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domingo, 21 de agosto de 2016

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Coca, Ambev e Pepsi fazem acordo e param de vender refrigerante em escolas

Coca, Ambev e Pepsi fazem acordo e param de vender refrigerante em escolas....

A Coca-Cola, a PepsiCo e a Ambev (fabricante do Guaraná Antártica, Soda e Sukita) anunciaram que vão deixar de vender refrigerantes para escolas com alunos de até 12 anos de idade.

Segundo as três empresas, os refrigerantes devem parar de ser vendidos nas escolas a partir de agosto.

Em lugar da bebida, serão vendidos nas cantinas escolares apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos.

Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências.

A iniciativa, de acordo com as empresas, tem o objetivo de combater a obesidade infantil.

As fabricantes justificam que, no momento do recreio, os alunos vão à cantina da escola sem orientação ou a companhia de responsáveis e podem acabar consumindo açúcares em excesso.

A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores.

As empresas também pretendem fazer ações de sensibilização para que supermercados, atacados e outros estabelecimentos não vendam suas marcas de refrigerante para as escolas.

Leia a íntegra do comunicado das empresas:

"A obesidade é um problema complexo, causado por muitos fatores, e as empresas de bebidas reconhecem seu papel de ser parte da solução. A partir de agosto, a Coca-Cola Brasil, a Ambev e a PepsiCo Brasil vão ajustar o portfólio de bebidas vendidas diretamente às cantinas de escolas no país. A principal mudança é que as empresas venderão às escolas para crianças de até 12 anos (ou com maioria de crianças de até essa idade) apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. O novo portfólio tem como referência diretrizes de associações internacionais de bebidas. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências.

No momento do recreio, os alunos têm acesso às cantinas escolares sem a orientação e a companhia de pais e responsáveis, e crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo. Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil entendem que devem auxiliar os pais ou responsáveis a moldar um ambiente em escolas que facilite escolhas mais adequadas para crianças em idade escolar, assim como estimular a hidratação e a nutrição, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada.

A escolha do portfólio no Brasil também foi baseada em conversas com especialistas em saúde pública, alimentação e nutrição, além de profissionais e instituições ligadas aos direitos das crianças. A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. Em relação às demais, aquelas que se abastecem em outros pontos de venda (supermercados, redes de atacados e adegas, por exemplo), haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes por meio da qual todos serão convidados a se unir à iniciativa.

As três companhias também estão trabalhando com a ABIR (Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) para que essas diretrizes de venda de bebidas a escolas sejam um compromisso de todo o setor."

Fonte: UOL

Como a ganância do mercado colocou um smartphone no seu bolso...

Como a ganância do mercado colocou um smartphone no seu bolso

Li ontem alguém dizendo o seguinte:

– O que acham que é o socialismo: “ninguém pode ter iPhone”.
– O que é o socialismo: “TODOS podem ter iPhone”.

Bonito. E ingênuo. Na Alemanha Oriental, o “iPhone”, o objeto tecnológico que todo mundo queria, era o Trabant, um carrinho simpático (tenho uma miniatura em casa), simplório a ponto de fazer uma Brasília parecer um Bentley, mas cheio de boas sacadas de engenharia (a começar pela carroceria, feita de “duroplast”, um derivado de petróleo que os alemães orientais desenvolveram para substituir o aço automotivo, em falta por lá, já que eles não tinham moeda forte para importar aço).

O Traby, fabricado pelo Estado, tinha o preço fixado em 4 mil Marcos Orientais (DDR-Marks). E de fato: TODOS podiam pagar, já que o salário médio (em 1985) era de 1.140 DDR-Ms. Um aninho de cinto apertado bastava para uma família ter um Traby. Wunderbar!

Só tinha um problema: se você não fosse membro do Partido Comunista nem desse um jeito de pagar ágio, a fila de espera por um Traby era de 15 anos.

Claro: a quantidade de Trabants que o Estado podia produzir era limitada. Duroplast, pistão, câmbio, estofamento de banco… Nada disso caía do céu. Equivalia a toneladas de matéria prima e de trabalho, tanto braçal quanto intelectual. Como matéria-prima e trabalho são recursos limitados, a produção não acompanhava a demanda. E o ato de comprar um carro equivalia a fazer um plano de previdência privada. Vc pagava o sinal aos 35 anos e recebia o carro aos 50 – e estamos falando de um veículo com motor de cortador de grama (26 cv), e que soltava tanta fumaça quanto um forno de pizzaria.

Houvesse liberdade para que a própria população produzisse Trabants (ou qualquer outra coisa com quatro rodas), via iniciativa privada, a oferta logo supriria a demanda. Mas não: a iniciativa privada era ilegal. Então o jeito era passar a vida na fila esperando seu carro sair das fábricas estatais.

Corta para hoje. Um iPhone típico no Brasil custa QUATRO salários mínimos – mesma proporção que um Traby custava em relação ao salário médio da Alemanha Oriental (que era meio que o equivalente ao salário mínimo deles, já que não havia grandes disparidades salariais). Logo, um iPhone aqui é um objeto tão inacessível quanto era um carro na velha DDR, a Deutsche Demokratische Republik. Estamos na pior, então, certo?

Não, porque tem uma diferença aí. O iPhone é um objeto de luxo, um Rolex da classe média: a Apple prefere vender caro para menos gente do que barato para mais gente. Paciência. Mas nem por isso o grosso da população fica sem WhatsApp, Waze, FB, Youtube. Gmail e câmera digital no bolso. Qualquer smartphone mais barato roda tudo isso. Como iniciativa privada não é crime, a gama de smartphones tende ao infinito, e cobre virtualmente todas as faixas de preço. Graças a Google, Samsung e outros tantos eles são produtos tão de massa quanto o salsichão era na DDR.

De massa mesmo: o Brasil tem hoje 168 milhões de smartphones em uso, segundo a FGV.

Isso dá 84% da população – contando os bebês. Mesmo no Brasil, um país-rascunho, que segue na fronteira entre o feudalismo e o capitalismo de fato, o grosso da população tem Smart Phone (se colocarmos celulares não-smart na conta, temos uma proporção tão grande quanto a de cidadãos com acesso a papel higiênico).

E nada disso acontece por ideologia do Google, da Samsung, da Huawei. Claro. Como Adam Smith escreveu em 1776: não é a bondade do padeiro que nos proporciona pão quente todas as manhãs. É a ganância do sujeito. Ótimo, então. Que o padeiro, a Samsung e o escambau continuem gananciosos.

Dito isso, eu gostaria de reescrever a frase lá de cima:

– O que acham que é o capitalismo: “Só os ricos podem ter iPhone”.
– O que é o capitalismo: “TODOS podem ter smartphone”.

E calma. Não estou dizendo que o capitalismo puro é a panacéia da humanidade – todo país precisa de algum meio de redistribuição de renda, a começar pelo nosso. Mais: a própria palavra “capitalismo”, como me lembrou hoje uma amiga, é uma distorção. Confunde liberdade de vender e comprar o que você bem entender, com coisas que ou são crime ou deveriam ser – oligopólios, cartéis, exploração, trabalho escravo, castas sociais.

O que eu defendo aqui é outra coisa: a liberdade de iniciativa. E faço isso por convicção de que essa é a arma mais eficiente contra a pobreza. Se a proibição da iniciativa privada reduzisse a probreza, eu iria para a rua exigir a estatização de tudo. Mas não é o que a realidade mostra. No mundo real, Estados agigantados simplesmente não conseguem prover suas populações. Não falta só smartphone nesses lugares. Falta papel higiênico.

Por: Alexandre Versignassi

Fonte: Superinteressante

Como esquecer um amor que não deu certo?

Como esquecer um amor que não deu certo?

Estar apaixonado é uma maravilha, certo? Principalmente se o sentimento é correspondido, pois assim tudo fica bem e termina com uma música bonitinha, como naqueles filmes a que você assistia na adolescência. Tudo vai bem até o momento em que o filme passa a ser “Ele não está tão a fim de você”. Depois de um fim de namoro ou de uma desilusão amorosa antes mesmo de qualquer coisa começar, todo mundo parece ter uma receita infalível: é preciso esquecer.

Você sabe o que fazer nesses casos? Sabe esquecer? Será que tem como sofrer um pouco menos? A boa notícia é: tem. Então, se você está numa pior, sofrendo com seu coraçãozinho aos pedaços, antes de qualquer coisa, sorria. Sua avó estava certa: para tudo na vida há um jeito. O portal io9 ouviu a opinião de algumas pessoas com moral suficiente para falar de alguns casos de amores não correspondidos. Confira a seguir quais são as dicas dadas por quem entende do assunto.

A mágica do esquecimento
Você geralmente resolve tirar alguém do seu coração – ou da sua cabeça? – quando seus sentimentos não são correspondidos ou quando a pessoa, ainda que esteja ao seu lado, trata você não muito bem. É lógico que existem outros motivos, mas esses dois são os mais comuns. Nesses casos, você pode se questionar se é possível ter algum tipo de controle a respeito do sentimento que você quer esquecer.

É como o filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, no qual os personagens passam por um processo maluco de simplesmente deletar tudo relacionado à outra pessoa, como se nosso cérebro tivesse uma tecla mágica que, uma vez acionada, apagasse tudo e acabasse com o sofrimento. Se você já assistiu ao filme, é bem provável que já tenha sentido vontade de fazer o mesmo, não é?

Vício
Uma pesquisa em neurologia descobriu, recentemente, que qualquer um tem autonomia para escolher esquecer um amor. Uma das responsáveis pelo estudo, a antropóloga Helen Fisher, explicou que sua equipe analisou o comportamento cerebral de uma pessoa superapaixonada.

Eles descobriram que o amor intenso ativa uma área do cérebro chamada de núcleo accumbens, associada com recompensas e, consequentemente, com o prazer e até mesmo com o vício. Para se fazer uma comparação, é essa região do cérebro que é ativada quando alguém viciado em bebida sabe que irá beber em breve, por exemplo.

Levando em consideração esse fator viciante, Fisher recomenda que, se você quiser esquecer uma pessoa, deve tratá-la como o paciente que quer deixar um vício de lado e livrar-se de tudo o que possa fazer com que você se lembre do(a) ex, além, é claro, evitar ligar e vasculhar cada passo dele(a) no Facebook. É a mesma lógica do alcoolista que, se quer parar de beber, deve tirar a garrafa de vinho de perto.

Controlando pensamentos
Essa é uma das coisas mais difíceis de fazer, mas não impossível. Quem falou a respeito disso foi o psicólogo da Universidade de Oklahoma, nos EUA, Robert Sternberg. De acordo com ele, se você não conseguir deixar de pensar na pessoa, deve se lembrar sempre dos maiores defeitos dela.

Você também precisa levar em consideração que um relacionamento só dá certo se as duas partes estiverem devidamente conectadas e quiserem isso. Se a pessoa com a qual você estava não quer mais ficar ao seu lado, esse é um direito dela, e provavelmente é o melhor a ser feito, já que não seria justo se apenas você estivesse de cabeça na relação, certo?

Você pode encontrar outra pessoa, já pensou nisso? Há muita gente por aí e talvez aquela que estava ao seu lado antes não seja a melhor. Porém, é preciso ficar sempre atento para não acabar apenas usando alguém para preencher o posto de quem não está mais com você. Pode ser também que essa pessoa nova seja passageira e você vai precisar reconhecer isso.

E lembre-se, sempre, de se manter ocupado, seja estudando, trabalhando, indo à academia ou fazendo qualquer coisa que não permita que seu cérebro fique ruminando os últimos acontecimentos. Isso ajuda bastante. Sempre tente alguma coisa nova, aleatória e criativa. Nada de ficar dando indiretazinhas em redes sociais – isso é feio.

Prevenção
O psiquiatra da Universidade de São Francisco, Thomas Lewis, afirma que o amor, assim como o álcool, faz parte de um processo que envolve intoxicação, fator que se confirmou em pesquisas de neuroimagem. Esses estudos observaram que, quando a pessoa está apaixonada, algumas áreas cerebrais ficam suprimidas: as responsáveis por julgamentos críticos e por emoções negativas. Aquela história de que “o amor é cego” talvez faça sentido, então.

Lewis acredita que futuramente teremos neurobloqueadores disponíveis, em forma de comprimidos, com a finalidade de impedir que nos apaixonemos e também de interromper a paixão. Segundo ele, é possível pensar nisso, já que já existem substâncias em fase de teste para inibir o desejo por álcool. Será que funcionaria?

A boa notícia para quem quer esquecer um amor é que todos os especialistas procurados afirmaram ao io9 que dificilmente são questionados a respeito de como fazer isso. Pelo contrário: parece que muita gente quer saber como manter a paixão por mais tempo. E aí está a boa novidade para você, que acabou de voltar para a ala dos solteiros: a paixão dura pouco. Portanto, em breve, é possível que você ache um absurdo ter sofrido tanto por causa daquela pessoa. O jeito é esperar um pouquinho e logo você estará livre desse sofrimento todo.

Fonte: Mega Curioso

Gordura saturada faz mal à saúde, confirma estudo

Gordura saturada faz mal à saúde, confirma estudo

Comer alimentos ricos em gordura saturada, como manteiga, queijo, banha de porco, carne vermelha, biscoitos, bolos e tortas, aumenta o risco de morte prematura. A conclusão é de um estudo publicado recentemente no periódico científicoJAMA Internal Medicine.

Felizmente, substituí-las por gorduras insaturadas ou poli-insaturadas, presentes em óleos de origem vegetal, alguns peixes, nozes e sementes, reduz a probabilidade de morte por doenças cardíacas, respiratórias, câncer, Parkinson e Alzheimer. Para chegar a estas conclusões, pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, acompanharam a dieta, a saúde e o estilo de vida de mais de 120.000 pessoas, ao longo de três décadas, por meio de questionários respondidos a cada dois ou quatro anos.

Os resultados mostraram que as pessoas que comeram mais gorduras saturadas e trans tiveram taxas de mortalidade mais elevadas do que aquelas que consumiram o mesmo número de calorias em carboidratos. A pesquisa apontou também que a substituição das gorduras saturadas pelas insaturadas presentes em alimentos vegetais – como azeite extra virgem, óleo de canola ou de soja – pode trazer “benefícios substanciais para a saúde e deve continuar sendo uma mensagem essencial nas recomendações nutricionais”.

“Houve confusão generalizada na comunidade biomédica e no público em geral nos últimos anos sobre os efeitos de tipos específicos de gorduras na saúde. Esse estudo documenta benefícios importantes das gorduras insaturadas, especialmente quando elas substituem gorduras saturadas e trans.”, disse Dong Wang, principal autor do estudo.

As gorduras trans, incluindo as parcialmente hidrogenadas como a da margarina, tiveram os piores impactos na saúde: cada aumento de 2% na ingestão dessas gorduras estava associado com um aumento de 16% no risco de morrer mais cedo. No caso da gordura saturada, cada aumento de 5% no consumo esteve ligado a uma probabilidade 8% maior do risco de morrer.

Estudos anteriores mostraram que a ingestão destas gorduras está associada ao aumento do colesterol no sangue, o que leva ao depósito de placas nas artérias que, por sua vez, pode causar infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

Por outro lado, a ingestão de grandes quantidades de gorduras insaturadas ou poli-insaturadas, como ômega-3 e ômega-6, encontrados em óleos de peixe, de soja e de canola, foi associada à redução de 11% a 19% no risco de morte, em comparação com o consumo do mesmo número de calorias provenientes de carboidratos.

Mesmo o consumo de pequenas quantidades de gordura poli-insaturada no lugar da saturada já traz grandes benefícios para a saúde. Segundo o estudo, substituir 5% das calorias ingeridas provenientes de gorduras saturadas (cerca de 15 g) por poli-insaturadas, reduz a chance de morte prematura em 27%.

Enquanto alguns especialistas ressaltaram que o estudo foi observacional baseado em questionários, o que, portanto, não confirma uma relação de causa e consequência, o resultado geral está em consonância com muitos outros grandes estudos sobre alimentação e saúde.

Fonte: Veja.com

4 mitos sobre o cérebro humano

4 mitos sobre o cérebro humano

O cérebro, além de comandar tudo o que acontece no nosso organismo, é, sem sombra de dúvidas, um dos órgãos mais fascinantes do corpo humano. Contando com aproximadamente 100 bilhões de neurônios, ele é tão incrivelmente complexo que existem várias áreas da ciência — como a neurologia, a psicologia e a psiquiatria, por exemplo — dedicadas em estudá-lo.

E graças aos avanços da ciência, vários mitos relacionados ao cérebro humano acabaram sendo derrubados — ou compreendidos — nas últimas décadas, e o pessoal do site how stuff works criou uma interessante lista sobre vários fatos relacionados ao nosso órgão-mestre que foram desmistificados. Confira:

1 – O cérebro é descolorido
Talvez você já tenha visto cérebros preservados em algum laboratório ou nas aulas de ciência, e apesar de terem um aspecto esbranquiçado e até amarelado dentro dos vidros, a verdade é que é possível identificar várias cores nesses órgãos. Para começar, grande parte dele é cinza, portanto, não é a toa que muitas vezes as pessoas se referem a ele como “massa cinzenta”.

Essa massa é composta por diferentes tipos de células — entre elas os neurônios — e pode ser observada em diversas porções do cérebro e da medula. Existe também a substância branca, composta por fibras nervosas que conectam a massa cinzenta. Outra estrutura “colorida” é a substância nigra, que apresenta essa coloração devido à neurommelanina, sem contar os vasos sanguíneos que completam a paleta de cores presentes no cérebro com o vermelho.

2 – O cérebro ganha ruguinhas quando aprendemos algo novo
Você já percebeu todas aquelas voltinhas e rugas que existem no cérebro? Elas são o resultado de milênios de evolução, já que os humanos foram desenvolvendo cérebros maiores para desempenhar todas as funções que nos diferenciam de outras espécies. Contudo, esses órgãos ficam acomodados em um espaço bem limitado e, por isso, eles foram se dobrando sobre si mesmos para caber na caixa craniana.

Tanto que, se fosse possível esticar todas as dobrinhas, o cérebro de um adulto ficaria do tamanho de um travesseiro! Contudo, ao aprender algo novo, não ganhamos mais rugas. Logo no início do nosso desenvolvimento, o cérebro apresenta um aspecto liso e uniforme, contudo, já com 40 semanas de gestação, os fetos contam com todas as voltas e dobras que terão por toda a vida.

3 – Decapitados pensantes
Você já ouviu falar que os cérebros continuam ativos durante algum tempo mesmo depois de alguém sofrer uma decapitação? Esse mito surgiu na época em que guilhotina era utilizada como ferramenta das execuções, e os boatos sobre cabeças piscando sozinhas circulavam entre a multidão. Inclusive existem testemunhos de médicos da época sobre respostas bem específicas dos executados, que apresentariam movimentos de pálpebras, lábios e pupilas.

Contudo, hoje em dia a maioria dos especialistas afirma que esses movimentos são meramente reflexos, em vez de respostas conscientes dos recém-decapitados. Ao cortar o fluxo sanguíneo — e consequentemente de oxigênio —, o cérebro entra imediatamente em coma e começa a morrer, e a perda de consciência ocorre em 2 ou 3 segundos. Assim, embora seja possível que o cérebro fique ativo, na verdade, é muito pouco provável que isso ocorra.

4 – Os humanos contam com o maior cérebro do reino animal
Embora os humanos sejam as criaturas mais inteligentes da Terra, isso não significa que os seus cérebros também sejam os maiores. Aliás, muitos animais são capazes de usar seus “tutanos” para desempenhar algumas das funções que nós também desempenhamos, como desenvolver ferramentas, mostrar empatia com relação a outros bichinhos e solucionar problemas, por exemplo.

Para que você tenha uma ideia, o cérebro humano pesa mais ou menos o mesmo que o cérebro de um golfinho, ou seja, 1,4 quilo, enquanto que o de uma baleia cachalote — que, por sinal, é menos inteligente que um golfinho — pesa cerca de 7,8 quilos. Já o cérebro de um Beagle pesa aproximadamente 72 gramas, enquanto que o de um orangotango pesa 360, e os dois animais são inteligentes.

Entretanto, embora mais inteligência não signifique necessariamente mais volume, existe sim uma relação entre a massa do cérebro e a massa corporal de determinada espécie. A proporção de peso do cérebro com relação ao peso corporal nos humanos é maior do que em outros animais, ou seja, os nossos cérebros proporcionalmente pesam mais.

Além disso, também contamos com algumas estruturas mais desenvolvidas, como o córtex cerebral, por exemplo, que é — proporcionalmente — o maior de todos os mamíferos e o responsável por funções como a memória, a comunicação e o raciocínio.

Mais mitos sobre o cérebro:
  • Ouvir música clássica — mais precisamente às obras de Mozart — não deixam as pessoas mais inteligentes;
  • Quando tomamos porres homéricos, não dizimamos milhares de neurônios;
  • Os seres humanos não utilizam apenas 10% de sua capacidade mental;
  • O uso de drogas não cria buracos no cérebro, mas é capaz de fazê-lo envelhecer extremamente depressa.
Fonte: Mega Curioso

Aumento de golpes deixa WhatsApp em alerta; veja como se proteger

Aumento de golpes deixa WhatsApp em alerta; veja como se proteger

Com o aumento no número de golpes e mensagens falsas que circulam pelo aplicativo de mensagens, o WhatsApp disse em um comunicado enviado à imprensa que não usa o próprio app para se comunicar com os usuários. A empresa garante ainda "trabalhar cuidadosamente para reduzir as mensagens indesejadas que chegam pelo sistema."

Nos últimos meses, empresas de segurança digital descobriram uma série de golpes aplicados pelo WhatsApp como o de falsos descontos ou ainda promessas ilusórias relacionadas ao próprio aplicativo --como campanhas que prometem liberar novos emojis, recurso de videochamada ou dedurar todos os usuários que visitaram o seu perfil.

"Mensagens indesejadas podem chegar ao usuário de várias formas como spam, fraudes e vírus", alerta o WhatsApp. A equipe do app diz que todas essas mensagens tentam enganar os usuários.

Estranhe recompensas ou punições
A empresa, portanto, pede atenção dos usuários principalmente em mensagens cujo remetente afirma ser filiado do WhatsApp, com instruções para encaminhar o conteúdo, com ameaças de possíveis punições ou com promessas de recompensa ou presente.

Tenha um antivírus no celular
Para se precaver de páginas maliciosas, a sugestão é já conhecida: evite clicar em links desconhecidos. Baixar um antivírus também pode ajudar (conheça algumas boas opções aqui).  É importante mantê-los atualizados para que possam desempenhar melhor suas funções.

Nunca repasse a mensagem
O recomendado, segundo o WhatsApp, é bloquear o remetente, desconsiderar a mensagem e apagá-la. "Para evitar expor os seus contatos a potenciais danos, nunca encaminhe essas mensagens a eles", acrescenta a empresa.

Fonte: UOL

Adolescentes se alimentam mal e risco à saúde cresce...

Adolescentes se alimentam mal e risco à saúde cresce

Adolescentes brasileiros seguem uma dieta de alto risco para problemas cardiovasculares, doenças renais e obesidade. De acordo com dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) divulgados na última quinta-feira pelo Ministério da Saúde, o consumo de refrigerante e balas por jovens entre 12 e 17 anos supera o de frutas, verduras, hortaliças e suco natural.

Endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Tarissa Petry diz que, por praticidade, brasileiros estão deixando de consumir alimentos naturais, mas que isso pode trazer sérias consequências para a saúde. “Estamos diagnosticando a obesidade cada vez mais cedo. Esses jovens vão ter diabete, hipertensão, enfarte e AVC mais cedo também.”

Felizmente, o arroz e o feijão, alimentos considerados saudáveis, estão no topo da lista dos 20 alimentos mais consumidos pelos adolescentes. Depois aparecem pães, sucos e carnes. Mas, logo em seguida, a qualidade cai e o ranking é dominado pelos produtos industrializados. Na sexta posição estão os refrigerantes, seguidos por doces e sobremesas, café, frango, hortaliças, massas, biscoitos doces, óleos e gorduras, tubérculos, salgados frios e assados, carnes processadas, bebidas lácteas, queijos e outros derivados do leite, biscoitos salgados, bolos e tortas.

Segundo especialistas, esse conjunto de hábitos é preocupante e reflete diretamente os índice de obesidade e sobrepeso, que atingem, respectivamente, 17,1% e 8,4% dos adolescentes. Também preocupam o consumo excessivo de sódio e o déficit de vitamina E e cálcio. De acordo com o levantamento, 80% dos adolescentes consomem sódio acima do recomendado e pouco mais da metade (51,8%) bebe menos de cinco copos d’água por dia – quando o recomendado é de oito copos.

“Vivemos em uma transição do padrão africano, onde a fome era prevalente, para o padrão americano, onde a obesidade predomina. Nossa tarefa é tentar reverter esse padrão, sobretudo com população mais jovem”, afirmou a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção à Saúde, Fátima Marinho. A epidemiologista considera que o fenômeno identificado agora entre adolescentes já ocorre há alguns anos na população adulta.

Mais da metade tem o hábito de comer em frente à TV, seja uma refeição completa ou um lanche. Dos entrevistados, 40% disseram que petiscam enquanto estão com o aparelho ligado e 73,5% passam duas horas ou mais vendo TV ou no computador. Além disso, menos da metade (48,5%) toma sempre ou quase sempre café da manhã, e 21,9% nunca tomam.

A pesquisa, feita em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  ouviu cerca de 75 .000 estudantes com idade entre 12 e 17 anos, de 1.247 escolas em 124 municípios.

Vigitel
O padrão entre adultos é ainda mais desanimador. Dados do Vigitel 2015 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), mostram que 19% do brasileiros têm o hábito de consumir refrigerantes e sucos artificiais e 20% consomem doces 5 vezes por semana ou mais. O hábito reflete diretamente na obesidade: 18,6% são obesos – em 2010, eram 15%.

O estudo, feito por telefone com moradores com mais de 18 anos das capitais do país, revelou também que menos da metade dos brasileiros tem o hábito de comer frutas e hortaliças regularmente. O consumo de doces e refrigerantes também é considerado excessivo.

Propaganda
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que a propaganda de alimentos ricos em sal, açúcar e gordura e com excesso de álcool poderia ser “aprimorada”, sem dizer, no entanto, o que poderia ser feito. Ele também assinou uma portaria que proíbe a venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados, processados, com excesso de açúcar, gordura e sódio dentro das unidades do ministério. O mesmo vale para eventos patrocinados.

Fonte: Veja.com

Aprenda o jeito certo de usar faróis baixos em rodovia

Aprenda o jeito certo de usar faróis baixos em rodovia

Começou a valer desde o dia 8/7, a obrigatoriedade de acender o farol baixo de dia, ao circular em rodovias. O descumprimento é considerado infração média, com 4 pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 85,13, que passará para R$ 130,16 em novembro próximo.

O farol baixo é o que as pessoas chamam de farol, até então exigido para todos os veículos somente durante a noite e dentro de túneis. Apenas para as motos o uso das luzes já era obrigatório usar o farol durante o dia e a noite, em todos os lugares.

Veja abaixo perguntas e respostas sobre a nova lei do farol baixo.

1) Tem que ligar o farol de dia na estrada e na cidade?
A lei só fala em rodovias. Fora das estradas, o farol baixo é exigido para todos os veículos somente à noite e em túneis com iluminação pública -nos que não têm iluminação deve-se usar luz alta. A exceção são as motos, que precisam circular com a luz acesa o tempo todo e em todos os lugares.

2) Qual a diferença entre farol baixo e lanterna?
O farol baixo é o que as pessoas normalmente chamam de farol, até então, usado à noite.

Mais fraca, a lanterna ou luz de posição deve ser acionada em duas situações, segundo o Detran-SP:

1) à noite, somente quando o carro estiver parado para embarque ou desembarque de passageiros e carga ou descarga de mercadorias;
2) de dia, sob chuva forte, neblina ou cerração (nessas condições também pode ser usado o farol baixo).

Há ainda o farol alto, que só deve ser usado em locais onde não há nenhuma iluminação e, ainda assim, precisa ser desativado quando outro veículo vier no sentido contrário.

3) Vale farol de neblina/milha?
O farol de neblina não é aceito como farol baixo. Ele só deve ser usado quando há neblina, chuva forte ou nuvens de poeira, diz o Código de Trânsito Brasileiro.

A lei que exige o farol baixo de dia nas estradas só abriu exceção para a luz diurna de LED , aquela faixa de lâmpadas que alguns carros mais novos têm. Ela poderá ser usada nas estradas, de dia, em vez do farol baixo. À noite, não.

4) Qual a utilidade de usar farol baixo durante o dia?
Segundo o Contran, "o sistema de iluminação é elemento integrante da segurança ativa dos veículos; as cores e as formas dos veículos modernos contribuem para mascará-los no meio ambiente, dificultando a sua visualização a uma distância efetivamente segura para qualquer ação preventiva, mesmo em condições de boa luminosidade".

Ou seja, a obrigatoriedade do farol baixo em estradas, mesmo que durante o dia, ajuda os motoristas a identificar outros veículos na via.

5) Em rodovia que corta cidades também precisa ligar o farol?
Sim. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) diz que a medida será válida para qualquer tipo de rodovia, incluindo as que passam por trechos urbanos.

Fonte: Auto Esporte/G1

Estudo sugere que beber café pode ser mais benéfico do que você pensa

Estudo sugere que beber café pode ser mais benéfico do que você pensa

Existem diversos estudos mostrando que o café pode ser benéfico para a sua saúde a longo prazo, reduzindo o risco de diabetes tipo II, mal de Alzheimer e de Parkinson. De acordo com um meta-estudo recente, o café também pode reduzir o risco de danos no fígado causados pelo álcool.

O estudo foi conduzido por cientistas da Universidade de Southampton (Reino Unido). Não é um ensaio clínico: em vez disso, os pesquisadores agruparam resultados de nove estudos anteriores que acompanharam a incidência de cirrose hepática e o consumo de cafeína.

No total, 432.133 participantes contribuíram para os estudos, através de um amplo espectro demográfico.

A cirrose hepática mata mais de um milhão de pessoas no mundo a cada ano. Ela é causada pelo consumo excessivo de álcool a longo prazo, e também provocada por infecções de hepatite, doenças imunológicas, e até mesmo obesidade ou diabetes.

Os resultados do meta-estudo demonstram que o café tem um efeito protetor significativo. A análise mostra que, ao consumir duas xícaras a mais de café por dia, o risco de cirrose hepática é reduzido pela metade – incluindo cirrose alcoólica. A taxa de mortalidade também caiu pela metade.

As estatísticas ficam melhores quanto mais café você consome: quatro xícaras por dia reduzem o risco de cirrose hepática em 65%.

Dada a composição química complexa de café, é difícil dizer exatamente como a cafeína está protegendo o fígado. Este é também apenas um meta-estudo: embora a análise pareça robusta, controlar vieses e variáveis ​​em uma amostra tão grande, espalhada por um período entre 1980 e 2010, ainda não é uma ciência perfeita.

Fonte: Giozmodo (Alimentary Pharmacology and Therapeutics via Reuters)

Viagens ao outro lado da vida: o que acontece conosco quando a vida chega ao fim?

Viagens ao outro lado da vida: o que acontece conosco quando a vida chega ao fim?

Durante cerca de uma hora em 1991, a cantora e compositora americana Pam Reynolds esteve morta em uma mesa cirúrgica. Não tome a frase anterior como força de expressão. Seu corpo tinha temperatura abaixo dos 10 °C, seus pulmões não funcionavam, o coração não batia mais. Os equipamentos não registravam atividade cerebral e a circulação de sangue foi reduzida a zero. Todos esses indicadores trágicos eram, na verdade, propositais e monitorados de perto pela equipe médica. Faziam parte de um esforço desesperado para operar um grande aneurisma (dilatação anormal de uma veia) na base do cérebro, impossível de acessar em circunstâncias normais. Ironicamente, para salvar a vida de Pam, era preciso matá-la, drenando todo o sangue de seu cérebro, para depois trazê-la de volta à vida, torcendo que não restassem sequelas do processo. Na verdade, o procedimento nem teria ocorrido se ela estivesse viva, já que seu aneurisma provavelmente explodiria, e Pam morreria. Assim foi feito: durante a cirurgia, ela esteve tão morta quanto a medicina consegue determinar. E a operação foi um sucesso.

Mas, ao despertar, Pam contou que contemplou o próprio corpo, os médicos e a sala de cirurgia durante o procedimento. Sentia os sentidos mais aguçados, vendo tudo com clareza e escutando as conversas de médicos e enfermeiras - mesmo que, na mesa cirúrgica, seus olhos estivessem cobertos com fita adesiva e os ouvidos tampados com protetores auriculares. Pam diz ter sido conduzida por uma força invisível até um grande ponto de luz, onde foi recebida afetuosamente por familiares já mortos, entre eles seu tio. Se você pensa que a cantora apavorou-se com a ideia de estar morta, se engana: a experiência foi tão agradável que Pam não queria mais ir embora. Para que ela voltasse a viver - e nós pudéssemos contar essa história - foi preciso que seu tio apelasse, "empurrando" o espírito dela de volta ao corpo. A sensação, segundo Pam, foi a de mergulhar em água gelada. Foi uma experiências de quase morte (EQMs, no jargão científico), como tantas outras, mas a história de Pam teve algo a mais: é uma raríssima situação em que tudo estava sendo monitorado desde o início. A morte clínica de Pam é aceita por todos os integrantes do corpo médico e está amplamente comprovada pelos dados coletados na cirurgia. Os relatos do que ela diz ter ouvido são compatíveis com o que foi dito durante a operação, e instrumentos utilizados para abrir o crânio de Pam - alguns haviam sido recém-criados (e portanto ela não teria como ter visto antes) - foram descritos com exatidão.

Não é possível, claro, comprovar a visita de Pam Reynolds ao reino dos mortos e o seu encontro com o tio falecido. Mas, se a consciência da cantora esteve mesmo ativa enquanto seu corpo estava morto, fica uma possibilidade intrigante: a de que existe vida após a morte.

A ciência dos espíritos
No século 19, o geólogo suíco Albert Heim promoveu um dos primeiros esforços da era científica para sistematizar relatos de quase morte. Ele, que também era montanhista, viveu pessoalmente uma EQM, em 1871, ao sofrer um acidente durante uma escalada. Ao lembrar-se do acontecido, relatou uma grande expansão de sentidos durante a queda, como se ouvisse e enxergasse muito melhor, além da sensação de que o tempo passava devagar e surgia uma "profunda aceitação" da morte iminente. A curiosidade o levou a coletar mais de 30 relatos semelhantes de colegas montanhistas, publicados no estudo Notes on Death from Falls ("Notas sobre morte decorrente de quedas"). Todos coincidiam com a experiência de Heim, e alguns traziam novos elementos - como a recordação súbita de experiências de vida e o som de uma música desconhecida e agradável tocando no vazio. Nenhum mencionou ter sentido dor ou medo em momento algum.

O trabalho de Heim marcou uma mudança fundamental: as EQMs entravam no radar da comunidade científica. Nos anos 2000, o cardiologista holandês Pim van Lommel conduziu outro levantamento semelhante, envolvendo 344 sobreviventes de paradas cardíacas em seu país. O estudo revelou que 18% dos pacientes relataram algum nível de consciência enquanto eram ressuscitados, e cerca de 9% mencionaram EQMs - incluindo consciência de ter morrido, observação do próprio corpo de um ponto externo, visão de túneis ou luzes e encontros com pessoas falecidas. Mas até que ponto uma pessoa que relata uma experiência dessas está "morta" de verdade? Talvez ela apenas pareça morta, mas esteja com o cérebro vivo o suficiente para ter ilusões. É uma pergunta difícil de responder e que fica ainda mais complicada na medida em que o conceito de morte muda juntamente com os avanços da ciência.

Em 1846, a Academia de Ciências de Paris criou um critério para definir a morte, sugerindo a ausência de respiração e de batimentos cardíacos. Era comum dar uma pessoa como morta no máximo 15 minutos depois da parada cardiorrespiratória. A partir dos anos 1950, com o surgimento dos respiradores artificiais, o que prolongou a vida de pacientes e tornou o antigo critério obsoleto, convencionou-se que o fim da vida acontece com a morte cerebral. Quando o sangue para de circular no cérebro, os neurônios começam a morrer - e a partir de determinado ponto é impossível o corpo controlar as funções vitais ou mesmo funcionar.

Um conceito que casos como o de Pam Reynolds colocam em xeque. Morrer em definitivo está cada vez mais difícil.

Mortes controladas
Atuando como responsável pela unidade de tratamento intensivo do hospital da Universidade de Stony Brook, nos EUA, Sam Parnia tem contato diário com a morte. O médico já ouviu muitos pacientes contarem supostas experiências do outro lado - e, como professor assistente da mesma universidade, passou a desenvolver teorias cada vez mais desafiadoras a respeito. Para o pesquisador, é preciso considerar a possibilidade de que a mente seja até certo ponto independente do cérebro. Dizendo de outro modo, o cérebro seria um intermediário, uma espécie de computador que processa um sistema operacional externo (a consciência, ou a "alma", como ele chama sem constrangimento), e não a origem da consciência em si. No livro Apagar a Morte, Parnia menciona o caso de um paciente, chamado apenas de Senhor A, que sofreu uma parada cardíaca no momento em que receberia uma injeção para tentar estabilizar seu coração. Ele estava com a visão encoberta por uma cortina de forma que não podia enxergar os enfermeiros. Mesmo assim foi capaz de descrevê-los com exatidão após passar pelo que descreveu como uma viagem fora do próprio corpo. Da mesma forma, relatou ter ouvido duas vezes o choque dos desfibriladores, exatamente o número de tentativas feitas até que voltasse à consciência - o que ele em princípio não deveria ter ouvido, já que seu cérebro estava sem circulação sanguínea havia alguns minutos. O relato de Senhor A batia com todos os registros médicos de seu procedimento. Intrigado por relatos como esse, Parnia vem desenvolvendo pesquisas desde 1997, quando atuava no Hospital Geral de Southampton, na Inglaterra. Para determinar se a consciência pode mesmo existir quando o cérebro está completamente desligado, Parnia criou o projeto AWARE (sigla em inglês para "consciência durante ressuscitação"), que documenta experiências de "pós-morte", como ele prefere, em hospitais dos EUA e da Europa. Um dos principais experimentos do AWARE foi fixar placas em salas cirúrgicas de 25 hospitais, posicionadas de modo que estejam bem visíveis para alguém flutuando perto do teto, mas escondidas de quem está de pé ou deitado.

Ou seja: se alguém voltar de uma morte clínica e for capaz de contar o que está escrito em um dos cartazes, a comunidade científica terá uma revelação daquelas. Isso significará que haverá uma prova de que a consciência pode enxergar coisas mesmo após a morte do corpo. Mas os resultados preliminares, apresentados em um encontro da Associação Americana do Coração em novembro de 2013, não são nada conclusivos. Dos 152 sobreviventes entrevistados, 37% relataram lembranças do período crítico, mas só dois deles chegaram a ver alguma coisa que remeta a EQMs e apenas um descreveu eventos verificáveis, como instrumentos cirúrgicos. E essa pessoa não falou nada sobre os cartazes. Na prática, a maior contribuição de Parnia para o debate tem sido o prolongamento do período de ressuscitação. Pacientes do hospital da Universidade de Stony Brook têm 33% de chance de resistir a paradas cardíacas - a média nos Estados Unidos é de apenas 16%. Para alcançar esses números, o médico adota medidas como resfriar o corpo de pacientes e manter alta a oxigenação no sangue enquanto o coração está parado - tudo com o objetivo de atrasar ao máximo a apoptose, ou o "suicídio" das células cerebrais quando privadas de oxigênio. Foram processos semelhantes que permitiram, por exemplo, que o jogador de futebol Fabrice Muamba fosse ressuscitado mais de uma hora depois de sofrer uma parada cardíaca em pleno gramado, em uma partida da Copa da Inglaterra de 2012. Em outro livro, O que Acontece Quando Morremos, Sam Parnia cita um caso ainda mais impressionante: uma japonesa que esteve morta por mais de três horas e, graças a procedimentos de ressuscitação, resfriamento do corpo e oxigenação artificial do cérebro, voltou à vida sem apresentar sequelas.

Se a mente segue existindo depois do cérebro desligar, continua sendo uma questão de fé. Mas um estudo de agosto de 2013 da Universidade de Michigan coloca mais lenha no debate. Pesquisadores monitoraram o cérebro de ratos que experimentavam morte induzida. Eles descobriram que, nos primeiros 30 segundos após a parada cardíaca, todos os roedores apresentaram um aumento dramático da atividade cerebral. Se essa explosão de atividade acontece de forma análoga em seres humanos, ela talvez explique as visões e sensações das pessoas que relatam EQMs - que seriam reações do cérebro ainda vivo nos instantes anteriores à morte. Uma espécie de mecanismo de autopreservação: com consciência ampliada da situação, o corpo poderia lançar uma última cartada para se defender e se manter vivo.

EQMs já foram registradas em todos os lugares do mundo, mas isso não quer dizer que todo mundo as vivencie do mesmo jeito. Há pessoas que passam por experiências assustadoras na fronteira da morte. Em vez da paz e da tranquilidade sentidas pela maioria, essas vítimas relatam sensações de medo e ameaça, incluindo encontros assustadores com criaturas demoníacas. Alguns ouvem vozes gritando frases debochadas ou ofensivas e há quem diz ter sido arrastado até um poço de escuridão, entre outras coisas desagradáveis. Alguns levantamentos colocam essas visões do inferno como quase 20% do total de EQMs - outras estimativas, bem mais cautelosas, acreditam que experiências negativas não passam de 1%.

Parte dos relatos discrepantes está ligada às diferenças culturais. É comum cristãos enxergarem anjos ou o próprio Jesus Cristo em suas espiadas no além. O indiano Vasudev Pandey, que chegou a ser dado como morto em 1975 devido à febre tifoide, garante ter sido recebido do outro lado por Yamaraja, deus da morte em algumas crenças hinduístas. Ao perceber que Vasudev não era o morto certo, o próprio Yamaraja tratou de mandá-lo de volta à vida. O neuropsicólogo Gary Groth-Marnat, professor do Pacifica Graduate Institute, dos EUA, relata várias dessas particularidades: na Melanésia, por exemplo, os que visitam o outro lado deparam-se com feiticeiros, enquanto índios americanos mencionaram encontros com animais mitológicos, como a águia da guerra. Mesmo com essas diferenças culturais, é claro que muita coisa nas experiências de quase morte é recorrente. Além da sensação de sair do corpo e conversar com gente que já morreu, muita gente nos mais diferentes cantos do mundo experimenta o que é chamado de revisão de vida: uma memória ampla, cronológica e quase imediata de tudo que vivenciaram no mundo dos vivos. É a vida passando diante dos nossos olhos - e muitas descrições parecem mesmo com um filme em 3D, no qual é possível ver tudo de forma panorâmica e com grande riqueza de detalhes.

Tem gente que se sentiu quase onisciente durante as recordações, percebendo as sensações de todos os participantes dos eventos de sua própria vida e entendendo claramente o efeito emocional dos acontecimentos sobre eles. Uma sensação terrível ou encantadora, dependendo do que a pessoa causou com suas ações. Por outro lado, tudo isso é condizente com o aumento de atividade cerebral nos últimos instantes de vida, o que já foi detectado em laboratório. Ou seja: a ciência tem uma boa resposta para as Experiências de Quase Morte.

Por outro lado, a própria consciência segue sendo um mistério. A ciência não tem respostas sólidas sobre como emerge a nocão do "eu". Todas as pessoas vivas hoje, por exemplo, estavam "mortas"no início do século 20, já que ainda não tinham nascido. Você estava morto. E certamente não se lembra de como é estar morto. Por outro lado, a ideia de que a existência está confinada a 80, 90 anos de vida dentro de um Universo que já tem 13 bilhões de anos - e que vai continuar por aí pelos próximos trilhões - é aterradora. Será que é só isso mesmo. Quem (re)viver virá.

Fonte: Superinteressante

Como a Suécia consegue reciclar 99% do lixo que produz?

Como a Suécia consegue reciclar 99% do lixo que produz?

Na Suécia, os lixões estão cada vez menores e 99% dos 461 kg de lixo produzidos anualmente por cada habitante do país é reciclado. O cenário é resultado de diversas políticas envolvendo a conscientização da população e também a responsabilização das empresas pelo custo de reciclagem das embalagens em que comercializam seus produtos.

O programa de gestão de lixo sueco tem como base, nessa ordem, a redução, o reuso, a reciclagem, as alternativas à reciclagem e, por último, o depósito do lixo nos famosos lixões. Por serem responsáveis pelas embalagens que produzem, as empresas tendem a colaborar com a iniciativa de redução. No segundo nível, o lixo orgânico geralmente é usado em compostagens, enquanto que materiais como plástico e alumínio muitas vezes são reciclados.


A grande sacada dos suecos para elevar o número da reciclagem aos 99%, contudo, foi a criação das usinas Waste to Energy, ou WTE, (De lixo a energia, em português). Basicamente, essas plantas usam a tecnologia da incineração em um ambiente controlado para gerar energia a partir do vapor produzido – 3 toneladas de lixo contém tanta energia quanto uma tonelada de petróleo. Não se pode afirmar, contudo, que se trata de uma solução mágica e que não afeta o meio ambiente.

Ora, em vez de queimar o lixo à céu aberto ou de forma despreocupada, essas usinas realizam uma combustão controlada e ainda aproveitam para gerar energia elétrica. Para mover as 32 usinas WTE do país, a Suécia chega a comprar resíduos de países vizinhos. Porém, queimar o lixo lança resíduos no ar e, embora filtros se proponham a amenizar o impacto desses poluentes na atmosfera, é impossível garantir que isso aconteça em níveis completamente seguros. As discussões do impacto ambiental causados pelas WTEs continuam, mas a Suécia tem seus méritos por, ao menos, tentar controlar o lixo produzido no país de forma que o lixão seja a última opção de destino para os resíduos.


Fonte: Hypeness

Por que o navegador Google Chrome usa tanta memória RAM?

Por que o navegador Google Chrome usa tanta memória RAM?

Costumava ser o caso que só usuários mais "exigentes" precisavam de bastante memória no computador. De uns anos para cá, porém, a simples navegação na web se tornou uma das maiores vilãs no consumo de RAM e, na liderança dessa tendência, está o navegador Google Chrome, que chega a ser "vítima" de piadas na web (como esta). Por que isso acontece?

Na verdade, uma boa parte disso tem a ver com a segurança. O Chrome possui uma tecnologia de isolamento (chamada de "sandbox") bastante agressiva. É por isso que o Chrome, além de consumir bastante memória, aparece listado várias vezes no "Gerenciador de Tarefas" (o programa do Windows aberto com a combinação CTRL-SHIFT-ESC e que lista os programas em execução no computador).

O isolamento usa muita memória. Além de exigir que algumas tarefas e dados sejam duplicados, porque o isolamento não deixa os processos se comunicarem entre si, ainda é preciso um processo adicional para controlar tudo isso - saber qual tarefa está em qual processo, gerar a interface do navegador, etc, para que o internauta não tenha a impressão de que o programa está "fragmentado". (Você pode acessar isso dentro do Chrome com a combinação SHIFT-ESC).

E para que serve o isolamento?

- Impedir que um problema causado por um site faça o navegador inteiro travar. Assim, você não perde todas as suas abas abertas quando um único site causar problemas no navegador.

- Impedir que um site que consiga explorar uma falha no navegador cause danos maiores ao computador, como instalar um vírus.

- Impedir que sites usem truques para convencer o navegador a interagir de maneira indevida com outros sites. A ideia é dificultar que um site malicioso consiga roubar seu acesso ao Facebook, por exemplo, simplesmente porque o Facebook está aberto em outra aba.

O Chrome não é o único a adotar o isolamento. Os principais navegadores do mercado (Safari, Chrome, Firefox, Edge e Internet Explorer) adotam um ou outro tipo de isolamento; no mínimo, os plug-ins (como o Flash) são isolados das páginas. O Chrome, porém, é o mais agressivo, e isso se reflete em consumo de memória acima da média, mesmo quando comparado a outros navegadores desenvolvidos com a mesma base tecnológica, como Opera, Safari e Vivaldi.

Como o Chrome e o Firefox são projetos de código aberto, esses são os navegadores cujas tecnologias são mais bem conhecidas. E o Chrome tem projetos para tecnologias de isolamento ainda mais agressivas cujo principal entrave é justamente o impacto no desempenho.

Suporte a conteúdo
Sites também muito mais complexos nos últimos anos, com a adoção da linguagem HTML5 e uso de extensas bibliotecas de "scripts".

Isso poupa o trabalho de quem faz sites, pois os desenvolvedores web podem pegar códigos que simplificam as tarefas mas o navegador é obrigado a carregar toda essa complexidade repetidamente. A facilidade de desenvolvimento logo se transforma em uma bola de neve, com as facilidades servindo de plataforma para a criação de sites mais interativos e complicados. Tudo isso se traduz em mais trabalho para o navegador - e mais trabalho significa mais processamento e memória.

O isolamento entre os sites, feito em nome da segurança, agrava o problema, já que o navegador não pode tentar fazer nenhum tipo de otimização.

O próprio suporte a novos conteúdos deixou os navegadores mais complexos, como vídeos protegidos por direito autoral.

Custo-benefício
O uso de recursos pelos navegadores acaba tendo um impacto muito indesejado: a redução do tempo de vida da bateria em computadores móveis (veja mais). O uso de RAM é um reflexo de um projeto que, no geral, consome mais recursos.

Mas o consumo de memória pode, às vezes, ser bom. Os botões "Voltar" e "Avançar", por exemplo, funcionam em alta velocidade no Chrome. Isso acontece porque o navegador salva as páginas visitadas anteriormente na memória (e. O consumo acaba sendo maior, mas o uso do navegador fica acelerado. Se o "recurso de pré-chamada" estiver habilitado (e ele está ativado por padrão), o navegador vai usar memória para guardar páginas que você nem abriu, mas que ele acha que você vai abrir no futuro - tudo para deixar a navegação mais rápida.

Para que serve a RAM livre?
Muitas pessoas associam o alto consumo de RAM a um computador lento. Isso nem sempre procede. A RAM livre é inútil. O consumo de memória só vai deixar o computador lento caso ocorra o fenômeno conhecido como "paginação", em que o sistema operacional joga parte do conteúdo que devia estar na RAM em um arquivo do disco. Quando o conteúdo tiver de ser lido, ele será lido do disco, que é muito mais lento que a memória RAM. Isso é o que causará lentidão.

Porém, essa lentidão nem sempre se realiza na prática. Se você está com alto consumo de RAM e decide iniciar um novo programa que também usa muita RAM, como um jogo, o sistema vai abrir espaço na memória para o novo aplicativo. No caso de um jogo em tela cheia, você não vai mais interagir com outros programas enquanto joga, então a parte de RAM que foi jogada para o disco não vai deixar o game mais lento... desde que você não use um "ALT-TAB" para sair do jogo para outro programa.

Não é novidade que a segurança tem um impacto no desempenho do computador -- antivírus são muito bem conhecidos pelo uso de processamento. O Google Chrome é o navegador recomendado desta coluna por seus avançados recursos de segurança. Porém, se você precisa de mais vida útil da bateria do seu notebook, ou vai querer rodar um navegador junto do seu game para consultar alguma referência, talvez seja interessante considerar as alternativas.

Por: Altieres Rohr

Fonte: Blog Segurança Digital/G1

Sofreu uma decepção amorosa? Veja conselhos que você deve ignorar...

Sofreu uma decepção amorosa? Veja conselhos que você deve ignorar


Mesmo quando as coisas já não iam bem e a decisão de terminar o relacionamento é de comum acordo, um rompimento sempre traz sofrimento. Nessas horas, o apoio das pessoas queridas é fundamental. No entanto, mesmo o mais ponderado e bem intencionado dos amigos pode dar um fora na tentativa de te consolar. Alguns conselhos mais atrapalham do que ajudam e devem ser filtrados. Veja a seguir quais são os mais comuns e descubra por que nem sempre é bom dar ouvidos a eles.

1 - "ALGUÉM MELHOR VAI APARECER" - Decepção amorosa não tem a ver com alguém ser melhor ou pior, mas, sim, com desencontro. Quem dá esse tipo de conselho provavelmente quer fazer você se sinta melhor, acreditando que viver a dor não seja bom. "É uma forma de evitar que o outro se entristeça demais, substituindo o luto por uma esperança", diz a psiquiatra e psicanalista Helena Masseo de Castro. Mas esse tipo de argumento pode ser recebido de uma forma distorcida. "A pessoa em uma situação de dor pode entender que a sua escolha não foi adequada e que todos enxergavam isso, menos ela. Com isso, ao invés de se deter em momentos que valeram a pena e seguir em frente, ela pode fixar sua tristeza em episódios pouco amistosos e buscar no próximo relacionamento um nível de perfeição exagerado", afirma a psicóloga Lizandra Arita. A pessoa precisa viver o luto pela perda que sofreu. "E para muita gente é difícil pensar em outra relação, pois ainda não finalizou aquela, emocionalmente falando", fala a psicoterapeuta Carmen Cerqueira César.

2 - "VOCÊ PRECISA SAIR E RECUPERAR O TEMPO PERDIDO" - Essa é outra frase, mesmo ouvida por alguém querido, pode magoar, pois também dá a impressão de que você viveu um relacionamento que não passou de perda de tempo. Mas o fato de um relacionamento ter chegado ao fim não significa que foi em vão, por isso, não se martirize. "Todo o relacionamento, por pior que seja, tem coisas boas... Pense que foi bom enquanto durou, porque na prática costuma ser assim mesmo", declara a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar. Pensando assim, a relação fica armazenada como uma vivência importante, representando mais uma etapa da vida, com aprendizado, felicidade e evolução.

3 - "POR QUE VOCÊ NÃO DÁ UMA CHANCE PARA FULANO(A)?? - Outra frase muito comum ouvida pelos que acabaram de ficar solteiros, e que não ajuda muito. "É mais uma tentativa de escamotear a dor por uma suposta alegria que dificilmente dará certo", declara a psiquiatra e psicanalista Helena Masseo de Castro. Tentar se atirar nos braços daquele que sempre demonstrou um certo interesse, mas não lhe parece muito interessante, é uma artimanha simplista que pode causar ainda mais danos, além de magoar quem não merece. "Você pode acabar engatando um novo romance para esquecer o anterior. Só que, como está frágil, pode embarcar numa canoa furada. Não se trata de uma escolha, e sim de uma tábua de salvação", explica a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesa. É preferível dar um tempo e, se mais para a frente rolar algo, acontecerá de forma natural.

4 - "SE JOGA NO TRABALHO QUE A DOR E A SAUDADE PASSAM" - Quem leva ou dá um fora tem que trabalhar, fazer suas tarefas cotidianas, se esforçar para retomar a rotina... Isso é saudável, porém, tudo o que é excessivo acaba sendo prejudicial, inclusive trabalhar. A atividade profissional pode ficar comprometida e as chances de cometer um erro é grande. Para a psiquiatra Helena Masseo de Castro, no entanto, o que menos importa nessa situação é o emprego ser prejudicado. "O mais perigoso é a vida emocional ficar comprometida. Se não conseguirmos viver nossas perdas e superá-las, ficamos estacionados no mundo, não amadurecemos. É preciso enfrentar as coisas e exercitar a tolerância às frustrações", conta. Para a psicóloga Lizandra Arita, quando uma pessoa mergulha no trabalho na ânsia de esquecer um fato ou circunstância da vida, ela corre o risco de desequilibrar todas as outras áreas. "E aí, em vez de passar pelo processo de cura emocional de uma forma equilibrada, pode desregular sua vida e seus sentimentos", diz.

5 - "VOCÊ PRECISA MUDAR O VISUAL, SE INSCREVER NUM CURSO, FAZER COISAS NOVAS" - Você está no meio de um furacão. Será que modificar algo e sair da zona de conforto é mesmo uma boa dica? Não seria melhor dar um tempo e colocar os pensamentos em ordem? Ficar no próprio canto, digerindo a decepção, é uma maneira de compreender o que aconteceu e respeitar o próprio tempo. Arrume a desorganização interna com calma e, aos poucos, procure preencher o tempo com atividades prazerosas, mas não antes de se sentir bem para isso. "E os amigos têm de respeitar seu ritmo. Claro, podem sugerir atividades, mas respeitando o processo pelo qual quem rompeu uma relação está passando, ajudando-o a colocar as coisas em suas devidas gavetinhas e sendo bons ouvintes", afirma a psicoterapeuta Carmen Cerqueira Cesar. Outro ponto importante é que pessoa que recebe um conselho como esse pode questionar: a minha aparência está tão ruim que afastou a pessoa que eu amo? Minha capacidade intelectual é baixa? Deixei a rotina tomar conta da minha vida? Não é nada disso. Recupere-se e, quando achar que lhe fará bem, pense se você quer realizar alguma transformação.

6 - "ESSA PESSOA NÃO MERECE SEU SOFRIMENTO. VALORIZE-SE!" - Quando você escuta um conselho desses, fica pensando em duas coisas: que foi feito de bobo por alguém que não dava a mínima para você e, pior, acaba se sentindo na obrigação de não demonstrar seus sentimentos. Se quem te deu esse conselho é seu amigo de verdade, saiba que a intenção não é fazer você se sentir assim, mas apenas a de que você reconheça que tem valor. Pode até ser que você descubra que a pessoa com quem você se relacionava não era digna do seu amor, mas o momento do rompimento não é hora para se questionar sobre isso. O melhor é não atropelar nada e passar pelo processo chamado "fases do luto", que abrange cinco períodos distintos: negação, raiva, barganha (uma tentativa desesperada de retomar o que foi perdido), depressão e aceitação. "É fundamental que cada um aprenda a tirar proveitos das próprias experiências, independentemente das circunstâncias", diz a psicóloga Lizandra Arita.

Fonte: UOL

Veja 9 erros comuns em entrevistas de emprego e como evitá-los

Veja 9 erros comuns em entrevistas de emprego e como evitá-los

Ao ser chamada para uma entrevista de emprego você fica feliz e ansiosa ao mesmo tempo? Isso é mais do que normal, afinal, durante a ocasião  precisamos controlar o nervosismo e mostrar nosso melhor.

O resultado de um processo seletivo não depende apenas de você. Outros candidatos podem ter o perfil mais adequado para a vaga. No entanto, há uma série de erros que você pode evitar cometer para aumentar as chances de ser escolhida para um bom emprego. Confira.

1. Chegar atrasada
Programe-se para chegar com antecedência ao local da entrevista. Se chegar atrasada, você pode passar a impressão de que é irresponsável ou de que não está dando o devido valor ao processo seletivo. Por outro lado, se acontecer algum imprevisto que a atrase, avise imediatamente à companhia que não conseguirá estar lá no horário marcado. Quando você se planeja para chegar com antecedência, além de correr menos risco de se atrasar, pode se sentir um pouco mais tranquila.

2. Falta de preparo
Fazer a entrevista sem ter se preparado antes é um erro muito comum. Informe-se de antemão sobre a empresa que está oferecendo a vaga. Pesquise o máximo que puder sobre sua reputação, clientes e serviços oferecidos. Isso é muito importante para você estar bem preparada e poder fazer perguntas pertinentes sobre a empresa e a vaga.

3. Ir vestida de maneira inadequada
Acertar no visual é fundamental. Por mais competente e qualificada que você seja, pode causar má impressão se estiver vestida de forma inadequada. Tente pesquisar previamente como é o ambiente da empresa para se vestir de acordo com ele. É interessante que você saiba se é um lugar mais formal ou informal. Se não tiver essa informação, é preferível ir vestida de maneira mais formal.

4. Expressar-se mal ou usar gírias
A forma como os candidatos se expressam conta muito na avaliação. Por mais que se sinta nervosa durante a entrevista, pense bem antes de falar para escolher as palavras mais adequadas e evitar as gírias – que causam má impressão.

5. Falar mal do atual ou antigo empregador
Evite falar mal de sua empresa ou colegas de trabalho atuais ou antigos. Por mais que você possa ter tido uma experiência ruim, sido infeliz ou trabalhado com um chefe rude, é melhor não contar esses detalhes. Do contrário, o recrutador pode achar que você falaria mal da nova empresa também.

A grande questão é: e se o entrevistador perguntar o motivo de você ter saído ou querer sair de seu emprego? Se as razões forem exatamente as citadas acima, a saída é ter jogo de cintura e tentar contornar a situação. Uma alternativa é dizer que está buscando novos desafios profissionais, que quer uma oportunidade melhor e com mais perspectivas de crescimento.

6. Não perguntar nada
A entrevista não é apenas para o recrutador conhecer e avaliar os candidatos. Você também pode e deve aproveitar o momento para saber mais sobre a empresa e o cargo oferecido. Se não perguntar nada, pode dar a impressão de não estar interessada. Tome a iniciativa de tirar suas dúvidas.

7. Mentir
Na ânsia de conquistar uma vaga, alguns candidatos podem acabar exagerando ou mentindo ao falar sobre si mesmos. Não caia nessa. Seja honesta sobre seus conhecimentos e experiências. Se um cargo exige inglês fluente para atender clientes internacionais e você só sabe o básico, é melhor falar a verdade e demonstrar que tem interesse em aprofundar os conhecimentos sobre o idioma. Você pode até não ser escolhida para a vaga em questão, mas poderá participar de outros processos seletivos no mesmo lugar. Já se mentir e for descoberta, estará fechando as portas definitivamente.

8. Não estar preparada para falar da própria experiência
Não chegue desprevenida à entrevista. Antes dela, faça uma avaliação de sua trajetória. Tenha em mente seus pontos fortes e suas conquistas profissionais. Seja objetiva e honesta ao falar sobre eles. Fale com convicção, mas sem arrogância.

9. Não ter perspectivas
Esteja ciente de quais são seus objetivos de carreira e pense bem em seus planos, pois você pode ser questionada sobre isso. Se o entrevistador perguntar: “O que você espera de sua carreira daqui a cinco anos?”, você não será pega de surpresa e saberá responder de maneira convincente.

Fonte: Finanças Femininas/UOL