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domingo, 8 de novembro de 2015

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA ATIVIDADES EXERCÍCIOS DESENHOS

Consciência Negra - Atividades - Desenhos - Exercícios - 20 de novembro

Quadrinhos - História da escravidão e libertação 1/3
Quadrinhos - História da escravidão e libertação 2/3
Quadrinhos - História da escravidão e libertação 3/3
Zumbi dos Palmares


Quilombos - Interpretação de texto



Caça-palavras



http://www.portalescolar.net/2012/11/dia-da-consciencia-negra-atividades_2346.html

O Espectro Eletromagnético

O Espectro Eletromagnético

O espectro eletromagnético é o intervalo completo da radiação eletromagnética que contém as ondas de rádio, as microondas, o infravermelho, os raios X, a radiação gama, os raios violeta e a luz visível ao olho humano. 
De forma geral, os vários tipos de ondas eletromagnéticas diferem quanto ao comprimento de onda, fato esse que modifica o valor da freqüência, e também da forma com que elas são produzidas e captadas. No entanto, todas elas possuem a mesma velocidade, ou seja, v = 3,0 x 108m/s e podem ser originadas a partir da aceleração de cargas elétricas. 


  • Ondas de radiobaixas frequências e grandes comprimentos de onda. As ondas eletromagnéticas nesta faixa são utilizadas para comunicação a longa distância.

  • Micro-ondassituam-se na faixa de 1 mm a 30 cm ou 3 • 1011 a 3  109 Hz. Nesta faixa de comprimentos de onda podem-se construir dispositivos como radares..

  • Infravermelho: grande importância para o Sensoriamento Remoto. Engloba radiação com comprimentos de onda de 0,75 um a 1,0 mm.

  • Luz Visívelé definida como a radiação capaz de produzir a sensação de visão para o olho humano normal.

  • Ultravioletauso para detecção de minerais por luminescência e poluição marinha.

  • Raios Xpor se constituir de fótons de alta energia, os raios-X são altamente penetrantes, sendo uma poderosa ferramenta em pesquisa sobre a estrutura da matéria.

  • Raios Gamasão os raios mais penetrantes das emissões de substâncias radioativa. 
http://marciamantovani.blogspot.com.br/2014/04/o-espectro-eletromagnetico.html

Amianto: proibição, uso controlado ou imobilização? O amianto ou asbesto é uma fibra mineral natural que pertence ao grupo dos silicatos cristalinos hidratados.

Amianto: proibição, uso controlado ou imobilização?

O amianto ou asbesto é uma fibra mineral natural que pertence ao grupo dos silicatos cristalinos hidratados.

O amianto ou asbesto é uma fibra mineral natural que pertence ao grupo dos silicatos cristalinos hidratados. Asbestos têm origem grega e significa "incombustível". A palavra amianto é de origem latina (amianthus) e quer dizer "incorruptível". As duas palavras são sinônimas, porém o termo amianto é mais empregado nos países de línguas neolatinas, entre eles o Brasil.
Os cientistas acreditam que o amianto foi formado na Pré-História, numa fase secundária da formação da crosta terrestre. Nesse período, rochas de silício (como a peridotita, composta por magnésio, sílica e ferro) foram alteradas fisicamente e pela pressão, pelo calor e pela água que lentamente infiltrava na superfície. Associada ao magnésio e à sílica, a água transformou a rocha hospedeira no que se chama de serpentina mineral. Este cristalizou-se nas fendas da rocha-mãe, formando veios de fibras paralelas, com 1 a 40 mm de comprimento. As variedades de amianto desses dois grupos apresentam composições químicas, características físicas e propriedades semelhantes, embora também distintas tanto nas aplicações como nos riscos à saúde.

As serpentinas, como se observa no esquema, têm como principal variedade a crisotila (que, em grego, significa "fibra de ouro"). Também conhecida como amianto branco, essa variedade corresponde à cerca de 98,5% de todo amianto consumido no mundo. Suas fibras são curvas e sedosas. Os anfibólios são fibras duras, retas e pontiagudas. Agrupa-se em cinco variedades principais: amosita (amianto marrom), crocidolita (amianto azul), antofilita, tremolita e actinolita. Do ponto de vista econômico, os dois primeiros são os mais importantes. Muito utilizados até os anos 70, atualmente estão em desuso, por causa de seus efeitos sobre a saúde. Hoje, o amianto marrom e o amianto azul representam menos de 2% do consumo mundial, têm sua produção localizada na África do Sul e seu uso está praticamente em extinção.

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Além de ser um material relativamente barato e de fácil extração, a estrutura fibrosa do amianto confere a ele propriedades físicas e químicas especiais, que o torna virtualmente indestrutível. Caracteriza-se por possuir propriedades que se destacam quando comparadas com outros materiais: alta resistência mecânica (comparada ao aço); elevada superfície específica, a qual indica o grau da abertura do material; incombustibilidade; baixa condutividade térmica; resistência a produtos químicos, particularmente estável em diferentes valores de pH; capacidade de filtrar microorganismos e outras substâncias nocivas; boa capacidade de filtragem; boa capacidade de isolação elétrica e acústica; elevada resistência dielétrica; durabilidade, resistindo ao desgaste e ABrasão; flexibilidade; afinidade com cimentos, resinas e isolantes plásticos; parede externa de caráter básico e compatível com a água e facilidade para ser tecido ou fiado.

Por conta destas propriedades as fibras de amianto crisotila são empregadas no Brasil e no mundo, em milhares de produtos industriais, sendo, cerca de 85% do seu uso na indústria de cimento-amianto ou fibrocimento (folhas e caixas d'água), 10% em materiais de fricção (autopeças) e 5% em outras atividades, sendo têxteis 3%, químicas/plásticas 2%.

O amianto foi, também, amplamente utilizado nas décadas de 40 e 50, na América do Norte, na Europa, na Austrália e no Japão, como isolante térmico e elemento de proteção contra o fogo. Essa aplicação era feita por jateamento (spray) de fibras e pó de amianto principalmente em construções metálicas, em caldeiras, geradores, vagões e cabinas de navios e trens, visando proteger passageiros e instalações dos efeitos de um eventual incêndio. Nessa aplicação, os trabalhadores eram expostos a quantidades excessiva de fibras em suspensão no ar. Por esse motivo, no início dos anos 70 o jateamento foi sendo progressivamente proibido em muitos países e praticamente já não existe no mundo inteiro.

O uso comercial desenfreado do produto no último século, levou a sua distribuição descontrolada pelo do mundo industrializado e a sua dispersão no ambiente. Com isso, alguns países da Europa proibiram sua utilização, bem como os produtos que o contenham, devido às doenças ocupacionais relacionadas à inalação de fibras de amianto. Asbestose, câncer de pulmão, mesotelioma e afecções benignas da pleura são as doenças, no aparelho respiratório, associadas à exposição às fibras de amianto.

Asbestose é uma doença pulmonar relacionada à prolongada inalação de poeira contendo alta concentração de fibras de amianto. É similar a silicose, causada pela exposição à sílica. As fibras alojam-se nos alvéolos pulmonares, e, para se defender, o organismo deposita sobre elas uma proteína semelhante a um "cimento" que cicatriza o alvéolo, impedindo que se encha de ar. Este processo, repetindo-se ao longo dos anos, pode tornar o pulmão fibrosado e sem elasticidade, com dificuldades respiratórias. O período médio de seu aparecimento é de 15 anos.
Câncer de pulmão é semelhante ao câncer causado pelo fumo, de longe o principal motivo da doença. Do início da exposição às fibras de amianto até o aparecimento do câncer, passam-se em média 20 anos. Estudos indicam que o risco deste câncer é maior nos fumantes, ou seja, o fumo e as fibras o potencializam. Mesotelioma é uma forma muito rara de tumor maligno que se desenvolve no mesotélio, a membrana que envolve o pulmão (pleura), o abdômen e seus órgãos (peritônio). O período médio de aparecimento da doença, desde o início da exposição, é de 30 a 40 anos
Afecções benignas da pleura: além das doenças descritas a exposição às fibras de amianto pode causar algumas alterações de pleura, como áreas de espessamento, derrames ou placas pleurais. São consideradas benignas porque raramente provocam alguma deficiência pulmonar, sendo interpretada apenas como um sinal de exposição ao amianto. Não há relação com disfunções ou doenças pulmonares, como asbestose e o câncer.
Estudos médicos mostram que as fibras de amianto não provocam alteração em órgãos como os rins, os aparelhos digestivos e a pele. Só o pulmão pode ser afetado devido à inalação das fibras de amianto, mesmo assim, sob determinadas condições. São sugeridos três fatores que determinam a periculosidade das fibras: dimensões, durabilidade e dosagem. A dimensão é um fator importante pois determina se a fibra será transportada pelo ar e, portanto, respirável; fibras maiores do que 3 mm de diâmetro e 50-100 mm de comprimento não são capazes de penetrar nos pulmões. Das fibras que se alojam nos pulmões, as mais curtas do que 3 mm podem ser removidas por meio de mecanismos de defesa do organismo, de modo que as concentrações não se tornem muito altas ou a dosagem muito prolongada; as fibras mais perigosas, mesmo que em pequenas dosagens são as quimicamente duráveis, de 5-10 mm de comprimento e 0-1 mm de diâmetro.

Feixes de fibras que são capazes de se separar em diâmetros de 0-1 mm sem diminuição no comprimento, são particularmente perigosas, pertencendo a crisotila à categoria dos mais nocivos pois cada fibra desta variedade se separa num diâmetro médio de 0,25 mm. Além disso, há demonstrações de que um dos fatores responsáveis pela atividade biológica das fibras de asbesto crisotila está relacionado com a sua estrutura química, particularmente em relação à reatividade superficial do mineral.

O amianto no Brasil Até o final dos anos 30, o Brasil importava todo o amianto que consumia. No início da década de 40, começaram a ser pesquisadas no país pequenas jazidas, como a de Pontalina, no sul de Goiás. Porém essa produção ainda era insuficiente para as necessidades do mercado. Esse quadro começou a mudar em 1939, com a fundação da S.A. Mineração de Amianto - SAMA, que no ano seguinte implantou no município de Poções, na Bahia, a mina de São Félix. Essa unidade chegou a ter trezentos funcionários, mas foi desativada em 1967 por esgotamento de suas reservas. Nesse período, houve exploração de outras minas - entre as quais a de São João do Piauí e a da região de Batalha, em Alagoas.

A jazida que deu ao Brasil a auto-suficiência no setor de cobertura foi a mina de Cana Brava, em 1962. Ela está localizada em Minaçu (GO), cuja reserva estimada é suficiente para o suprimento do mercado interno por cerca de cinqüenta anos. Segundo a SAMA, a mina de Cana Brava produz fibras de amianto com alta pureza (sem contaminação) e com dimensões que a qualificam especialmente para a indústria do cimento-amianto, características dificilmente são encontradas em outras regiões produtoras. Assim, a mina de Cana Brava é a única em operação no país, sendo explorada a céu aberto. Sua produção inicial, em 1967, era de 400 toneladas anuais. Em 1971, atingiu 17 mil toneladas, subindo para 140 mil em 1979, até alcançar sua média atual de 200 mil toneladas por ano. Desde 1980, a mina atende à totalidade do consumo nacional, evitando os gastos de importação, que superam os US$ 100 milhões anuais, e ainda exporta de 30 a 40% de sua produção para dezenas de países, encabeçados por Japão, Tailândia, Índia e para o Mercosul, trazendo ao país divisas superiores a US$ 30 milhões anuais.

Além disso, trouxe grande desenvolvimento econômico e social à região, desde o início das atividades de extração e mineração das fibras de amianto crisotila. Ao redor da mina de Cana Brava, tornou-se um próspero município, Minaçu, com cerca de 60 mil habitantes, beneficiados de várias formas por sua atividade. 

O governador de Goiás, Marconi Perillo, preocupado com o impacto sócio-econômico da região com o banimento do amianto crisotila, em artigo de esclarecimento, publicado no jornal Folha de São Paulo (19/03/2001), saiu em favor à exploração do amianto por se preocupar com as milhares de famílias que, de alguma forma, tiram seu sustento do minério. Segundo ele, a proibição da crisotila advém de interesses econômicos internacionais, pela disputa de mercado, em substituir o mineral por fibras alternativas. Ainda nesse artigo, Perillo diz que a espécie de amianto explorada no Brasil não traz conseqüências maléficas à saúde humana, como a espécie explorada na Europa (anfibólio), visto que instituições sérias de pesquisa comprovaram o fato, e que a história da nocividade se baseia em estudos realizados no exterior, fornecidos pelo lobby que luta pelo banimento.

Está claro que há um jogo de interesse envolvido. De um lado está o perigo causado pela inalação das fibras de amianto, que pode condenar os trabalhadores à morte, de outro está a preocupação do governo de Goiás com a situação de desemprego, em Minaçu, que o banimanto acarretaria, e ainda há a questão do interesse econômico em substituir as fibras por outras alternativas, na briga pelo mercado.

O amianto é um material quase único no seu conjunto de propriedades. Em geral, para substituí-lo são necessárias várias outras substâncias, o que, ainda assim, raramente tem significado vantagem na comparação com o amianto. Alguns dos produtos alternativos já desenvolvidos foram inviabilizados por apresentarem custo muito superior, além de exigir investimentos em equipamentos e tecnologia. Há também a dificuldade técnica do desempenho do substituto, especialmente em aplicações como freios de veículos pesados (caminhões e trens) e sistemas de vedação e isolamento na indústria aeroespacial. Até hoje, nesses usos, nenhum outro produto ofereceu a eficiência e a segurança do amianto. E há ainda a questão do risco à saúde: as novas fibras devem ser mais seguras. No entanto, as pesquisas médicas indicam que os efeitos do amianto sobre a saúde são comuns à maioria das fibras, ou seja, em dimensões e doses suficientes, as fibras alternativas com durabilidade e persistência no tecido pulmonar podem ter efeitos nocivos semelhantes, por vários anos. É preciso ponderar: enquanto o amianto tem sido estudado exaustivamente há mais de cinqüenta anos, conhecendo-se bem os limites de seus efeitos sobre os trabalhadores expostos em várias condições, as demais fibras são de uso mais recente (10 a 20 anos), e será necessário um período mais longo para que sua ação, a longo prazo, seja conhecida.

Considerando esses aspectos, a Organização Mundial de Saúde publicou o Critério de Saúde ambiental 151, no qual recomenda: "Todas as fibras respiráveis biopersistentes devem ser testadas quanto à toxicidade e à carcinogênese. Exposições a essas fibras devem ser controladas da mesma maneira que para o amianto". Ou seja, todas as fibras respiráveis devem estar dentro do limite de tolerância, em que não há risco à saúde do trabalhador. Em virtude disto, houve uma preocupação muito grande para retirar a propriedade fibrosa da superfície do amianto. Três métodos de impermeabilização de amianto foram desenvolvidos: i) vitrificação in situ por efeito Joule; ii) fusão das fibras de amianto utilizando-se plasma (processo INERTAM); iii) destruição das fibras em matriz vítrea de fosfato.

O método de vitrificação in situ baseia-se no princípio de que os vidros fundidos conduzem eletricidade. Como o solo é bastante rico em silício (solo arenoso e/ou argiloso) o seu aquecimento em temperaturas elevadas (1400 - 1800°C) resulta na formação de uma massa fundida [passagem do estado sólido para o estado líquido, por exemplo como na transformação do gelo (água no estado sólido) para água no estado líquido]. Nesta condição este material líquido conduz corrente elétrica. O aquecimento do amianto, em alta temperatura, resulta na formação de um vidro. Esta técnica depende das propriedades do solo, da morfologia e da condutividade. Depende do tamanho de grão, do contato entre eles, da presença de íons de metais alcalinos e alcalinos terrosos, depende da quantidade de oxigênio nestes íons, da mobilidade dos íons, da viscosidade do material fundido e presença de água.

O processo INERTAM consiste no tratamento do amianto a ser vitrificado sobre o efeito de plasma quente até o ponto que permite a obtenção de uma massa vítrea inerte, não se comportando como fibras de amianto. Este método é muito caro e implica no transporte do amianto, em sacas, até o local para tratamento. O método que envolve a destruição de amianto em matrizes fosfatos baseia-se no tratamento das fibras de amianto pelo uso de uma substância coloidal, chamada coacervato. Esta substância, parecida com um gel, é formada a partir de um polímero inorgânico de fosfato, um sal de cálcio e água, os quais não apresentam quaisquer riscos à saúde e que se encontram em pequenas quantidades na própria água que bebemos e no creme dental que utilizamos. Este método foi desenvolvido pelo prof. Vast da Universidade de Lille, França. A vantagem deste método na destruição das fibras de amianto se deve ao fato de que o coacervato é capaz de molhar e de envolver as fibras, tornando-as facilmente manipuláveis. Ainda, o coacervato atua como agente fundente, ou seja, reduz a temperatura de fusão destas fibras minerais, permitindo assim a sua destruição em temperaturas inferiores a 1000°C.

Os pesquisadores Marco Antonio Utrera Martines e Véronique Andriès (Pós-Doutorandos), Daniela Grando (Mestrando) e os professores doutores Younes Messaddeq e Sidney José Lima Ribeiro, do grupo de Materiais Fotônicos do Instituto de Química da Unesp - Araraquara, pesquisam a imobilização de fibras de amianto crisotila, a partir de solução de polifosfato de sódio e de coacervatos de cálcio, de magnésio e de zinco. Outro trabalho desenvolvido pelo grupo é a destruição das fibras de amianto em pisos cerâmicos utilizando-se coacervatos de cálcio. Os resultados obtidos a partir desta proposição sugerem que se possam obter diversos materiais potencialmente interessantes, através de tratamentos térmicos adequados. Pode-se obter, por exemplo, materiais cerâmicos com elevada estabilidade mecânica e térmica a semelhança dos chamados cimento-amianto, assim como materiais compósitos coacervato-amianto com propriedades térmicas interessantes. Outro aspecto importante deste projeto de pesquisa é a destruição das fibras de amianto pela formação de vidros quando aquecido a temperatura acima de 800°C.

Este projeto de pesquisa, no valor de R$ 40.000,00, é financiado pela Fapesp. Os pesquisadores Marco Utrera Martines e Daniela Grando também são bolsistas da Fapesp.

Por Marco Antonio Utrera Martines, Daniela Grando Sidney, José Lima Ribeiro e Younes Messadeq* (*) Marco Antonio Utrera Martines é pós-doutorando no IQ/Unesp. Daniela Grando é mestranda no IQ-Unesp. Younes Messadeq e Sidney José Lima Ribeiro são professo

História em Quadrinhos Zumbi e o dia da Consciência Negra

20/11  -- 
História em Quadrinhos Zumbi e o dia da Consciência Negra












http://profelianehistoria.blogspot.com.br/2013/10/historia-em-quadrinhos-zumbi-e-o-dia-da.html

Podemos acabar com o preconceito?


. Todos temos preconceitos, em maior ou menor grau. Alguns de nós deixam esse sentimento transbordar para as atitudes, machucando as pessoas, discriminando abertamente ou de forma camuflada. Alguns, poucos conseguem lidar bem com esse sentimento, aceitando e respeitando ao máximo as diferenças dos outros.
O combate ao próprio preconceito é uma luta constante, que precisamos travar a cada contato, a cada nova amizade, a cada conversa, a cada decisão. O preconceito é uma herança milenar da humanidade e, provavelmente, ainda levaremos milênios para conseguir eliminar totalmente este sentimento de nossas mentes e corações, se é que isso é realmente possível.
Leis e medidas judiciais podem servir para defender suas vítimas de preconceito, mas não resolvem o problema na raiz. Então, qual será a saída? A educação hoje não tem ajudado muito. O pesquisador, Celso Antunes diz que é preciso que haja um esforço intenso e direcionado para o combate ao preconceito na escola, e não de uma educação que é preconceituosa porque se julga capaz de combatê-lo, mas não o faz de verdade. “Se você chega para um professor e pergunta se ele combate o preconceito, ele vai dizer:Óbvio!. Mas como, se ele não leva o assunto com frequência para a sala de aula e não toma atitudes que reforcem seu discurso?”.
É importante que se aborde o assunto com coerência em casa. “Se o pai não toma posição nas tarefas domésticas junto com a mãe e simplesmente chega em casa e pede para a mulher pegar uma cerveja, o filho vai assimilar isso.” Da mesma forma, quem presencia um ato de discriminação na escola, na rua ou na tevê, e não tem espaço em casa para debatê-lo e entendê-lo, tem tudo para adotar o comportamento preconceituoso como certo. “Quem sabe, se isso acontecer, mas somente se isso acontecer, poderemos ver esse mal eliminado em duas ou três gerações,” finaliza Antunes.

http://preconceitonasociedade.blogspot.com.br/2011/10/podemos-acabar-com-o-preconceito.html

Projeto: Hora de comer!

Projeto: Hora de comer!


Autora: Karla Wanessa Carvalho de Almeida


Apresentação:
                           Baseada no princípio de uma alimentação saudável e balanceada, na preocupação da família e da escola este projeto visa uma reeducação alimentar das crianças da Educação Infantil do Conselho Escolar Creche Vivendo a Infância.

Problematização:
                             Observações realizadas pelas professoras durante o momento do lanche deram conta que as crianças do Conselho Escolar Creche Vivendo a Infância compunham seus lanches basicamente de: salgadinho, refrigerante, pipoca, chocolate, e outros componentes da indústria alimentícia de guloseimas. Inquietas com este fato, a escola lançou-se na busca por proposições de mudanças. Assim, surgiu o projeto hora de comer! Que aborda a temática “alimentação saudável”, visando proporcionar a essas crianças uma alimentação adequada, visto ser fundamental para garantir um bom desenvolvimento físico e cognitivo.Pois, ensinar às crianças a importância de uma alimentação equilibrada é o caminho para que elas saibam fazer boas escolhas alimentares.

Justificativa:e que a obesidade infanto-juvenil tenha aumentado
                            Sistematicamente os lares são invadidos por guloseimas gerando hábitos inadequados de alimentação, são salgadinhos que tomam o lugar do arroz e feijão, o chiclete se impõe as frutas e assim sucessivamente. Essa ocorrência gera enorme preocupação com a alimentação, e é um dos problemas que mais instiga preocupação nos pais, educadores e no serviço de saúde. Estima-se que a obesidade infanto-juvenil tenha aumentado 240% nas últimas décadas (TALAMONI, 2005). Os gastos dos SUS com doenças provenientes de uma má alimentação aumentaram 70%  apresentando uma crescente estatística de crianças com osteoporose por causa do refrigerante.
                            Neste contexto, a temática alimentação saudável é requerida desde a mais terna idade, por isso, a Educação Infantil, desempenha papel fundamental na formação de valores, hábitos e estilos de vida, entre eles o da alimentação. Assim, este projeto versa sobre uma reorganização alimentar na mesa dos pequenos munícipes jaquerenses. Portanto, para que a instituição escolar seja e promova estabelecimentos de promoção da alimentação saudável é necessária à criação de um elo com a família e o serviço de saúde, para juntos combaterem alimentos industrializados nocivos à saúde se consumidos continuamente.
                            Por isso, o projeto baliza suas ações na tríade: ações de estímulo à adoção de hábitos alimentares saudáveis, ações de apoio à adoção de práticas saudáveis por meio da oferta de uma alimentação nutricionalmente equilibrada no ambiente escolar e ações de proteção à alimentação saudável, por meio de medidas conjuntas com pais e serviços de saúde.
Duração: 5 meses
Público-alvo: Crianças entre 1 a 4 anos
Objetivo Geral:
Ø  Promover o consumo de alimentos saudáveis, principalmente legumes, frutas e verduras, imbuindo uma consciência de sua contribuição para a promoção da saúde.
Objetivos específicos:
Ø  Promover o consumo de frutas, legumes e verduras;
Ø  Reconhecer alimentos nutritivos e promissores de saúde;
Ø  Identificar cores, textura e sabores dos diferentes alimentos;
Ø  Reconhecer e diferenciar frutas, legumes, raízes e sua importância para a saúde;
Ø  Pesquisar e registrar sobre a alimentação da família;
Ø  Valorizar o momento reservado à alimentação;
Ø  Diferenciar quais as partes dos alimentos que ingerimos (raiz, folhas e frutos)

Fundamentação teórica:
                            O mundo contemporâneo caracteriza-se por uma transição nutricional que multiplicou nos últimos anos doenças relacionada à desnutrição e a deficiências por micronutrientes. Esse cenário é resultado de mudanças econômicas, sociais e demográficas ocorridas decorrentes a modernização e urbanização que modificou o estilo de vida das populações.
                            Neste interím, o conceito de saúde ampliou-se nos últimos anos e a temática Alimentação Saudável tem se tornado uma preocupação mundial, o que tem perpetrado inúmeros debates no âmbito da saúde e educação, gerando politicas públicas, pautados no princípio da participação social. Têm-se como exemplo, a aprovação de um projeto- lei da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, onde obriga creches, pré-escolas e instituições de Ensino Fundamental, a comercializar apenas alimentos saudáveis.
                            Esses postulados originaram uma gama de discussões, tendo como pano de fundo a escola como espaço dinâmico de múltiplas aprendizagens, balizados neste preceito os Ministérios da Saúde e Educação instituíram a portaria interministerial nº 1.010 com Diretrizes para Promoção da Alimentação Saudável nas Redes Públicas e Privadas, bem como, o Programa de Saúde na Escola instituído pelo decreto Presidencial nº 6.286/2007. Ambos vislumbrando apromoção de uma educação alimentar saudável e nutricional, com bases comportamentais desenvolvidas no seio familiar e escolar.
                             Assim, consciente sobre a relevância do mesmo, o campo de ação da prática pedagógica escolar permitirá o reconhecimento que a alimentação é uma parte vital da cultura do indivíduo e leva em conta as práticas, costumes, tradições e exigem medidas na disponibilidade de acesso físico e financeiro aos alimentos, bem como o resgate de hábitos alimentares regionais salubres as crianças:
 “A alimentação saudável precisa ter como enfoque principal o resgate de hábitos alimentares regionais, estimulando o consumo de alimentos in natura, produzidos em nível local, integrados à cultura da região e de alto valor nutritivo, como frutas, legumes e verduras, grãos integrais, leguminosas, sementes e castanhas, além de ser fundamental a higiene na sua produção, da produção ao consumo”. (Manual das cantinas escolares saudáveis: promovendo a alimentação saudável, pag. 19.)
                            Promover a alimentação saudável na escola, na perspectiva do direito humano, é melhorar os padrões de saúde e cidadania. Por isso, a intersetoridade visa o fortalecimento de um novo modelo de atenção de práticas de saúde, estabelecendo a sala de aula como espaço dialógico, mobilizante e fortalecedor da comunidade.
                            Deste modo, o currículo deve ser compreendido como mecanismo pelo qual o conhecimento é distribuído socialmente, ou seja, expressa a função socializadora da escola, sendo elemento orientador da prática pedagógica (MOTA: AGUIR, 2007). Esse pressuposto de currículo espiral, onde as temáticas são abordadas com aprofundamento garantem a concretude dos objetivos de aprendizagens estabelecidas na reeducação alimentar.
                            Por conseguinte, a Secretaria Distrital da Saúde de Santa Fé de Bogotá, 1997 apud Pelicioni: Torres, 1999 coloca que a escola saudável precisa, ser entendida como um espaço vital gerador de autonomia, participação crítica e criatividade, dado a possibilidades de desenvolver suas potencialidades físicas e intelectuais. E para isso se faz necessário uniformidade na instrução e no manuseio de recursos e estratégias da realidade cultural, com vista a desencadear relações mútuas entre instituição, unidade de saúde e família na busca de qualidade de vida.

Atividades Interdisciplinares realizadas com os pais
ü  Levantamento de conhecimentos prévios em roda de conversa
ü  Montagem de um prato que represente uma alimentação saudável através de recorte e colagem
ü  Identificação dos alimentos mais consumidos na família: questionário com múltiplas escolhas em marcação de X
ü  Palestra com nutricionista:
ü  Organização de um mural na creche com dicas de saúde mandadas pelos pais;
ü  Promoção de concursos de lanches saudáveis para oferecimento aos filhos;
ü  Dia da Saúde da Família- Ação conjunta do PSF do bairro (dia com atividades educativas e recreativas sobre saúde e diagnóstico clínico e nutricional)
Atividades Interdisciplinares realizadas com as crianças (procedimentos/ações metodológicas)
§  Levantamento do conhecimento prévio das crianças por meio de uma roda de conversa e leitura de imagens de alimentos;
§  Visitar uma feira;       
§  Pesquisa sobre os lanches que os alunos trouxeram em cartaz:
Ex.:
LANCHE
QUANTIDADE






§  Trabalho com a música: “eu sou forte”
EU SOU FORTE, FORTE, FORTE,
DE MARRE, MARRE, MARRE,
COMO FRUTAS E VERDURAS,
TOMO LEITE COM CAFÉ.
§  Experimentos: observação da transformação dos alimentos em outros- frutas/sucos, frutas/vitaminas, etc.,
§  Confecção de listas tendo a professora como escriba: alimentos ingeridos no café da manhã/ lanche/almoço/ janta.
Ex.: O QUE COMEMOS NO:
CAFÉ DA MANHÃ
ALMOÇO
JANTAR



§  Construção de uma pirâmide alimentar
§  Produção de salada de fruta e sala de folhas;
§  Preparo de sopa utilizando os alimentos estudados;
§  Seleção de alimentos conforme a categoria: frutas, legumes, verduras, grãos, etc.
§  Contagem e formação de grupos  frutos de alimentos por cores, tamanho, etc.;
Ex.:VERDE
Alface                                                   colar desenho
Pera
Maçã
Uva
§  Confecção de carimbos com batata, chuchu, cenoura, etc.;
§  Confecção de mural com rótulos de alimentos industrializados por segmento: limpeza, comida, frutas e verduras, guloseimas, etc.;
§  Confecção de um alfabeto com rótulos;
§  Construção de jogo da memória a partir de imagens de frutas, verduras e legumes recortadas pelos alunos;
§  Identificação de frutas, verduras e legumes através do olfato e tato, utilizando a caixa surpresa;
§  Montagem de horta com garrafas ( com terra/ e com água) peti e sementes de hortaliças;
§  Degustação de alimentos frutas, verduras e legumes;
§  Montagem de gráficos alimentos da degustação que a sala mais gostou/ pode ser também por menina e menino;
§  Montagem de cartazes com alimentos saudáveis e não saudáveis;
§  Apresentação em teatro de fantoche da história:
§  Piquenique coletivo;
§  Confecção de artes com material recicláveis;
§  Confecção de álbum de frutas, verduras e legumes;

Produto Final:
                            Confecção de livro de registro com fotos, ilustrações, depoimentos realizados em cada atividade realizada com os pais e as crianças para exposição à comunidade.

Avaliação:
                           A avaliação ocorrerá em todos os momentos vivenciados ao longo do projeto, tanto individuais, quanto coletivos. Realizando-se através da observação, participação, interesse, motivação e entusiasmo das crianças em relação às atividades propostas, e principalmente na demonstração de mudança de hábitos alimentares por meio da ingestão de frutas, legumes e verduras, dentro e fora da instituição educativa.

Cronograma:
Atividades Realizadas
Jul.
Ago.
Set.
Out.
Nov.
Dez.
·         Conversas sobre o tema e Construção do Projeto

X





·         Lançamento do Projeto: evento com Pais e alunos.


X




·         Estabelecimento de nova categoria de lanche: frutas.


X




·         Roda de conversa e leitura de imagens
·         Pesquisa sobre os lanches trazidos;
·         Visita a uma feira livre;
·         Seleção de alimentos por categoria: fruta/legumes/verduras;
·         Contagem e formação de grupos de alimentos por: cor e tamanho;




X




·         Construção de jogo da memória a partir de imagens de frutas, verduras e legumes;
·         Produção de lista com alimentos ingeridos: café da manhã, almoço e janta;
·         Trabalho com parodia da música Eu sou forte;
·         Experimentos: transformações de alimentos em outros: suco e vitaminas;








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·         Produção de salada de fruta e de folhas, bem como sopa;
·         Confecção de um alfabeto com rótulos;
·         Piquinique coletivo;
·         Montagem de cartazes com alimentos saudáveis e não saudáveis;
·         Confecção de álbum de figurinhas de frutas/legumes/verduras;
·         Construção de uma pirâmide Alimentar;








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·         Identificação de frutas, legumes e verduras em caixa surpresa por meio do tato, olfato e paladar;
·         Apresentação de teatro de fantoche;
·         Confecção de carimbos com bata, chuchu, cenoura;
·         Degustação de Alimentos;
·         Montagem de gráfico alimento que mais gostou na degustação;
·         Confecção de mural com rótulos por segmento: limpeza, frutas, legume, etc.









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·         Confecção de artes com recicláveis;
·         Montagem da horta em peti;
·         Mostra do Projeto







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Referências:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Manual das cantinas escolares saudáveis: promovendo a alimentação saudável / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2010. 56 p.: il. color. – (Série B. Textos Básicos de Saúde).
Brasil. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério da Educação e Desporto. Brasília, 1998
Coleção Novos Caminhos: Formação Continuada na sala de aula. São Paulo: DCL 2006
HOFFMANN, Jussara. Avaliação na pré-escola: um olhar reflexivo sobre a criança. Cadernos Educação Infantil: Mediação, 2000.
MARTINS, Rosicler. Vida e Alimento. São Paulo: Moderna, 1993.
Projeto Alimentação Saudável. Disponível em: http://www.csajaboticabal.org.br/educacaoInfantil/23/Infantil-I-T1-e-T2-Alimento-Saudavel.html
Revista Cozinha Prática. Publicação editada pela parceria Instituto do Coração e Edições Cozinha Saudável



Anexos






































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