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sábado, 16 de abril de 2016

Goste do governo ou não, fato é que Cardozo fez discurso memorável à Câmara


Goste você do governo ou não. Goste você do papel do ministro da Advocacia-Geral da União ou não. Terá de reconhecer que José Eduardo Cardozo foi muito competente em seu discurso de defesa na manhã desta sexta-feira na Câmara dos deputados. Falou com eloquência, sem perder o equilíbrio. Falou com emoção, sem perder o raciocínio.


Já na quinta-feira, quase madrugada, ao pedir a palavra para proceder a sua sustentação oral no STF (Supremo Tribunal Federal), não foi atendido por força de regulamentação, mas todos os ministros que se manifestaram disseram que, embora ele não pudesse apresentar sua defesa oral, sentiam pelo fato de terem de se privar da sua oratória.


Sua fala nesta sexta-feira era esperada com ansiedade, tanto pelos governistas quanto pela oposição. Sabiam que, além dos argumentos pensados, medidos e ensaiados, teriam a oportunidade de observar um orador competente. Talvez até para servir de modelo àqueles que o sucederiam na tribuna da Câmara.


Suas palavras saíam, em determinado momento, com a força de uma cachoeira, quando os argumentos eram mais contundentes. Para, logo a seguir, serem proferidas como um riacho manso, para estabelecer o equilíbrio, acalmar o ambiente e convidar os ouvintes a continuar acompanhando seu raciocínio. As pausas, todas medidas e expressivas.


De maneira pensada, repetiu em diversos momentos os argumentos mais relevantes. Eram aqueles pontos que precisava neutralizar, já que constituíam a essência das acusações. Não foram poucas as vezes em que alinhavou seus argumentos numa sequência planejada, deixando para o final os que considerava os mais importantes. Para isso, aumentava gradativamente o volume da voz, dando ênfase e reforçando a importância de cada um deles até concluir o pensamento.


Os gestos funcionaram em perfeita harmonia com a inflexão da voz e a mensagem. Nos momentos de maior contundência, os braços se levantavam acima da cabeça, com o dedo em riste, mostrando a cada movimento a importância da mensagem. Nos instantes mais calmos, os gestos eram também mais tranquilos, acompanhando, de forma serena, a tranquilidade da mensagem.


Não apresentou nada novo. Tenho acompanhado seus pronunciamentos no papel de advogado de Dilma, ocupando as mais diferentes tribunas. Assim como tenho observado com atenção as suas entrevistas nas diversas emissoras de rádio e televisão. Repetiu a maior parte dos argumentos que tem utilizado nos últimos tempos. Por isso estava afiado, seguro e competente.


As apresentações anteriores serviram como espécie de laboratório para que não hesitasse em momento tão importante. Tenho certeza de que, se tiver de fazer outros pronunciamentos, o que certamente ocorrerá, seu desempenho de hoje servirá como mais um ensaio para que se saia ainda melhor. Há tempos não via um desempenho oratório com essa qualidade.


Independentemente do que venha a ocorrer com o destino da presidente, o desempenho de José Eduardo Cardozo será lembrado pelos governistas e pelos partidos oposicionistas com admiração e respeito. Não há dúvida de que sua capacidade oratória o credenciará para papéis importantes na história do país.


Por: Reinaldo Polito, autor dos livros: "29 Minutos para Falar Bem em Público", publicado pela Editora Sextante, e "Conquistar e Influenciar para se Dar Bem com as Pessoas", "As Melhores Decisões não Seguem a Maioria" e "Como Falar Corretamente e sem Inibições", publicados pela Editora Saraiva.


Fonte: UOL

EUA recomendam uso diário de aspirina para prevenir doenças


Pessoas com mais de 50 anos devem tomar uma dose de aspirina por dia para prevenir ataques cardíacos, acidente vascular cerebral (AVC) e câncer colorretal. De acordo com Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF, sigla em inglês), um painel de especialistas com apoio federal, a recomendação é válida para adultos com idades entre 50 a 69 anos que tenham risco aumentado de problemas cardiovasculares. A orientação foi publicada nesta terça-feira no Annals of Internal Medicine.


Esta é a primeira vez que o grupo de especialistas recomenda a aspirina como forma de prevenir doenças cardiovasculares e câncer do cólon. No entanto, a nova orientação aplica-se apenas a pessoas que não tenham risco aumentado para sangramento gastrointestinal e com pelo menos 10 anos de expectativa de vida. Se enquadram no perfil também aqueles que têm, há mais de uma década, uma probabilidade 10% ou maior de risco de ataque cardíaco ou AVC.


"Antes de começar a tomar aspirina para a prevenção, as pessoas com idades entre 50 e 69 devem conversar com o médico para compreender o risco de doença cardiovascular e risco de hemorragia", ressalta Kirsten Bibbins-Domingo, presidente da força-tarefa e professora de medicina e de epidemiologia e bioestatística na Universidade da Califórnia, San Francisco.


De acordo com os especialistas, uma dose baixa de aspirina (81mg) por dia seria mais benéfica para pessoas com idades entre 50 e 59 anos. Já aquelas na faixa-etária entre 60 e 69 anos devem conversar com o médico sobre qual seria a dosagem mais indicada, já que o medicamento pode aumentar o risco de hemorragia e estas pessoas já correm maior perigo devido à idade.


Fonte: Veja.com

Mujica diz que impeachment é 'jogo irresponsável' que 'paralisa o Brasil'

O ex-presidente do Uruguai José Mujica classificou o processo de impeachment que corre na Câmara dos Deputados contra a presidente Dilma Rousseff como "jogo irresponsável" em um vídeo publicado nesta sexta-feira (15) pelo Palácio do Planalto. A crise no país, diz Mujica, tem paralisado o Brasil e as nações vizinhas.


Segundo o uruguaio, as pessoas que pedem o afastamento da presidenta não perceberam o problema a que estão expondo o Brasil e toda a América Latina. "Que estejam conscientes do mal em que está metido o Brasil e das consequências não só para o Brasil, mas para todos os latino-americanos", afirmou. "Parecem que não se dão contam de esse é um jogo, um jogo irresponsável que paralisa o Brasil e paralisa todos os vizinhos, porque o Brasil é muito importante no continente."


Na madrugada desta sexta-feira (15), o Supremo Tribunal Federal rejeitou as ações da Advocacia-Geral da União e do deputado federal Paulo Teixeira (PT) e manteve a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados para este domingo (17). As ações pediam a anulação do parecer do relator da Comissão de Impeachment, Jovair Arantes (PDT) e, como consequência, a suspensão do processo contra Dilma.


Os defensores do impeachment consideram que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao autorizar supostas manobras contábeis, as tais pedaladas fiscais, e a acusam de não ter tomado medidas mais duras contra a corrupção na Petrobras quando fazia parte do conselho da estatal.


Já quem é contra o impedimento da presidente diz que as pedaladas não configuram crime, uma vez que o orçamento foi aprovado pelo Congresso e o atraso do repasse de dinheiro a bancos públicos, por exemplo, é prática comum em todas as esferas do Poder Executivo. Assim, defendem que o processo em curso seria um "golpe".


Além de Mujica, outros líderes latino-americanos também já se posicionaram sobre o impeachment de Dilma. Em março o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu a criação de uma frente internacional unida em defesa de Dilma Rousseff, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já Evo Morales, governante da da Bolívia, pediu ao colega Tabaré Vázquez, do Uruguai, país que exerce a presidência temporária da Unasul, que convoque uma reunião de cúpula de emergência no Brasil, para defender a presidente e Lula.


O presidente da Argentina, Mauricio Macri, e a presidente do Chile, Michelle Bachelet, por sua vez, disseram acreditar que o Brasil tem uma democracia forte. "Eu acredito que ela é uma mulher séria, honesta e responsável, e está fazendo seu melhor para o Brasil", afirmou Bachelet.


Fonte: UOL

Governo propõe salário mínimo de R$ 946 em 2017

O governo federal propôs que o salário mínimo, que serve de referência para mais de 48 milhões de pessoas no Brasil, suba dos atuais R$ 880 para R$ 946 a partir de janeiro de 2017, com pagamento em fevereiro do próximo ano.


O percentual de correção do salário mínimo, pela proposta, será de 7,5%. Se confirmado, esse índice deverá cobrir apenas a inflação do período, ou seja, não haverá aumento real do mínimo.


A informação consta na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) divulgada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O documento vai ser enviado ao Congresso Nacional nesta sexta-feira (15).


Para 2018 e 2019, respectivamente, o governo estimou que o salário minímo seja de R$ 1.002 e de R$ 1.067, levando em consideração o sistema de correção que está em vigor.


Formato de correção
Hoje, para chegar ao percentual de correção do salário mínimo, soma-se a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano ano anterior, calculado pelo IBGE, e o resultado do PIB de dois anos antes. O objetivo é proporcionar ganhos reais – acima da inflação – aos assalariados, mas somente se o PIB tiver crescimento.


Essa fórmula tinha validade até o ano passado, mas o governo enviou uma Medida Provisória ao Congresso - depois aprovada - estendendo este formato de correção até 2019.


Como o Produto Interno Bruto (PIB) teve uma forte contração de 3,8% em 2015 - ano que serve de parâmetro para o salário mínimo em 2017 - a correção do mínimo no ano que vem levará em conta, pela fórmula adotada, somente o valor da inflação deste ano. Com isso, não haverá alta real (acima da inflação) do salário mínimo no ano que vem.


Valor ainda pode mudar
Esse valor proposto para o salário mínimo em 2017 pelo governo federal, entretanto, ainda pode ser alterado no futuro, com base nos parâmetros estabelecidos para sua correção (crescimento do PIB do ano de 2015 e da inflação, medida pelo INPC, deste ano).


No ano passado, o PIB teve forte contração de 3,8% (a maior em 25 anos) e, para a inflação medida pelo INPC, a última previsão do mercado financeiro, feita na semana passada, é de uma alta de 7,27%.


Salário mínimo necessário
Segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ 3.736,26 em março deste ano.


Fonte: G1

FATOS DO DIA 16 de abril

FATOS DO DIA 

1520 – Habitantes de Toledo, no Reino de Castela, iniciam uma revolta como protesto às pretensões do governo de Carlos I de retirar poderes às comunidades locais.
1917 – Vladimir Lenin regressa a Petrogrado do exílio na Suíça.
1922 – É assinado o Tratado de Rapallo, no qual a Alemanha e a União Soviética restabelem relações diplomáticas.

Nasceram neste dia…
1889 – Charlie Chaplin (foto), ator e produtor cinematográfico britânico (m. 1977).
1908 – António Lopes Ribeiro, cineasta português (m. 1995).
1927 – Papa Bento XVI, líder católico.

Morreram neste dia…
1859 – Alexis de Tocqueville, historiador e cientista político francês (n. 1805).
1972 – Yasunari Kawabata, escritor japonês (n. 1899).
2007 – Maria Lenk, nadadora brasileira (n. 1915).

Fonte: Wikipédia

Oposição perde votos e não tem mais número para impeachment

A oposição deixou de contar com ao menos dois votos a favor da abertura de processo de impeachment na tarde de ontem. Grávida de 36 semanas, a deputada federal Clarissa Garotinho (PR-RJ) solicitou nesta sexta-feira, 15, o início de sua licença-maternidade. Com o afastamento, a deputada não participará da votação, no próximo domingo, 17, sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara.


Sua ausência beneficia Dilma, uma vez que ela já havia se posicionado a favor da saída da presidente.


No final da tarde, o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), anunciou que mudaria seu voto de pró para contra o impeachment.


Para que o processo seja encaminhado ao Senado, são necessários 342 favoráveis ao impedimento -independentemente da quantidade de deputados presentes no plenário no momento da votação.


Em levantamento realizado pelo jornal Folha de S.Paulo com os 513 deputados federais, 340 deles se declaravam favoráveis ao impedimento de Dilma até o final da noite desta sexta-feira, 15.


Com a ausência da deputada e a mudança de Maranhão, o número de votos pró-impeachment declarados não é mais, neste momento, suficiente para abertura do processo.


Aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara, Maranhão (PP-MA) anunciou que irá votar contra a destituição da petista.


A assessoria do deputado confirmou a informação. À reportagem o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), disse que Waldir Maranhão atendeu a um apelo político pessoal seu. Dino e o deputado são adversários no Estado da família Sarney, que teria aderido nos últimos dias ao impeachment.


“Ele deve levar uns dez votos do PP para a posição contrária ao impeachment”, afirmou Dino, que está em Brasília e se encontrou nesta sexta com Dilma.


Segundo o governador, a presidente está confiante que entre sábado e domingo irá reverter para a posição anti-impeachment a “onda” contrária dos últimos dias, que faz o governo temer o “efeito manada” a favor da sua destituição.


Segundo a assessoria de Clarissa Garotinho, a deputada gostaria muito de participar da votação, mas foi proibida por seu obstetra de viajar do Rio de Janeiro para Brasília devido ao estágio avançado da gravidez.


A licença-maternidade tem duração de 120 dias.


Segundo o regimento da Câmara, o suplente só assume a cadeira quando o afastamento do titular é superior a isso. Dessa forma, a vaga de Clarissa na votação de domingo não será ocupada por ninguém. A votação está marcada para a tarde este domingo, 17.


Fonte: Folhapress