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domingo, 7 de junho de 2015

09/06 -- Dia do Tenista

09/06 -- Dia do Tenista


Dia do Tenista
Poucos sabem, mas no dia 9 de junho, comemora-se uma data muito especial de um dos esportes que mais cresce no país: o Dia do Tenista. Profissional de um esporte considerado 'elitista', o tenista só foi se tornar uma profissão, de fato, em meados da década de 60, quando o esporte já havia se disseminado pelo mundo.
Desembarcado no Brasil no mesmo período em que o futebol, o tênis atualmente está em todos os cantos do país. De acordo com pesquisa recente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), o esporte possui cerca de 2 milhões de praticantes e 370 torneios por ano. Entre esses atletas, 33.675 são jogadores registrados na Confederação, ou seja, apenas 1,68% dos 
praticantes são jogadores profissionais. Apesar do baixo número de profissionais em relação aos praticantes, o tênis é hoje o quarto esporte favorito entre os brasileiros e o segundo mais transmitido no país.

Em Rio Preto, um dos principais nomes e incentivadores do tênis é Thiago Alves. Com 30 anos, o tenista possui no currículo títulos como o Aberto de São Paulo, de 2008 e 2012, e o Challenger de Guadalajara 2012, além de ter enfrentado o suíço Roger Federer na segunda rodada do US Open de 2008. O rio-pretense ainda pode se gabar de ter participado do Masters 1000 de Indian Wells, um dos principais torneios de tênis do mundo.
Atual número 6 do Brasil, Alves começou sua carreira aos 6 anos de idade e se profissionalizou com 18, em 2000. 'Revelado' pelo Palestra Esporte Clube, o atual atleta do Harmonia Tênis Clube (clube que sediou a Copa Davis este ano) contou que seu início no esporte não foi nada fácil, mas que com o apoio dos pais, conseguiu levar para frente o sonho de se tornar um tenista profissional. "Comecei a acompanhar o meu pai com 5 anos e peguei gosto no esporte. O início de carreira é sempre difícil, mas com o apoio da família, tudo fica mais fácil. Se a pessoa tiver determinação e foco, vai ser vitoriosa no futuro", contou Thiago, através de sua assessoria de imprensa.
Na cidade-berço de Thiago Alves, opções de locais para a prática do tênis não faltam. Clubes como o Harmonia, Monte Líbano, Palestra e Automóvel Clube oferecem várias quadras e professores para auxiliar os interessados a 
iniciar no esporte. Porém, vai aí um aviso: por ainda ser um esporte considerado 'elitista', os preços para o 'kit' completo de um tenista, sem incluir o vestuário e as aulas, não são baratos e variam de R$ 900 à R$ 4.000. Levando em conta que um 'kit' completo englobe raquete, bolinhas, cordas para a raquete, antivibradores, raqueteiras e um tênis com um bom amortecedor, além de alguns acessórios, o custo se explica, mas continua salgado.

Para os interessados, existem algumas lojas especializadas que atendem às necessidades dos tenistas em Rio Preto. E é bom lembrar que, assim como o exemplo de Thiago Alves, é necessário equipamento, mas talento, perseverança e determinação são imprescindíveis para iniciar na carreira.
Fonte: colaborou Jonas Turolla
Fonte: www.diarioweb.com.br

09/06 -- Padre José de Anchieta

09/06 -- Padre José de Anchieta


Biografia do Padre José de Anchieta

Nasceu na ilha de Tenerife, uma das ilhas Canárias dominadas pela Espanha no final do século XV, a 19 de março de 1534, dia de São José, motivo de seu nome. Filho de próspera família, tendo por pais Juan de Anchieta e Mência de Clavijo y Llarena, teve a oportunidade de estudar desde a mais tenra idade, provavelmente com os dominicanos. Aos quatorze anos iniciou seus estudos em Coimbra, no renomado Colégio de Artes, orgulho do rei Dom João III.
Padre José de Anchieta
Lá recebeu uma educação renascentista, principalmente filológica e literária.
Com 17 anos de idade ingressou na Companhia de Jesus, ordem fundada por Inácio de Loyola em 1539 e aprovada por meio da bula Regimini Militantis Eclesiae em 1540, pelo papa Paulo III. No ano de 1553, no final de seu noviciado, fez seus primeiros votos como jesuíta. Assim, acabavam seus temores de não poder permanecer na Ordem por ter sido acometido de uma doença ósteo-articular logo após seu ingresso.
Aconselhado pelos médicos de que os ares do Novo Mundo seriam benéficos para sua recuperação, foi enviado em missão para o domínio português na América.
Veio ao Brasil com a segunda leva de jesuítas, junto com a esquadra de Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil. Em 1554 participou da fundação do colégio da vila de São Paulo de Piratininga, núcleo da futura cidade que receberia o nome de São Paulo, onde também foi professor. Exerceu o cargo de provincial entre os anos de 1577 a 1587.
Escreveu cartas, sermões, poesias, a gramática da língua mais falada na costa brasileira (o tupi) e peças de teatro, tendo sido o representante do Teatro Jesuítico no Brasil.
Sua obra pode ser considerada como a primeira manifestação literária em terras brasileiras. Contribuiu, dessa maneira, para a formação do que viria a ser a cultura brasileira.
De toda a sua obra, destacam-se a Gramática da língua mais falada na costa do Brasil, De Gestis Mendi de Saa, Poema da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, Teatro de Anchieta e Cartas de Anchieta.
A coleção de Obras Completas do Pe. José de Anchieta é dividida sob três temáticas: poesia, prosa e obras sobre Anchieta; a publicação prevê um total de 17 volumes.
Padre José de Anchieta
José de Anchieta faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta) na Capitania do Espírito Santo, em 9 de junho de 1597. Graças ao seu papel ativo no primeiro século de colonização do Brasil, José de Anchieta ganhou vários títulos, tais como: “apóstolo do Novo Mundo”, “fundador da cidade de São Paulo”, “curador de almas e corpos”, “carismático”, “santo”, entre outros.
Assim, teve uma imagem construída de maneira heroicizada por seus biógrafos, já nos anos que se seguiram à sua morte.
As três primeiras biografias escritas em língua portuguesa foram: Breve relação da vida e morte do Padre José de Anchieta, de Quirício Caxa (1988), escrita em 1598, um ano após a morte de Anchieta, Vida do Padre José de Anchieta da Companhia de Jesus, escrita em 1607 por Pero Rodrigues (1988) e Vida do Venerável Padre José de Anchieta, de Simão de Vasconcelos(1953), escrita em 1672. As obras coevas, escritas por padres jesuítas, serviram ao longo processo que levou à beatificação de Anchieta em 1980.
Uma biografia contemporânea deve ser consultada: Anchieta, o apóstolo do Brasil, de Hélio Abranches Viotti (1980). Os dois maiores estudiosos de Anchieta foram os padres jesuítas Armando Cardoso (1997) e Murillo Moutinho (1999).
Este último publicou uma obra imprescindível para os estudos sobre o jesuíta: Bibliografia para o IV Centenário da Morte do Beato José de Anchieta: 1597-1997.
Junto com outros padres que, em oposição à Contra-Reforma, tinham a catequese como objetivo. Este movimento influenciou o teatro e a poesia, e acabou resultando na melhor produção literária do Quinhentismo brasileiro.
Das suas contribuições culturais para o nosso país, podemos citar as poesias em verso medieval (destaque: Poema à Virgem), os que misturavam características religiosas e indigenas, a primeira gramática do tupi-guarani (a cartilha dos nativos), além da fundação de um colégio.
De acordo com o crítico Eduardo Portella, o trabalho de José de Anchieta deve ser entendido como uma manifestação da cultura medieval no Brasil, por conta de sua poesia simples e didática, da métrica e do ritmo por ele usados.
Além de Auto da Pregação Universal, Anchieta é considerado como sendo o autor de Na Festa de São Lourenço, também chamada de Mistério de Jesus e de outros autos.
Fonte: www.sampa.art.br
Padre José de Anchieta

1533-1597

O padre José de Anchieta nasceu em São Cristóvão no ano de 1533, e faleceu em Iriritiba no Espírito Santo no dia 9 de julho do ano de 1597, foi o primeiro missionário a vir para o Brasil. Quando chegou, Anchieta tinha 20 anos. Veio na comitiva de D. Duarte da Costa, segundo Governador Geral.
No ano de 1554 Anchieta fundou o terceiro Colégio do Brasil, e no dia 25 de agosto foi celebrada a primeira missa no Colégio. Este lugar recebeu o nome de São Paulo; Anchieta construiu também um seminário de orientação perto do colégio.
José de Anchieta deu aulas de castelhano, latim, doutrina crista e a língua brasílica, lia e escrevia o idioma Tupi com muita facilidade, escreveu livros em Tupi, foi intérprete junto aos índios tamóios que estavam em batalha contra os portugueses. Nessa época Anchieta escreveu um poema dedicado a Virgem Maria, no ano de 1567 na expulsão dos Franceses que moravam no Rio de Janeiro Anchieta ajudou Estácio de Sá.
Para os índios era médico e sacerdote, cuidava das pessoas doentes e das feridas, da espiritualidade dos Índios.
Anchieta recebeu um preparo grande e um conhecimento elevado na Europa, na sua catequese usando teatro e da poesia, porque era mais fácil para aprender, merecidamente foi chamado de Apóstolo do Brasil; obras que escreveu: Poema em Louvor a Virgem Maria, Arte da Gramática da Lingua mais Conhecida na Costa do Brasil, e outras obras como História do Brasil. Seu nome completo é José de Anchieta.
Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br
Padre José de Anchieta

09 de Junho

A vida do Padre José de Anchieta
Um dos fundadores de São Paulo!

A família de José de Anchieta era de guerreiros aguerridos. Um de seus irmãos defendeu o estandarte de Tércios de Flandres, que lutavam até a morte pela unidade religiosa nos campos da Espanha. Outro, missionário, adentrou pelas terras ao norte do Rio Grande, hoje território norte-americano, e seu primo o antecedeu nas missões jesuíticas ao Brasil. José, por tradição, era destinado a ser soldado. Mas seu pai, vendo o menino acanhado e versejando poesias em latim já aos nove anos de idade, reconheceu que ele não manifestava a mínima aptidão para a carreira militar.
Decidiu matriculá-lo no Colégio das Artes da Companhia de Jesus em Portugal. A disciplina e a noção do dever dos jesuítas - Inácio de Loyola, o fundador da Companhia, era, ele sim, um militar - deveria bastar à formação do garoto. Não sendo soldado de armas, José de Anchieta seria soldado da fé. O garoto não frustaria os anseios de seu pai. Pregando em terras distantes, onde os relatos de seus milagres se multiplicaram, ele ainda pode vir a ser canonizado. Seria a culminação de um percurso religioso que começou aos 14 anos, quando foi para o colégio em Coimbra.
Tinha tanta facilidade em compor versos em latim quanto problemas por sua fraca saúde, que necessitava sempre de cuidados. Alguns biógrafos dizem que sofria de dores na coluna vertebral, já andava arqueado. Outros garantem que uma escada da biblioteca do colégio caiu-lhe nas costas e, com o correr dos anos, as conseqüências do acidente o deixaram quase corcunda.
Foi para aliviar tantos padecimentos que seus superiores conjeturaram sob a viabilidade de mandá-lo para um clima ameno - o das Índias brasílicas, como era conhecido o Brasil. Servir a Deus no Novo Mundo era sonho dos jovens religiosos da Companhia de Jesus e José aceitou a ordem com a determinação dos que cumprem uma missão divina.
Tinha dezenove anos de idade quando chegou a Salvador, na Bahia, depois de dois meses de viagem, em 13 de julho de 1553. Ficou ali por pouquíssimo tempo. Manoel da Nóbrega, vice-provincial da Capitania de São Vicente, onde se encontrava a pequena aldeia de Piratininga, precisava de sua ajuda.
Ele sabia da sua competência em ler e escrever, e os jesuítas necessitavam urgentemente de tradutores e intérpretes para falar o tupi, língua dos índios do litoral brasileiro. Mais dois meses de viagem o aguardavam para chegar da Bahia ao planalto paulista. Um percurso que, mais do que a travessia do Atlântico em um galeão, fundou uma nova etapa na vida de José: a da aventura. Violentas tempestades sacudiram sua embarcação na altura de Abrolhos e o barco, com a s velas rotas e os mastros partidos, encalhou perto do litoral do Espírito Santo.
A nau que o acompanhava perdeu-se nas vagas e foi com seus destroços que a tripulação pôde consertar os estragos e retomar a viagem. Mas, antes que isso ocorresse, o pânico tomou conta dos passageiros - na praia, poderiam estar esperando os índios tamoios, conhecidos antropófagos.
Destemido, Anchieta desceu à terra junto com os marinheiros, à procura de mantimentos. Foi seu primeiro contato com os índios. Não se sabe muito bem o que aconteceu, já que os biógrafos não entram em detalhes, mas é certo que ninguém no barco foi molestado.
Depois do sobressalto, ao desembarcar, o pesadelo apenas começava. Para chegar do mar à aldeia de Piratininga, cerca de mil metros acima, em um planalto, José tinha de percorrer o que foi chamado por seus biógrafos como "o pior caminho do mundo" : uma picada em meio à Mata Atlântica, que Anchieta fez muitas vezes à pé, pois cavalgar danificava sua coluna.
Era verão, época das chuvas, calor e, principalmente, mosquitos. Sua visão das terras de São Vicente e Piratininga, foi relatada em carta aos seus superiores. Dizia ele das onças: "Essas (malhadas ou pintadas) encontram-se em qualquer parte (...) São boas para comer, o que fizemos algumas vezes". Dos jacarés: "Também há lagartos nos rios, que se chamam jacarés, de extraordinário tamanho de modo a poder engolir um homem" . Ou sobre as jararacas: "São muito comuns nos campos, bosques e até nas próprias casas, nas quais as encontramos tantas vezes" .
José fala ainda dos mosquitos que "sugando o sangue, dão terríveis ferroadas", das poderosas tempestades tropicais e inundações de dezembro. Apesar dos transtornos, a luxuriante beleza da Serra do Mar deve tê-lo impressionado, pois escreveu, anos depois, um tratado sobre as espécies animais e vegetais que poderiam ser encontradas no Brasil, numa iniciativa pouco comum entre os jesuítas.
Mas seu tema principal foram mesmos os índios" : Toda essa costa marítima, de Pernambuco até além de São Vicente, é habitada por índios que, sem exceção, comem carne humana; nisso sentem tanto prazer e doçura que freqüentemente percorrem mais de 300 milhas quando vão à guerra.
E, se cativarem quatro ou cinco dos inimigos, regressam com grandes vozearias, festas e copiosíssimos vinhos que fabricam com raízes e os comem de maneira que não perdem nem sequer a menor unha". Anchieta se chocaria, como outros cronistas da época, com a liberdade sexual dos indígenas: "... as mulheres andam nuas e não sabem negarem-se a ninguém, mas até elas mesmas cometem e importunam os homens, jogando-se com eles nas redes, porque têm por honra dormir com os cristãos". Apesar do espanto, em pouco tempo, José aprendeu a conhecer as particularidades da terra e da gente de seu novo lar.
A Europa renascentista do séculos 16 fica para trás, já que Anchieta nunca voltaria a rever o Velho Mundo. Um mês depois de sua chegada, em 25 de janeiro de 1554, foi inaugurado o colégio jesuíta da Vila de Piratininga, data hoje comemorada como fundação de São Paulo.
Escreveu Anchieta: "Celebramos em paupérrima e estreitíssima casinha a primeira missa, no dia da conversão do apóstolo São Paulo, e por isso dedicamos a ele nossa casa". Ali moravam treze jesuítas que tinham a seu cargo duas aldeias de índios com quase mil pessoas. O local tinha apenas 14 passos de comprimento e 10 de largura, incluindo escola, despensa, cozinha, refeitório e dormitório. Em resumo, era minúsculo.
Época de austeridade, tanto no espaço quanto nas vestes, as batinas de Anchieta eram feitas com as velas imprestáveis dos navios. Ele só dormia quatro a cinco horas por noite, pronto para se levantar se fosse preciso. Ensinava gramática em três classes diferentes, subia e descia montanhas para batizar ou catequizar e freqüentemente jejuava. Sua prontidão para levantar no caso de um imprevisto fazia sentido. Ele viu Piratininga ser atacada pelos tupis numa encarniçada luta que durou dois dias. Enquanto as mulheres e crianças se recolheram à igreja em vigília permanente, os jesuítas cuidavam dos mortos e feridos com ervas medicinais indígenas plantadas ao lado das cercar do Colégio.
Mas, com a ajuda dos índios convertidos, a vila resistiu e os tupis acabaram fugindo. Foram esses sustos eventuais, a aldeia de Piratininga florescia. José se aplicava em escrever divertidas peças de teatro que encenava para os índios e a formular a gramática da "língua mais usada na costa do Brasil", o tupi-guarani, que seria publicada em Coimbra, em 1595. Era a primeira gramática desde os gregos antigos, escrita por um ocidental, que não se baseava nas regras do latim. Naquela época, não passava pela cabeça dos colonizadores portugueses serem eles os intrusos e invasores das terras indígenas. Os jesuítas estavam ali para salvar aqueles homens da barbárie e reintegrá-los ao reino de Deus.
Foi essa missão que o levou, junto com Manoel da Nóbrega, à experiência talvez mais dramática e definitiva de sua vida. Aos 30 anos, Anchieta rumou para Iperoig, hoje Ubatuba, em São Paulo, para negociar com os bravios tamoios, aliados dos franceses. Os índios, defendendo seu território, atacavam as aldeias portuguesas do litoral e os prisioneiros eram simplesmente devorados. Ele passou dois meses numa choça de palha tentando a paz e uma troca de reféns. Quando as negociações chegavam a um impasse, as ameaças de morte começavam. Finalmente Manoel da Nóbrega, doente e coberto de chagas, seguiu para o Rio para enviar os prisioneiros. José se candidatou a ficar como refém.
O cativeiro foi uma dura prova para Anchieta. Ali, além de fome, frio e humilhações, pode ter passado pelo crivo da maior tentação: a da carne. Aos prisioneiros que iam ser devorados, os tamoios tinham por costume oferecer a mais bela jovem da tribo. O jesuíta havia feito o voto de castidade, ainda em Coimbra, aos 17 anos.
E seus biógrafos dizem que ele foi fiel a vida inteira. Talvez para fugir das tentações, José escreveu na areia de Iperoig as principais estrofes dos 5 786 versos de um poema em latim contando a história de Maria. E ganhou, aos poucos, a admiração dos tamoios por sua coragem e estranhos costumes, Quando eles ameaçavam devorá-lo, José retrucava com suavidade: "Ainda não é chegado o momento". E dizia a si mesmo, como contou depois, que primeiro deveria terminar o poema à virgem. Outros relatos asseguram que sua facilidade em levitar e a proximidade com os pássaros, que o rodeavam constantemente, teria assustado os tamoios, que o libertaram finalmente, depois de assegurar a paz. Anchieta, humilde, minimizava seus feitos. Quando lhe fizeram notar que os pássaros o cercavam, ele respondeu que eles também costumava voar sobre dejetos. Talvez tenha sido essa subserviente simplicidade que lhe rendeu tamanho respeito entre os índios.
Quando morreu, em 9 de julho de 1597, aos 63 anos, na aldeia de Reritiba (hoje Anchieta), no Espírito Santo, por ele fundada, os índios disputaram com os portugueses a honra de carregar seu corpo até a Igreja de São Tiago. Anchieta perambulou pelo litoral paulista, catequizando índios, batizando e ensinando. Reza a lenda que ele costumava abrigar-se para dormir numa pedra, conhecida como "cama de Anchieta" em Itanhaém. São numerosos os testemunhos de sua levitação durante êxtases místicos. Afirmam também que multiplicou alimentos, que comandava os peixes no mar. Já em 1617, o jesuíta Pêro Rodrigues foi nomeado para escrever sua biografia. Como muitos dos relatos eram apenas de testemunhas oculares e Roma precisaria de provas de um milagre de primeira ordem, para incluir Anchieta entre seus 2500 santos, o processo se arrastou durante séculos. Só em 1980 José foi honrado com a beatificação.

CRONOLOGIA DA VIDA DE JOSÉ DE ANCHIETA

1534 - Nasceu em San Cristobal de Laguna, Tenerife, Ilhas Canárias (Espanha) - 19 de março
1548 - Coimbra, Portugal - Matrícula na Universidade de Coimbra para aperfeiçoamento da língua latina
1549 - Coimbra, Portugal - Início de estudos eclesiásticos na Companhia de Jesus 1551 - Coimbra, Portugal - Ingresso como noviço na Companhia de Jesus
1553 - Brasil - Por conselho médico, em companhia do 2°. governador-geral, Duarte da Costa, desembarca na Capitania da Bahia - Início de estudos da língua dos indígenas - Segue para a Capitania de São Vicente
1554 - São Paulo do Campo de Piratininga [São Paulo] - Professor de latim, professor de índios e mamelucos; professor dos noviços que entraram para a Companhia de Jesus no Brasil - Participa, com outros jesuítas da fundação do Colégio dos Jesuítas, núcleo da cidade de São Paulo.
1563 - Ubatuba SP - Participa com o Padre Manoel da Nóbrega do Armistício de Iperoig, pacificando os índios (Confederação dos Tamoios) - Iperoig [Praia de Iperoígue, Ubatuba] SP
1563 a 1595 - São Paulo SP, Rio de Janeiro e Espírito Santo - Autor de poesia, teatro (em verso), prosa informativa e histórica.
1569 - Reritiba [Anchieta] ES - Reitor do Colégio de Jesus
1565 - Bahia
1566 - Rio de Janeiro RJ
1567 - Bahia
1569 - Reritiba [Anchieta] ES
1569 a 1577 - São Vicente SP
1577 a 1568 - Rio de Janeiro RJ
1586 a 1597 - Reritiba [Anchieta] ES
1597 - Reritiba, atual Anchieta ES - Morre em 9 de junho
Fonte: www.spmetropole.com

09/06 -- Dia do Porteiro

09/06 -- Dia do Porteiro

9 de Junho
O Porteiro está presente nas entradas e saídas de edifícios residenciais e comerciais, empresas, indústrias, escolas, hotéis, escritórios e outros.
Porteiro
Sua função é vigiar a entrada e saída de pessoas e automóveis nesses locais, bem como chamar a atenção daqueles que perturbam a ordem do local ou abusam de seus direitos.
Em muitos edifícios, o Porteiro é responsável também por entregar correspondências, prestar informações e encaminhar os visitantes ao local pretendido.
Suas funções são definidas por quem comanda o edifício, em geral, o síndico.
Porteiros de prédios de apartamentos são muito comuns no Brasil, mais ainda nas nossas grandes cidades.
Porém não os encontramos tanto em outros países, ou mesmo em cidades brasileiras menores, com as mesmas funções que exercem por aqui.
A habilidade para estar atento a tudo o que acontece vem mesmo da característica pessoal de cada um, e é o fator determinante para se sair bem nessa profissão: prestar atenção ao que acontece a sua volta.
Fonte: UFGNet
Dia do Porteiro
Hoje, estamos comemorando o Dia do Porteiro, profissional essencial em condomínios.
O porteiro é quem vigia a entrada e saída das pessoas, aquele que zela pela sua segurança e de seus filhos.
Apesar dessa profissão ser muito comum no Brasil é muito rara em outros países.
Dia do Porteiro
Muitas pessoas acreditam que o Dia do Porteiro, deva ser comemorado dia 29 de junho em alusão aos festejos do Dia de São Pedro, conhecido como o "porteiro do céu".
Mas o dia de hoje foi escolhido Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores dessa categoria.
Cargo cheio de responsabilidades e necessária habilidade para lidar com o ser humano, o porteiro deve ficar atento a tudo a sua volta.
Ele deve ser educado, passar uma boa imagem, afinal, ele é o cartão de visitas de seu condomínio.
Parabéns a todos os porteiros!!!
Fonte: www.licitamais.com.br

09/06 -- Dia da Imunização

09/06 -- Dia da Imunização

9 de Junho
A maioria das pessoas já recebeu algumas doses de vacinas durante a vida.
Desde crianças estamos acostumados com o ritual das gotinhas e agulhas. Agradável ou não, o fato é que são necessárias e são elas que promovem a imunização.
Dia da Imunização
Imunizar é tornar o organismo resistente e capaz de reagir à presença de certos agentes (doenças, venenos de animais e outros).
Nós temos dois tipos de imunidade: a natural, desenvolvida pelo próprio organismo e que protege as pessoas contra infecções e doenças, e a imunidade adquirida, aquela que o organismo desenvolve após receber vacinas e soros (imunização passiva).
A vacina é uma substância não reagente, geralmente feita do vírus da doença, morto ou inoculado, que é injetado no corpo humano ou de animais. O corpo não reconhece que o vírus está morto e vai fabricar substâncias que vão combatê-lo. Assim quando o organismo estiver suscetível ao contágio da doença, ele já terá criado anticorpos para defendê-lo.

Primeira vacina

A vacina foi criada em 1876, por Edward Jenner. Ele injetou a secreção das fístulas de uma vaca com varíola - ou seja, pus - em um menino. Semanas depois ele inoculou a criança com varíola humana e este não adoeceu. Daí o nome vacina, derivado da expressão latina materia vaccinia (substância que vem da vaca).
Fonte: UFGNet
Dia da Imunização

9 de Junho

A imunização é um conjunto de métodos terapêuticos destinados a conferir ao organismo um estado de resistência, ou seja, de imunidade, contra determinadas enfermidades infecciosas.
É uma das estratégias de prevenção mais significativas. No mesmo nível de importância, como medida de proteção e promoção à saúde infantil, estão a amamentação, o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e o controle - tratamento precoce da diarréia infantil.
As crianças são as que mais sofrem com a caótica situação sócio-econômica de países subdesenvolvidos como o nosso, Brasil. Esta fato reflete-se nos altos índices de mortalidade (em algumas regiões do país) e a formação de contingentes de indivíduos com sequelas físicas, intelectuais psicológicas, decorrentes de doenças preveníveis por esquemas básicos de imunização.
Entretanto a imunização não está isenta de riscos (SCHMITZ et al, 1989)
Infecção no local da inoculação;
Transmissão de doenças por meio do produto injetado e contaminação do material empregado na administração;
Complicação devido a outros composto dos produtos imunizantes (hidróxido de alumínio,...); 
encefalite pós-vacinal, quando da utilização de antígenos vivos;

Agravamentos de enfermidades crônicas cardíacas, renais, do sistema nervoso central, entre outras;
Reações locais gerais: nódulos, edemas, dor ou mal-estar, lipotimia, entre outras; 
reações de hipersensibilidade;

Complicações específicas secundárias à natureza e tipos de antígenos ou substâncias fontes de anticorpos.
TIPOS DE IMUNIZAÇÃO
A imunidade pode ser natural ou adquirida (SCHMITZ et al, 1989):
A imunidade natural compreende mecanismos inespecíficos de defesa de pele, pH, e a imunidade conferida pela mãe através da via transplacentária e pelo leite materno ao recém nascido.
A imunidade adquirida pode ser espontânea, após um processo infeccioso, ou induzida de maneira ativa ou passiva:
passiva: administração de anticorpos previamente formados (imunoglobulinas) ou soros hiperimunes. Útil em pacientes com defeito na formação de anticorpos ou imunodeprimidos; 
ativa: uso de microorganismos vivos atenuados, mortos e componentes inativados de microorganismos.

Contra-Indicações
São consideradas contra-indicações gerais ao uso de vacinas de bactérias ou vírus vivos (SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE SÃO PAULO, 1994):
Portadores de doenças com deficiências imunitárias, como imunodeficiência combinada à gamaglobulina ou hipogamaglobulina;
Pacientes com imunodeficiências por defeitos congênitos ou enfermidades ativas do sistema linfóide ou reticuloendotelial (leucemia, linfoma, doença de Hodgkin...);
Imunodepressão devido a terapia com corticóide sistêmico em altas doses, com antimetabólitos, agentes alquilantes ou irradiação;
Grávidas, salvo situações de alto risco de exposição a algumas doenças virais imunopreveníveis, como febre amarela, por exemplo.
Com relação a pacientes HIV positivos assintomáticos, poderão receber todas as vacinas do esquema básico; os doentes com AIDS só não poderam receber a BCG.
Há casos em que a vacinação precisa ser somente adiada:
Tratamento com imunossupressores (corticosteróides, quimioterapia antineoplásica, radioterapia,...), deve-se adiar para 90 dias após a suspensão do uso da substância;
Durante a evolução de doenças agudas febris graves;
Não recomenda-se aplicar a BCG em crianças com menos de dois quilos de peso.
CALENDÁRIO VACINAL
(adotado pelo Programa Nacional de Imunizações, modificado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo-SP, 1998)
IdadeVacinas
1 mês *BCG e hepatite B
2 mesesDPT, poliomielite e hepatite B
4 mesesDPT e poliomielite
6 mesesDPT e poliomielite
9 mesesSarampo e hepatite B
15 mesesDPT, poliomielite e MMR
5 ou 6 anosDPT e poliomielite
15 anos**DT
*Pode ser aplicada desde o nascimento.
**Reforço a cada 10 anos, por toda vida.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A IMUNIZAÇÃO BÁSICA NA INFÂNCIA
Tipos de Vacinas
Dose, via e local de aplicação
Sinais e sintomas pós-vacinais
Sabin (contra poliomielite)2 a 3 gotas, de acordo com a origem/via oral (VO)Náuseas logo após a vacinação devido ao sabor desagradável
BCG (contra tuberculose)0,1ml, intradérmico (ID)/ inserção inferior do deltóide direitoEnduração/mácula/nódulo/úlcera/crosta/cicatriz (em torno de 3 meses pós-vacinal) Raro: enfartamento de gânglios linfáticos
Tríplice - DPT (contra tétano, difteria e coqueluche)0,5ml intramuscular (IM) profunda /face antero-lateral da coxa em crianças que não andam e dorso-glútea nas demaisFebre até 48 hs após vacinação Dor e nódulo local Raro: reações neurológicas(cefaléia, convulsão, choque)
Hepatite B0,5ml intramuscular (IM) profunda /face antero-lateral da coxa num ângulo de 45ºSensibilidade no local da aplicação, acompanhada ou não de sinais inflamatórios; febre igual ou superior a 37,7ºC, em alguns casos erupções cutâneas, prurido e manifestações neurológicas
Dupla infantil-DT* e Dupla Adulto - dT**(contra tétano e difteria)0,5ml/IM profunda/região dorso-glútea ou deltóideaFebre até 48 hs após vacinação Dor e nódulo local
MMR (contra caxumba, rubéola e sarampo)0,5ml subcutâneo (SC) em região glúteaFebre/dor/enduração e eritema local/linfadenopatia discreta/dor de garganta/"rush", artrite e artralgias Aumento das parótidas
VAS (contra sarampo)Idem MMRFebre e exantema de curta duração
*Indicada para crianças até 6 anos e 11 meses de idade que tenham contra-indicação médica formal de receber o componente pertussis da vacina DPT.
**Indicada a partir de 7 anos para pessoas que não tenham recebido a DPT ou DT, ou cujo estado imunitário seja desconhecido.(SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE, 1994)
QUANDO REALIZAR PROFILAXIA DO TÉTANO APÓS FERIMENTO
HISTÓRIA DE IMUNIZAÇÃO CONTRA O TÉTANO
FERIMENTO LIMPO E SUPERFICIAL
OUTROS FERIMENTOS
 VACINAIMUNIZAÇÃO PASSIVAVACINAIMUNIZAÇÃO PASSIVA
Incerta ou menos de três dosesSimNãoSimSim
Três doses ou mais*:    
última dose há menos de cinco anosNãoNãoNãoNão
última dose entre cinco e dez anosNãoNãoSimNão
última dose há mais de dez anosSimNãoSimNão
*Aproveitar a oportunidade para indicar a complementação do esquema vacinal.
Vacina: DPT, DT ou dT dependendo da idade, na falta destes usar o toxóide tetânico (TT).
Imunização passiva: com soro anti-tetânico e teste prévio, na dose de 5000 unidades, pela via intramuscular ou imunoglobulina humana antitetânica, na dose de 250 unidades, (IM).
CONSERVAÇÃO DE VACINAS
A Organização Pan-Americana de Saúde-OPAS e o Programa Nacional de Imunizações-PNI (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1991) estabelecem que o intervalo de temperatura para conservação de soros e vacinas precisa ser de +4 a +8ºC.
Faz-se necessário a presença de um termômetro dentro do refrigerador. Utilizar termômetro de 3 colunas, pois registra as temperaturas mínima, máxima e atual.
Vacinas de vírus vivos atenuados (pólio, sarampo, rubéola, caxumba) são mais sensíveis ao calor, devendo ser acondicionadas na unidade de saúde por 1 mês no máximo. É preferencial mantê-las na prateleira superior do refrigerador.
Vacinas de bactérias vivas e atenuadas (tuberculose) são menos sensíveis às oscilações de temperatura, podendo ser conservadas por até um ano na parte superior do refrigerador.
Vacinas inativadas virais e bacterianas (toxóides tetânico e diftérico; coqueluche) são as mais estáveis. Devem ser armazenadas por 6 meses na prateleira inferior do refrigerador.
Os diluentes precisam estar na mesma temperatura que as vacinas; não utilizar o refrigerador para outras finalidades. O refrigerador precisa ficar num local fresco, ao abrigo da luz solar e fontes de calor, distante pelo menos 15 cm das paredes e sua porta precisa ficar bem vedada.
Recomenda-se colocar sacos e garrafas plásticas com água no congelador e parte inferiordo refrigerador a fim de manter a temperatura, caso haja interrupção no fornecimento de energia. NÃO UTILIZAR A PORTA DO REFRIGERADOR POIS PODE DANIFICAR A VEDAÇÃO E OCORRER AQUECIMENTO INTERNO.
A circulação de ar também precisa ser respeitada, por isso é necessário que as vacinas sejam dispostas em bandejas ou caixas furadas e descobertas, deixando entre os frascos uma distância de 1 a 2 cm.
Para transportar as vacinas, utilizar caixas isotérmicas (de isopor). Cercar as vacinas com sacos de gelo, sem que haja contato direto (isolar os frascos com papelão ou espuma). Preparar a caixa 15 a 20 minutos antes de sair (manter um termômetro em seu interior), fechá-la com fita adesiva até chegar ao destino.
IMPORTANTE: o serviço de saúde precisa informar o nível regional ou central da rede de frio, sobre lotes de vacina que tenham sofrido variações de temperatura inferior ou superior à temperatura estabelecida pela OPAS ou PNI, para que estes dêem as diretrizes que devem ser seguidas.
Referências Bibliográficas
GUSHIKEN, C.T. & CHAGAS,L.G.C.P. Imunização In: CURSINO,M.R. et al Assistência de Enfermagem em Pediatria. São Paulo: Sarvier, 1992.
MINISTÉRIO DA SAÚDE Manual do Treinando. Brasília, 1991.
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE Manual da Criança. Campinas, 1996.
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO Norma do Programa de Imunização. São Paulo, 1994.
SCHMITZ, E.M.R. et al Imunização Básica na Infância. São Paulo: Atheneu, 1989.
Fonte: www.hospvirt.org.br

08/06 -- Dia Mundial dos Oceanos

08/06 -- Dia Mundial dos Oceanos

08 de Junho

A comemoração, pela primeira vez, do Dia Mundial dos Oceanos nos permite destacar as inúmerass contribuioções dos oceanos para a sociedade.
É também uma oportunidade para reconhecer os desafios consideráveis que enfrentamos no que se refere a conservar a capacidade deles de regular o clima mundial, fornecer serviços ecossistêmicos essenciais, proporcionar meios de vida sustentáveis e atividades recreativas seguras.
Dia Mundial dos Oceanos
Oceano
De fato, as ações humanas têm efeitos terríveis nos oceanos e mares do mundo.
Ecossistemas marinhos vulneráveis, tais como os corais, e recursos de pesca importantes estão sendo destruídos pela exploração desmedida, a pesca ilegal — não declarada e não regulamentada —, as práticas pesqueiras destrutivas, as espécies exóticas invasoras e a poluição marítima, especialmente de origem terrestre.
O aumento da temperatura e nível dos mares e a acidificação dos oceanos, provocados pelas alterações climáticas, constituem novas ameaças à vida marinha, às comunidades das zonas costeiras e das ilhas e às economias nacionais.
Os oceanos são também afetados pelas atividades criminosas.
A pirataria e assaltos armados a navios ameaçam as vidas dos marinheiros e a segurança dos transportes marítimos internacionais, que asseguram a distribuição de 90% das mercadorias mundiais.
O tráfico de drogas e o tráfico de pessoas por mar são outros exemplos da ameaça que as atividades criminosas representam para a vida humana bem como para a paz e segurança dos oceanos.
Vários instrumentos internacionais criados sob os auspícios das Nações Unidas tentam encontrar soluções para esses inúmeros problemas.
Entre eles, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, ocupa um lugar central.
A Convenção estabelece o quadro jurídico no qual se devem inserir todas as atividades realizadas nos oceanos e nos mares e constitui a base da cooperação internacional em todos os níveis.
Para além do objetivo da participação universal na Convenção, a comunidade internacional deve intensificar os seus esforços para que seja aplicada e para fazer respeitar o Estado de Direito nos mares e oceanos.
O tema do Dia Mundial dos Oceanos, “Os oceanos: um bem nosso, uma responsabilidade nossa”, salienta o nosso dever individual e coletivo de proteger o ambiente marinho e de gerir cuidadosamente os seus recursos.
A existência de mares e oceanos seguros, saudáveis e produtivos é essencial para o bem-estar humano, a segurança econômica e o desenvolvimento sustentável.
Fonte: unic.un.org
Dia Mundial dos Oceanos

08 de Junho

Mares e oceanos – vivos ou mortos?
Os mares e os lagos cobrem dois terços da superfície do nosso lindo planeta e têm um papel de enorme importância para todo o meio ambiente
Infelizmente, os seres humanos parecem estar fazendo o possível — em todas as partes do nosso planeta — para produzir um impacto negativo sobre os mares e, conseqüentemente, em nós mesmos.
Esse impacto vai da pesca desenfreada, usando até redes de arrasto e o despejo de lixo tóxico, à matança e à exploração dos mamíferos marinhos. As marés estão subindo e ameaçando comunidades ao redor do mundo, devido às mudanças climáticas.
No dia 5 de junho, de 2005, 150 países do mundo todo participaram das festividades do dia Internacional do Meio Ambiente, decretado em 1972 pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP). No entanto, segundo o chefe da UNEP, Klaus Töpfer, não havia muito motivo para festa, pois os mares que cobrem 70% da superfície da Terra estão seriamente ameaçados pela pesca descontrolada, pela poluição e por outros fatores prejudiciais ao meio ambiente.
Eis algumas das causas desta situação preocupante:
Os mares contêm 90% da biomassa do nosso Planeta, de algas à baleia azul.
Aproximadamente 3,5 bilhões de seres humanos dependem dos mares (este número pode duplicar dentro dos próximos 20 anos).
Mais de 70% dos peixes são pescados em excesso. As reservas de atum, bacalhau e peixe espada foram reduzidas em 90% no último século.
80% da poluição marítima tem a sua origem fora dos mares. A situação tende a piorar, se, no ano 2010 — como é previsto —, 80% da população mundial viver perto dos litorais (em um raio de 100 km).
Óbitos e doenças causados pelas águas costeiras contaminadas custam anualmente 123,8 bilhões de dólares.
O material plástico descartado mata anualmente um milhão de pássaros marinhos, 100.000 mamíferos marinhos e incontáveis peixes.
Os vazamentos involuntários, despejo ilegal pela navegação e acidentes marítimos poluem anualmente os mares com enormes quantidades de óleo.
O nível do mar subiu 10 a 25 cm nos últimos 100 anos e pode subir ainda mais, inundando regiões costeiras baixas.
Dos recifes de corais tropicais localizados de 109 países, 93 já estão fortemente danificados pelo desenvolvimento econômico das regiões costeiras e pelo crescente turismo. Os recifes de corais cobrem apenas 0,5% do fundo do mar, mas 90% das espécies dependem destes recifes de maneira direta ou indireta.
Já na Conferência Internacional 2002, em Joanesburgo, em princípio houve um acordo para a criação de regiões marítimas protegidas até o ano 2012 e para reabastecer até 2015 as reservas de peixes dizimadas. A fim de evitar que a pesca descontrolada continue, foi requerida a abolição das subvenções que já representam 20% da renda da indústria pesqueira.
Porém, como costuma ocorrer nestes casos, a implantação das sugestões sensatas está demorando e continua sendo impedida por exigências nacionais de caráter egoísta e por interesses comerciais.
O secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, mais uma vez advertiu com insistência que a sociedade não pode continuar permitindo que os oceanos sejam utilizados como depósitos de lixo ou que sejam explorados como fonte para abastecimento inesgotável.
Fonte: www.taps.org.br
Dia Mundial dos Oceanos

8 de Junho

Dia dos Oceanos foi declarado pelas Nações Unidas na conferência sobre ambiente e Desenvolvimento em 1992.
Os oceanos são essenciais à segurança alimentar e à saúde e sobrevivência de qualquer forma de vida, eles impulsionam o clima e são uma parte crítica da biosfera.
O Dia Mundial dos Oceanos tem sido celebrado desde a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento que se realizou no Rio de Janeiro em 1992.
Em 2008, por intermédio da Resolução A/RES/63/111, de 5 de Dezembro, a Assembleia-Geral das Nações Unidas decidiu que, a partir de 2009, o dia 8 de Junho fosse designado “Dia Mundial dos Oceanos” pelas Nações Unidas.
Este reconhecimento oficial reveste uma oportunidade para aumentar a consciência mundial para os desafios que se deparam à comunidade internacional na sua relação com os oceanos.
A campanha "salvemos os nossos mares" foi celebrado pela primeira vez nos Estados Unidos da América para celebrar esta data.
Existem cinco oceanos no nosso planeta:
Oceano Atlântico
Oceano Pacífico
Oceano Antártico
Oceano Índico 
Oceano Ártico
No fundo dos mares concentram-se interessantes formas de colaboração: em troca de hospitalidade, crustáceos e pequenos peixes limpam os seus anfitriões de parasitas.
Os oceanos fornecem ao planeta a maioria dos seus padrões climáticos, de humidade e oxigênio. Sem oceanos saudáveis, a vida acabaria. No entanto, temos tratado o mesmo como se não fizesse nenhuma falta.
Quase cem milhões de toneladas de peixes e outros animais do mar são recolhidos ou capturados todos os anos, o que é mais que os oceanos podem dar; por isso é preciso tratá-los com cuidado.
Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br