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domingo, 5 de julho de 2015

Técnicos ganham verdadeiras fortunas na Série A!

Vinte e seis mil reais seria um excelente salário em várias profissões. Porém, no mundo dos treinadores, o valor é irrisório. Que o diga Marcelo Fernandes, comandante do Santos e treinador mais mal pago entre os clubes da Série A — Augusto César ganha R$ 7 mil no Goiás, mas ocupa o cargo interinamente, enquanto o clube procura um substituto para o demitido Hélio dos Anjos.

Para se ter uma ideia, o palmeirense Marcelo Oliveira precisa de menos de dois dias para embolsar o que Fernandes ganha ao longo de um mês. Atual bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro, o mineiro chegou ao Palestra Itália no mês passado com salário de R$ 450 mil mensais, tornando-se o mais valorizado do país.

Tite, que ganhava R$ 600 mil no Corinthians até 2013, voltou ao Parque São Jorge por R$ 400 mil mensais. Ao menos, seu contrato tem duração de três temporadas, o que lhe garante uma estabilidade incomum na vida dos treinadores.

Já o são-paulino Juan Carlos Osorio surge como o sexto técnico mais bem pago do país, com R$ 250 mil.

Baratinho: Vinte e três jogadores do elenco profissional do Santos ganham mais do que Marcelo Fernandes. As únicas exceções são os atletas recém-promovidos da base.
https://esportes.yahoo.com/blogs/jorge-nicola/

Tamanhos dos dedos masculinos podem revelar seu comportamento em relação às mulheres


Talvez você devesse dar uma boa olhada nos dedos do seu parceiro antes de colocar um anel em um deles. Homens com dedos indicadores curtos e dedos anulares longos são, em média, melhores em relação às mulheres.

Um novo estudo da Universidade McGill, do Canadá, diz que esse fenômeno inesperado deriva dos hormônios a que estes homens foram expostos no ventre de sua mãe, e pode ajudar a explicar por que esses homens tendem a ter mais filhos. A pesquisa, que mostra uma ligação entre um evento biológico na vida fetal e o comportamento do adulto, foi publicada na revista “Personality and Individual Differences”.

Os dedos indicadores dos homens são geralmente mais curtos do que os seus dedos anelares; a diferença é menos pronunciada em mulheres. Pesquisas anteriores sugeriam que a razão do dígito – definido como o comprimento do segundo dígito dividido pelo comprimento do quarto dígito – é uma indicação da quantidade de hormônios masculinos, principalmente a testosterona, a que alguém foi exposto quando era um feto: quanto menor for a razão, mais hormônios masculinos. O estudo da McGill sugere que isto tem um impacto na forma como os homens se comportam quando adultos, especialmente com as mulheres.
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“É fascinante ver que variações moderadas de hormônios antes do nascimento podem realmente influenciar o comportamento de adultos de forma seletiva”, diz Simon Young, professor emérito da McGill em Psiquiatria e coautor do estudo.
Sorrisos e elogios

Vários estudos foram realizados anteriormente para tentar avaliar o impacto da taxa de dígitos sobre o comportamento adulto. Este é o primeiro a destacar como o comprimento dos dedos afeta o comportamento de forma diferente dependendo do sexo da pessoa que você está interagindo.
“Quando estavam com mulheres, os homens com taxas menores eram mais propensos a ouvir atentamente, sorrir e rir, se comprometer ou cumprimentar a outra pessoa”, explica Debbie Moskowitz, principal autora e professora de psicologia na instituição.

Eles agiram dessa forma nas relações amorosas, mas também com amigas ou colegas. Esses homens também eram menos briguentos com mulheres do que com homens, enquanto que os homens com maiores razões eram igualmente briguentos com ambos. Para as mulheres, porém, a variação da razão não parece prever como se comportam.
Crianças e a razão de dígitos

Durante 20 dias, 155 participantes do estudo preencheram formulários para cada interação social que participaram, que duravam 5 minutos ou mais. Baseado no trabalho anterior, os cientistas classificaram os comportamentos como agradável ou conflituoso.

Homens com pequenas razões relataram aproximadamente um terço a mais de comportamentos agradáveis ​​e cerca de um terço a menos de comportamentos conflituosos do que os homens com grandes razões de dígito.
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Um estudo anterior descobriu que homens com taxas menores têm mais filhos. “Nossa pesquisa sugere que eles têm relações mais harmoniosas com as mulheres; estes comportamentos apoiam a formação e manutenção de relacionamentos”, conta Moskowitz, acrescentando que isso pode explicar por que, em média, eles procriam mais.

Os pesquisadores ficaram surpresos ao encontrar nenhuma ligação estatisticamente relevante entre comportamentos dominantes e os dedos dos homens. Eles sugerem que pesquisas futuras poderiam estudar situações específicas em que a dominação masculina varia – tais como situações de competição com outros homens – para ver se a correlação pode ser estabelecida.
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Feromônios humanos: mito ou realidade?

A ideia dos feromônios humanos é intuitivamente atraente, evocando a fantasia de sinais secretos que nos tornam irresistíveis para potenciais parceiros. Mas essa conexão de feromônios com o sexo pode ser a maneira errada de analisar a questão – porque, apesar de 45 anos de estudo e várias alegações ao longo desse tempo, ainda não há muitas evidências de que feromônios humanos existam.

Qualquer estudo de feromônios é problemático – até mesmo sua definição é controversa. A palavra vem do grego pherein (transferir) e hormōn (para excitar) e foi definido por Karlson e Luscher em 1959 como “substâncias que são segregadas por um indivíduo e recebidas por um segundo indivíduo da mesma espécie, na qual eles liberam uma reação específica, por exemplo um determinado comportamento ou processo de desenvolvimento”.

O problema é que enquanto que muitos pesquisadores concordam sobre as propriedades básicas dos feromônios, há um debate considerável sobre quais pistas olfativas representam feromônios. Por exemplo, muitas espécies usam odores para identificar características como espécie, gênero, relacionamento e status social. Muitos pesquisadores rotularam estes odores como feromônios; outros acham que, pela definição acima, eles são apenas cheiros.

Da mesma forma, nem todos os feromônios potenciais são secretados externamente – algumas espécies de salamandras transferem sinais químicos para outra salamandra injetando-os diretamente na corrente sanguínea. Alguns cientistas acreditam que a resposta a um feromônio deve proporcionar uma vantagem evolutiva tanto para o remetente quanto para o receptor do sinal, e fazê-lo de forma inconsciente.

Assim, a falta de consenso sobre a definição do que são feromônios levou ao uso excessivo deste termo. Em vez disso, muitos cientistas usam o termo semioquímicos para se referir a produtos químicos que transmitem alguma mensagem específica que pode influenciar a fisiologia e o comportamento de um destinatário.
Estudar cheiros é difícil

Diante desses problemas, por que, então, os pesquisadores são tão interessados em feromônios? Geralmente, o olfato é uma das formas mais importantes de comunicação no mundo animal, podendo ser transmitido na escuridão total e ao redor de obstáculos. Ao contrário de sinais que precisam ser vistos ou ouvidos, odores também permanecem no ambiente por longos períodos de tempo.

Mas estudar os feromônios humanos é problemático por uma série de razões alheias à definição. A pesquisa olfativa pode ser extremamente difícil de realizar: cheiros são invisíveis e difíceis de controlar, não existe um sistema padronizado real para rotulagem e avaliação de odores, e um grande número de variáveis potencialmente confusas precisa ser controlada. Além disso, o problema é que os seres humanos podem avaliar sinais em uma variedade de maneiras completamente diferentes – é raro que mostrem uma reação de estímulo-resposta simplista.
Quatro candidatos a feromônio

Quatro determinadas substâncias têm sido sido identificadas como possíveis feromônios humanos.

Nos anos 1970 e 1980, havia um foco nos derivados de testosterona androstenona e androstenol, possíveis feromônios em suínos e também encontrados nas axilas humanas. Uma série de estudos investigaram o efeito destas substâncias sobre o comportamento humano, com foco na interação social e na avaliação de parceiros sexuais. Apesar de um padrão geral para estas substâncias de aumentar o contato social entre homens e mulheres, os resultados são extremamente inconsistentes.

Na década de 1990, o foco mudou para os similares androstadienone e oestratraenol, substâncias derivadas de estrogênio produzidas em mulheres grávidas. Estes compostos foram estudados em vários experimentos que examinaram o órgão vomeronasal (OVN), uma estrutura tubular localizada na cavidade nasal que, em algumas espécies, está envolvida com o processamento de feromônios.

Vários estudos documentaram encontrar um OVN em mais de 90% dos participantes humanos, e relataram que estimular o OVN com “feromônios humanos putativos” artificialmente criados parecia estimular os destinatários. Isto sugere a existência de feromônios humanos, já que um OVN funcional iria possibilitar que os seres humanos processassem os feromônios.

No entanto, estudos mais recentes colocam em dúvida essa ideia, com nenhuma evidência de que os poucos OVNs identificados em humanos possuam células receptoras funcionais para detectar qualquer coisa – o OVN não está realmente conectado ao cérebro.

E esses supostos “feromônios humanos sintéticos”, fornecidos aos participantes, que pretendiam mostrar evidências de seu efeito sobre o OVN? Tem sido apontado que eles foram fornecidos pela Erox – uma empresa com um interesse comercial no registo de patentes e na venda destes produtos. É possível encontrar a Erox e dezenas de outras empresas que vendem produtos similares na internet hoje.


A pesquisa sobre estes quatro candidatos a feromônio sofre de todos os tipos de problemas. As substâncias são usadas em concentrações entre várias e milhões de vezes mais elevadas do que ocorre naturalmente em humanos. As experiências tendem a ser assediadas por questões metodológicas e estatísticas, levando a resultados contraditórios ou inconclusivos. As práticas de publicação tornam provável que apenas os resultados positivos sejam publicados, aumentando artificialmente a quantidade de provas supostamente favoráveis, e os resultados muitas vezes não têm sido independentemente replicáveis.

Em qualquer caso, mesmo que essas substâncias façam efeito na fisiologia e comportamento humano, não significa necessariamente que elas são os feromônios – há inúmeros odores de plantas ou de produtos químicos industriais que podem produzir uma reação comportamental em humanos.
O caminho a seguir

O pesquisador Tristram Wyatt, em seu artigo recente para a “Royal Society”, sugere que afastemos o foco sexual dos feromônios. Em vez disso, devemos nos concentrar não apenas na substância presente, mas ao conjunto de odores que os seres humanos são capazes de produzir em diversos lugares do corpo.

A sugestão de Wyatt é que as secreções da aréola dos seios lactantes das mães é um bom lugar para começar a procurar, já que o cheiro é muito importante para o comportamento da amamentação em animais. Qualquer bebê, apresentado com as secreções de qualquer mãe, vai responder com o comportamento de procura do mamilo, mesmo durante o sono.

“A busca pelos feromônios humanos tenta se aproximar do nosso misterioso sentido de cheiro e nos tem um apelo emocional”, explica Mark J. T. Sergeant, professor de psicologia da Nottingham Trent University, no Reino Unido. “Claro, há também fortes motivações comerciais para demonstrar a existência deles e os produtos que possam decorrer disso. Para que tenhamos progresso científico, é preciso abordar essas questões com muito mais rigor”. 

Por que é difícil para alguns diferenciar a esquerda da direita?

Que jogue a primeira pedra quem nunca virou à esquerda após receber uma instrução para virar à direita, ou vice-versa.

Diferenciar um lado do outro é um processo neuropsicológico complexo que envolve várias funções neurológicas maiores, como a capacidade de integrar informação sensorial e visual, a função da linguagem e da memória.


Para alguns, isso é uma segunda natureza, mas para outros é um desafio considerável.

Evidências sugerem que essa confusão é mais comum em mulheres. A literatura científica no geral parece sugerir que os homens possuem um grau maior de função viso-espacial. No entanto, uma boa parte da população – tanto eles como elas – está sujeita a essa dificuldade de diferenciar a esquerda da direita.
Quando é mais do que incômodo

Não é o fim do mundo se você toma a direção errada em uma viagem, mas há muitas situações em que a confusão direita-esquerda pode ter consequências devastadoras. Alguns dos erros mais trágicos na medicina são quando a cirurgia é realizada no lado errado de um paciente, como a remoção do rim errado ou amputação da perna errada.

Em uma pesquisa da Queen’s University Belfast (Irlanda do Norte), só o ruído de fundo de um ambiente de enfermaria já foi o suficiente para atrapalhar estudantes de medicina quando eles estavam fazendo julgamentos de direita e esquerda. Fazer-lhes uma série de perguntas enquanto eles estavam tentando distinguir a direita da esquerda teve um impacto ainda maior. O “efeito distração” foi maior para alunos mais velhos e do sexo feminino.

A capacidade do indivíduo de autodeterminar o quão bem podia distinguir a direita da esquerda também foi muitas vezes imprecisa. Muitos estudantes pensavam que eram bons em distinguir a direita da esquerda, mas, quando sua capacidade foi medida objetivamente, foi mostrado que eles não eram.
O que fazer?

Tendo em vista que as pessoas muitas vezes não acham que têm um problema, testes para medir a capacidade de discriminar direita da esquerda poderiam ser oferecidos para estudantes de medicina e outros que usam bastante essa função no seu dia a dia.
Aqueles que sabem que são ruins nisso pelo menos ficam conscientes e podem tomar certas atitudes e aplicar vigilância extra em determinadas situações para minimizar erros.

Diminuir as distrações também é particularmente importante. Durante as fases críticas de voo, por exemplo, os pilotos devem abster-se de qualquer conversa não essencial para evitar desatenções. Tais regras são essenciais para a segurança do avião. 

Comer vegetais todos os dias pode deixar seu cérebro 11 anos mais jovem

Ninguém discorda que vegetais são bons para a saúde. Mas você sabia que a ingestão de apenas uma porção de folhas verdes por dia poderia prevenir a demência?

Pesquisadores da Universidade de Rush em Chicago (EUA) avaliaram anualmente a dieta e capacidade mental de cerca de 950 pessoas idosas durante dois a dez anos.


Os participantes, que tinham uma idade média de 81 anos, fizeram 19 testes para avaliar a sua função mental. Também, usando uma lista com 144 itens, tiveram que identificar que alimentos e bebidas tinham mais destaque em sua dieta.

Os que comiam vegetais de folhas verdes, como espinafre e couve, uma ou duas vezes por dia experimentaram declínio cognitivo significativamente menor do que aqueles que não comiam tantos vegetais, mesmo quando outros fatores, como educação, exercício e histórico familiar de demência foram levados em conta.
Efeito duradouro

Em média, os participantes que comiam mais folhas verdes interromperam o declínio mental por uma média de 11 anos.

“Perder a memória ou habilidades cognitivas é um dos maiores medos das pessoas à medida que envelhecem. Como o declínio da capacidade cognitiva é central para a doença de Alzheimer e outras formas de demência, o aumento do consumo de vegetais de folhas verdes pode oferecer uma maneira muito simples, acessível e não invasiva de potencialmente proteger o cérebro”, disse a principal pesquisadora do estudo, Martha Clare Morris.

Morris crê que os benefícios das verduras são provavelmente ligados a seus elevados níveis de vitaminas e nutrientes, como vitamina K, luteína, folato e beta-caroteno. 

O que a maconha REALMENTE faz com seu cérebro e corpo

Maconha. Marijuana. Erva. Você pode escolher como quer chamar a droga ilícita mais popular do mundo. Tão popular, na verdade, que não falta quem apoie a sua legalização, tanto para fins medicinais quanto recreativos. Mas o que ela realmente faz conosco?

Veja um apanhado dos seus efeitos sobre a saúde e as preocupações potenciais sobre o seu uso.

Maconha: uma substância controlada que carece de pesquisa científica controlada

Antes de começar, devemos notar que muito mais pesquisas precisam ser feitas nesta área. Embora a maconha tenha sido usada por séculos como um medicamento e como inebriante (é até mesmo mencionada no Antigo Testamento várias vezes como “kaneh-bosem”), nós não sabemos muito sobre seu efeitos na saúde. Isso é porque não existem muitos estudos controlados a respeito dela, devido à forma como a maconha é classificada por governos do mundo todo.

A Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) estadunidense classifica a maconha como uma droga de Classe I, a mais perigosa de todas as classes de drogas, com a definição de “nenhum uso médico atualmente aceito e um elevado potencial para o abuso”. (Fato curioso: heroína, ecstasy e LSD também são drogas Classe I, mas a cocaína e metanfetamina são consideradas menos perigosas, entrando na Classe II.)


Como tal, para fazer pesquisas clínicas com a maconha, nos EUA é necessária uma licença da Divisão Estadual de Narcóticos e da aprovação do estudo pela FDA. Além disso, para obter a matéria-prima, é necessário passar pelo Instituto Nacional de Abuso de Drogas. Caso contrário, uma vez que é ilegal a nível nacional ter maconha (mesmo em estados que legalizaram a maconha), os cientistas que trabalham em hospitais, faculdades ou outras instituições que recebem financiamento federal correm o risco de perder seus fundos para esta pesquisa.

“Não é uma novidade que a maconha tenha poderes medicinais, mas todo embargo que foi feito sobre a ciência gerou uma represa, em escala mundial, que está vazando por todos os lados”, explica o neurocientista da Universidade de Brasília (UnB) Renato Malcher.
O que a maconha faz para nossos cérebros no primeiro par de horas

Mesmo com tais restrições, há quem consiga enfrentá-las para que saibamos o que acontece conosco ao consumir maconha. A cannabis contém pelo menos 60 tipos de canabinóides, compostos químicos que agem sobre os receptores em todo o nosso cérebro. O THC, ou tetrahidrocanabinol, é o produto químico responsável pela maior parte dos efeitos da erva, incluindo a euforia intensa. Ele se assemelha a outro canabinóide produzido naturalmente em nosso cérebro, a anandamida, que regula o nosso humor, sono, memória e apetite.

Essencialmente, o efeito dos canabinóides em nosso cérebro é manter nossos neurônios disparando, ampliando nossos pensamentos e percepção e nos mantendo fixos neles (até que outro pensamento nos leve a uma tangente diferente). É por isso que quando você está chapado não é uma boa hora para dirigir, estudar para um teste ou praticar esportes que exigem coordenação, como o tênis. Como o álcool, a cafeína e o açúcar, canabinóides também afetam os níveis de dopamina no nosso cérebro, muitas vezes resultando em uma sensação de relaxamento e euforia.

Há, ainda, outras maneiras de como maconha interage com os nossos cérebros, por exemplo, prejudicando nossa capacidade de formar novas memórias e causando a clássica “larica” – a fome avassaladora que vem depois de um “baseado”.

Os efeitos dependem da dose utilizada, bem como de quão potente é a preparação (a maconha comum contém de 2 a 5% de THC, enquanto a ganja pode conter até 15% de THC e o óleo de haxixe entre 15 e 60% de THC). Em altas doses – e se você não tomar cuidados ao consumi-la por via oral, como em bolos ou no brigadeiro -, a maconha pode produzir estados alucinatórios assustadores.

Tal como acontece com outras drogas, os efeitos da maconha variam de acordo com o indivíduo. Nem todas as pessoas podem achar a experiência agradável ou relaxante; para aqueles que têm ansiedade ou são propensos a ataques de pânico, a maconha poderia agravar seus sintomas ao invés de trazer uma sensação de calma.
Maconha não parece ter um efeito de longo prazo sobre a memória e concentração

Os efeitos de curto prazo da maconha são geralmente sentidos dentro de alguns minutos. O pico ocorre em 30 minutos e se desgasta após cerca de duas ou três horas. A grande questão é: o que acontece se usarmos a maconha com mais regularidade, ou se fomos usuários ocasionais, mas em grandes quantidades? Existem mudanças permanentes de saúde cognitiva? Será que todos nós nos transformaríamos no Dude, de “O Grande Lebowski”?

Mais uma vez, nós não temos muitos estudos científicos rigorosos sobre isso, muito menos muitos estudos longitudinais. Em 2012, no entanto, foi feita uma revisão de pesquisas disponíveis, publicada no “Journal of Addiction Medicine”, que conclui que as deficiências imediatas sobre a memória e a concentração, pelo menos, não são provavelmente permanentes.
Atenção e concentração

A maconha prejudica a atenção e concentração dos usuários leves, mas não parece afetar os usuários regulares ou pesados seis horas após fumá-la ou ingeri-la. No longo prazo, os pesquisadores descobriram que, depois de 3 semanas ou mais desde a última “dose”, a atenção e concentração voltava ao normal. “Em cinco dos sete estudos, nenhuma deficiência de atenção ou concentração foi encontrada em indivíduos que tinham permanecido abstinentes de 28 dias a um ano”, garante os autores da revisão de bibliografia. Outros dois estudos encontraram diferenças na atenção e concentração entre não usuários e usuários pesados depois de 28 dias, mas os pesquisadores observam que as conclusões díspares podem se dever a medir diferentes tipos de habilidades de processamento.
A memória funcional

Do mesmo modo, vários estudos não encontraram nenhum efeito residual ou a longo prazo na memória funcional. Um estudo de 2002, por exemplo, testou 77 fumantes pesados ​​por dia após a abstenção de fumar maconha. O comprometimento da memória estava presente em usuários pesados ​​até 7 dias após o uso da maconha, mas no dia 28, seus resultados de teste de memória não diferiram significativamente do grupo de controle. Em outras palavras, mesmo que sua memória seja afetada quando você fuma, depois de parar ela provavelmente vai voltar ao normal com o tempo.

A Administração de Serviços de Abuso de Substância e de Saúde Mental (SAMHSA, do inglês Substance Abuse and Mental Health Services Administration) tem um flyer sobre as possíveis consequências de curto e longo prazo do uso de maconha. Ele relata que não há nenhuma ligação forte entre a frequência do uso da maconha e da violência ou crime, nenhuma ligação clara ou distinta entre depressão e uso de maconha, e nenhuma ligação clara entre o uso de maconha e defeitos de nascimento.

O uso pesado de maconha, no entanto, tem sido associado a um aumento da probabilidade de problemas respiratórios, desenvolvimento de esquizofrenia (alguns estudos sugerem que uma predisposição genética pode estar envolvida nestes casos) e, para os adolescentes que estão aumentando o uso de maconha, mais dificuldade de se ajustar à sociedade. Nós vamos tratar algumas dessas questões abaixo.
Em comparação com outras drogas, a maconha é menos viciante e prejudicial

O vício é um tema muito complexo. É possível que as pessoas fiquem viciadas em qualquer coisa que nos dá prazer. Enquanto a dependência da maconha é real, é um vício mais raro do que a outras substâncias (legais ou ilegais). As estatísticas dizem que 9% das pessoas que usam maconha tornam-se dependentes dela, em comparação com 32% dos usuários de tabaco, 20% dos usuários de cocaína, e 15% dos consumidores de álcool.

Quando se trata de maconha e outras substâncias, alguns dizem que o mais importante pode não ser o quão viciante a substância é, mas quão prejudicial poderia ser. A ex-cirurgiã geral Jocelyn Elders disse que apoia a legalização da maconha, sustentando-se no argumento de que ela “não é fisicamente viciante”. Além disso, ela afirma que esta substância não é tóxica – ao contrário do álcool, heroína ou cocaína, a única forma de você ter uma overdose fatal de maconha é se um fardo gigante dela cair na sua cabeça.

De um modo geral, a maconha tem se mostrado muito menos perigosa e viciante do que outras substâncias – mais de 100 vezes mais segura do que o álcool -, mas isso não quer dizer que ela é completamente inofensiva. Como a maconha é consumida e preparada pode fazer uma grande diferença em seus efeitos sobre a saúde, para melhor ou pior.
A maconha é mais perigosa para os adolescentes

As chances de se viciar em maconha aumentam se você é um usuário diário ou se o hábito começou quando você era adolescente. De acordo com o Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA, o vício da maconha sobe cerca de 17% em quem começar a usar nesta época e cerca de 25 a 50% entre os usuários diários.

“A maconha pode causar mudanças no cérebro que atrapalham o aprendizado, especialmente em adolescentes, já que seus cérebros ainda não terminaram de se desenvolver”, explica Damon Raskin, médico internista e diplomata do Conselho Americano de Medicina do Vício. “Os cérebros não estão totalmente desenvolvidos até a idade de 25 ou 26 anos. O uso crônico da maconha pode levar a alterações nas habilidades de personalidade, julgamento e raciocínio”.

Ainda de acordo com ele, a maconha nessa fase causa danos no coração e pulmões, aumenta a incidência de ansiedade, depressão e esquizofrenia, e pode desencadear episódios psicóticos agudos. “Grande parte da maconha disponível hoje é mais potente do que era no passado, de modo que existe potencial para que ela tenha efeitos deletérios mais intensos sobre o usuário”, conta Raskin.
Fumar é mais arriscado do que outros métodos de utilização

O mais comum é que a maconha seja fumada, mas ela também pode ser usada em vaporizadores, transformada em chá ou consumida como um ingrediente em quitutes. Óleos e tinturas são muitas vezes feitos a partir da planta cannabis, bem como alguns medicamentos. Das muitas maneiras de usar maconha, fumar parece ter os efeitos colaterais mais prejudiciais.

“O fumo é prejudicial à saúde do pulmão”, aponta a Associação Americana do Pulmão. “Seja a partir da queima de madeira, tabaco ou maconha, toxinas e substâncias cancerígenas são liberadas na combustão de materiais. Foi mostrado que a fumaça da combustão da maconha tem muitas das mesmas toxinas, substâncias irritantes e cancerígenas que o fumo do tabaco”.

Além daquilo que está na fumaça, a maconha é normalmente fumada de maneira diferente do tabaco. Fumantes de maconha tendem a inalar mais profundamente e prender sua respiração por mais tempo do que os fumantes de cigarros, o que leva a uma maior exposição por respiração ao alcatrão. Da mesma forma, fumantes passivos de maconha absorvem muitas das mesmas toxinas e substâncias cancerígenas presentes na fumaça diretamente inalada da maconha, em quantidades semelhantes – se não maiores.

Uma revisão de estudos de 2013, no entanto, encontrou evidências mistas ligando o uso pesado da maconha a longo prazo com doença pulmonar ou câncer de pulmão e concluiu que há definitivamente um maior risco para essas condições se a pessoa usa tabaco. Ainda assim, os usuários regulares podem considerar outras opções além de fumar, como usar vaporizadores ou consumir como alimento.
Fumar não é tão eficiente

A CEO dos laboratórios G FarmaLabs, Ata Gonzalez, explica que os métodos tradicionais não são os mais eficientes e nem os mais “limpos”. Isso porque métodos baseados em papel podem ser prejudiciais para o tecido da garganta e do pulmão ao longo do tempo, podendo introduzir a possibilidade de inalação de esporos de mofo e ser cancerígenos, dependendo do material no qual a cannabis é enrolada.

“Vaporizadores são uma opção muito melhor se você quiser fumá-la, não só porque é muito mais discreto, mas porque introduz canabinóides na corrente sanguínea na forma de gás através do calor, em vez da fumaça devido à combustão”, garante a presidente. O método também reduz qualquer possível exposição a toxinas prejudiciais ou subprodutos, porque a maconha nunca é queimada.

No caso dos comestíveis, a eficiência é a mais alta possível, pois os canabinóides entram no sistema pelo trato gastrointestinal, em vez dos pulmões – o que também significa que a absorção é mais lenta e os efeitos parecem estar atrasados, porque o corpo tem de processar o THC através do fígado. Como resultado, o efeito é muito mais focado no corpo, sendo eficiente para o alívio da dor.


Tinturas e tônicos às vezes são classificados nesta categoria de consumo. Finalmente, temos soluções tópicas feitas com óleo de cannabis (por exemplo, pomadas, loções, pomadas) que são mais usadas ​​como anti-inflamatórios e analgésicos.
Conhecer as origens

Além disso, também valeria, num mundo ideal, tentar saber de onde a maconha que você está consumindo – quem a cultivou, como ela foi cultivada, como foi a colheita e assim por diante. (Em breve será possível comprar maconha da própria marca do músico Willie Nelson em suas lojas!). Se você não sabe, porém, leve em consideração essa dica do editor do portal Global Healing Center Ben Nettleton, que sugere hidratar seu produto, lavando-o várias vezes, para eliminar impurezas que sejam solúveis em água.

“Assim, [será eliminada] qualquer sobra de fertilizantes, pesticidas, fungos e até mesmo compostos desnecessários inócuos como sais e clorofila”, explica Nettleton. “Basicamente apenas dê uma boa lavada [na erva]. O THC não é solúvel em água, então você não vai perder nada do que está procurando”.

Nós tendemos a pensar na maconha como um movimento hippie e todo natural, mas hoje a maconha legal é a indústria que mais cresce nos EUA – uma indústria de bilhões de dólares – e a pureza e a qualidade da maconha pode significar muito para a sua saúde e o efeito dela sobre você.
Há muitos usos médicos possíveis para a maconha

Finalmente, há os potenciais usos médicos da marijuana para uma ampla variedade de condições. 23 estados norte-americanos e o Distrito Federal já legalizaram o uso medicinal da maconha para tratar sintomas de câncer, AIDS, artrite, esclerose múltipla, enxaqueca, epilepsia, náuseas e outras condições. Nosso vizinho Uruguai também está fazendo a sua parte para a descriminalização da maconha.

Nos Estados Unidos, 76% dos médicos disseram que iriam prescrever maconha para fins medicinais. E uma análise de 60 estudos revisados ​​por especialistas sobre a maconha medicinal descobriu que 68% das pesquisas demonstravam que os tratamentos concluídos foram positivos para as condições tratadas.

Tal como no caso dos efeitos adversos de marijuana, no entanto, nesta área também faltam pesquisas satisfatórias. Segundo Sanjay Gupta, médico que trabalha em parceira com a rede de televisão CNN, que questiona a categorização da maconha como uma droga de Classe I, diz que a maioria esmagadora dos trabalhos recentes sobre tema – cerca de 94% – são projetados para investigar os danos, enquanto apenas 6% investigam os benefícios da maconha medicinal.

Então, ficamos com evidências anedóticas. Segundo Greta Carter, ativista pró-maconha, empresária e fundadora de uma cadeia de clínicas, já foram vistos benefícios claros de tratamentos com maconha sobre a síndrome de estresse pós-traumático. “Sabemos também que os pais que têm lutado diariamente com crianças que sofrem de convulsões e distúrbios do movimento vão a extremos para mudar suas famílias para os estados que permitem o acesso ao medicamento”, conta. Ela ainda relata casos de pacientes com AIDS e câncer que encontram benefícios na cannabis.

Além destes casos extremos, Greta acha que a cannabis é uma parte do bem-estar geral para muitos. Ela já atendeu 40 mil pacientes em suas clínicas especializadas e pôde concluir que a idade média dos pacientes aumenta cada vez mais. “A população mais idosa que vem aqui relata que toma mais de 14 tipos de medicamentos (e alguns deles são remédios para compensar os efeitos colaterais dos outros remédios). Em um ano após a incorporação da cannabis, eles voltam e estão em 2 ou 3 medicamentos, desfrutando de uma melhor qualidade de vida. Aqueles que têm sofrido com o vício em analgésicos usam cannabis para gerir a sua dor e param de tomar seus remédios. As histórias não acabam mais”, relata.

Os opositores da maconha medicinal argumentam que ela é muito perigosa para se utilizada (embora os argumentos pareçam estar mais associados aos efeitos do tabagismo em vez da maconha em geral ou de administrá-la de outras formas), que a maconha é viciante e que as drogas legais tornam a maconha desnecessária.

Os profissionais de saúde, pesquisadores e legisladores em ambos os lados do debate continuam a discutir os prós e contras do uso da droga. Como sempre, “mais pesquisas são recomendadas”. No caso da maconha, contudo, nós realmente precisamos de mais pesquisas – e mais pesquisas de qualidade – para que essa discussão possa ser sustentada com mais do que dogmas.

Refrigerante zero nunca mais: pesquisadores descobrem mais um problema para a saúde que eles causam

Pessoas mais velhas que bebem refrigerante diet podem ter maiores aumentos no tamanho da cintura do que aqueles que não têm esse hábito, é o que diz um novo estudo feito nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que o aumento médio da circunferência da cintura entre as pessoas do estudo que beberam refrigerante diet todos os dias foi mais do que o triplo das pessoas que não bebem refrigerante diet. Entre as pessoas que bebiam refrigerante diet apenas ocasionalmente, o aumento foi mais que o dobro dos que não bebiam.

“Quanto mais as pessoas bebiam refrigerantes diet, mais suas cinturas expandiam”, alerta a autora do estudo, Sharon Fowler, pesquisadora do Centro de Ciëncias da Sa[ude da Universidade do Texas.


Durante o estudo, que durou nove anos, o tamanho da cintura das pessoas que não bebiam qualquer tipo de refrigerante aumentou uma média de 2,18 centímetros. O aumento médio foi de 4,65 centímetros entre aqueles que bebiam refrigerante diet ocasionalmente, e 8,03 centímetros entre aqueles que bebiam diariamente.

Os pesquisadores acompanharam um total de 749 americanos com origens mexicanas ou europeias que tinham 65 anos ou mais quando o estudo começou. Eles perguntaram sobre sua ingestão de refrigerante diet e mediram a circunferência da cintura, altura e peso quando o estudo começou e em três outros momentos.

O aumento da gordura na barriga, que geralmente é a causa do aumento da circunferência da cintura, pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares e outros problemas de saúde. O novo estudo se junta a um grande número de pesquisas sobre os efeitos potencialmente prejudiciais do refrigerante diet para a saúde humana. Em um estudo apresentado em 2011 na Conferência Internacional do Derrame, da Associação Americana de Derrame, em Los Angeles, os pesquisadores descobriram que as pessoas que bebem refrigerante diet todos os dias podem ter um risco aumentado de acidente vascular cerebral e ataque cardíaco. Em outro estudo, publicado em 2012, os pesquisadores também encontraram uma ligação entre o consumo diário de refrigerante diet e acidentes vasculares cerebrais e ataques cardíacos.

Além disso, os autores de um estudo apresentado na Academia Americana de Neurologia em 2013 encontraram uma ligação entre o consumo de refrigerante diet diariamente e um risco maior de depressão.

No novo estudo, os pesquisadores disseram que não está claro exatamente por que beber refrigerante diet pode estar ligado a um aumento na circunferência da cintura. Mas pode ter algo a ver com os adoçantes usados ​​em refrigerantes diet, e a forma como eles podem afetar a regulação do consumo de alimentos, afirma Fowler.

Por exemplo, em um estudo com ratos que foram expostos no útero a níveis elevados de um destes adoçantes, o aspartame, os investigadores descobriram que ele causou lesões nas regiões do cérebro que normalmente recebem o sinal para “parar de comer”. Como resultado, os ratos tiveram mais gordura abdominal quando cresceram. Adoçantes utilizados em refrigerantes diet podem ter um efeito semelhante nas pessoas, embora mais pesquisas sejam necessárias para verificar se este é o caso.

Fowler sugeriu que as pessoas usem estratégias para reduzir ou parar de beber refrigerante diet, considerando seus potenciais efeitos negativos na saúde.

“Quanto mais as pessoas puderem tentar imitar algumas das coisas que amam em refrigerantes diet com outras coisas que sejam saudáveis, melhor”, sugere Fowler.

Por exemplo, se alguém gosta da doçura de um refrigerante diet, comer algumas frutas doces junto com um pouco de água normal ou com gás pode ser um bom substituto, diz Fowler. Para os amantes da cafeína, substituir o refrigerante diet por café ou chá pode funcionar.

Os antidepressivos mais populares são baseados em uma teoria antiquada


Você já deve conhecer medicamentos antidepressivos populares como Zoloft ou Prozac. Pesquisas mostraram que estes fármacos podem funcionar em alguns pacientes, mas não em todos.

Isso, em parte, se deve ao fato de que eles agem baseados em uma teoria para explicar a depressão antiquada chamada de “teoria do desequilíbrio químico”, que é incompleta, na melhor das hipóteses.


Os pesquisadores e cientistas agora sabem que a depressão simplesmente não pode ser atribuída somente aos baixos níveis de serotonina no cérebro.
Doenças mentais e tratamento farmacêutico

Antes de entrarmos na questão da depressão, é preciso contextualizar como medicamentos para doenças mentais começaram a ser fabricados.

Na década de 1950, a psiquiatria era um campo em transição. Acreditava-se que as doenças mentais eram o resultado direto da circunstância social e muitos médicos contavam apenas com a terapia da conversa para tratar seus pacientes. As poucas terapias medicamentosas que existiam eram raramente adequadas para o tratamento de determinadas doenças. Morfina e ópio foram por vezes utilizados para tratar a depressão, enquanto a terapia de choque com insulina foi usada em pacientes esquizofrênicos não cooperativos para colocá-los em coma.

Até o final da década de 1950, clorpromazina, um novo medicamento psiquiátrico, tornou-se o tratamento de escolha para a esquizofrenia. Clorpromazina simplificou o problema de manter pacientes agressivos calmos e dóceis, ao evitar a necessidade do coma.

Durante os anos 1960, os pesquisadores confirmaram que neurotransmissores, como a dopamina ou serotonina, serviam como sinais químicos que permitiam que os neurônios se comunicassem, o que sustenta grande parte da função do cérebro. Logo, os cientistas descobriram que a clorpromazina inibia os receptores de dopamina nos ratos, bloqueando os efeitos normais da substância e, potencialmente, explicando os seus efeitos sedativos em seres humanos.
Manipulação química de neurotransmissores

Drogas similares foram então desenvolvidas na premissa de que a dopamina excessiva no cérebro poderia ser responsável por alguns aspectos da esquizofrenia. Estes fármacos demonstraram rapidamente que a manipulação química de neurotransmissores poderia ser eficaz no tratamento de perturbações mentais.

Pulando para meados do século 20, os pesquisadores começaram a ficar ansiosos para desenvolver terapias de droga para transtornos mentais mais comuns, como a depressão. Haviam relatos de alterações de humor em pacientes que tomavam vários medicamentos para doenças não psiquiátricas. Iproniazida, usada para tratar a tuberculose, parecia melhorar o humor dos pacientes, enquanto a reserpina, originalmente usada para controlar a pressão arterial alta, parecia imitar a depressão.

Efeitos documentados da clorpromazina sobre os receptores de dopamina levantaram a possibilidade de que a iproniazida e a reserpina poderiam influenciar o humor através de seus efeitos sobre neurotransmissores. E este pareceu mesmo ser o caso. Iproniazida aumentava os níveis de serotonina no cérebro, enquanto a reserpina diminuía esses mesmos níveis.

Isso tudo sugeria que baixos níveis de serotonina podiam ser os responsáveis por sintomas de depressão, e que aumentar esses níveis poderia aliviar esses sintomas. Em outras palavras, os estudos indicavam que a depressão podia ser devida a um desequilíbrio químico no cérebro, e que este desequilíbrio poderia ser corrigido através da utilização específica de fármacos adequados.
Causa x efeito

Com base em estudos com roedores, os pesquisadores poderiam razoavelmente supor que as drogas aumentavam seus níveis de serotonina. O que eles não podiam assumir era que um aumento nos níveis de serotonina seria um benefício para as pessoas que sofriam de depressão.

E, no entanto, pelo menos para alguns pacientes, os efeitos terapêuticos dessas drogas eram inegáveis.

Mas havia ainda um problema: esses antidepressivos iniciais causavam efeitos colaterais graves, e os psiquiatras estavam céticos de que os pacientes estariam dispostos a tomá-los. Ainda assim, as empresas farmacêuticas viram uma grande oportunidade lucrativa e foram atrás de uma droga que pudesse aumentar os níveis de serotonina sem causar efeitos colaterais graves.
Entra Prozac e Zoloft

No início de 1970, surgiram drogas como a fluoxetina (Prozac) e a sertralina (Zoloft). Estes compostos eram parte de uma nova classe de antidepressivos, chamados inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), que elevavam os níveis de serotonina no cérebro, evitando que os neurônios reciclassem a serotonina que já tinha sido liberada.

Demorou cerca de 20 anos para os primeiros ISRS passarem por testes clínicos e receberem aprovação para serem comercializados. Psiquiatras e empresas farmacêuticas ficaram felizes em alardear uma explicação biológica para a depressão (baixos níveis de serotonina), e um remédio relativamente seguro para combater isso.

Mas os que estão familiarizados com a depressão sabem que muitas vezes ela pode resistir a esse tratamento. Nem todas as pessoas confrontadas com a doença podem ser ajudadas por antidepressivos destinados a “corrigir” um suposto déficit de serotonina – um fato que ressalta a insuficiência da teoria do desequilíbrio químico, bem como a complexidade da depressão, em geral.
Por que não podemos provar a teoria do desequilíbrio químico

Para começar, é impossível medir diretamente os níveis de serotonina no cérebro de seres humanos. Você não pode colher uma amostra de tecido cerebral humano sem destruí-la. Uma maneira de tentar medir esses níveis envolve a medição dos níveis de um metabólito da serotonina, 5-HIAA, no líquido cefalorraquidiano, que só pode ser obtido com uma punção lombar.

Um punhado de estudos da década de 1980 concluíram que os remédios diminuíam ligeiramente o 5-HIAA em pacientes deprimidos e suicidas, enquanto que estudos posteriores têm produzido resultados conflitantes sobre se os ISRS diminuem ou aumentam os níveis de 5-HIAA. O fato é que não há evidência direta de uma depressão subjacente a um desequilíbrio químico.

Sem contar que muitas outras drogas que não funcionam do mesmo jeito existem para tratar a depressão. Tianeptina faz exatamente o oposto dos ISRS – aumenta a recaptação da serotonina. Wellbutrin é outro antidepressivo que não aumenta os níveis de serotonina.
E ainda uma recente meta-análise realizada por pesquisadores liderados pelo psicólogo Paul Andrews da Universidade McMaster (Canadá) revelou que, em roedores, a depressão foi associada geralmente com elevados níveis de serotonina. Andrews afirma que a depressão é, portanto, um distúrbio de muita serotonina.

Os problemas dessa teoria não acabam aí. Se baixos níveis de serotonina fossem mesmo responsáveis por sintomas de depressão, é lógico que o aumento dos níveis de serotonina deveria aliviar os sintomas mais ou menos imediatamente. Só que, na realidade, os antidepressivos podem levar mais de um mês para entrar em vigor.
A complexidade da depressão

A verdade é ambígua: diferentes experiências têm demonstrado que ou a ativação ou o bloqueio de determinados receptores de serotonina melhoram ou pioram os sintomas de depressão de forma imprevisível.

No geral, os cientistas descobriram que a magnitude do benefício da medicação antidepressiva em comparação com placebo aumenta com a gravidade dos sintomas de depressão, mas esse benefício pode ser mínimo ou inexistente em pacientes com sintomas leves ou moderados.

A conclusão é que ampla gama dos sintomas de depressão pode estar ligada a fatores inumeráveis que se sobrepõem, de vulnerabilidade genética a deficiência de certos neurotransmissores a perturbações nos ritmos circadianos a fatores que podem alterar a sobrevivência e crescimento dos neurônios.

Também é óbvio que o estresse psicológico pode causar depressão. Isso não quer dizer que as bases sociais da depressão são totalmente diferentes das suas respectivas variáveis biológicas. A dicotomia de explicar a depressão ou como biológica ou como psicológica é falsa.
No futuro

Ficou claro que só se preocupar com a serotonina não cura a depressão. Mas os especialistas creem que várias terapias novas poderiam ganhar credibilidade nos próximos anos.

A ketamina, por exemplo, é uma esperança, mas deve ser administrada em intervalos regulares; a estimulação magnética transcraniana, em que ímãs são utilizados para manipular de forma não invasiva a atividade do cérebro, e a terapia da vigília, em que os pacientes são mantidos acordados por períodos prolongados, são outras duas opções baseadas em evidência científica.

No futuro, podemos até ver psicodélicos retornarem à clínica psiquiátrica; um número de compostos psicodélicos – incluindo a psilocibina, alucinógeno encontrado em cogumelos – mostraram-se promissores como antidepressivos nos últimos anos, um fato que tem levado muitos a pedir um fim à proibição da investigação de drogas psicoativas. 

[io9]

Alcoolismo tira 7,6 anos de sua vida e pode te deixar propenso a 27 outras doenças

Um estudo observacional da Inglaterra, que se estendeu por um período de 12,5 anos, descobriu que pacientes alcoólatras internados, em comparação com outros pacientes de vários hospitais, tem em média 7,6 anos a menos de vida.

Os pesquisadores analisaram as doenças físicas de 23.371 pacientes de hospitais com dependência de álcool na cidade inglesa de Manchester, e compararam esses dados com os de um grupo de 233.710 pacientes sem alcoolismo selecionados aleatoriamente.


“Durante o período de observação, cerca de um em cada cinco pacientes com alcoolismo morreu, enquanto apenas um em cada doze pacientes do grupo controle morreu”, disse o Dr. Reinhard Heun, do Hospital Royal Derby, na Inglaterra.
27 doenças concomitantes

Além disso, um total de 27 doenças físicas ocorreram mais frequentemente em pacientes com dependência de álcool, no geral doenças no fígado, pâncreas, vias respiratórias, trato gastrointestinal e sistema nervoso.

Em contraste, ataques cardíacos, doença cardiovascular e cataratas foram algumas das doenças que apareceram menos frequentemente em pacientes com o alcoolismo.

Mas isso pode ser devido a uma falta de documentação de certas condições. Os pacientes com problemas de dependência são frequentemente internados em hospitais como casos de emergência. Sendo assim, no momento do diagnóstico, é dada prioridade aos sintomas agudos – o que pode contribuir para o fato de que nem todas as doenças físicas são registradas.
Verdade verdadeira

Segundo os pesquisadores, o grande número de pacientes incluídos no estudo e o grupo de controle global permitiram uma avaliação sofisticada do peso do alcoolismo na expectativa de vida.

“Os resultados são de hospitais gerais em Manchester, no entanto eles são representativos por causa das grandes quantidades de amostras aleatórias e podem, portanto, ser transferidos para outros hospitais gerais em outros países”, disse o Dr. Dieter Schoepf, do Hospital da Universidade de Bonn.

Leia isso antes de julgar uma pessoa com depressão

Depressão é uma coisa estranha. Isso todo mundo entende certo.

Mas existem alguns outros detalhes sobre a doença, conhecida como “o mal do século”, que são difíceis de explicar. Não custa tentar, no entanto. Veja alguns fatos que você provavelmente não entende sobre a condição:
5. Pessoas deprimidas estão constantemente tristes e sozinhas

Aquele estereótipo de pessoa com depressão não corresponde à realidade. Se você não sabe de qual estereótipo eu estou falando, faça uma busca no Google Imagens por “depressão”.


Claro que ALGUMAS pessoas ficam assim, mas isso não é uma realidade para todos os casos.

Apesar de vermos vários exemplos na cultura pop, a depressão não é um desfile constante de destruição e desespero. Essa é uma das razões pelas quais as pessoas têm tanta dificuldade em perceber que seu amigo está deprimido. As pessoas ficam se questionando: como ela poderia estar deprimida se semana passada mesmo tocou o terror!?

As pessoas, muitas vezes, se sentem no seu melhor quando estão socializando, porque os problemas da vida ficam escondidos lá no fundo. Mas quando você está sozinho, enrolado em uma bola de medo e pânico como um gatinho, a depressão ataca pra valer. Seus amigos não estão lá para ver você sim. Na verdade, ninguém está. É só você com você mesmo, e você não quer falar com ninguém sobre isso, porque seu cérebro está dizendo ninguém está nem aí para você.

Variações

Mesmo quando uma pessoa com depressão está fazendo tratamento, haverá momentos em que ela vai se sentir bem consigo mesma, mas extremamente triste com os amigos. Seu humor quase parece ser aleatório, como se seu cérebro estivesse jogando roleta com suas emoções.

Tem dias que a pessoa acorda querendo conquistar o mundo e fazer 300 mil coisas, mas também tem dias que ela só quer ficar deitada, sem falar com ninguém. Também existem aqueles dias que a pessoa deprimida não quer fazer nada além de comer e/ou se masturbar.

O ponto é que, quando você está deprimido, você está em uma batalha constante com o seu cérebro para assumir o controle de sua vida. Claro que a pessoa pode ganhar, mas precisa primeiro saber que essa luta está acontecendo.

E essa batalha pode durar a vida inteira.
4. Depressão significa apenas ser triste

Quando você ouve que alguém está deprimido, você entende que essa pessoa está triste. Mas essa não é a única emoção ligada a doença.

Algumas pessoas acabam com uma espécie de gatilho de raiva – tipo o do Hulk – e vão aos extremos. Isso pode acabar afetando muito mais quem convive com o depressivo do que ele mesmo.

Por exemplo: uma maneira de se sentir melhor com si mesmo é fazer com que outras pessoas se sintam como uma merda. Então um bom ataque seria contar ao filho do seu vizinho que suas pinturas parecem que foram feitas por um chimpanzé tetraplégico.

Claro, a pessoa ainda está deprimida ao fazer isso, mas pelo menos não se sente como um imbecil que não pode nem pintar umas vaquinha simples.

Isto é especialmente problemático, porque os amigos e familiares vão estar menos entusiasmados em estender a mão para alguém que poderia morder e arrancar ela fora.

Sintomas contraditórios são parte do que torna a depressão difícil de ser detectada.

A pessoa pode ter dificuldade em adormecer ou pode dormir demais, e de qualquer forma pode não perceber que essas coisas fazem parte de um problema maior.

É normal uma pessoa deprimida querer dormir o dia inteiro, perder muito peso ou engordar demais. Alguns podem também ter dificuldade em lembrar as coisas, ou de se concentrar. Machucar a si mesmo também não é incomum. Mas, como eu disse, todas essas coisas variam de pessoa para pessoa.

E, claro, todos estes “pequenos” problemas se somam para criar novos problemas – por exemplo, é difícil ficar motivado para cuidar de todas as suas tarefas rotineiras do dia-a-dia.

Quando você está triste, cansado e faltam nutrientes, as dificuldades só vão se multiplicando. Para ajudar, ainda há o desejo sexual reduzido.

Os efeitos colaterais sexuais afetam muitas pessoas deprimidas. Se você está em um relacionamento e não pode soltar fogos e dar piruetas, o parceiro pode ficar insatisfeito ou preocupado demais. E então aparece uma outra preocupação recorrente: estar fazendo o parceiro infeliz. E daí a pessoa fica infeliz também. E tudo se torna uma grande bola de neve.

Cada caso é um caso

Ter a libido derretendo como um picolé ao sol não é um efeito colateral garantido. Um estudo descobriu que algumas mulheres deprimidas têm mais vontade de sexo, porque estão usando a diversão de orgasmos para lutar contra outros sintomas de depressão.
3. Antidepressivos não funcionam

Por favor, pare de acreditar em uma bobagem dessas.

Todos já ouviram falar que os antidepressivos são placebo. Água que até passarinho pode beber. Essa informação geralmente é acompanhada por uma estatística assustadora que diz que mais pessoas nos Estados Unidos estão tomando mais antidepressivos do que a água, ou um comentário sobre como nos bons velhos tempos as pessoas não precisavam ficar empurrando pílulas goela abaixo.

Você pode ver esse show de ignorância até na cultura pop. Garden State, por exemplo, é um filme sobre um homem cuja vida melhora depois que ele para de tomar seus medicamentos prescritos, e todos nós sabemos que Hollywood nunca mentiria para nós. Certo?

Em primeiro lugar, as taxas de depressão estão subindo porque estamos ficando melhor em diagnosticá-la. É a mesma razão pela qual muito mais pessoas foram identificadas como deficientes mentais após as pessoas pararem de achar que um burro chutou na cabeça deles quando criança.

É verdade que, em alguns casos, os antidepressivos não são eficazes. Isso porque o cérebro humano é extremamente complicado, e nós não sabemos muito mais sobre ele do que sabemos sobre o resto do universo.

Você está tentando consertar um computador biológico, e é ÓBVIO que o mesmo tratamento não vai funcionar para todos os pacientes.

Mas da mesma forma que para algumas pessoas antidepressivos não ajudam em absolutamente nada, é irresponsável afirmar o contrário e generalizar seus efeitos. É a mesma coisa que dizer que porque o rastreamento do câncer não tem uma taxa efetiva de 100%, não há nenhum motivo para checar as pessoas por câncer.

Polêmica

A ciência por trás dos antidepressivos é complicada, fortemente debatida e mal compreendida. Mas a verdadeira questão é que as pessoas não entendem qual é a verdadeira finalidade dos antidepressivos em um tratamento.

Eles não são drogas mágicas manipuladas para que o paciente se sinta bem da noite pro dia. Ele não vai simplesmente limpar todos os problemas a tempo de você ganhar um grande jogo; eles são uma parte de um tratamento multifacetado.

Essa parte é longa e tediosa. E digo mais: pode levar meses de experimentação para determinar que tipo de droga ou drogas e quais dosagens são apropriadas para cada pessoa. Porque, mais uma vez, os cérebros são difíceis. O ideal é que os pacientes não desistam muito rápido de tomar seus remédios, afinal, semanas podem ser necessárias para que eles realmente façam a diferença.

O ponto do antidepressivos não é resolver todos os seus problemas; mas sim evitar que você se sinta sobrecarregado para que você possa resolvê-los sozinho.
2. Pessoas deprimidas só precisam sair dessa

Muita gente acha que esse problema se resolve em um piscar de olhos.

Geralmente são as mesmas pessoas que argumentam que os antidepressivos não funcionam e também adoram dizer que a doença mental é uma nova “modinha”, como quadradinho de oito, de alguma forma menos triste.

Algumas pessoas ainda têm coragem de dizer que é legal estar deprimido, porque você pode agir como uma pessoa infeliz o tempo todo. É tipo um aval para ser um idiota insuportável.

Isso de “querer” ficar deprimido é o que alguns chamam de “autocapacitação” e não significa absolutamente nada. O problema maior é que isso leva a um raciocínio estranho. As pessoas pensam, “se alguém QUER ficar deprimido e dá a entender que de fato FICA deprimido, quem está deprimido é SÓ QUERER sarar! Por que eu não pensei nisso antes?”.

Só que não

Algumas publicações que se dizem especializadas argumentam que as pessoas deprimidas devem combater seus problemas com uma atitude estoica e boa oração à moda antiga, em vez de desperdiçar valiosos reais em coisas estúpidas como “tratamento”.

Antes de acreditar nessas publicações, tenha cuidado. A mensagem principal desse tipo de informação é a de que “a depressão é uma mentira”, por isso, se você tem isso, a culpa só pode ser sua. Claro que isso é exatamente o que uma pessoa com uma doença mental tem necessidade de ouvir: que o problema que está baixando a sua qualidade de vida é um imaginário autoprovocado. Não, né?

As doenças mentais são fortemente estigmatizadas, e não é preciso muito para colocar alguém que já está se sentindo irracionalmente constrangido ainda mais para baixo. Então, não seja aquele cara que acha que a pessoa pode “sair dessa sozinha”. Embora uma atitude positiva possa ajudar (certamente não vai piorar nada), é preciso ter paciência e seguir um tratamento verdadeiro (como medicamentos e terapia) para superar uma doença tão complexa como a depressão.
1. Só Mulheres e pessoas velhas ficam deprimidas

Os homens enfrentam um estigma quando se trata de admitir problemas de saúde mental.

Mas não se preocupe, eles podem estar apenas tristes porque muitas mulheres agora estão ganhando mais dinheiro do que eles. E isso é apenas um carma por todos aqueles anos que mantiveram as mulheres para baixo, em um papel menor e submisso. Então, não fiquemos com dó.

É preciso ser um tipo especial de estúpido para argumentar que um estigma não existe por perpetuá-lo, mas vamos lá.

É verdade que as mulheres são duas vezes mais propensas que os homens a serem diagnosticadas com depressão, mas isso não é porque os comediantes estavam certos o tempo todo sobre seus cérebros que trabalham de forma diferente.

A teoria mais comum é que os fatores sociais desencorajam os homens de procurar ajuda. A maioria acredita e aceita que os homens não devem sofrer de problemas emocionais como uma garota estúpida e insegura – se eles estão se sentindo para baixo, eles devem caminhar para o deserto e atirar em alguma coisa. Ou gritar com alguém. Ou fazer um churrasco e beber uma cerveja.

Homens que falam sobre seus sentimentos são basicamente bichanos gigantes.

Assim, enquanto a maioria das mulheres estão recebendo tratamento e apoio, os homens são propensos a lidar com os seus problemas através de abuso de substâncias, crises de violência (lembra como isso é um dos sintomas?), e prática de suicídio.

É bem possível que as mulheres ainda sejam mais suscetíveis à depressão – a própria natureza do problema faz com que seja difícil obter estatísticas precisas, bem como o mundo ainda não produziu um estudo preciso sobre o tamanho médio do pênis. É um assunto muito pessoal e difícil de ser atingido, até para a ciência.

Mas pensar que a metade da população é imune à depressão com base em sua genitália é um pouco diferente de pensar que a metade da população é imune ao câncer de próstata.

Adolescentes também escondem depressão

Adolescentes enfrentam seus próprios problemas quando se trata de saúde mental, porque quando as pessoas ouvem um adolescente dizer que está deprimido, eles assumem que é porque a professora de matemática deu uma prova muito difícil ou passou muitos trabalhos.

Mas, enquanto alguns que sofrem de depressão na adolescência se resolvem com uma dose diária de 2 ou 3 maus poemas e cinco porções de Linkin Park, os outros casos são tão graves como o que os adultos enfrentam. Só que os adolescentes são hesitantes em procurar tratamento, porque falsamente supõem que haverão muitos obstáculos.

Talvez eles também estejam preocupados que não serão levados a sério ou que a internet irá chamá-los de “emos”, ou talvez eles não queiram dizer a seus pais sobre isso.

Ou talvez seus cérebros irão simplesmente convencê-los de que não vale a pena o esforço. Lembre-se, muitos deles estão passando por isso pela primeira vez em suas vidas. Para eles, este sentimento é apenas mais uma parte da vida, como lidar com o desejo insaciável por sexo.

Fato é que existem sim dias em que você vai se sentir o maior lixo já produzido pela humanidade. E isso não quer dizer que você está com depressão. Mas, se essa sensação persistir a ponto de ser a única coisa que você pensa sobre si mesmo a TODO MOMENTO, talvez seja hora de respirar fundo e procurar ajuda especializada.
 [cracked]

Como programar sua mente para parar de comprar o que você não precisa.


Todos nós compramos coisas de vez em quando que na verdade não precisamos. Não há problema em apelar para os seus desejos, desde que você esteja no controle. Mas se você compra por impulso e sente um remorso doloroso depois, talvez seja melhor tomar uma atitude para mudar esse comportamento.
Como parar de comprar feito um louco?

Momento “confissões de uma consumista curada”: você precisa colocar sua cabeça no lugar antes mesmo de PENSAR em colocar seu pé em uma loja. A boa notícia é que é possível, funciona e o mundo vai ser bem melhor quando você aprender a fazer isso.

1. Entenda como o seu próprio cérebro trabalha contra você

Pode não ser nenhuma surpresa para você saber que as lojas usam todos os tipos de truques para que você deixe todo seu dinheiro lá, e seu cérebro cai feito um patinho.

Através de truques psicológicos, as lojas são projetadas a partir do zero para aumentar os gastos. Entre os mais manjados, estão:

A) Cor: lojas não só usam cores para fazer produtos serem mais atraentes, como também usam cores nas etiquetas de preço. O vermelho se destaca por incentivar a tomada de decisões. Por isso, ele é comumente usando em publicidade durante liquidações. Então, quando você vir o vermelho, lembre-se: eles estão tentando fazer sua cabeça para comprar alguma coisa.

B) Ilhas de produtos: lojas forçam você a caminhar ao redor de coisas que você não precisa para encontrar as coisas que você está realmente procurando. Todo mundo já caiu uma vez na vida nesse truque. Para fugir dele, contudo, é muito simples: tenha uma lista do que você precisa antes de ir ao mercado. E quando chegar lá, vá direto ao ponto.

C) O “fator de toque”: algumas lojas colocam itens que eles querem vender em locais de fácil acesso para incentivá-lo a tocá-los. Não faça isso! Assim que você pega em alguma coisa, você fica mais propenso a comprá-la porque a sua mente de repente toma posse do objeto.Então, preste atenção e NÃO PEGUE nas coisas ou brinque com itens em exibição.

D) Aromas e sons: você provavelmente vai ouvir clássicos, ou músicas alegres quando estiver dentro de em uma loja. E isso não é por acaso! A música alto astral te deixa feliz e animado, enquanto as músicas familiares fazem com que você se sinta confortável. Cheiros agradáveis também deixam sua mente à vontade. Afinal, a mente feliz, confortável e à vontade é uma combinação perigosa para o seu cérebro quando você está fazendo compras. Não há muito que você possa fazer para evitar isso, a menos que você faça compras online, mas, de qualquer forma, é bom estar ciente de que nosso cérebro está mesmo trabalhando contra o nosso bolso.
2. Faça uma lista de tudo que você tem e desapegue de algumas coisas

Agora que você sabe com o que está lidando, é hora de começar a mudar a sua maneira de pensar. Antes que você possa parar de comprar porcarias que não precisa, é preciso ensinar ao seu cérebro o que é uma porcaria que você não precisa.

O primeiro passo é fazer uma lista de cada coisa que você possui. Cada. Única. COISA. Isto pode parecer extremo, mas você precisa coletar seus dados para que possa começar a reprogramar sua mente. Quando você começar a se encher de anotar, já vai perceber que tem um monte de coisa inútil.

Depois, coloque toda a sua honestidade para trabalhar e separe as coisas em dois grupos:

A) Necessidade: isso é absolutamente necessário para sobreviver no dia-a-dia.

B) Às vezes eu preciso: você não precisa deste item todos os dias, mas os usa eventualmente.

C) Desejo: você comprou este item porque você queria, não porque você precisava.

D) Porcaria: você não tem uma boa razão para ter aquilo (ou seja, você não precisa daquilo).

O próximo passo é ir além no autoquestionamento. Pergunte-se:
Quando foi a última vez que eu usei isso?
Quando eu vou usar isso de novo?
Será que isso fica bom em mim?

Lembre-se de ser honesto. Não há nada de errado em manter as coisas que você queria. Bens materiais podem em certas ocasiões trazer felicidade a muitas pessoas, mas certifique-se que os itens em sua lista de “Desejo” realmente proporcionam alguma alegria quando estão em uso. Se um item não é muito usado ou não faz você feliz, desapega.

3. Veja quanto dinheiro e tempo que você gastou nas coisas que jogou fora

Depois que você tiver uma pilha bem grande classificada como “Porcaria”, comece a calcular o quanto você gastou com tudo isso. Costuma ser um choque e tanto.
4. Liste cada coisa não material em sua vida que te faz feliz

Agora é hora de fazer uma lista diferente. Enquanto itens materiais podem trazer muita alegria, ao fazer essa lista você vai se lembrar como as coisas em sua vida que fazem você mais feliz provavelmente não podem ser compradas.

Pegue um pedaço de papel e comece listar tudo em sua vida que te faz feliz. Se você não puder comprar, é elegível para a lista. Não importa se só faz você abrir um sorriso ou se faz você pular de alegria. Coloque tudo na lista.

Estas são provavelmente as coisas que realmente fazem você querer sair da cama de manhã e seguir em frente.
5. Passe algum tempo longe das coisas materiais para ganhar uma nova perspectiva sobre elas

Se você está tendo um momento muito difícil com seus gastos, isso pode ter um lado bom: esse momento pode ajudar você a ficar longe de objetos materiais completamente.

Porque quando você está constantemente rodeado de coisas e pode comprá-las a qualquer momento, pode ser muito difícil quebrar esse hábito. Mas, mesmo assim, vale tentar passar um dia no parque apreciando as vistas e os sons da natureza, ou ir acampar com alguns amigos, ou caminhar uma trilha você não tenha ido antes.

Essencialmente, a ideia disso é mostrar a si mesmo que você não precisa de “coisas” para se divertir. Quando você percebe o quanto você pode se divertir sem todas as bugigangas, você vai começar a desligar seu desejo de comprá-las.
6. Desenvolva um desconfiômetro e pergunte-se o tempo todo “EU DEVO MESMO COMPRAR ISSO?”

Quando você encontrar um item que você acha que precisa ou quer MUITO, ele tem que passar por todas as perguntas a seguir antes de comprá-lo. São elas:
Esta será uma compra planejada?
Será que isso vai acabar na lista “porcaria” um dia?
Onde é que eu vou colocar isso?
Isso está de acordo com o meu orçamento?
Por que eu quero / preciso disso?

Personalize seu teste para incluir todos os seus pontos fracos. Se você faz um monte de compras por impulso, por exemplo, inclua questões que abordam isso. Seja minucioso e construa um questionário que você pode executar através de sua mente cada vez que você pensar em comprar algo.
O caminho para uma vida menos consumista

A chave está em ensinar seu cérebro que não há problema em esperar por uma gratificação. Você pode fazer isso simplesmente esperando para ver se a vontade de comprar passa.

Planejar suas compras com antecedência também é bom, por isso quanto mais tempo você puder adiar, melhor.

Você também pode evitar compras por impulso em lojas virtuais bloqueando sites de compras durante períodos de tempo em que você sabe que está mais vulnerável, ou removendo todo o seu cartão de crédito salvo ou informações de sites como Paypal.
Fatores negativos

Tente não comprar coisas quando você está com fome, irritado ou cansado, porque você está em seu estado mais fraco mentalmente.
Como parar de se importar com o que as pessoas pensam?
Pratique a “”substituição artificial”

A substituição artificial pode acontecer quando você começa a reduzir o tempo que gasta com os seus principais interesses. Porque quanto menos você tem esse tempo, mais você espera por ele.

E o que acontece? Você começa a substituir.

Quando você não tem a oportunidade de se sentar por uma hora ou até mesmo por meia hora e realmente se perder em um livro, por exemplo, você começa a procurar uma maneira alternativa para preencher as pequenas fatias de tempo que tem. E aí você começa a gastar dinheiro.

Você provavelmente tem coisas em sua vida que proporcionam muita satisfação, por isso não se permita substituí-las por compras por impulso. Esse é o caminho mais fácil, mas não é o caminho mais feliz.
7. Transforme o dinheiro que você economiza em mais dinheiro

Uma vez que você já programou sua mente para parar de comprar porcarias que não precisa, você vai ter algum dinheiro extra. Agora você gostou né? Mas a verdade é que isso é matemática básica. Pegue todo esse dinheiro e comece a colocá-lo no seu futuro e nas coisas que você vai precisar a médio e longo prazo. Você pode precisar de uma casa, um carro ou uma maneira de se aposentar confortavelmente, mas nada disso pode acontecer até que você comece a se planejar para isso.

Comece pagando as dívidas que você já tem. Quite os cartões de crédito, empréstimos e essas coisas todas. Com seus débitos reduzidos, uma boa ideia é começar um fundo de emergência.

Não importa quão bem você planeje as coisas, acidentes e emergências de saúde acontecem. Um fundo de emergência é projetado para fazer esses tipos de eventos mais gerenciáveis.

Todo o dinheiro que você não está gastando em porcaria pode ser guardado, investido e usado para te dar conforto e segurança. Se você não sabe por onde começar, fale com um planejador financeiro.

Seu dinheiro é valioso demais para ser desperdiçado com um monte de coisa que você não precisa.