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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Medida da Agência Nacional de Saúde tenta conter cesáreas desnecessárias

Medida da Agência Nacional de Saúde tenta conter cesáreas desnecessárias

Começa a valer hoje resolução que garante acompanhamento da gravidez e acesso a informações. Exigência de um relatório do parto tenta coibir cirurgias marcadas com antecedência e sem justificativa


Uma resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que estabelece normas para tentar conter a realização de cesáreas desnecessárias passa a valer a partir desta segunda-feira (06/07). Entre elas está o maior acesso a informações por parte das pacientes e aumento do controle sobre a atuação dos médicos.

Ministério da Saúde e ANS criam normas para reduzir cesarianas

Agora, as consumidoras de planos de saúde poderão solicitar às operadoras os percentuais de cesarianas e de partos normais por estabelecimento de saúde, por médico e por operadora e devem receber os dados em, no máximo, 15 dias após o pedido. Caso não cumpram, as operadoras serão multadas em R$ 25 mil.

Outra mudança é a obrigatoriedade de um cartão da gestante em que o médico deve registrar o desenvolvimento de todo o pré-natal e detalhar as condições maternas e fetais. O objetivo do cartão, segundo a ANS, é que o médico responsável por fazer o parto tenha acesso a todas as informações sobre a gestação.

América Latina lidera o ranking de cesarianas desnecessárias

O ponto mais polêmico é o uso do partograma. Esse documento deve conter tudo o que ocorre durante o trabalho de parto. Será um dos requisitos dos planos de saúde para o pagamento do procedimento e uma forma de monitorar se a cesárea era necessária ou não. Cirurgias marcadas com antecedência, sem que a mãe e o bebê apresentem qualquer problema que justifiquem, podem ser barradas.

– Existe no Brasil uma cultura da cesariana compartilhada pelos médicos e pelas mulheres. Essa medida visa interferir nesse relacionamento. Nós vemos isso com um pouco de receio. As regras da ANS responsabilizam apenas uma parte, que é o médico. E quando a mãe quiser, mesmo sem indicação, fazer a cirurgia para ter o bebê? Essa resposta nós ainda não temos – explicou Rogério Wolf de Aguiar, presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremers).

Operadoras terão de avaliar pedidos dos consumidores

Agora, se uma gestante decide pela cesárea sem necessidade, os médicos podem seguir indicando – desde que deixem claro que é a vontade da consumidora. Mas os pedidos serão avaliados caso a caso pelos planos de saúde. Se o procedimento não for aprovado, a gestante terá de pagar pela cirurgia. É semelhante ao que ocorre com cirurgias estéticas hoje, segundo Aguiar.
Sem motivo médico, cesáreas chegam a 88% no setor privado

– As pessoas devem checar o que diz o contrato com o plano de saúde e podem pedir para incluir a cesárea por desejo da gestante, por exemplo. Cabe à operadora aceitar ou não – sugere Aguiar.

Segundo o Ministério da Saúde, há 23,7 milhões de mulheres que tem planos com atendimento obstétrico. Em abril, a Organização Mundial da Saúde divulgou que o país vive uma “epidemia de cesáreas”. Na rede privada, esse tipo de procedimento obstétrico chega a 84%, enquanto na rede pública é de 40%.


DIÁRIO CATARINENSE 

Governo anuncia programa de proteção ao emprego

Governo anuncia programa de proteção ao emprego

Medida vai permitir a flexibilização da jornada e dos salários. Os detalhes ainda serão apresentados aos dirigentes das centrais sindicais

Na tentativa de manter os empregos durante a crise, sobretudo no setor automotivo, a presidente Dilma Rousseff editará uma Medida Provisória (MP) criando o Programa de Proteção ao Emprego. Na prática, a medida vai permitir a flexibilização da jornada e dos salários. Os detalhes ainda serão apresentados aos dirigentes das centrais sindicais nesta segunda-feira à tarde, pouco antes do anúncio, previsto para as 17h. Segundo fontes ligadas às discussões, as empresas poderão reduzir até 30% dos salários, com dedução proporcional da jornada por um período de seis meses prorrogáveis por mais seis meses. Durante esse período, o governo vai complementar parte dos salários.

Segundo a proposta em análise, o montante a ser compensado pelo governo poderá chegar até 50% do valor descontado do contracheque, não podendo superar o teto do seguro-desemprego (R$ 1.385,91). Após a dedução de até 30%, o vencimento não poderá ficar inferior ao salário mínimo.
As empresas terão até 31 de dezembro de 2015 para aderir ao programa. Os recursos para custear o programa virão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que já é deficitário. Para implementar a medida, as empresas precisarão negociar com os sindicatos dos trabalhadores.


Globo

Planos terão que pagar por cesárea se mulher assinar termo de compromisso, diz ANS

Planos terão que pagar por cesárea se mulher assinar termo de compromisso, diz ANS

Agência volta atrás ao informar que pagamento não está condicionado à necessidade médica; detalhamento será divulgado



Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Saúde (ANS) aprovou uma resolução que tirava dos planos de saúde a obrigatoriedade de pagar por cesáreas eletivas — feitas sem indicação médica. Dessa forma, a agência pretendia enfrentar a “epidemia de cesáreas” no Brasil. Na época, a medida foi recebida como uma vitória por grupos de mulheres que defendem o parto normal. Mas a ANS decidiu voltar atrás na resolução que entrou em vigor nesta segunda-feira. A gestante que quiser marcar data e hora do nascimento de seus filhos continuará sendo coberta por seu plano de saúde desde que assine um termo de consentimento sobre os riscos da cirurgia.

No texto original, a resolução 368 de 6 de janeiro estabelecia que o partograma — relatório sobre tudo o que ocorre durante o parto — seria indispensável para o pagamento do parto. Se houvesse necessidade médica para a cesárea, teria que estar especificada no partograma para que o pagamento fosse efetuado pelo plano de saúde. Da mesma forma, a mulher que não entrasse em trabalho de parto não teria partograma e, logo, seria levada a arcar com todos os custos da cesárea eletiva. Em entrevista ao GLOBO, a gerente-geral de Regulação da ANS, Raquel Lisbôa, revelou, porém, que as regras mudaram:

— Em todos os países, a paciente tem autonomia para decidir sobre seu parto. Aqui não será diferente — disse ela. — A cesárea feita a pedido da mãe continuará existindo, mas, agora, aumentaremos a informação para que a gestante possa tomar essa decisão ciente do que está fazendo, dos riscos que tanto ela quanto o bebê correm.

Raquel informou que a ANS trabalha na elaboração de um “detalhamento da resolução 368” e disse que o texto deverá ser publicado “nos primeiros dias de julho”. Segundo ela, na vigência desse detalhamento, a grávida que optar por uma cesárea eletiva deverá assinar um “termo de consentimento” se quiser manter a cobertura de seu plano de saúde. Nesse documento, constarão todos os riscos associados ao parto cesariano. Nem Raquel nem a ANS enxergam nesse detalhamento que será publicado um retrocesso em relação ao estabelecido em janeiro.


BRASIL É CAMPEÃO MUNDIAL DE CESÁREAS


O Brasil é campeão mundial de cirurgias cesarianas. Enquanto o índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 15%, na rede privada de saúde, chega a 84,6%.

Em fevereiro, o Conselho Federal de Medicina se posicionou de forma crítica à resolução 368. Classificou como um equívoco a ANS exigir a apresentação do partograma para o pagamento dos honorários médicos de um parto. A Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo foi na mesma linha.

— A resolução 368 foi concebida para reduzir o número de cesáreas na saúde suplementar porque os números estão extremamente elevados e ninguém discorda disso. Mas essa resolução desrespeita a livre autonomia do paciente, algo reconhecido no mundo inteiro — explicou César Eduardo Fernandes, diretor da entidade, na semana passada. — Do ponto de vista médico, para fazer uma cesárea eletiva, a mulher só precisa ter passado da 39ª semana de gestação e essa é uma opção extremamente comum no Brasil. Não pode ser desrespeitada.

Fernandes reconhece que os médicos também estavam preocupados com o impacto financeiro da medida — não apenas no bolso das mães.

— Uma operadora de saúde paga R$ 550 por parto, seja ele normal ou cesárea. O normal dura entre oito e 12 horas. A cesárea, um total de quatro horas ao longo de três dias. Isso aí também é uma questão que precisaria ser debatida —acrescentou.

 

Globo

5 hábitos da época da inflação: será que eles voltarão? Especialistas discutem se velhos costumes ainda são aplicáveis a tempos de crise

5 hábitos da época da inflação: será que eles voltarão?

Especialistas discutem se velhos costumes ainda são aplicáveis a tempos de crise

5 hábitos da época da inflação: será que eles voltarão? Mateus Bruxel/Agencia RBS
 
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
 
Felipe Martini

Com aumento da inflação e dos preços – principalmente dos alimentos –, o Brasil vive um período de crise econômica. Se, na década de 1990, a inflação causava corridas aos supermercados e planejamento detalhado dos gastos domésticos, o que fazer no atual momento financeiro? Será que os velhos hábitos adotados naquela época, como o rancho mensal, o consórcio e a poupança ainda se aplicam?
ZH conversou com Myrian Lund, planejadora financeira e professora dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas e com o professor de Economia da PUCRS Alfredo Meneghetti para descobrir se os velhos costumes ainda podem ser aplicados. 


Fazer um rancho mensal  


Não vale a pena estocar produtos. Na década de 1990, o que havia era um descontrole generalizado, em que a inflação chegou a 800% por ano. Hoje, a inflação está em 9%. De acordo com Meneghetti, o estoque não é recomendado pois não há disponibilidade financeira das famílias para fazê-lo, uma vez que o endividamento da população está alto. Além disso, os preços de outros serviços também aumentaram e o risco de desemprego está presente. 

– O que as pessoas precisam fazer é pesquisa de preço. O valor de um produto pode variar em até 40% em diferentes supermercados. É preciso procurar – afirma o professor.

Outra modalidade que vale a pena é comprar coletivamente com familiares ou amigos em atacados visando diminuir o gasto. A compra no atacado vale a pena se o desconto for de 5% a 10%, já tendo embutido o valor gasto com deslocamento. 
– A partir de 5% de desconto vale a pena, porque no Brasil temos que aprender a valorizar pequenas economias. Não temos esse hábito. Achamos que poupar dois reais por dia não é nada. Dois reais em um ano são R$ 720, que poderiam ser usados para comprar algo útil ou para ajudar a pagar as férias – explica Myrian.


Consórcio 

É uma modalidade sugerida para quem não consegue guardar dinheiro de forma alguma. No consórcio você paga ao longo de um período por um produto que não pode usufruir de forma imediata. O consumidor deve lembrar que é preciso verificar a veracidade do consórcio junto ao Banco Central e nunca se deve comprar de instituições que não são autorizadas pelo mesmo. 
– Eu creio que o financiamento ou parcelamento direto do consumidor que tem o negócio ou produto na mão é melhor do que utilizar um intermediário. O consumidor precisa avaliar caso a caso – explica Meneghetti.

Comprar ouro 

Quem compra ouro não está preocupado com rentabilidade, está preocupado em ter um bem real. Atualmente, as pessoas adquirem ouro quando estão num momento de dúvida e incerteza quanto ao futuro da moeda. Este não é o caso do Brasil: 

– Por exemplo, se eu estou na Grécia, onde o futuro da economia é incerto, posso comprar ouro para me prevenir – pontua a planejadora.
 
Comprar dólar
 
Só vale a pena se for viajar. A moeda americana chegou a um nível razoável, e só pode atingir valores exorbitantes se houver um descontrole da economia, se o Brasil for rebaixado em termos de categoria de risco ou se os EUA subirem as taxas de juros. E esse não é o caso, segundo previsões do mercado financeiro.


Poupança 

Esse hábito nunca foi voltado para grandes investimentos. É um produto para pequenos investidores, que não conhecem o mercado e querem segurança com pouco risco. Ele praticamente corrige a inflação. Para quem tem mais dinheiro na poupança, é aconselhável rever onde investir.

Defeito na ignição de carros da GM já matou 121 A GM se comprometeu a pagar US$ 1 milhão por morte. Chave pode desligar motor com veículo em movimento.

Defeito na ignição de carros da GM já matou 121

A GM se comprometeu a pagar US$ 1 milhão por morte.
Chave pode desligar motor com veículo em movimento.


Chave pode girar com carro em movimento e cortar sistemas do carro (Foto: AP Photo/Molly Riley)
Chave pode girar com carro em movimento e cortar sistemas do carro 
 
( Foto: AP Photo / Molly Riley )
 
 
O fundo de compensação da montadora americana General Motors (GM) aumentou nesta segunda-feira (6) para 121 o número de vítimas mortais causadas por um defeito do sistema de ignição de seus veículos, que afeta modelos vendidos na América do Norte.
Estabelecido em 2014 depois de a GM ter reconhecido publicamente a existência do problema em 2,6 milhões de automóveis, o fundo também aprovou oito novas reivindicações por lesões.
O advogado Kenneth Feinberg, que administra o fundo de forma independente, disse que já foram aprovadas compensações em 14 casos de lesões muito graves (tetraplegia, paraplegia, amputações dupla de extremidades, dano cerebral permanente ou queimaduras graves). Já as lesões de menor gravidade geraram 237 compensações às vítimas.
 
 
A GM se comprometeu a pagar US$ 1 milhão por morte reconhecida pelo fundo de Feinberg. A fabricante reservou, além disso, US$ 550 milhões para atender as reivindicações das vítimas.
No total, o fundo recebeu 4.342 solicitações de compensação, das quais 474 foram por morte, 289 por lesões muito graves e 3.579 por ferimentos menos graves. Os números estão sendo revisados pelo advogado e podem subir nas próximas semanas.
A GM reconheceu inicialmente que o defeito tinha causado apenas a morte de 13 pessoas nos Estados Unidos e Canadá, apesar de as próprias autoridades americanas questionarem os dados da empresa.


Defeito

 
Uma falha na ignição (sistema de partida) dos veículos pode fazer com que eles desliguem "do nada", mesmo enquanto estão em movimento e, consequentemente, sejam desligados outros sistemas, como o dos airbags.

Segundo a montadora, o problema está no local onde é colocada a chave: qualquer tipo de peso extra, além da chave em si (como um chaveiro grande), aliado a um grande solavanco no carro (causado por colisões, por exemplo) pode fazer a chave mudar de posição, desligando o motor e os sistemas elétricos.


Modelos

 
A GM já convocou cerca de 15 milhões de veículos vendidos na América do Norte, fabricados entre 1997 e 2014, que incluem as marcas Chevrolet, Pontiac, Saturn, Buick, Cadillac e Oldsmobile. Nenhum deles é comercializado no Brasil.


AUTO ESPORTE 

Sinais do envelhecimento aparecem aos 26 anos, afirma estudo


Sinais de deterioração foram medidos em pessoas nascidas na N.  Zelândia.
Pesquisa foi publicada na edição desta semana da revista 'PNAS'.

Idosos têm maior número no Canela, na Vitória e Graça (Foto: Reprodução/Gnews)
Segundo estudo, envelhecimento começa por volta dos 20 anos
(Foto: Reprodução/Gnews)
O envelhecimento é tipicamente estudado nos idosos, mas um estudo divulgado nesta segunda-feira afirma que diferentes taxas de envelhecimento podem ser detectadas logo em meados dos 20 anos.
As descobertas publicadas na revista da Academia Americana de Ciências, a "PNAS", se baseia em um grupo de 954 pessoas nascidas na Nova Zelândia em 1972 ou 1973.
Os pesquisadores coletaram dados sobre a função do rim, fígado e pulmão, higiene bucal, vasos sanguíneos nos olhos, bem como sobre o metabolismo e função do sistema imunológico dos voluntários aos 26, 32 e 38 anos.
Eles também mediram o colesterol, níveis de condicionamento físico e o comprimento dos telômeros, que são as capas de proteção na extremidade dos cromossomos - que, segundo verificado, diminuem com a idade.
Usando um total de 18 medições biológicas, os investigadores determinaram uma "idade biológica" para cada participante aos 38 anos - com alguns registrando menos de 30 anos e outros que parece ter quase 60.

Deterioração aos 26 anos

 
Quando os cientistas observaram atentamente para os que tinham envelhecido mais rapidamente, eles encontraram que os sinais de deterioração eram evidentes aos 26 anos, idade em que o primeiro conjunto de medidas biológicas foram tiradas.
A maioria das pessoas no grupo estava envelhecendo à taxa esperada de um ano biológico por ano cronológico, ou até menos. Outros foram envelhecendo numa proporção de três anos biológicos por ano cronológico.
Aqueles cujos corpos foram envelhecendo mais rápido também "foram pior em testes normalmente dados a pessoas com mais de 60 anos, incluindo testes de equilíbrio e coordenação e resolução de problemas não familiares", disse o estudo.
E quando um grupo de estudantes universitários da Universidade de Duke foi convidado a olhar para fotos de pessoas no grupo, eles constantemente classificaram como mais velhos aqueles cujos corpos foram envelhecendo mais rapidamente do que o resto.
Os autores do estudo disseram que seus resultados pavimentam o caminho para futuros testes que podem ser mais fáceis e mais baratos de implementar, de modo que as pessoas podem descobrir o quão rápido estão envelhecendo em seus 20 anos - quando ainda podem fazer algo e possivelmente prevenir doenças relacionadas à idade.
Pesquisas anteriores mostraram que os genes representam apenas cerca de 20% do envelhecimento, deixando o resto para hábitos de saúde e ao meio ambiente.
"Isso nos dá alguma esperança de que a medicina possa ser capaz de retardar o envelhecimento e dar às pessoas ativas mais anos saudáveis", disse o autor sênior, Terrie Moffitt, professor de psicologia e neurociência na Universidade de Duke.


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