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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Honda NXR Bros 160 ESDD chega com nova aparência por R$ 10.720

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Esta semana foi lançado o modelo 2016 da Honda NXR Bros, na versão ESDD, com novas opções de cor, mudanças na carenagem dianteira e rabeta e na cor predominante no corpo da moto.

As opções de cor serão três: preta, branca e vermelha. Na mecânica, o conhecido FlexOne, OHC de 162,7 cm³, monocilíndrico, quatro tempos, gerenciado eletronicamente, entrega até 14,5 cv @ 8.500 rpm e 1,60 kgf.m @ 5.500 rpm, quando abastecido com álcool combustível, acoplado à transmissão de cinco velocidades. Freios a disco na dianteira (240 mm) e na traseira (220 mm), suspensão dianteira por garfo telescópico e traseira monoshock, chassis berço semiduplo, sistema de partida elétrico fazem parte do conjunto.
Ao preço de R$ 10.720, tem três anos de garantia e óleo gratuito nas sete primeiras revisões e sua principal concorrente é a Yamaha Crosser 150.
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Fotos| Honda/Divulgação

http://www.autossegredos.com.br/2015/09/19/honda-nxr-bros-160-esdd-chega-com-novas-cores-por-r-10-720 

Ducati Scrambler já é produzida em Manaus

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A Ducati já tinha anunciado a Scrambler nacional, mas não deixou nenhum comunicado oficial de que ela já está sendo montada em Manaus, seis unidades já foram fabricadas. É o principal lançamento da marca para este ano no Brasil.

A linha de montagem é em parceria com a Dafra. Será a moto de entrada da marca no Brasil, abaixo da Monster 821, e tem visual baseado nas Scrambler dos anos 1960 e 1970. Ainda mantém a cor amarela como sendo a principal do catálogo e usa motor bicilíndrico em L, de 803 cm³, 75 cv e 6,9 kgf.m, em lugar dos monocilíndricos usados no passado.
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O peso declarado é de 186 kg em ordem de marcha. O chassis é em treliça de aço tubular, suspensão dianteira invertida e monoamortecida deslocada à esquerda na traseira. Freios a disco simples, de 330 mm na dianteira (com pinça radial e quatro pistões) e 245 mm na traseira, com sistema ABS para evitar o travamento dos pneus 110/80 de aro 18 na dianteira e 185/55 de aro 17 na traseira. A altura do selim é de 790 mm.

Vai agradar aos hipsters, com certeza, e terá preço abaixo dos R$ 43.900 cobrados pela Monster 821.
Fotos| Ducati/Divulgação
http://www.autossegredos.com.br/2015/09/25/ducati-scrambler-ja-e-produzida-em-manaus/

Motor 1.8 E.torQ da Fiat Toro terá mais potência e torque

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Em junho antecipamos que a picape Toro da Fiat teria mecânica um pouco diferente do primo Renegade da Jeep. Hoje, apuramos que o motor 1.8 E.torQ que equipará a picape terá ganho de potência e torque. A potência atual é de 132cv com etanol e de acordo com nossas apurações o motor terá ganho de cerca de 6cv pulando para 138cv. Já o torque atual que é de 19,1kgfm ficará pouco acima dos 20kgfm. A Toro começará a ser produzida em outubro e as vendas serão inciadas até dezembro.

A marca planeja fazer estoque para atender as todas as revendas da Fiat no Brasil. A Toro destinada ao mercado nacional terá quatro configurações mecânicas. A Toro de entrada será equipada com motor 1.8 E.torQ e contará somente com o câmbio automático de seis velocidades e tração 4×2. Já as opções turbodiesel terão três opções de mecânica. Sendo uma com câmbio manual de seis velocidades e tração 4×2, uma opção manual de seis velocidades e tração 4×4 e a topo de linha com câmbio automático de nove velocidades e tração 4×4.
A picape compartilha somente a parte da frente da plataforma com o Jeep Renegade e do banco dianteiro para trás ela conta com uma nova plataforma que será compartilhada futuramente com o SUV 551 da Jeep.
A suspensão dianteira será do tipo MacPherson e dual-link na traseira. Os freios serão a disco nas quatro rodas e o sistema de direção será eletro-hidráulico.
Em números aproximados, a distância do entre-eixos será de 2,80m, a largura de 1,94m, altura de 1,6m e comprimento na casa dos 5m. A capacidade de carga da versão flex será 700kg e chega a 1 tonelada na opção diesel.
Projeção | Autos Segredos

Preços da Renault Duster Oroch vão de R$ 62.290 a R$ 72.490

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Marcus Celestino (*)
Rio de Janeiro (RJ)

A Renault Duster Oroch chega inicialmente ao mercado nacional em três versões. A versão de entrada Expression 1.6 tem preço inicial de R$ 62.290, já a opção Dynamique 1.6 parte de R$ 66.790 e a topo de linha Dynamique 2.0 tem preço sugerido de R$ 72.490. O Autos Segredos está no lançamento da picape e logo mais publicaremos nossas primeiras impressões sobre o modelo.
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Veja o preço e conteúdo de série de cada versão:
Expression 1.6 16V Flex câmbio manual de cinco marchas (R$ 62.290): airbag duplo, freios com ABS, direção hidráulica, travas elétricas, volante com regulagem da altura, ar-condicionado, rodas aro 16 polegadas de liga leve na cor “Alumínio”, alerta sonoro de luzes acesas, rádio CD MP3 com 4 alto falantes (3D Sound by Arkamys) + USB + Bluetooth, vidros elétricos, alarme perimétrico, chave com comando de travamento a distância, comando de áudio e celular na coluna de direção (comando satélite), assento do condutor com regulagem de altura, desembaçador do vidro traseiro, sistema CAR (travamento automático das portas a 6 km/h), barras no teto, santantônio, protetor de caçamba. Opcionais (R$ 700): retrovisores externos com regulagem elétrica e faróis de neblina.
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Dynamique 1.6 16V Flex câmbio manual de cinco marchas (R$ 66.790) e Dynamique 2.0 16V câmbio manual de seis marchas (R$ 72.490): adiciona Media NAV Evolution com funções Eco-Coaching e Eco-Scoring, faróis de neblina, rodas aro 16 polegadas de liga leve na cor “Cinza Escuro”, piloto automático, comando elétrico dos retrovisores, sensor de estacionamento, volante com acabamento em couro, computador de bordo, indicador de temperatura externa e vidros do motorista com comando one touch.Opcionais (R$ 1.700): bancos em couro.
O jornalista viajou a convite da Renault do Brasil.

Foto | Renault/Divulgação
http://www.autossegredos.com.br/2015/09/28/precos-da-renault-duster-oroch-vao-de-r-62-290-a-r-72-490/

Fiat lançará versão BlackMotion para o Linea

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Desde que chegou ao mercado em abril de 2014 o Fiat Linea praticamente não teve mais novidades. Porém, isto irá mudar, apuramos que a marca prepara a versão BlackMotion para o sedã. A novidade será lançada nas próximas semanas e tentará dar um  reforço nas vendas do modelo.

Assim como as demais versões BlackMotion, o Linea será equipado com motor 1.8 E.torQ e opções de câmbio manual de cinco velocidades e o automatizado de cinco marchas.
Internamente, a receita será a mesma dos irmãos e o Linea BlackMotion terá o  interior todo em preto e bancos em couro. O sedã terá ainda o sistema Uconnect Nav de série. Completando o pacote ele virá com o ar-condicionado automático digital e tapetes em carpete.
Externamente a série especial terá rodas de liga de 17”, faróis escurecidos, minissais laterais, ponteiras duplas de escapamento cromadas, entradas de ar, retrovisores e spoilers com acabamento preto ônix, grade frontal com acabamento cromo Dark, faixas laterais e soleira da porta com o logo BlackMotion.
Foto | Fiat/Divulgação (foto meramente ilustrativa)
 
http://www.autossegredos.com.br/2015/10/01/fiat-lancara-versao-blackmotion-para-o-linea/

Linha off-road 2016 da Kawasaki em breve disponível nas concessionárias

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A Kawasaki Motores do Brasil fez o lançamento da sua linha 2016 voltada exclusivamente ao off-road esta semana. Os três modelos da marca que atendem essa proposta, KX450F, KX250F e KLX110, receberam atualizações de projeto e melhorias de conjunto, para garantir competitividade e esportividade e estarão disponíveis nos concessionários autorizados a partir da metade deste mês de outubro.

Kawasaki KX450F – R$42.490,00
Aquela que já era a mais ágil e veloz da categoria 450 cm³, emagreceu 3,4kg graças à novos componentes de motor e chassis. O chassis ficou mais estreito e o motor, mais forte. Tem um sistema de controle de largada similar ao usado nas motos da equipe da fábrica, que aciona um mapa de gerenciamento de motor que garante a melhor arrancada, mesmo em pisos de baixa aderência.
Como opcional, um kit de calibragem DFI, para facilitar ajustes nos mapas de combustível e ignição. O sistema de injeção independe de eletricidade armazenada em bateria, trabalhando, de início, apenas com a corrente gerada pelo pedal.
 Kawasaki KX250F – R$36.990,00
Com chassis misto em alumínios forjados, fundidos e laminados, tem construção esguia e recebeu ajustes para melhorar o desempenho em baixas e médias rotações. O motor ainda garante um bom rendimento em altas rotações, graças aos injetores duplos, que ampliam a injeção em alta, e admissão direta. A excelente estabilidade em altas velocidades é resultado do equilíbrio do quadro e ajustes no centro de gravidade, ponto de fixação da balança traseira, coroa e eixo traseiro, além do bom funcionamento do garfo tipo SFF (Separated Function Fork), com mola em aço na canela direita e com válvulas e paletas em banho de óleo na esquerda.
 Kawasaki KLX110F – R$7.490,00
A pequena notável da Kawasaki, que atende a pilotos de até 70kg, recebeu ajustes no motor de 112 cm³, de comando simples no cabeçote, além de uma transmissão de 4 marchas, agora com embreagem centrífuga, totalmente nova e de uma total revisão no sistema de suspensão traseiro. Também ganhou partida elétrica e descompressor automático para partida a pedal, chamado de KACR e um novo jogo de carenagens, mais semelhante aos modelos de competição como a KX450F.
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Fotos| Kawasaki/Divulgação

Suzuki lança nova linha GSX

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A Suzuki apresenta a nova linha GSX, de uso abrangente, para trecho urbano e rodovias, com os modelos GSX-S1000A e GSX-S1000FA.

A pré-venda já acontece desde hoje, 5 de outubro, com previsão de entrega da versão naked S1000A para o dia 15 deste mês e para o dia 28 para a versão carenada S1000FA. Os preços são de R$ 44.900 e R$ 46.900, respectivamente, para as versões naked e carenada, ambas com ABS.
A ciclística da motocicleta, em ambas as variantes, teve acertos para chegar em uma tocada ainda mais esportiva. A posição de pilotagem é ereta e confortável, unindo um desempenho superlativo com possibilidade de uso rotineiro. Além de muita potência no regime máximo de rotações, há torque abundante na parte baixa do conta-giros, o que favorece a dirigibilidade e garante durabilidade para o conjunto.
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Fotos| Suzuki Motos/Divulgação
http://www.autossegredos.com.br/2015/10/05/suzuki-lanca-nova-linha-gsx/

Honda revive CB 250 Twister, com novo coração e novo esqueleto

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O que para muitos pode parecer um downgrade, na verdade não é. No magnífico Salão Duas Rodas a Honda acabou de lançar a CB 250 Twister 2016, em substituição à CB 300R, com motor inteiramente novo, projetado do zero, para poder atender às legislações de emissão de poluentes e ruído.

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Ganhou em suavidade de funcionamento, praticamente desaparecendo com as vibrações caracterísitcas do modelo de 300 cm³. O monicilíndrico é um SOHC (comando simples no cabeçote), com quatro válvulas, balancins roletados e gerenciado por injeção eletrônica, capaz de queimar álcool ou gasolina. A maior potência é de 22,6 cv @ 7.000 rpm, com combustível vegetal, e o torque é de 2,24 Kgf.m na casa dos 6.000 giros. São números um pouco menores que os encontrados na atual CB 300R, mas pelo exemplar funcionamento, não se nota. Também é ajudada por uma nova transmissão de 6 marchas adiante, sempre desejada pelos proprietários da atual 300 e da antiga Twister.

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Com a sexta marcha agregada, o regime de rotações da CB 250 Twister aos 120 km/h é de 6.000 rpm, 500 rpm abaixo da CB 300R. É maior conforto e menor consumo. Velocidade máxima na casa dos 140 km/h. Os engates também foram revistos, com menor curso e maior maciez.

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O quadro também evoluiu. Passou de berço semi-duplo para a forma de diamante, berço duplo, onde o motor faz parte da estrutura da moto.  Suspensão dianteira telescópica convencional e traseira monoshock com duas molas, para melhor copiar o solo em situações de pequenas e grandes oscilações. Ainda, para completar, a monoshock não conta com nenhum link, sinal que foi bem projetada.

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Pneus radiais Pirelli Diablo Rosso nas medidas 110/70-17 na dianteira e 140/70-17 atrás, seção lateral mais larga do que deveria para uma moto pequena, mas de bom aspecto visual.

Freios a disco com 276 mm no dianteiro e 220 mm no traseiro e opção de sistema ABS.
Painel todo digital, tipo blackout, daqueles que ficam totalmente escuros quando desligado. Velocímetro em números grandes, conta-giros bem visível por barra horizontal, marcador de combustível, relógio de horas, hodômetros total e parcial e luzes de advertência. ,

Bons predicados e projeto cuidado a CB 250 Twister tem. Resta aos marqueteiros da Honda convencer os consumidores de que a 250 é mais eficiente que a 300 e não representa queda na categoria.

Fotos | Caio Mattos/Honda/Divulgação
http://www.autossegredos.com.br/2015/10/06/honda-revive-cb-250-twister-com-novo-coracao-e-novo-esqueleto/

Ao volante: Nissan Sentra Unique, mais que confortável

Em 2013 ele ganhou um visual atualizado, com linhas bonitas e pouco ousadas. Se ficou muito bom por fora, por dentro ele é melhor ainda, mas o conjunto mecânico é a cereja do bolo.

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É unanimidade entre quem anda no Nissan Sentra que este é um carrão. Num mercado com cada vez mais opções, escolher um carro pode não ser tão fácil quanto era alguns anos atrás. Salvo preferências pessoais por marca ou modelo, de todos que andaram comigo no carro, apenas um me deu um bom motivo para não comprar o Sentra – a pouca variação de profundidade da coluna ajustável de direção – afinal é quase impossível apontar no mercado atual um automóvel de passeio que seja notadamente ruim. A grande maioria dos carros de hoje segue para o lugar comum, com tração e motor transversal dianteiros, suspensão no padrão de McPherson na dianteira e traseira variando entre dois ou três tipos mais comuns, com acerto mais para o firme e pacote de conforto/tecnologia/segurança bem semelhante. Com raras exceções, nem o padrão de cores varia, indo do mais claro ao mais escuro na paleta do cinza.

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Se conquistar o cliente e ganhar o mercado é se espelhar nos concorrentes, o Sentra o fez muito bem, saindo em grande estilo da oitava colocação das vendas entre os sedans médios, trazendo ainda diferenciais que podem agradar ao cliente conservador. O carro deste teste é a variante topo de gama Unique, derivada da mais completa SL, com agrados estéticos e de conforto que fazem deste terceiro colocado em vendas no segmento um sério candidato a desbancar os também nipônicos líderes Toyota Corolla e Honda Civic. Apesar de estar com preço que encosta nos mais vendidos, o recheio do Sentra Unique é o que o tira do lugar comum entre estes sedans médios pasteurizados que vendem tanto que são líderes absolutos e incapazes de serem alcançados na atual conjuntura.

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Disponível na cor perolizada Branco Diamond, como a do carro do nosso teste, na sólida Preto Premium ou na metálica Prata Classic, a carroceria é um show à parte. Por fora, o desenho lançado em 2013 não sofreu grandes alterações. As linhas são elegantes e clássicas, pouco ousadas, mas atuais. O desenho musculoso e traz ao observador a impressão de ser um automóvel maior do que realmente é. O fato é que não tem nada de pequeno ou acanhado, muito menos de insosso.

O interior é o que mais agrada e possui tons claros, com revestimento dos bancos, portas e parte baixa do painel em bonita cor creme, sem ousadias de desenho. Apenas o tabelier, a conhecida almofada de painel, e os carpetes de assoalho são em cor preta. E por falar em tabelier, ele é mais curto em relação ao para-brisas que o dos seus concorrentes, minimizando reflexos no vidro dianteiro, para o que colabora a textura e desenho sem ressaltos ou concavidades.
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Nas soleiras de porta, protetor em material metálico escovado com logotipo Unique retroiluminado. Maçanetas externas com botão que permite destrancar o carro pela aproximação do condutor, obviamente munido da chave. E a chave, I-Key, é melhor do que as famosas do tipo canivete, sendo um cluster com três botões para trancar e destrancar fechaduras e abrir remotamente o bagageiro. A ignição se dá por botão no painel, também pelo sensor de presença, o que permite ao motorista não precisar buscar a chave do carro no bolso com tanta frequência.

As rodas são especiais para a versão, em liga de alumínio, de 17 polegadas, com pintura em cinza grafite, calçadas com bons pneus Continental em medida 205/55. Há também teto-solar, função um-toque e anti-esmagamento para os vidros das quatro portas e alarme volumétrico. Para nominar, logotipo Unique nas portas dianteiras e na tampa do porta-malas – um senhor porta-malas, com mais de 500 litros de volume útil.
E como é a convivência?
Os bancos revestidos em misto de couro natural e couro sintético trazem muito conforto aos assentados. Aproveita-se também o bom espaço interno para cinco ocupantes com painéis de porta pouco invasivos e um entre-eixos generoso que garante independência aos passageiros de trás. O ocupante do meio, se esguio, pouco nota os passageiros laterais. Tem mais espaço que os concorrentes, por melhor aproveitamento e pela caída de teto ser pouco acentuada.
Em isolamento acústico o Sentra Unique bate um bolão. Senti com ele o inverso de quando fui ao Estádio Independência cobrir um jogo do Atlético Mineiro e, do lado de fora, cheguei a pensar que as arquibancadas estivessem vazias. Ledo engano – era um fuzuê danado de gente apinhada e quase nenhuma cadeira vazia. E fechar os vidros do Sentra, regular o ar-condicionado de duas zonas para bons 21 graus e deixar rolar um som de primeira era pedir para esquecer que nada anda pelas ruas da capital.
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Batizado de NissanConnect, o sistema de som tem alta conectividade integra navegação por satélite, áudio e comunicação. Gostei muito do pareamento Bluetooth, fácil e estável. A qualidade do áudio não impressiona, pelos 4 alto-falantes e dois tweeters que compõem o conjunto serem bastante limitados em potência, mas passa bem o recado em estilos variados de música ou no uso da telefonia espelhada. Talvez seja a queridinha de muitos tiozões pela simplicidade e funcionalidade, só que ainda não é o melhor do carro. Reproduz a maioria dos formatos e tem entradas USB e auxiliar.

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Para encontrar uma boa posição de dirigir, sofrem os condutores mais altos. Mesmo na regulagem mais baixa, o banco do motorista ainda fica elevado demais, possivelmente uma atenção àqueles que preferem estar mais ”altinhos” o tempo todo ou pelo biótipo nipônico referencial ser mais acanhado que o do brasileiro médio. Para garantir correto posicionamento dos braços, é necessário ficar muito próximo ao painel, com as pernas flexionadas além do normal, pois o volante tem ampla regulagem de altura, mas a de profundidade é tão limitada que quase cheguei a me esquecer que existia. Falta regulagem apoio lombar, principalmente para longas viagens.

O melhor de tudo parece chegar agora, mas ainda não é. O casamento do motor com a caixa automática CVT é de cinema. São 140 cv @ 5.100 rpm e 20 kgf.m @ 4.800, num quatro cilindros de 2,0 litros, com duplo comando (variável na admissão), 16 válvulas e que queima tanto etanol quanto gasolina, transmitidos às rodas pelo sistema de polias e correia metálica com relações continuamente variáveis. Acelera bem, sem hesitar, em qualquer situação. Não falta força, não tem nada de pouco para os 1.348 kg do Sentra, só é sempre linear, o que é para agradar ao condutor civilizado, não ao jovem que anda com o sedan pouco prático do papai pensando conduzir um GT-R. Quem não gostar desse CVT é bobo ou gosta mesmo é de câmbios manuais. E isso só parece que é o melhor, pois ainda viaja rapidíssimo com o motor ronronando baixinho, gastando quase nada de combustível, uns 13 km/l. Dois mil giros aos cento e vinte, dois e meio aos cento e sessenta. É só ligar o controle de velocidade de cruzeiro dentro dos limites legais e ir embora. É bem gerido o sistema, de fácil acionamento no volante – por sinal, de boa pega e que, além de feião, só não tem muito bom o posicionamento dos comandos remotos. No trecho urbano fez 6,7 km/l de etanol.
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O melhor mesmo é o acerto de suspensão, que tem arranjo simples, com McPherson na dianteira e eixo de torção com barra estabilizadora atrás. É o que, junto com o belo e termicamente confortável interior claro, tira o Sentra do lugar comum entre os sedans médios. Combina muito conforto ao rodar, isolando os ocupantes das irregularidades do piso, com estabilidade correta. É mais voltado para o macio em comparação com os concorrentes, talvez só estando mais firme que o bastante recém-amaciado Honda Civic – ainda ícone da dirigibilidade. A direção poderia ser mais direta para me agradar, mas está plenamente de acordo com a proposta do carro e garante condução sem sobressaltos. Ele contorna bem e muda de direção seguidas vezes sem ter oscilação de carroceria prejudicial ao comportamento. Mesmo assim, tem controle eletrônico de estabilidade para ajudar os anjos-da-guarda nos momentos em que a capacidade do motorista foi excedida por fator externo ou descuido. Conjugaram no módulo o controle de tração, útil em piso de baixa aderência.

O Sentra Unique custa R$ 88.490, somente com cores à escolha do freguês, nada além. No pacote ainda podemos contar com rebatimento elétrico dos retrovisores externos, computador de bordo bem completo de funções, ABS com EBD, seis air-bags, acendimento automático dos faróis e sensor de estacionamento. Quem não conhece, não vai se arrepender. Faz tudo que os outros japoneses fazem, com mais requinte e oferecendo mais por menos dinheiro, tanto na compra quanto no seguro total.
AVALIAÇÃOEduardoMarlos
Desempenho (acelerações e retomadas) 88
Consumo (cidade e estrada) 6/96
Estabilidade 89
Freios 78
Posição de dirigir/ergonomia 79
Espaço interno 99
Porta-malas (espaço, acessibilidade e versatilidade) 87
Acabamento 88
Itens de segurança (de série e opcionais) 98
Itens de conveniência (de série e opcionais) 98
Conjunto mecânico (acerto de motor, câmbio, suspensão e direção) 88
Relação custo/benefício 98
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FICHA TÉCNICA
» MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 1.997cm³ de cilindrada, 16 válvulas, que desenvolve potência máxima de 140cv (gasolina/etanol) a 5.100rpm e torque máximo de 20kgfm (gasolina/etanol) a 4.800rpm

» TRANSMISSÃO
Tração dianteira e câmbio automático Xtronic CVT

» SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente, tipo McPherson e barra estabilizadora; e traseira com eixo de torção e barra estabilizadora integrada / 6,5 x 17 polegadas de liga leve/ 205/50 R17

» DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica variável

» FREIOS
Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS e EBD

» CAPACIDADES
Do tanque, 52 litros; e de carga (ocupantes e bagagem), 437 quilos

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Fotos | Marlos Ney Vidal/Autos Segredos