácil acesso e permissividade 
pobreza 

National Institute on Drug Abuse 

www.nida.nih.gov 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 7DE PREVENÇÃO DE DROGAS 

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS OBJETIVOS 


DA PREVENÇÃO AO USO DE 
DROGAS EM ESCOLAS? 


Um programa de prevenção não pode ter como meta 
principal por fim a toda e qualquer ocorrência com drogas 
na escola ou propor que os usuários deixem de existir. É 
preciso tomar cuidado para não cair na armadilha de tentar 
banir as drogas da escola e da sociedade. Esta é uma 
empreitada impossível! 
Portanto, o planejamento das atividades preventivas devem 
ter como meta diminuir a probabilidade do jovem envolver-
se de maneira indevida com o uso de drogas. Para isso, os 
programas de prevenção ao uso de drogas devem enfatizar 
a redução dos fatores de risco e ampliação dos fatores 
de proteção. 

Nem toda pessoa que experimenta ou usa uma droga se 
tornará um dependente químico. Por outro lado, todo 
dependente um dia experimentou uma droga. O grande 
problema é que não dá para saber com antecedência, entre 
as pessoas que começam a usar drogas, quais serão 
usuárias ocasionais e quais se tornarão dependentes. Para 
se fazer prevenção é preciso basear-se nos diversos 
padrões de uso de drogas. Não é em vão que a devem 
realizar um diagnóstico para verificar o tipo de usliteratura 
sugere que programas de prevenção o e quais as drogas 
consumidas por aquela comunidade, para então adequálos 
as necessidades reais da mesma. 


QUAIS SÃO AS ESTRATÉGIAS? 


Para fazer prevenção em escolas não é preciso reinventar 
a roda, já existem modelos de prevenção pesquisados e 
sugeridos para o trabalho. Estes correspondem ao leque 
de estratégias que podem ser usadas para planejar e 
realizar atividades preventivas. A literatura sugere que os 
programas de prevenção mesclem as diversas estratégias 
para garantir uma diversidade de ações obtendo assim 
melhores resultados na prevenção ao uso de drogas. A 
escolha adequada de um modelo de prevenção se dará em 
função de uma série de critérios, tais como: a filosofia da 
instituição, do tipo de atividade, da população alvo, do local 
e de seus recursos e, principalmente, das necessidades 
daquela população. 

Vejam a seguir os principais modelos de prevenção 
sugeridos na literatura para desenvolver programas de 
prevenção ao uso indevido de drogas: 

1. Modelo do amedrontamento 
Este modelos baseia-se em fornecer informações que 
enfatizam as conseqüências negativas do uso de drogas de 
modo dramático. A prevenção ao uso de drogas nestes 
moldes tem pouca eficácia, pois muitas vezes o medo parece 
ser um argumento pouco convincente frente ao suposto 
prazer que o adolescente atribui ás drogas. 

PROGRAMA DE PREVENÇÃO 
AO USO DE DROGAS NAS 
ESCOLAS 


GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


PROGRAMA DE PREVENÇÃO 
AO USO DE DROGAS NAS 
ESCOLAS 

2. Educação para o conhecimento científico 
Propõe o fornecimento de informações sobre drogas de 
modo imparcial e científico. A partir destas informações os 
jovens podem tomar decisões racionais e bem 
fundamentadas sobre as drogas. Contudo, também 
precisamos fazer uma ressalva na utilização deste modelo. 
Informação em excesso e detalhista sobre os efeitos das 
diferentes drogas, também pode ter o efeito contrário do 
almejado: despertar a curiosidade e portanto induzir o uso 
de drogas. Lembramos que para prevenir o uso de drogas é 
preciso informar os jovens, mas também abordar e discutir 

o prazer que os jovens atribuem a mesma como uma forma 
de conscientizá-los e desmistificar algumas crenças e 
concepções a cerca dos efeitos do uso de drogas. 
3. Treinamento para resistir 
Busca desenvolver habilidades para resistir às pressões do 
grupo e da mídia para experimentação ou uso de drogas. 
Para tanto, são desenvolvidos exercícios que treinam os 
jovens a recusar a droga oferecida. 

4. Treinamento de Habilidades Pessoais e Sociais: 
Este modelo entende que o ensino de habilidades e 
competências como um fator de proteção necessário para 
lidar melhor com as dificuldades da vida. Também procura 
desenvolver competências mais gerais, tais como lidar com 
a timidez ou como desenvolver amizades saudáveis. 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 9DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


5. Pressão de Grupo Positiva 
Acredita que os próprios jovens podem liderar atividades 
de prevenção. Lideres naturais adolescentes são 
identificados e treinados por adultos para desenvolver ações 
preventivas. 

6. Educação afetiva 
Defende que jovens emocionalmente e psicologicamente 
saudáveis correm menos riscos de ter um uso problemático 
de substâncias psicoativas. Este modelo visa o 
desenvolvimento interpessoal dos jovens estimulando e 
valorizando a auto-estima, a capacidade de lidar com a 
ansiedade, a habilidade de decidir e relacionar-se em grupo. 

7. Oferecimento de alternativas 
Pretende oferecer alternativas interessantes e saudáveis 
ao uso de drogas, propiciando aos jovens possibilidades 
de lazer, prazer e crescimento pessoal. Exemplos dessas 
alternativas podem ser atividades profissionalizantes, 
esportivas, artísticas e culturais. 

8. Modificação das condições de ensino 
Sugere a modificação das práticas educacionais, a melhoria 
do ambiente escolar, o incentivo a responsabilidade social, 

o comprometimento da escola com a saúde dos seus alunos, 
o envolvimento dos pais em atividades curriculares, e a 
inserção do tema no em sala de aula como atitudes 
importantes na prevenção ao uso de drogas. 
PROGRAMA DE PREVENÇÃO 
AO USO DE DROGAS NAS 
ESCOLAS 

Aparticipação autônoma das partes 

envolvidas é fundamental para a 
implantação e desenvolvimento de 
estratégias de prevenção efetivas. 

National Drug Framework of Australia 

www.health.gov.au 


GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


PROGRAMA DE PREVENÇÃO 
AO USO DE DROGAS NAS 
ESCOLAS 

9. Educação para a saúde: 
Educar para uma vida saudável é a proposta central deste 
modelo. Assim, orientar para uma alimentação adequada, 
para atividades não propiciadoras de estresse, para uma 
vida sexual segura, para a prática de exercícios físicos, uso 
adequado de remédios e até para a escolha correta da 
pessoa que dirigirá o carro num passeio de grupo, compõem 
um currículo em que a orientação sobre os riscos do uso de 
tabaco, álcool e drogas também se faz presente. Muitas 
vezes são discutidos temas mais gerais, como meio 
ambiente, poluição e trânsito visando formar um estudante 
com consciência de algumas características problemáticas 
do mundo que o cerca e com capacidade de escolher uma 
vida mais saudável para si e sua comunidade. 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 11DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


ETAPAS DE UM 
PROGRAMA DE PREVENÇÃO 

I. O DIAGNÓSTICO 
PRINCÍPIOS DA PREVENÇÃO 
PRIMEIRO 

Os programas de prevenção devem 
aumentar os fatores de proteção e 
reduzir os fatores de risco. 

SEGUNDO 

Os programas de prevenção devem 

abordar todos os tipos de droga e 

todas as formas de uso, incluindo o 
uso de drogas lícitas por menores de 
idade, de drogas ilícitas, bem como o 

uso inapropriado de substâncias 

obtidas legalmente, tais como os 

solventes e as drogas prescritas. 

TERCEIRO 

Os programas de prevenção devem 
estar adaptados as necessidades 
específicas de cada comunidade 

National Instute on Drug Abuse 

www.nida.nih.gov 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


O DIAGNÓSTICO 

A prevenção deve ser considerada 
uma atividade de todo o dia. Já a 
intervenção deve ser direcionada a 

locais específicos onde as pessoas 
vivem , trabalham e passeiam. 

Swiss Federal Office of Public Health 

www.suchtundaids.bag.admin.ch 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 13DE PREVENÇÃO DE DROGAS 

O ponto de partida é “tirar uma fotografia da escola” o que 
no termo técnico significa realizar um diagnóstico. É preciso 
saber qual é a amplitude do problema na escola para poder 
solucioná-lo. Se as ocorrências com uso de drogas têm sido 
relacionados ao álcool e a maconha a prioridade não é 
desenvolver atividades voltadas para o uso de cocaína. 
Assim o programa deve ser adaptado em função da 
realidade e das necessidades de cada escola. 

O diagnóstico visa a identificar : 

-O público alvo do programa: incidência e prevalência 
do uso de drogas, características sócio-econômicas 
e demográficas, identificação dos grupos ou jovens 
com comportamento de risco. 

-Tipos de drogas consumidas, freqüência e uso. 

-Valores, atitudes e crenças a respeito das drogas e 
dos usuários. 

-Levantamento das condições de ensino e da rotina 
escolar. 

-Condução dos casos de alunos usuários ou 
dependentes. 

-Informações sobre o tema da comunidade escolar. 


 Como fazer o diagnóstico:

 Sugerimos essencialmente três etapas: 

A. Pesquisa epidemiológica: 
-Questionários anônimos e de auto preenchimento 
(padronizado pela Organização Mundial de Saúde). Os 
questionários visam a caracterizar a população, medir o 
uso de drogas desses alunos, seus conhecimentos e 
opiniões a respeito do tema. Este procedimento apresenta 
um grau de dificuldade alto para sua realização, pois exige 

o acompanhamento de técnicos e é custoso. A parceria 
com universidades ou instituições especializadas deve 
ser estudada e é aconselhada. Além disso, o uso deste 
instrumento exige cautela pois é comum um sentimento 
de perseguição dos alunos que podem não responder o 
questionário adequadamente por medo. 
B. Levantamento do conhecimento sobre o tema: 
-Elaboração de um roteiro de perguntas baseadas nas 
informações que se deseja obter. O mesmo deve ser 
rigorosamente planejado e estruturado para garantir a 
confiabilidade dos resultados e sua reaplicação. 

-Atividade realizada com um grupo de no máximo 12 
participantes. O grupo terá um coordenador e um 
observador (anota e grava a discussão). A partir das 
questões propostas pelo coordenador do grupo, os 
participantes irão expor e debater suas opiniões e 
conhecimentos sobre o tema. 

-Pode ser aplicada em alunos, professores e pais. 

O DIAGNÓSTICO 


GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


O DIAGNÓSTICO 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 15DE PREVENÇÃO DE DROGAS 

C. Mapeamento da Instituição: 
-Observação da rotina escolar (alunos e funcionários) e 
da proposta pedagógica da escola, para moldar as etapas 
do programa de prevenção ao funcionamento da escola. 

-Avaliação do ambiente físico e arredores da escola: 
presença de bares e padarias próximos, a freqüência dos 
alunos a estes locais, opções de lazer no local. 

-Levantamento de como a problemática das drogas é 
abordada na escola: modo de encaminhamento, tabagismo 
entre os professores e os alunos, o que acontece ao aluno 
quando é pego usando ou portando drogas na escola, 
venda de bebida alcóolica durante festas da escola. 

-Avaliação de como as questões de saúde são abordadas 
na escola: medicação dos alunos, presença de “farmácia” 
na escola e seu responsável, se a escola mantém um 
registro do número de intercorrencias de saúde. 

-Levantamento do número de ocorrências envolvendo 
drogas na escola. 

-Levantamento de atividades preventivas que já foram 
desenvolvidas na escola para evitar a repetição das 
mesmas atividades e temas. Também é uma forma de 
detectar os conhecimentos preexistentes e já trabalhados 
pela escola com a comunidade. 

-Levantamento dos recursos materiais, humanos e físicos 
disponíveis para a realização do programa. 


ETAPAS DE UM 
PROGRAMA DE PREVENÇÃO 

II. DIFICULDADES INICIAIS 
GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


DIFICULDADES INICIAIS 

Comunidades coesas e com 
qualidade de vida ficam menos 
vulneráveis aos efeitos do uso 
indevido de drogas. 

Drug Strategy - United Kingdom 

www.drugs.gov.uk 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 17DE PREVENÇÃO DE DROGAS 

Algumas das dificuldades iniciais para inserção do programa 
de prevenção na escola podem ser: 

A. 
Tráfico de drogas na escola. 
Trabalhar o tema indiretamente (no caso de escolas com 
tráfico intenso). Neste casos, a escola pode trabalhar com 
ações que despertem a cidadania e a responsabilidade social, 
ajudando os alunos a encontrarem soluções para os 
problemas de sua comunidade. Utilizar-se do modelo de 
educação afetiva desenvolvendo atividades com artes ou 
música que ajudam a melhorar a auto estima destes jovens. 
Esta maneira de desenvolver o trabalho de prevenção é um 
excelente recurso para firmar parcerias com todos os setores 
da escola. Ele é educativo sendo portanto do interesse de 
toda a comunidade e do qual todos podem participar. 

B. 
Falta de preparo técnico com relação ao tema e boicote 
ao trabalho. 
A busca de informações científicas e confiáveis diminui a 
insegurança trazendo tranqüilidade e qualidade ao programa 
de prevenção ao uso de drogas. 

C. Sentimento de desconfiança dos alunos com relação 
a uma postura repressora e acusatória da escola. 
Como vimos na questão dois, a prevenção e repressão são 
muitas vezes confundidas. Portanto, o trabalho a ser realizado 
é similar ao mencionado no item A desta resposta. È preciso 
desenvolver atividades que mobilizem e interesse ao jovens. 
Além disso, é importante evitar criar um clima de acusação e 
identificação. 


D. Falta de regras claras sobre o uso de drogas na escola. 
Nenhum tipo de consumo de drogas deve ser permitido na 
escolas sejam elas lícitas ou ilícitas. Recomenda-se que o 
consumo de álcool (até para os adultos) seja evitado nas 
festas comemorativas da escola. Este é um excelente 
momento para se divertir sem se embriagar. Também é preciso 
prever e estabelecer um protocolo de medidas para alunos 
que são usuários ou forem pegos usando drogas dentro da 
escola. 

DIFICULDADES INICIAIS 


GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


ETAPAS DE UM 
PROGRAMA DE PREVENÇÃO 

III. A CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL 
GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 19DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


Todo o corpo educativo precisa ser capacitado para 
desenvolver o tema drogas em sala de aula e no cotidiano 
escolar. Esta é uma tarefa que requer tempo e investimento. 

A formação de um grupo representativo para coordenar e 
organizar o programa é a maneira ideal para iniciar as 
atividades preventivas. Esta estrutura agiliza a implementação 
do programa na escola. Posteriormente, seus membros 
podem transmitir os conhecimentos a todos na escola. 

Composição ideal do Grupo de Multiplicadores: 

-Ter cinco a seis pessoas para garantir maior comunicação 
e possibilidade de decisão. Um dos integrantes pode ser 

o coordenador do grupo. 
-Participar voluntariamente do grupo e do programa. A 
situação ideal é que os dirigentes da escola não 
determinem quem irá compor o grupo de trabalho. 

-Ter educadores da maioria das séries, disciplinas (exatas, 
humanas, línguas, artes e etc...) e áreas (direção ou 
coordenadores pedagógicos, professores e funcionários 
e etc...) da escola representadas no grupo. 

Condições a serem oferecidas pela escola: 

-Garantir horários fixos para reuniões de planejamento e 
para organização das atividades preventivas. 

-Disponibilizar recursos materiais. 

-Valorizar e apoiar o trabalho. 

-Incentivar e promover a capacitação técnica dos 
professores sobre o tema. 

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL 

Segundo o Plan Nacional sobre 
Drogas (Espanha), os professores 
devem saber abordar o tema drogas 
no cotidiano da escola por meio de 
atividades curriculares e 
extracurriculares. Para isso devem 
estar devidamente capacitados, 
munidos de material didático e 
repertório para atividades, bem como 
conectados a profissionais 
especializados para 
encaminhamentos. 

www.mir.es/pnd 


GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL 

Formação do Grupo de Multiplicadores: 

-Ter acesso a conhecimentos básicos sobre prevenção e 
drogas para, posteriormente, transmiti-los aos seus 
colegas. 

-Contemplar aspectos teóricos mas também aspectos 
práticos envolvidos na prevenção ao uso de drogas. 

-Promover dinâmicas de grupo para que aspectos afetivos 
e emocionais dos professores e funcionários sejam 
abordados de modo a prepará-los a trabalhar e 
reaplicarem esta dinâmica com alunos e pais. 

-Participar de cursos e promover grupos de estudos bem 
com discussões pertinentes ao tema com a comunidade 
escolar. 

-Definir as estratégias a serem utilizadas para abordar o 
tema na escola e em sala de aula. 

-Planejar atividades preventivas para o ano letivo. 

-Criar protocolos de avaliação. 

-Formar um acervo de aulas, materiais, atividades, textos, 
livros, lista de filmes e de sites na Internet. 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 21DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


ETAPAS DE UM 
PROGRAMA DE PREVENÇÃO 

IV. A ORGANIZAÇÃO DAS AÇÕES
GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 
DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


ORGANIZAÇÃO DAS AÇÕES 

Para a prevenção eficiente: 
IDENTIFIQUE 
CONSTRUA 
DESENVOLVA 
PROJETE 
INCLUA 

National Institute on Drug Abuse 

www.nida.nih.gov 

GUIA PRÁTICO PARA PROGRAMAS 23DE PREVENÇÃO DE DROGAS 

A partir das informações obtidas no diagnóstico e 
considerando os objetivos gerais do projeto é preciso 
organizar as atividade preventivas para que os problemas 
com uso de drogas sejam solucionados e abordados. Para 
tanto é preciso fazer um plano de trabalho. O planejamento 
deve contemplar a preparação de atividades preventivas 
para toda a comunidade escolar ( corpo educativo, pais e 
alunos). Este poderá ser anual ou semestral. 

A escola deve ter um planejamento consistente para fazer 
um trabalho preventivo, mas deve também estar preparada 
para agir diante de situações imprevistas, e aproveitar todas 
as oportunidades possíveis para agir de forma positiva na 
formação de seus alunos. 

Algumas dicas para a construção de um plano de 
trabalho 

-Que tipo de atividade deve ser realizada para reduzir ou 

evitar o consumo de drogas e favorecer os fatores de 

proteção? 

-O que precisa ser feito para atender as necessidades 
levantadas no diagnóstico? 

-Que atividades devem ser realizadas para que todos os 
setores da escola sejam atingidos pelo programa? 

-Quem é o público alvo desta atividade? 

-Qual a melhor estratégia para planejar esta atividade? 


-Quantas atividades serão necessárias para atingir toda a 
população durante o ano? 

-As atividades desenvolvidas precisam ser 
sistematicamente registradas e descritas para a realização 
da avaliação e reutilização. 

-Ao menos uma vez por ano, deve haver uma avaliação 
das atividades realizadas e redefinição das metas para o 
ano seguinte.

 Como trabalhar o tema na escola 

As atividades preventivas têm maior impacto quando são 
dirigidas aos alunos e aos seus familiares e se toda a 
comunidade escolar estiver mobilizada. Elas devem abordar 
todas as formas de abuso de drogas, incluindo as legais e as 
ilegais, dando prioridade às mais consumidas naquela 
comunidade. 

A continuidade das atividades preventivas pode ser garantida 
ao serem inseridas no programa pedagógico da escola 
através dos temas transversais, e nos eventos propostos pela 
escola como festas, assembléia ou reunião de pais. Datas 
comemorativas também podem ser um excelente recurso para 

o desenvolvimento de atividades preventivas, como por 
exemplo, o dia internacional de combate às drogas. O projeto 
também pode criar e propor atividades preventivas 
extracurriculares como campeonatos esportivos ou palestras 
informativas. 
ORGANIZAÇÃO DAS AÇÕES 

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DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


ORGANIZAÇÃO DAS AÇÕES 

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DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


Exemplos de atividades preventivas: 

Professores e funcionários: Criar um banco de aulas, 
atividades e dinâmicas reaplicáveis que abordem todas as 
drogas e os diferentes usos. Elaborar material didático: 
cartilhas e folhetos. 

Pais: Criar um canal de discussão e de parceria com os 
pais através de eventos específicos. Promover uma 
discussão sobre os fatores de risco e de proteção 

Alunos: Planejar projetos pedagógicos e culturais: 
exposições de pesquisas e trabalhos realizados. Discussão 
de algumas propagandas de álcool e medicamentos, por 
exemplo. 


A AVALIAÇÃO DO 
PROGRAMA 
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DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


AVALIAÇÃO DO PROGRAMA 

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DE PREVENÇÃO DE DROGAS 


A avaliação é o processo para verificar se o programa de 
prevenção desenvolveu-se conforme os objetivos definidos 
e problemas levantados no diagnóstico inicial. Ela permite 
observar as dificuldades e facilidades encontradas durante 
a realização do trabalho e ajustar o programa para as 
próximas etapas. 

Para uma avaliação geral do programa sugerimos que sejam 
realizados três tipos de avaliação: da estrutura, dos processos 
e dos resultados do programa de prevenção. 

Seguem algumas dicas para realizar as avaliações: 

A avaliação do estrutura e do processo do projeto são formas 
de se verificar o desenvolvimento do programa. Para isso, é 
fundamental a elaboração de um instrumento de registro e 
de avaliação. 

-Seguem algumas questões a serem consideradas para 
as avaliações: 

1. 
Desempenho e capacitação do Grupo de Multiplicadores. 
2. 
Inserção do programa na escola: pais, alunos e 
educadores. 
3. 
Metodologia utilizada (divulgação, estratégia de 
prevenção, comunicação com o público alvo...). 
4. 
Qualidade das atividades preventivas. 
5. 
O planejamento foi mantido e atingiu seus objetivos? 
6. 
Os recursos disponíveis foram suficientes? 

Seguem algumas estratégias para auxiliar a avaliação dos 
resultados: 

1. Pré/Pós-testes 
Desenvolvimento de questionários para medir a opinião dos 
alunos sobre as drogas e seus conhecimentos sobre o tema. 
Aplica-se o teste antes e após a atividade preventiva. Depois 
se compara se houve alguma alteração no comportamento e 
no conhecimento dos sujeitos. 

2. Número de ocorrências 
Levantamento do número de ocorrências com drogas na escola 
durante o programa. O fato de elas aumentarem não significa 
necessariamente que o programa falhou. Este índice pode ser 
um indicativo de que o tema esta mais presente na escola e, 
as pessoas têm procurado maior apoio junto à escola. Portanto 
pode até ser positivo. 

3. Número de intercorrencias de saúde 
Levantamento do número de intercorrencias de saúde (faltas 
por doença, pedido de medicamentos e sua indicação) durante 
o ano escolar. Este pode ser um indicador de que o 
programa tem afetado o comportamento em relação a auto-
medicação e a medicação sem orientação médica. Uma 
redução deste número bem como uma atitude mais consciente 
no uso de medicamentos, pode ser um resultado positivo do 
trabalho realizado. 

AVALIAÇÃO DO PROGRAMA 
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AVALIAÇÃO DO PROGRAMA 

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4. Número de casos 
Levantamento do número de alunos encaminhados para 
profissionais de saúde por terem um comportamento abusivo 
ou de dependência de drogas. Verificação se este número 
aumentou, diminui ou manteve-se inalterado. 

5. Inserção do programa na escola 
Levantamento do número de intervenções realizadas pelo 
grupo de multiplicadores em parceria com os outros 
professores da escola. Pode se verificar se o grupo de 
multiplicadores atingiu seu propósito: 

O programa de prevenção ao uso de drogas está inserido no 
cotidiano e no programa pedagógico da escola? 

Os professores da escola têm tido autonomia para abordar o 
tema drogas em sala de aula? Quantas atividade 
desenvolveram? 

Como os casos e os episódios de alunos envolvidos com 
drogas foram conduzidos na escola? Nota-se um maior 
preparo por parte dos professores e inspetores? 

6. A participação 
Pretende quantificar o número de pessoas que o programa 
atingiu e, o número de atividades que cada indivíduo 
participou. A partir destes dados, verifica se o programa está 
alcançando toda a população inicialmente planejada. Para 
esta avaliação se faz necessário à elaboração de um 
instrumento de registro para que após cada atividade 
realizada durante o programa, estes fatores sejam medidos. 


7. Pesquisas epidemiológicas 
Consiste na reaplicação de questionários epidemiológicos 
(conforme explicado no item diagnostico) após pelo menos 
um ano de programa. Tem como objetivo verificar se houve 
alteração no conhecimento e no consumo de drogas com 
relação aos resultados obtidos na pesquisa durante o 
diagnóstico. A realização deste tipo de avaliação implica em 
uma parceria com instituições de pesquisas especializadas. 

8. Levantamento de opiniões e conhecimentos sobre o 
tema 
Reutilização dos grupos realizados durante o diagnóstico. A 
composição do grupo e o roteiro de perguntas devem ser 
mantidos para verificar se houve alteração no discurso após 
a realização de atividades preventivas na escola. Deve ser 
feito no mínimo após um ano de programa. 

AVALIAÇÃO DO PROGRAMA 

A prevenção primária deve ser 
assumida como resposabilidade do 
conjunto da sociedade, dos poderes 
públicos, das instituições privadas, da 
comunidade escolar, das famílias, das 
empresas, dos meios de comunicação, 
numa competência partilhada. 

Plano e Açõa Nacional de Luta contra 
as Drogas - Portugal 

www.drogas.pt 
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DE PREVENÇÃO DE DROGAS