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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Volkswagen supera a Toyota e é a maior do mundo em 2014.


O conglomerado automotivo alemão Volkswagen superou a Toyota e se tornou o maior do planeta em vendas globais no ano de 2014, segundo a consultoria Ford2Move. Trata-se da primeira vez na história que a maior montadora da Europa assume a liderança global em vendas.

Segundo dados preliminares, o grupo de marcas controlado pela Volkswagen emplacou 9,9 milhões de veículos em 2014, superando a Toyota, marcando um novo recorde e iniciando uma nova etapa na história do setor automotivo.


Durante décadas, a liderança foi disputada entre a General Motors e Ford, mas essa batalha para vender mais e mais carros foi desastrosa para ambas, já que a competição erodiu a lucratividade das duas. A Ford mudou de postura com a chegada de um novo presidente, Mulally, enquanto GM, líder global até 2008, foi à falência, sendo resgatada pela equipe de Barack Obama.
Desde 2009, a liderança foi tomada pela japonesa Toyota, que reinou por cinco anos. Entretanto, durante esse período o Grupo Volkswagen marcou um crescimento impressionante e chegou cada vez mais perto da gigante nipônica, até atingir o topo em 2014.
Nos últimos três anos, a Toyota reduziu sua participação de mercado global de 12,0% para 11,5%, enquanto a VW cresceu de 11,4% para 11,6%. 
Em 2014, a Volkswagen vendeu 9.910.000 veículos leves, e a Toyota 9.810.000. Ambos anunciam ter vendido mais de 10 milhões de veículos, provavelmente acrescentando aos números as vendas de veículos pesados.
O sucesso do Grupo Volkswagen foi impulsionado por um forte desempenho Skoda e Audi, com crescimento de 10,2% e 9,3% respectivamente, enquanto a marca Volkswagen cresceu apenas 2,4% no ano passado. 


Ranking - 30 maiores montadoras do planeta - 2014
Ranking
Marca (Grupo)
Vendas/2014
Variação 2014/2013
Mkt Share
1Volkswagen9.919.3055,00%11,50%
2Toyota9.818.6092,30%11,40%
3GM8.017.844-0,20%9,30%
4Renault-Nissan7.947.6062,70%9,20%
5Hyundai-Kia7.550.3834,10%8,70%
6Ford5.912.5911,20%6,80%
7FCA4.558.0075,80%5,30%
8Honda4.457.4774,60%5,20%
9PSA3.148.0305,80%3,60%
10Suzuki2.908.1266,10%3,40%
11BMW2.127.0717,50%2,50%
12SAIC2.081.2108,30%2,40%
13Mercedes Daimler1.916.8778,20%2,20%
14Mazda1.364.8706,00%1,60%
15ChangAn1.332.65323,40%1,50%
16Mitsubishi1.134.8851,20%1,30%
17BAIC1.012.83333,50%1,20%
18Geely Group996.975-7,20%1,20%
19Dongfeng Motor909.9410,20%1,10%
20Fuji Heavy Industries848.9589,90%1,00%
21Tata833.6051,00%1,00%
22Great Wall Motors758.345-6,80%0,90%
23Chery Automobile751.80833,40%0,90%
24Mahindra Group493.498-9,10%0,60%
25Brilliance490.020-4,50%0,60%
26FAW470.572-23,30%0,50%
27BYD448.040-12,90%0,50%
28Isuzu Motors372.468-0,60%0,40%
29JAC291.038-22,90%0,30%
30Saipa283.41419,20%0,30%

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http://www.car.blog.br/2015/01/volkswagen-supera-toyota-e-e-maior-do.html

Mata de araucárias

Mata de araucárias

Por Natália Petrin

Encontradas no Brasil nas regiões sul e pontos de relevo mais elevados na região sudeste, as matas de araucária, conhecidas cientificamente como Floresta Ombrófila Mista, ou ainda popularmente como Pinheiros-do-Paraná, contam com pelo menos dezenove espécies desse tipo de vegetação. Treze dessas, no entanto, são endêmicas, ou seja, existem apenas em um lugar específico. Além do Brasil, essa mata pode ser encontrada na Ilha Norfolk, no sudeste da Austrália, em Nova Guiné, na Argentina e no Chile.
Foto: Reprodução
A ameaça de extinção

Da família das coníferas, a araucária é um vegetal que pode ser cultivado ainda para fins ornamentais, em miniaturas. Antigamente, a araucária, de nome científico Araucaria angustifólia, era encontrada em abundância e, atualmente, no Brasil, existem apenas algumas áreas restritas e preservadas.

Atualmente a mata sofre ameaças de extinção, sendo que apenas 1,2% de sua cobertura original encontra-se preservada, sendo que apenas 0,22%, equivalente a 40.774 hectares, encontram-se sob a proteção das UC – Unidades de Conservação -, e isso coloca em risco ainda maior de extinção.
A exploração

Um dos principais fatores que contribuíram para a sua condição de quase extinta, foi a sua característica de “alelopatia”, ou seja, a tendência que as plantas desse tipo têm de inibir o crescimento de outras próximas a ela. Isso faz com que sejam de extração mais fácil.

Além disso, ela encontra-se em regiões de solo muito fértil – conhecida como terra-roxa – de origem vulcânica que é altamente produtiva e raríssima – apenas 1% do território nacional. Isso fez com que as pessoas preferissem desmatar para plantar monoculturas e pastoreio.
Características

A mata de araucárias desenvolve-se bem em regiões onde predomina o clima subtropical com verões quentes e invernos rigorosos, além de índices pluviométricos relativamente altos, mas bem distribuídos durante o ano. Pertencente à família das coníferas, a araucária não produz frutos e em sua floresta são comuns os animais como os tucanos, beija-flores, saíras, gaturamos, jiboias, sanhaço e mais de 20 espécies de primatas, entre outros.

A altitude dessas árvores varia entre 25 e 50 metros, e os troncos podem apresentar 2 metros de espessura. Os galhos envolvem todo o tronco central e geram sementes conhecidas como pinhão, que são ingeridas nas regiões onde a árvore cresce.

A composição da paisagem onde estão localizadas as araucárias é marcada por um espaçamento entre as árvores e a ausência de vegetais de pequeno porte. As florestas são ralas e suas flores aparecem de forma restrita, provenientes de baixas temperaturas.

http://www.estudopratico.com.br/mata-de-araucarias-exploracao-caracteristicas-e-ameaca-de-extincao/

Faixa de Gaza

Faixa de Gaza

Por Natália Petrin

Localizado em um pedaço estreito de terra na costa oeste de Israel, a Faixa de Gaza é umterritório palestino que faz fronteira com o Egito. A região é marcada por uma grande pobreza e população. Com 1,7 milhões de habitantes a região está lotada de favelas em uma área inferior a 40 km de extensão e alguns quilômetros de largura. A vida para os seus habitantes é marcada por muitas restrições.

Foto: Reprodução
História

No ano de 1917, com o fim do Império Otomano, o território foi concedido à Grã-Bretanha sob a forma de mandato sobre a Palestina. No entanto, em 1947, ficou determinada na Assembleia Geral das Nações Unidas, que a Palestina ficou dividida em dois estados, um judeu e outro árabe, sendo que a parte árabe era a área que corresponde atualmente à Faixa de Gaza. O plano foi rejeitado pelos árabes originando a primeira guerra israelo-árabe, quando a região foi invadida pelo Egito.

Na região, fixaram-se as populações árabes palestinas que eram refugiadas devido à guerra entre Israel e os países vizinhos. Do ano de 1949 a 1967, a região esteve sob controle egípcio – exceto em 1956 e 1957, quando Israel tomou a região durante a crise do Canal de Suez. Durante aGuerra dos Seis Dias, no ano de 1967, a região foi tomada por Israel e entregue aos palestinos muitos anos depois, no ano de 2005. Passou então a fazer parte do Estado de Palestina, apesar de ainda, em boa parte de suas fronteiras, os territórios aéreos e marítimos da região ser controlados pelos israelenses.

O controle foi assumido por Hamas, um grupo islâmico, no ano de 2007 e, com isso, as restrições ficaram ainda mais duras – impostas por Israel à população de Gaza.

O termo usado para nomear a região tem origem na antiguidade, sendo uma referência à principal cidade da região, que tem o nome de Gaza. Banhada pelo mar Mediterrâneo, a Faixa de Gaza é dividida em cinco partes: Rafah, Khan Yunis, Dayr AL-Balah, Cidade de Gaza e Norte de Gaza.
Características

O clima da região é temperado e seu território é plano, com a maior altitude chegando aos 105 metros. Somente 13% do território é arável e sua economia é debilitada, sendo que há na região precárias condições de vida. No entanto é um dos territórios mais densamente povoados da Terra, contando com 1,4 milhões de habitantes em seu pequeno espaço. Mais de 99% dos habitantes são muçulmanos e a língua mais falada é o árabe e em seguida o hebraico.

É uma região de muitos conflitos, sendo constantemente algo de disputas e ocupações militares por parte de outros países. A Faixa de Gaza não é reconhecida oficialmente como parte de algum país, mas é toda cercada por muralhas nas divisas com Israel e Egito. Há uma reivindicação por parte da Autoridade Nacional Palestina quanto a posse da região.

Essa falta de um verdadeiro dono para o território gera constantemente muitos conflitos, assim como as questões religiosas que se chocam com os israelenses. Israel, atualmente, é quem controla o espaço aéreo e acesso marítimo à região.

http://www.estudopratico.com.br/faixa-de-gaza-historia-e-caracteristicas/

América Central - Por Natália Petrin


América Central -  Por Natália Petrin


O continente americano é dividido em três partes: América do Sul, América Central e América do Norte. A Central é a que faz conexão entre as duas outras que compõe a América, limitada pela Península de Iucatão ao norte e pela Colômbia ao sul.
Características

Dividida em duas partes, Ístima e Insular – a primeira a parte continental que liga a parte sul com a norte da América, e a segunda de ilhas -, a América Central é banhada por dois oceanos, o Atlântico ao leste e o Pacífico à oeste.

Com aproximadamente 540 mil km², a América Central pertence ao continente americano que estálocalizado assentado na Placa Tectônica Caribeana. Ao contrário do que muitos pensam, na América Central a maioria dos países tem como idioma oficial o espanhol, e não o inglês. A região não possui grande destaque econômico, uma vez que suas economias são normalmente pouco desenvolvidas e quase sempre baseadas em agricultura, turismo e indústrias locais pequenas. Existem ainda outras atividades que são usadas como forma de renda dos moradores do subcontinente, como a extração de madeiras de lei e a caça.

Na região, a religião predominante é a Católica, no entanto, algumas igrejas evangélicas têm crescido constantemente com o passar dos anos. Além disso, é comum encontrar a prática de religiões de origem africana em diversos países.

O local possui várias florestas tropicais com muitas espécies de animais e vegetais distintas, carregando uma biodiversidade riquíssima. A América Central possui basicamente o clima intertropical, uma vez que, quase em sua totalidade, está localizada na zona de mesmo nome. No entanto, devido às altitudes variadas, pode desenvolver ainda outros domínios climáticos.

Foto: Reprodução
Países

A região banhada pelo mar das caraíbas é conhecida como Caribe, justamente pelo nome do mar e abrange algumas ilhas da América Central. Lá estão 13 países independentes e 11 territórios pertencentes à outros países que serão citados abaixo.

Fazem parte da América Central os seguintes países: Tobago, Trinidad, Belize, Costa Rica, Guatemala, El Salvador, Honduras, Panamá, Nicarágua, Antígua e Barbura, Bahamas, Cuba, Barbados, Dominica, República Dominicana, Haiti, Granada, Jamaica, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas.

Existem ainda na região algumas dependências, que são Porto Rico, Ilha Navassa, , Ilhas Virgens dos Estados Unidos. Além disso, a França possui São Bartolomeu e São Martinho, a Holanda possui Aruba e Antilhas Holandesas e o Reino Unido possui Anguila, Olhas Cayman, Monserrat, Ilhas Virgens Britânicas e Ilhas Turcas e Caicos.

http://www.estudopratico.com.br/america-central-caracteristicas-e-paises-da-area/

Era Cenozoica - Por Natália Petrin

Era Cenozoica - Por Natália Petrin
Foto: Reprodução

Chamamos de Era Cenozoica a fase que teve início 65 milhões de anos atrás – ao final do período mesozoico – e continua até os dias de hoje. É dividida em duas fases: o Período Terciário e o Período Quaternário.
Foto: Reprodução

Características

A Era Cenozoica é conhecida principalmente por ser o período em que novas espécies surgiram depois do cataclismo que se abateu sobre o planeta ao final da Era Mesozoica – responsável pela extinção dos dinossauros.

Algumas espécies da Era anterior acabaram sobrevivendo e evoluindo diante da dificuldade para encontrar comida, que se estendeu até o início da Era Cenozoica. Os mamíferos foram os principais nesse quesito de evolução, razão pela qual alguns chamam a Era Cenozoica de Era dos Mamíferos. No entanto, muitos acreditam ser injusto dizer que os mamíferos predominavam uma vez que havia uma grande diversidade biológica, assim como uma rápida evolução de muitas espécies.
Período Terciário
Foto: Reprodução

O Período Terciário é o nome informal dado aos períodos oficiais: Paleogeno e Neogeno. De 65 a 1,8 milhões de anos, o Período Terciário se estendeu até o momento em que surgiram os primeiros ancestrais do homem e é dividido em cinco partes, conforme explicado a seguir.
Paleoceno: período de 65 a 54 milhões de anos. Em suas principais características, encontramos uma grande regressão marinha bem no início, quando a Pangea já estava em divisão que acabou privilegiando a diferenciação endêmica das espécies existentes.
Eoceno: período entre 54 e 33 milhões de anos que tem como característica principal a grande instabilidade tectônica. O início se deu com uma transgressão marinha, ou seja, com o avanço do mar para o interior do continente.
Oligoceno: desde 33 a 23 milhões de anos. O período teve como principal característica o resfriamento progressivo do mar em algumas regiões, além do surgimento dos primeiros primatas.
Mioveno: 23 a 5 milhões de anos. Sua principal característica é a adaptação dos animais marinhos como as baleias e as focas, por exemplo.
Plioceno: período de 5 a 1.8 milhões de anos. Nesse formou-se o Mar Negro, o Mar Cáspio e o Mar De Aral depois da transgressão marinha. Além disso, eram comuns as glaciações e seu final se dá com o surgimento do primeiro ancestral do homem.
Foto: Reprodução

Com a diferenciação das espécies de animais nos períodos Paleoceno, Eoceno e Oligoceno para o Mioceno e Plioceno, as três primeiras épocas formam o Paleogeno, e as duas seguintes formam o Neogeno.
Período Quaternário

Com início há 1,8 milhões de anos, o Período Quaternário tem continuidade até os dias atuais. É dividido em duas épocas denominadas Pleistoceno e Holoceno e tem como principais características diversos períodos de glaciação intensa e, consequentemente, alterações na flora e a predominância dos mamíferos maiores.
Pleistoceno: nessa fase, de 1,8 a 0.01 milhões de anos, a principal característica é o surgimento do homem. No entanto, muitos cientistas ainda discordam a respeito de essa característica ser suficientemente forte para demarcar uma época.
Holoceno: o período durou do final da última glaciação – estimado em 10 mil anos atrás – até os dias de hoje. Sua datação, no entanto, não é muito preciso devido ao fato de que a glaciação foi gradativa.

http://www.estudopratico.com.br/era-cenozoica-caracteristicas-periodo-terciario-e-quaternario/

Floresta Amazônica

Por Natália Petrin

Com aproximadamente 7 mil quilômetros de extensão, a Floresta Amazônica está situada na região norte da América do Sul
, espalhada por territórios do Brasil, Venezuela, Colômbia
, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.


A maior parte, no entanto, está localizada no Brasil, abrangendo os estados do Amazonas, Amapá, Rondônia, Ace, Pará e Roraima, e abrange predominantemente árvores de grande porte.
Foto: Reprodução
Características

Como dissemos acima, a floresta possui muitas árvores de grande porte que estão muito próximas umas das outras, caracterizando uma floresta fechada. O pulmão do mundo, como foi apelidada a floresta, possui biodiversidade e uma importância incalculável. Seu solo apresenta poucos nutrientes que estão localizados em uma pequena camada superior, formada por folhas e frutos em decomposição, além de animais mortos. É com essa matéria – também conhecida como húmus – que milhares de plantas se desenvolvem na floresta onde o ecossistema está em perfeito equilíbrio. Chove muito em toda a floresta e ela apresenta pouca vegetação rasteira devido à presença das árvores maiores que acabam impedindo os raios solares de chegar ao solo.

Localizada próxima à linha do equador, a floresta apresenta predominantemente o clima equatorialonde as temperaturas são elevadas, assim como a quantidade de chuvas. É comum que, na Floresta Amazônica, durante o dia faça um grande calor, e ao final da tarde cheguem fortes chuvas.

Quanto aos animais, em sua maioria, vivem nas árvores e são de pequeno ou médio porte. São eles os macacos, cobras, tucanos, pica-paus, roedores, marsupiais, morcegos e diversos outros como estes. Os rios amazonas e seus afluentes cortam a região e apresentam uma diversidade muito grande de espécies de peixes.

O que a prejudica?

A floresta tem sido prejudicada por muitas práticas advindas dos seres humanos. Entre os principais, temos o desmatamento ilegal e predatório que atuam na destruição da floresta devido às madeireiras que se instalam por lá para cortar e poder comercializar as madeiras de árvores nobres. Além disso, há a queimada para ampliação de área de cultivo, provocadas por fazendeiros, além da biopirataria. Esta última é feita por cientistas estrangeiros que obtêm, sem autorização, amostras das plantas ou dos animais e levando para seus países para realizar estudos e desenvolver substâncias. Com isso, registram patente obrigando ao Brasil a pagar – futuramente – para utilizar as substâncias que são originais do próprio país.

Além disso, houve a descoberta de ouro, principalmente na parte da Floresta Amazônica localizada no Pará. Por isso, muitos rios acabam sendo contaminados com o mercúrio, substância usada para o garimpo. Isso prejudica não apenas a Floresta, mas também aos Índios que dependem da água e dos peixes para sobreviver.

http://www.estudopratico.com.br/floresta-amazonica-caracteristicas-e-o-que-a-prejudica/

Ecossistemas brasileiros

Ecossistemas brasileiros

Por Natália Petrin

Chamamos de ecossistemas os sistemas abertos que envolvem todos os fatores físicos e biológicos de uma determinada área, envolvendo todos os seres vivos, o meio em que vivem e todas as interações entre o meio e os organismos.

Com uma grande diversidade de ecossistemas, o Brasil possui quase todo o seu território na zona tropical e, por isso, há uma grande quantidade de calor durante o ano, favorecendo essa diversidade. Os principais ecossistemas encontrados no Brasil são a Floresta Amazônica,caatinga, campos, cerrados, pantanal, Mata Atlântica e a Vegetação litorânea – esta envolvendo os manguezais e as restingas. Abaixo, confira uma breve explicação sobre cada um deles.

Foto: Reprodução
Floresta Amazônica

A floresta amazônica cobre parte do Brasil, indo além do país. Com chuvas abundantes e frequentes, o ecossistema possui uma flora exuberante com diversas espécies de plantas como a seringueira, o guaraná e a vitória régia, além de ser habitada por muitas espécies distintas de animais, como o boto, a arara, o peixe-boi e o pirarucu. Atualmente o ecossistema apresenta 1,5 milhão de espécies de vegetais já identificadas por cientistas.
Mata Atlântica

Antigamente, a Mata Atlântica cobria cerca de 12% do território brasileiro, mas com a grande quantidade de desmatamentos, sobram apenas 9% de sua extensão original. Com rios importantíssimos para a economia e para o meio ambiente, a região acabou sendo poluída, assim como seus rios. A formação vegetal é, também, diversificada e heterogênea, podendo apresentar três tipos de florestas distintos que, apesar de serem diferentes em sua composição e aspectos florísticos, guardam alguns aspectos comuns. Existem em torno de 800 espécies de aves, 180 de anfíbios e 131 de mamíferos na região, incluindo quatro espécies de mico-leão exclusivas desse ecossistema.
Cerrado

O cerrado apresenta árvores pequenas de troncos torcidos e recurvados em meio a uma vegetação rasteira e rala. A vegetação é composta por espécies como o barbatimão, pau-santo, gabiroba, pequizeiro, entre outros, e abaixo dessas árvores, existem ainda diferentes tipos de capim – que chegam a uma altura em torno de 2,5 m. Existem algumas espécies de animais como lagartos, onça pintada, buriti, lobo guará e tamanduá-bandeira, por exemplo.
Caatinga

Com pouquíssima umidade durante o verão, a região possui como plantas os cactos, cajueiros e juazeiros. As plantas nessa região se adaptaram para proteção contra a falta d’água, possuindo, muitas vezes, armazenamento de água, como as barrigudas, de forma a se preparar para o período de seca. É uma extensa região do nordeste brasileiro e, quando chove, a região possui muita vegetação. Os animais, como a ema, preá, mocó e camaleão, permanecem magros durante os tempos de seca, mas reestabelecem-se após esse período.
Campos

Também conhecidos como pampas, a região é composta por formações edáficas, e não climáticas. A vegetação apresenta um tapete herbáceo baixo, chegando a até 1 m de altura, além de ser pobre em espécies. Predominam as gramíneas, compostas e leguminosas. Atualmente as vegetações são consumidas para o pastoreio sem preocupações com sua manutenção. Além disso, são características desse ecossistema o cultivo de arroz, milho, trigo e soja.
Pantanal

O pantanal é uma área de inundação contínua, sendo o Pantanal Mato-grossense a maior planície de inundação contínua do planeta, de acordo com a Comissão Interministerial para Preparação da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – SI/PR, 1991. A região é uma área de transição e, por isso, apresenta um grande mosaico de ecossistemas terrestres. A degradação desse ecossistema se dá por meio do garimpo de ouro e diamantes, caça, pesca, turismo e agropecuária predatória, além da construção de rodovias e hidrelétricas.
Vegetação litorânea

A vegetação possui biodiversidade grande, tanto nas restingas quanto nos manguezais. São grandes também as variedades em espécies de animais crustáceos, peixes e aves. Típicas do litoral brasileiro, os ecossistemas dessa categoria abrigam animais como coruja-buraqueira, maria-farinha, besourinho-da-praia e perereca, além de caranguejos – nos mangues. Entre as plantas encontramos a Sumaré, açucena, bromélias, cactos e, nos manguezais, as famosas árvores com raízes escoras, pois são capazes de fixar-se em solo lodoso.

http://www.estudopratico.com.br/ecossistemas-brasileiros-definicao-e-principais-ecossistemas/

Restinga

Restinga

Por Natália Petrin

Chamamos de restinga o espaço geográfico que é formado por depósitos arenosos, desde que sejam paralelos à linha da costa. Normalmente possuem forma alongada e são gerados por processos de sedimentação. Muito usada no Brasil, a palavra possui algumas definições diversas, mas segundo a Resolução do Conama n°. 261/1999 (Brasil, 1999):

Um conjunto de ecossistemas que compreende comunidades vegetais florística e fisionomicamente distintas, situadas em terrenos predominantemente arenosos, de origens marinha, fluvial, lagunar, eólica ou combinações destas, de idade quaternária, em geral com solos pouco desenvolvidos. Estas comunidades vegetais formam um complexo vegetacional edáfico e pioneiro, que depende mais da natureza do sol que do clima, encontrando-se em praias, cordões arenosos, dunas e depressões associadas, planícies e terraços.

Foto: Reprodução
Como se formam?

Esses terrenos são formados pela ação dos ventos e das águas marinhas, tendo uma grande variação na vegetação. Ocasionada pelo recuo dos níveis dos oceanos há, aproximadamente 5 mil anos – durante o quaternário -, houve deposições fluviais e lacustres que contem, em parte,material proveniente das escarpas do Complexo Cristalino.
Características

As planícies caracterizadas como restingas estão localizadas sob clima tropical úmido, sem estações secas e com precipitações médias anuais em torno de 1700 e 2000 mm. As marés atuaram na região fazendo com que se depositassem os sedimentos marinhos sob a forma de cordões arenosos e, por trás dos depósitos, pode ser que aconteçam depressões que formam pântanos de água doce, ou ainda várzeas.

A vegetação, na linha de praia das planícies litorâneas, é adaptada às condições salinas e arenosas, e é denominada halófila psamífila. Depois dessa linha, encontra-se a faixa dos cordões mais estáveis onde a vegetação é arbustiva e arbórea densa. Já sobre os cordões arenosos, a floresta se estabelece de forma menos exuberante que a Mata Atlântica, mas com flora similar. Nos terraços marinhos, por sua vez, as áreas podem ficar temporariamente inundadas suportando as florestas de várzea. Em seguida, entre os cordões, há uma depressão permanentemente úmida que possui florestas com poucas espécies arbóreas e muitas bromélias. Por fim, nas bacias de solo orgânico, temos todos os tipos de vegetação citados.

Com isso, podemos dizer que a restinga possui uma fauna similar à da Mata Atlântica e as interações estão associadas às alternativas temporais e espaciais de abrigo, nidificação e recursos.
Proteção

A degradação dessas áreas tem sido evitada por meio do Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651, de 25 de maio de 2012), pois as restingas precisam continuar exercendo a sua função ambiental importante de fixadoras de dunas e estabilizadoras de manguezais. Essas regiões são enquadradas como Áreas de Preservação Permanente, isso significa que não podem ser ocupadas nem devastadas.

http://www.estudopratico.com.br/restinga-formacao-caracteristicas-e-protecao/

Pampas

Pampas

Por Natália Petrin

O nome pampas, de origem quéchua – idioma sulamericano – significa região plana e é usado para denominar um bioma que abrange uma área de aproximadamente 700 mil km². Ocupando aproximadamente 2,4% da vegetação do Brasil, esse tipo de bioma está presente ainda na República Oriental do Uruguai, Corrientes, Entrerríos, Santa Fé, La Pampa, províncias de Buenos Aires e Rio Grande do Sul.

A região, também conhecida pelo nome de Campanha Gaúcha, Campos Sulinos e Campos do Sul foi palco da Guerra do Paraguai entre os anos de 1865 e 1870 entre Brasil, Paraguai, Argentina e futuramente Uruguai.

Foto: Reprodução
Fauna e flora

Apesar de ser uma área predominantemente de campos, pode-se encontrar nos pampas também algumas cavernas e grutas – como a Pedra do Segredo em Capaçava do Sul, e sítios arqueológicos como o da Cidade de Mata.

Com vegetação herbácea entre 10 e 50 cm de altura, os pampas possuem uma paisagem homogênea que se assemelha – quando vista de longe – a um imenso tapete verde.

Os pampas é considerado um dos mais ricos ecossistemas quando falamos de biodiversidade de espécies animais. Isso inclui espécies endêmicas – desenvolvem-se em áreas muito restritas -, raras, ameaçadas de extinção, migratórias, cinegéticas e de interesse econômico para a região. Como exemplo das espécies ameaçadas de extinção podemos citar a onça-pintada, a jaguatirica, o mico-leão-dourado, o tamanduá, entre muitas outras espécies.

Entre os mamíferos, podemos dizer que 39% são endêmicos, assim como a maioria das borboletas, répteis, anfíbios e aves nativas. A grande biodiversidade da região, no entanto, ainda não foi completamente descrita pela ciência. Estima-se que existam cerca de 3000 espécies de plantas, além de muitas outras de animais, sendo que as aves formam um número de, aproximadamente, 500 espécies diferentes.
Características

A região possui um relevo aplainado entre 500 m e 800 m de altitude, com clima subtropical e temperaturas amenas. Além disso, as chuvas são constantes na região, fazendo com que o solo já fértil seja ainda melhor para a atividade agropecuária que se desenvolveu rapidamente. As principais produções da região são de arroz, milho, trigo, soja e uva, e as principais criações pecuárias são bois e ovelhas.
Problemas

Com a grande quantidade de atividade agropecuária e seu desenvolvimento desordenado, além do desmatamento e outras formas de degradação do ambiente, a região passou a apresentar muitos riscos de erosão, arenização e extinção de muitos animais nativos. A degradação tem sido evitada parcialmente por meio da criação de reservas naturais que são reivindicadas por ONGs que visam a preservação dos pampas.

http://www.estudopratico.com.br/pampas-fauna-flora-caracteristicas-e-problemas/

Bacias sedimentares

Bacias sedimentares

Por Débora Silva

As bacias sedimentares são depressões na superfície que, no decorrer do tempo, foram preenchidas por sedimentos. Ao longo de milhões de anos, a deposição de material sedimentar transforma-se em formações rochosas. De acordo com a sua origem, são três os principais tipos de substâncias que são depositadas nestas depressões: materiais de origem biológica (restos de animais, fragmentos de conchas, recifes de coral, ossos etc.); materiais depositados por erosão de regiões próximas à bacia, devido à ação da água, vento, rios ou geleiras; e materiais precipitados em corpos d’água dentro da bacia. Geralmente, as bacias sedimentares estão localizadas em áreas de limites de placas tectônicas e, assim como a maior parte do relevo terrestre, estão em constante processo de renovação, com o depósito constante de sedimentos ou outros fatores tectônicos.

Foto: Reprodução
Classificação das bacias sedimentares

A classificação das bacias sedimentares é feita a partir de critérios essencialmente tectônicos, tais como: localização relativa aos limites das placas, a natureza do substrato da crusta, a evolução tectônica e o grau de deformação.

Dessa forma, podem ser considerados os seguintes tipos: fossas de afundamento, bacias intracratônicas, bacias oceânicas, margens continentais, bacias frontais, bacias de retroarco, bacias intramontanhosas e bacias de pull-apart.
As bacias sedimentares brasileiras

O Brasil tem cerca de 60% de seu território ocupado por bacias sedimentares, totalizando uma área de 6.436.200 km², dos quais 76% estão em terra e 24% em plataforma continental.

Datadas do Paleozoico, do Mesozoico e do Cenozoico, as bacias sedimentares brasileiras são divididas em três tipos, a saber:
Bacias sedimentares de grande extensão: bacias Amazônica, do Parnaíba (ou Meio-Norte), do Paraná (ou Paranaica) e Central;
Bacias sedimentares de menor extensão: bacias do Pantanal Mato-Grossense, do São Francisco (ou Sanfranciscana), do Recôncavo Tucano e a Litorânea;
Bacias de compartimento de planalto (bacias muito pequenas): bacias de Curitiba, Taubaté e São Paulo, dentre outras.

Atualmente, nove das bacias sedimentares brasileiras são produtoras de petróleo. São elas: Campos, Espírito Santo, Tucano, Recôncavo, Santos, Sergipe-Alagoas, Potiguar, Ceará e Solimões.
A origem dos fósseis e do petróleo

No processo de formação das bacias sedimentares, muitos restos de animais mortos e materiais orgânicos foram “soterrados” pelos sedimentos depositados no fundo dos oceanos. Dependendo das condições de temperatura e pressão, parte desses materiais foi conservado, originando, assim, os fósseis.

Quando a pressão e as temperaturas são altas, a tendência é que os restos de materiais orgânicos tornem-se líquidos (denominado processo de litificação). Dependendo das condições de armazenamento, este material se acumula e se transforma em petróleo.

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