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domingo, 19 de julho de 2015

Jules Bianchi morre aos 25 anos, nove meses após grave acidente no Japão -O jovem francês é o primeiro piloto a morrer em decorrência de um acidente da Fórmula 1 desde o trágico episódio fatal com o brasileiro Ayrton Senna, em 1994

Jules Bianchi morre aos 25 anos, nove meses após grave acidente no Japão -O jovem francês é o primeiro piloto a morrer em decorrência de um acidente da Fórmula 1 desde o trágico episódio fatal com o brasileiro Ayrton Senna, em 1994


Jules Bianchi Japão 2/10/2014 (Foto: Getty Images)
Jules Bianchi em foto do dia 2 de outubro, três dias antes do acidente no Japão 
(Foto: Getty Images)


A família do Jules Bianchi anunciou a morte do francês de 25 anos, ocorrida na noite desta sexta-feira (madrugada de sábado na Europa), em decorrência dos ferimentos causados no acidente sofrido no GP do Japão, no início de outubro do ano passado. Jules morreu no Hospital Universitário de Nice, sua cidade natal, onde estava internado desde novembro. Ele ficou internado no Japão por quase dois meses e havia sido transferido para a França depois que seu quadro clínico foi estabilizado. Desde então, poucas novidades sobre a evolução do piloto eram divulgadas. Ele permanecia internado em estado vegetativo, sem apresentar melhoras significativas. Na semana passada, seu pai quebrou o silêncio e fez um desabafo emocionado sobre a grave situação do filho.
Confira a íntegra do comunicado da família de Bianchi, assinado pelos pais, Philip e Christine, o irmão Tom e a irmã Melanie:
"Jules lutou até o fim, como sempre, mas a sua batalha terminou. Queremos agradecer à equipe médica do Hospital Universitário de Nice, que o tratou com amor e dedicação. Também queremos agradecer à equipe do Centro Médico Geral de Mie, no Japão, que cuidou imediatamente de Jules após o acidente, bem como todos os outros médicos envolvidos na luta travada ao longo dos últimos meses.

Gostaríamos de agradecer também aos colegas de Jules, seus amigos, seus fãs e todos aqueles que demonstraram seu afeto durante este período. Eles nos deram a força para resistir nestes tempos terríveis. Ouvir e ler as inúmeras mensagens nos mostrou como Jules tinha despertado um carinho profundo em tantas pessoas ao redor do mundo.

Nós pedimos que respeitem a nossa privacidade durante este momento tão difícil, durante o qual tentaremos enfrentar a perda de Jules."

O acidente no Japão

O impressionante acidente de Bianchi aconteceu na 43ª volta da corrida em Suzuka. O francês atingiu um guindaste que removia a Sauber de Adrian Sutil, que havia rodado na saída da curva Dunlop na volta anterior. Bianchi estava a mais de 150km/h quando perdeu o controle de sua Marussia e acabou entrando debaixo do veículo que removia o carro do alemão. 
Com a força do impacto, o santoantônio, estrutura feita para proteger a cabeça do piloto em caso de capotagens, ficou destruído, e o piloto foi atingido em cheio no capacete. Esta é a primeira morte na categoria em razão de um acidente de corrida desde 1994, quando Ayrton Senna perdeu a vida no GP de San Marino e uma série de medidas de segurança foram implantadas na F-1.

Jules Bianchi recebe primeiros atendimentos médicos após acidente no GP do Japão (Foto: Reprodução / Formule1nieuws.nl) 
Jules Bianchi recebe primeiros atendimentos médicos após acidente no GP do Japão 
(Foto: Reprodução / Formule1nieuws.nl)


Talento promissor

Jules Bianchi tinha 25 anos e nasceu em Nice, sudeste da França em 3 de agosto de 1989. Ele começou a competir no kart e em 2007 passou para os monopostos, acumulando bons resultados nas categorias de base. Foi campeão da Fórmula Renault 2.0 francesa logo em seu ano de estreia; terminou em terceiro na F-3 europeia em  2008 e foi campeão da categoria no ano seguinte. Em 2010, disputou a GP2, principal categoria de acesso à Fórmula 1, sendo terceiro em um ano e vice-campeão no outro. Em 2012 foi vice-campeão da F-Renault 3.5.
Os resultados expressivos na base o renderam um convite para fazer parte do programa de jovens pilotos da Ferrari em 2011, onde também exerceu o cargo de piloto de testes. Por influência da equipe italiana, fornecedora de motores da Marussia, atual Manor, Jules foi contratado pelo modesto time às vésperas do início do campeonato de 2013 para substituir o brasileiro Luiz Razia. Na temporada 2014, o francês conquistou os primeiros pontos da história do pequeno time ao chegar em nono na etapa de Mônaco.

Jules Bianchi bateu com Marussia em trator durante GP do Japão (Foto: Getty Images) 
Jules Bianchi bateu com Marussia em guindaste durante GP do Japão 
(Foto: Getty Images)
G  1 

Infecção urinária atinge 80% das mulheres -- Doença não é transmissível e passa a ser considerada de repetição quando ocorre, pelo menos, duas vezes em seis meses

Infecção urinária atinge 80% das mulheres -- 

Doença não é transmissível e passa a ser considerada de repetição quando ocorre, pelo menos, duas vezes em seis meses

Infecção urinária atinge 80% das mulheres   Marin Conic/Deposit Photos
Foto: Marin Conic / Deposit Photos
Andréa Alves e Lúcia Pesca


A cistite ou a infecção urinária é uma doença comum que atinge 80% das mulheres ao longo da vida. Destas, 30% podem desenvolver infecção urinária de repetição, quando ocorrem, pelo menos, dois episódios no período de seis meses. 
Trata-se da ação de uma bactéria que entra pelo canal da uretra e vai até a bexiga. No intestino, esse microrganismo não causa problemas, mas, quando entra em contato com o sistema urinário, torna-se nocivo e causa desconforto. 
Ocorre mais nas mulheres, pois a uretra feminina é mais curta, o que facilita a chegada da bactéria até a bexiga. Além disso, ela fica próxima da vagina e do ânus, áreas bastante suscetíveis à presença de bactérias. 


Aprenda a se prevenir


Fazer xixi após o sexo é, de fato, bom, pois, quando urinamos, nós lavamos a bexiga automaticamente. A entrada da bactéria por ela é favorecida por tudo que a empurre na direção do órgão, como o próprio ato da relação sexual. 
Mas a cistite não é transmissível! A bactéria é do próprio corpo do indivíduo. 
Os principais sintomas são: dor no baixo ventre e na hora de urinar, liberação de pouca urina, vontade frequente de ir ao banheiro e odor mais forte do xixi. 
Como prevenção, tome bastante líquido ao longo do dia, cerca de 1,5 litro de água, higienize a área genital antes e depois da atividade sexual e limpe sempre no sentido da frente para trás. Assim, você tenta evitar que as bactérias passem do ânus para a vagina. Mas lembre-se de que é muito importante consultar um médico!

DIÁRIO GAÚCHO

Aids: por que o Brasil ficou para trás? -- O País registra o aumento das contaminações, enquanto o mundo comemora a queda no número de novos casos

Aids: por que o Brasil ficou para trás? -- 

O País registra o aumento das contaminações, enquanto o mundo comemora a queda no número de novos casos

 
O Brasil está ficando para trás na corrida para frear o avanço da contaminação pelo vírus HIV, o causador da Aids. Segundo o relatório “Como a Aids mudou tudo”, divulgado na terça-feira 14, pela UNAIDS (programa da Organização das Nações Unidas para o combate da doença), enquanto o mundo viu cair 35% o número de novos casos entre 2000 e 2015, o Brasil registrou, no mesmo período, um crescimento na quantidade de novas infecções. Estimativas da entidade apontam que esse total no País girava, em 2000, entre 29 mil e 51 mil. Quinze anos depois, o índice varia entre 31 mil e 57 mil.

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A queda de novas infecções de forma geral no mundo é resultado, principalmente, do reforço nos programas de prevenção na África Subsaariana (responsável por 70% dos casos no planeta). Mesmo levando em consideração esse dado, fica evidente o mau desempenho brasileiro na redução das contaminações. Há uma combinação de fatores que leva a essa situação, triste para um País que fez história na luta contra a doença ao ser o primeiro do mundo a oferecer os antirretrovirais de forma gratuita.
Há hoje aqui um motor a alimentar a epidemia longe do desligamento. De acordo com a UNAIDS, o País tem entre 610 mil e 1 milhão de pessoas infectadas. O Ministério da Saúde estima em 734 mil os brasileiros contaminados. Desse contingente, segundo o governo, 417 mil usam os remédios ofertados na rede pública. Portanto, estão com a carga viral mais controlada, o que reduz a chance de contaminarem outros indivíduos. Porém, 167 mil pessoas sabem que possuem a doença mas não procuram tratamento. Outros 150 mil convivem com o vírus e não sabem. Ou seja, estes dois grupos permanecem com o HIV sem controle, o que representa risco elevado de infecção. “Como o vírus demora cerca de cinco anos para se manifestar, muitos não procuram o teste diagnóstico nem os remédios”, diz o infectologista Artur Timerman, autor do livro “Histórias da Aids”, que será lançado na terça-feira, 21. “Enquanto isso, crescem os casos de infecção.”

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Em relação à cobertura dos pacientes que deveriam estar em tratamento, o Ministério da Saúde diz que a média atendida (cerca de 61% da população infectada, de acordo com o órgão) está acima da média global, de 41%. “Mas há um esforço para chegarmos aos 90% antes de 2020”, afirma Fábio Mesquita, diretor do departamento de DST/Aids. Porém, o acesso gratuito aos antirretrovirais não é para todos os pacientes. Até 2013, ele existia apenas para quem apresentava sintomas da Aids (sucessivas infecções) e taxa de CD-4 (célula do sistema imunológico invadida pelo HIV) abaixo de 350 células por mm3. Ou seja, já tinha a imunidade comprometida. Há um ano e meio, o acesso passou a ser permitido também para quem tem CD-4 abaixo de 500 células por mm3 (destruição um pouco menor do sistema de defesa). “O programa deveria ser universal. Não pode haver restrição baseada em número de CD-4 nem de carga viral. Todos devem ser tratados”, diz Timerman.
Atingir os que nem sabem que têm o vírus e também chegar aos grupos nos quais a doença mais cresce atualmente no Brasil é outro desafio ainda não superado. O problema, aqui, é a pouca eficácia das campanhas de prevenção, não efetivas para estimular a população a fazer o teste diagnóstico e tampouco sensibilizar os homens jovens (15 a 19 anos), perfil no qual se verificou um aumento de 53% de novos casos de 2004 a 2013. O dado é de relatório recém-divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, que registrou particular preocupação com o crescimento entre os meninos homossexuais.

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Há consenso entre os especialistas que as mensagens de prevenção chegam pouco a este grupo. “Não sabemos falar com esse jovem”, afirma Georgiana Braga-Oillard, diretora da UNAIDS no Brasil. “Precisamos colocar em prática programas focados de prevenção”, diz. No entanto, não é o que se vê. Desde 2004, foram realizadas 29 campanhas de prevenção. Apenas duas foram direcionadas a homens em geral, três para jovens (homens e mulheres) e três para gays e travestis. “As campanhas no Brasil são generalistas e têm pouca adesão”, considera o infectologista Caio ­Rosenthal, de São Paulo.
O resultado deste descompasso é um peso importante para a adoção, por adolescentes e jovens – homossexuais ou não – de comportamentos de risco, como a prática de sexo sem preservativos, estimulada muitas vezes pelo consumo de álcool, algo também elevado entre essa população. Existe entre os mais novos a falsa percepção de que, com o controle proporcionado pelos remédios, a Aids é uma doença pouco ameaçadora, muito diferente do visto no início da epidemia. “Pacientes jovens que não viram os primeiros casos da doença não têm informações de como era nos anos 1980 e estão tendo relações desprotegidas”, diz Rosenthal. Enquanto isso não for mudado, será difícil fazer a epidemia perder fôlego no Brasil.



Foto: RUBENS CHAVES / AG. ISTOÉ 

Horóscopo domingo 20 de julho de 2015

ÁRIES: Aproveite bem o tempo, pois grandes eventos estão em andamento e você vai gostar de participar ativamente em todos esses. Há algo para você, algo que você precisa fazer, um papel que sua alma é capaz de exercer.


TOURO: Os momentos de vulnerabilidade são passageiros, assim como também são transitórios os momentos em que você se sente a pessoa mais forte do mundo. Ser humano não é forte nem vulnerável, é uma oscilação constante.


GÊMEOS: A frieza com que você tratar as pessoas que de alguma forma disseram palavras ofensivas não servirá para esclarecer absolutamente nada, mas para aprofundar as diferenças e distanciar quem ainda teria alguma utilidade.


CÂNCER: Não haverá recompensa por você fazer o necessário e ajudar as pessoas que agora necessitam de sua mão amiga. Diante desse cenário você terá de enfrentar o dilema interior e decidir se valerá a pena seguir em frente.


LEÃO: Os conflitos que são iniciados pelas críticas manifestas precisam ser colocados numa perspectiva que não lhes permita se estenderem por tempo demais, contaminando o ambiente de tal forma que depois não sobre mais nada.


VIRGEM: A harmonia e a alegria que decorre desse estado de coisas não é algo que virá a acontecer automaticamente, é uma espécie de coreografia que você precisa fazer acontecer, ainda que dependendo da boa vontade alheia.


LIBRA: É frustrante que as coisas não aconteçam exatamente do jeito que você as deseja, mas a vida será sempre maior do que a capacidade de qualquer ser humano de dominá-la e isso não há de ser enxergado como algo ameaçador.


ESCORPIÃO: Encontre prazer em ajudar e prestar serviço às pessoas próximas, que andam atrapalhadas e bastante desorientadas. Em vez de criticá-las porque andam assim, procure tomar a dianteira e facilitar tudo para elas.


SAGITÁRIO: Sabedoria e maturidade não são condições que chegam prontas a ninguém, precisam ser conquistadas no aproveitamento das condições e experiências que o próprio tempo dispõe. A evolução não é um processo automático.


CAPRICÓRNIO: Momentos de insegurança acontecem e podem passar sem deixar rastros desde que você não os transforme em patamares onde se desenvolvam histórias tortuosas, que só alimentam a paranoia. Insegurança não quer dizer nada.


AQUÁRIO: Tenha compaixão inclusive por aquelas pessoas que deixaram de estender a mão amiga quando você a precisou. Elas não sabiam o que faziam nesse momento, porém, sua alma sabe muito bem o que está fazendo agora. Seja diferente.


PEIXES: Cuide para que a ansiedade não tome o lugar de seu coração, obnubilando sua capacidade de enxergar o caminho que trilha atualmente. Tenha fé, há momentos em que tudo obscurece, mas são passageiros, o caminho está aí.


DIÁRIO GAÚCHO

Saiba quais são os alimentos que escurecem os dentes -- Evitar consumo em excesso de alimentos ricos em pigmentos pode ajudar a manter o sorriso mais branco, aponta especialista

Saiba quais são os alimentos que escurecem os dentes --

Evitar consumo em excesso de alimentos ricos em pigmentos pode ajudar a manter o sorriso mais branco, aponta especialista


Saiba quais são os alimentos que escurecem os dentes Adriana Franciosi/Agencia RBS
 
Sorrisão bonito depende, e muito, da alimentação 
 
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
 
 
Um sorriso saudável alia alimentação adequada e higiene bucal. Mas, para manter os dentes brancos, também é importante evitar o consumo em excesso de certos alimentos.
O excesso de pigmentação contida em determinados alimentos e bebidas, como café, beterraba, açaí e refrigerantes, pode escurecer os dentes. Também há outros fatores que podem influenciar nesta questão, explica o dentista Paulo Zahr.
— O escurecimento dos dentes também pode ser causado por canal, necrose e o uso contínuo de antibióticos. Mas os alimentos são os grandes causadores deste problema — afirma o profissional.
Uma ação simples que pode ser adotada para minimizar os efeitos dos corantes, quando não for possível escovar os dentes logo após as refeições, é fazer um bochecho com água. A medida irá ajudar a reduzir a concentração de corante nos dentes. 


Confira os principais alimentos que causam escurecimento nos dentes


Café 

A bebida é o principal vilão quando o assunto é o escurecimento dos dentes, isso porque a mancha pode ocorrer de imediato. O ideal é diminuir o consumo diário de café para amenizar os efeitos indesejáveis.


Refrigerante

Os refrigerantes também são grandes inimigos dos dentes brancos, principalmente os de limão e cola. Como são ácidos, podem afetar o esmalte e a dentina.


Beterraba

Que o alimento é saudável, ninguém questiona. Mas, por conter muito pigmento, além de escurecer os dentes, ele pode manchar também. A dica é fazer o bochecho com água após ingerir o alimento.


Chá

Possui vários sabores e costuma agradar bastante, mas as substâncias que dão coloração à bebida podem escurecer os dentes.


Amora, cereja e uva
Apesar de pequenas, as frutas possuem intensa pigmentação, que podem produzir uma coloração indesejável aos dentes.


Açaí

A cor forte e escura pode causar manchas nos dentes, por isso deve-se evitar o consumo em excesso.


Vinho

Além de conter substâncias pigmentadas, como tanino e cromogênio, o vinho é bastante ácido e pode causar a perda de elementos minerais importantes.


ZH VIDA 

Cafeína pode contribuir para o desempenho sexual, diz estudo-- 42% dos homens que beberam café foram menos propensos a relatar problemas de disfunção erétil

Cafeína pode contribuir para o desempenho sexual, diz estudo--

42% dos homens que beberam café foram menos propensos a relatar problemas de disfunção erétil

Cafeína pode contribuir para o desempenho sexual, diz estudo Thomas Troian/Destemperados
  
Foto: Thomas Troian / Destemperados
 
 
Além de dar uma energia a mais para as atividades de rotina, o cafezinho de todos os dias pode também ajudar um casal a ter uma boa noite em claro.

Um estudo da Universidade do Texas descobriu que uma certa quantidade de cafeína ingerida pelos homens todos os dias reduzia a probabilidade de disfunção erétil e, consequentemente, melhorava o desempenho sexual.

O estudo, divulgado na publicação científica PLOS, foi feito com mais de 3,7 mil homens de mais de 20 anos e constatou que os que bebiam de dois a três cafés (85 a 170 miligramas de cafeína) por dia reduziam o risco de terem impotência sexual.

O estudo constatou que 42% dos que bebiam essa quantidade de café diariamente eram menos propícios a relatar problemas de disfunção erétil que os que não bebiam.

A constatação também valeu para homens acima do peso, obesos ou com problemas de pressão alta. O café só não trouxe mudanças para os diabéticos que participaram do experimento.

"Apesar de termos visto uma redução da disfunção erétil com homens obesos, acima do peso ou hipertensos, isso não aconteceu com os que tinham diabetes", explicou um dos principais autores do estudo, professor David Lopez, em comunicado divulgado pela universidade.

"Diabetes é um dos maiores fatores de risco para disfunção erétil, então isso não foi uma surpresa."

Ressalva

A estatística, porém, caía para 39% para homens que bebiam mais que três cafés por dia.

Os autores da pesquisa acreditam que a cafeína estimula uma série de efeitos farmacológicos que aumentam o fluxo do sangue para o pênis, relaxando as artérias e os músculos.

Os autores dizem que os resultados da pesquisa estão alinhados com os encontrados em investigações prévias. Fazem a ressalva, porém, de que são necessários mais estudos para determinar claramente uma relação de causa e efeito entre cafeína e desempenho sexual.

Ainda segundo o estudo, além do café, outras bebidas que contêm cafeína podem ajudar na prevenção da impotência sexual, como chás, refrigerantes ou bebidas esportivas.

A impotência sexual atinge 25 milhões de brasileiros, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia divulgada em dezembro do ano passado. O problema acontece principalmente em homens de 40 a 70 anos de idade. 



ZH SAÚDE 

Especialistas dão relato sobre a velhice -- Evento faz parte de série de discussões sobre o Índice de Desenvolvimento Estadual

Especialistas dão relato sobre a velhice -- 

Evento faz parte de série de discussões sobre o Índice de Desenvolvimento Estadual

Especialistas dão relato sobre a velhice Carlos Macedo/Agencia RBS
 
Moriguchi, Camargo e Grossman (na foto, da esquerda para a direita) falaram sobre longevidade 
 
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
Bruno Felin

Levar a vida adiante amando a vida que se leva. Se há um conselho que ficou da conversa promovida por Zero Hora entre o cirurgião torácico J. J. Camargo, o cardiologista e internista Carlos Grossman e o geriatra Yukio Moriguchi, ele poderia ser resumido assim: seja lá que tipo de velho você for, não se deixe envelhecer. O primeiro passo para virar "um velho" é se tornar descartável, deixar de produzir. 
O auditório repleto do Centro Histórico-Cultural Santa Casa viu formas distintas de encarar a receita para a longevidade. Moriguchi, metódico como se imagina que descendentes de japoneses (como ele) são, logo na primeira oportunidade de falar, listou tudo que pensa, baseado em regras e estatísticas que, aos 89 anos, carrega consigo na ponta do lápis. 
— Duas coisas não caem do céu, dinheiro e saúde. É preciso sacrifício e suor — afirmou.

A conversa, que havia partido para dicas dolorosas de ouvir, como a omissão de carne, açúcar, sal e gordura, retomou o bom-humor quando o geriatra falou de álcool. Para ele, a bebida pode ser um remédio, se forem 30 mililítros para homens e 15 mililítros para mulheres. Mais do que isso, um veneno. 
— Mas é por dia e não por hora! — brincou Moriguchi. 
Espirituosos e, acima de tudo, com muita experiência na área médica, o trio, cada um ao seu estilo, concordou em um aspecto: o mais importante é não se sentir velho. Com a mesma idade de Moriguchi, Grossman foi perguntado: "o senhor fazia exercício?"
— Nunca. 
"Nem caminhada?"
— Neca pau. 
Mais tarde, a questão era como fazer para manter a mente saudável à medida que a idade avança. Saiu-se assim:
— É só se divertir bastante. 

Mais ponderado quanto a receitas pré-determinadas, Camargo lembrou que a preocupação com a saúde também pode ser uma doença e que a predisposição é relevante, mas as causas das doenças são multifatoriais. Lembrou da desilusão de Luis Fernando Veríssimo ao saber que o colesterol não era, assim, tão vilão: o escritor costuma dizer que perdeu 15 anos de gemas moles escoradas no arroz. E de uma pesquisa da universidade de Stanford, que colocou em apenas 10% a participação médica no aumento da expectativa de vida. 
Outros 20% são ditados pelo ambiente, 17% pela genética, enquanto 53% ficam sob responsabilidade da gestão do prazer e da felicidade. 
— Não estamos sabendo preparar o velho para que ele se sinta ativo e digno. Se mantivermos as curvas de sobrevida, de cada três pessoas nascidas nessa década, duas deverão viver 120 anos. E não se fez nada para preservar a atividade cerebral intacta até essa idade — disse. 

O debate faz parte de uma série de discussões que se seguem à divulgação do resultado mais recente do Índice de Desenvolvimento Estadual - Rio Grande do Sul (iRS), desenvolvido em parceria por Zero Hora e PUCRS, com apoio institucional da Celulose Riograndense. 
Lançado em 2014, o índice mede o desempenho de todos os Estados e do Distrito Federal em três dimensões: padrão de vida, educação e, reunidos, longevidade e segurança — esse, por meio das variáveis do índice de mortalidade infantil, taxa de homicídios e mortalidade no transporte (trânsito), que tem elevada correlação com a longevidade, segundo o economista Ely José de Mattos, professor da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia (Face-PUCRS), coordenador do iRS.

Com a ideia de que seja um indicador de desenvolvimento humano, com foco nas pessoas, e não em instituições e no poder público, o iRS tem como meta traduzir a realidade de quem vive no Estado, para debater a melhor forma de alcançar maior qualidade de vida.



ZERO HORA

Diabetes também pode prejudicar o cérebro

Diabetes também pode prejudicar o cérebro

Segundo estudo publicado na revista científica 'Neurology', pessoas diagnosticadas com a doença podem apresentar declínio cognitivo
cerebro
 

Um estudo publicado recentemente na revista científica Neurology revelou que as mudanças que ocorrem nos vasos sanguíneos do cérebro dos diabéticos também podem prejudicar as funções cognitivas. Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 65 adultos com idade avançada - metade deles saudável e a outra metade com diabetes tipo 2 - durante dois anos.

Os participantes então foram submetidos a testes de cognição antes e depois do período de observação. Segundo os achados, o grupo de diabéticos teve um desempenho pior nas atividades cotidianas em comparação aos resultados do primeiro teste. Além disso, aqueles que estavam entre os saudáveis quase não apresentaram diferença nos resultados das avaliações cognitivas realizadas durante o acompanhamento.

Para os pesquisadores, esse declínio ocorreu devido à oscilação nos níveis de açúcar comum nos diabéticos, que é capaz de prejudicar as células e nervos, causando uma resposta inflamatória. Com isso, os vasos perdem flexibilidade e ficam mais maleáveis -- o que dificulta uma resposta a comandos simples, como mover os dedos, por exemplo.

A pesquisa mostrou ainda que essas dificuldades foram encontradas mesmo entre os diabéticos que tomavam medicamentos e que estavam com a doença controlada. "Não se trata apenas de controlar o açúcar no sangue para impedir esse tipo de prejuízo cognitivo. É preciso desenvolver novos medicamentos que também tratem as funções cerebrais dos diabéticos", diz Vera Novak, professora de neurologia na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e uma das pesquisadoras do estudo.

 

VEJA ABRIL