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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Como é mesmo o efeito da toxina botulínica?



A toxina botulínica pode facilmente ser considerada uma das substâncias do século. Apesar de cara, tem sido cada vez mais utilizada no tratamento de vários tipos de doenças e condições. A neurologia é a especialidade onde a toxina encontrou mais indicações.


Mas como é que a toxina botulínica (BnT) age?


Antes de sabermos a ação da BnT, vamos conhecer um pouco sobre a placa motora, a região onde o nervo se une com o músculo. 


Os músculos (e as glândulas, como as que produzem a saliva) não funcionam sem o aporte dos nervos periféricos. Para que um músculo contraia (e uma glândula produza substâncias), é necessário que haja a comunicação entre o nervo e o músculo através da placa mioneural (ou, no caso das glândulas, a conexão entre estas e os nervos). 


O músculo possui receptores, substâncias que recebem e permitem a passagem de outras substâncias, localizadas em suas membranas. A substância mais importante para a contração muscular chama-se acetilcolina (ou ACh), um neurotransmissor. 


Observe abaixo:


https://humanphysiology2011.wikispaces.com/file/view/fig._7.26.jpg/217817416/643x453/fig._7.26.jpg

Esta imagem acima, linda por sinal, demonstra um desenho esquemático de um receptor de ACh na superfície do músculo. Quando a ACh liga-se ao músculo, há a entrada de sódio e a saída de potássio da célula, o que desencadeia um potencial de ação e inicia a contração muscular (se interessar, leia mais sobre isso aqui).


Mas de onde vem a ACh? Vem dos nervos que estão em contato com a superfície do músculo. A ACh é produzida em certos núcleos e trafega até as terminações destes nervos, onde ela é colocada em vesículas (pequenas bolinhas) em quantidades enormes (quanta, plural de quantum), e é liberada no espaço entre o nervo e o músculo (fenda sináptica).


Observe abaixo:


http://classconnection.s3.amazonaws.com/116/flashcards/1707116/png/ach_receptor1349230261545.png



http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/57/1009_Motor_End_Plate_and_Innervation.jpg/330px-1009_Motor_End_Plate_and_Innervation.jpg





Não achei figura melhor para demonstrar isso do que essas aí em cima. 


As vesículas de ACh não vão, no entanto, para a membrana do nervo para serem liberedas de modo espontâneo, ou seguindo algum instinto mágico. Elas necessitam de outras substâncias que as ancorem e as puxem em direção à terminação do nervo para, finalmente, serem liberadas.


A essas moléculas chamamos de moléculas de ancoragem, e há várias delas. Observe abaixo:


http://www.ipsifar.rm.cnr.it/immagini/Sinaptyv%20vesicle2.JPG

Essas espirais coloridas que você vê acima são as representações esquemáticas de várias moléculas que puxam a vesícula de ACh em direção à fenda sináptica para liberação. Sem elas, a ACh fica parada, boiando dentro do terminal sináptico, e não sai para a fenda para se ligar aos receptores do músculo.


E aqui chegamos à nossa pergunta inicial. Como age a toxina botulínica?


Vamos ver a toxina mais de perto.


http://www.ebi.ac.uk/biomodels/ModelMonth/2010-08/fig1.png

Diga oi para a BnT. Ela possui duas cadeias, uma vele (light chain) e uma pesada (heavy chain), unidas por uma ponte de dois átomos de enxofre (S), ou ponte dissulfeto, extremamente frágil.


A BnT para funcionar precisa estar inteira. Por isso que ela tem de ser armazenada em geladeira e não pode ser muito balançada além do ideal para sua reconstituição em soro fisiológico quando preparada.


A cadeia pesada serve para abrir uma brecha dentro da terminação onde estão as vesículas de acetil colina. Quem age mesmo é a cadeia leve. E o que ela faz?? Justamente destroi as proteínas que puxam a ACh para se ligar à membrana. Ou seja, a BnT deixa as vesícular de ACh boiando dentro do terminal.


Observe abaixo:


http://www.studentpulse.com/article-images/uploaded/324_1.jpg

Na parte de cima da figura, a transmissão normal. Na parte de baixo, a transmissão com as proteínas de ancoragem destruídas pela BnT.


Há cerca de 7 sorotipos de BnT, de A até G. No Brasil usamos somente o tipo A. Nos EUA e Europa, usam-se os tipos A e B. E no Japão, pode ser utilizado o tipo F. Na figura abaixo, estão algumas das proteínas de ancoragem e as toxinas que agem sobre elas.


http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8b/Presynaptic_CNTs_targets.svg/2000px-Presynaptic_CNTs_targets.svg.png

Muito bem. Espero que tenham entendido. Qualquer dúvida, não hesitem em contactar-se por email (sekeff@hotmail.com), ou postar no blog no Facebook.

http://neuroinformacao.blogspot.com.br/search?updated-max=2015-03-05T22:10:00-03:00&max-results=2&start=6&by-date=false

O músculo piriforme -- Palpe sua nádega, próximo ao osso que fica bem no meio, e a separa em dois, o sacro. Aí, inserem-se vários músculos importantes, cujas funções são variadas.



Palpe sua nádega, próximo ao osso que fica bem no meio, e a separa em dois, o sacro. Aí, inserem-se vários músculos importantes, cujas funções são variadas. Dê uma olhada nesta figura, e você conhecerá um pouco mais de seu traseiro, anatomicamente falando:


http://vanjaradic.fi/wp-content/uploads/2014/01/hip-muscles.jpg

Muito prazer, essa é sua nádega vista por dentro. Temos músculos famosos, como os glúteos (que na verdade são três, o máximo, o médio e o mínimo), e músculos menos famosos, como o quadrado femoral, os gêmeos superior e inferior, e o... piriforme!


O piriforme tem esse nome por que, supostamente, tem a forma de uma pera (do latim, pirus ou pirum, ou pera, e formis, forma).


Observe o piriforme abaixo:


http://www.isischiropractic.co.uk/images/PiriformisAndPelvis2.jpg

Tente localizar, agora, o piriforme na primeira figura. 


E olhe quem passa abaixo do piriforme! Ele mesmo, o grande nervo ciático (que alguns chamam de nervo asiático, porque o som parece). 


Muito bem, e qual a função do piriforme?


O piriforme, pela sua inserção no maior osso do corpo, o fêmur, roda a perna externamente e abduz a perna. 


Que??? Fale em português, Oh, pá!


Vamos lá. O piriforme roda a perna externamente. Sente-se, e tente cruzar a perna. Fazendo isso, você está rodando a perda externamente. O piriforme ajuda nisso. 


Observe abaixo:


http://deansomerset.com/wp-content/uploads/2012/10/hip-rotation.png

Na figura da esquerda, a perna está sendo rodada para dentro ou internamente, e na figura da direita, o contrário, ou seja, a perna está sendo rodada externamente, ou para fora.


E o piriforme abduz a perna. Fique em pé, permaneça na mesma posição, apoie-se em algo, e lateralize a perna para fora, qualquer uma delas. O ato de jogar a perna para o lado de fora é a abdução da perna. Observe abaixo:


http://www.danakenheadfitness.com/blog/wp-content/uploads/2012/12/hip-abduction_-_step_2.max_.v1.png

A garota acima está abduzindo a perna esquerda.


Bem, agora que você já conhece mais um músculo do seu corpo, iremos, no próximo post, falar da síndrome que afeta este pequeno e importante músculo, e que simula uma dor do ciático, ou ciatalgia, a síndrome do piriforme.

Tratamento da fibromialgia


Antes de mais nada, deixo os pacientes e acompanhantes orientados de que o tratamento de qualquer doença somente deve ser feito por médico competente, e nunca, mas nunca, use qualquer medicação sem orientação médica. 


O tratamento da fibromialgia deve ser direcionado à diminuição da dor, melhora da fadiga, da insônia e dos problemas de memória associados com ela.

O tratamento inicial consiste em:

1. Educar o paciente a respeito do que é a doença , o que podemos fazer para amenizar as dores, orientações para uma boa noite de sono, e a importância do tratamento das comorbidades, ou seja, da depressão, ansiedade e da insônia. 


2. Iniciar um programa de atividades físicas regulares, condicionamento aeróbico, alongamento e fortalecimento muscular, tudo após orientação cardiológica e ortopédica.


3. Uso de medicações, em especial de uma medicação só, para os sintomas que não melhoram com as medidas acima. 


Muitos pacientes permanecem com os sintomas mesmo após a instituição regular das medidas descritas acima, e nestes pacientes, pode-se usar uma medicação única em doses toleradas (claro, as doses começam baixas, e vão sendo gradualmente aumentadas à medida que os sintomas não apresentam melhora e os pacientes tolerem). Os pacientes em uso de medicações não devem parar as medidas descritas acima. 


Alguns pacientes necessitam de mais de uma medicação, e de avaliações de médicos de outras especialidades, como fisiatria, reumatologista e psiquiatria, e profissionais de outras áreas, como psicólogos e terapeitas ocupacionais. 

Várias são as medicações usadas no tratamento da fibromialgia, pertencentes a várias classes diferentes. Como cada classe age em um sistema diferente dentro do cérebro, o uso de mais de uma medicação visa a associar diferentes mecanismos de ação para conseguir melhores resultados.


Entre as medicações usadas, podemos citar:


1. Antidepressivos, como os antidepressivos tricíclicos (amitriptilina e nortriptilina), os inibidores recaptação de serotonina (fluoxetina, paroxetina, citalopram) e os inibidores de recaptação dual de serotonina e noradrenalina (venlafaxina, duloxetina).


2. Anticonvulsivantes, como a pregabalina e a gabapentina.


E você pode perguntar: Mas o que tem um anticonvulsivante a ver com fibromialgia. Afinal de contas, eu nunca tive convulsão?


Bem, os anticonvulsivantes não servem só para tratar convulsões, mas têm vários mecanismos de ação, alguns ainda pouco conhecidos, e essas medicações podem agir em locais de produção de dor ou de hiperexcitabilidade cortical no cérebro, ajudando a controlar a dor. 


Entre as terapias não medicamentosas, a psicoterapia feita por psiquiatra ou psicólogo pode ser muito útil para aqueles pacientes com pouca melhora com medicações e atividade física. Por isso, se seu médico encaminhar você ao psiquiatra ou psicólogo, pode ser que isso seja uma maneira de melhorar ainda mais seu problema, e a sugestão do blog Neuroinformação é que você siga a orientação do seu médico e vá aos especialistas indicados. 


Uma outra coisa. Falamos no post anterior sobre fibromialgia que muitos pacientes podem ter doenças que simulam a fibromialgia, e muitas vezes o tratamento não dá certo por que o paciente não tem fibromialgia, mas outra doença que deve ser diagosticada, e tratada de forma diferente. Nestes casos, seu médico poerá pedir exame sou encaminhar você a outros especialistas que o ajudarão a fazer seu diagnóstico. 


Outra coisa. Nunca esqueça de tomar suas medicações, na hora certa! A falta de aderência ao tratamento pode ser uma das causas de falha no tratamento. Se você não acha que deve tomar tal medicação, ao invés de parar de tomar, discuta isso com o seu médico, que é a pessoa mais indicada para dizer se o remédio é bom para você, a dose certa, e quais as altenativas caso haja efeitos colaterais ou falta de melhora. E sempre discuta os efeitos colaterais com o médico antes de tomar a medicação, para que você não tenha surpresas. 


O uso de analgésicos e anti-inflamatórios na fibromialgia deve ser discutido com o médico que trata o paciente. Não acho que seja prudente discutir isso aqui, em ambiente virtual, pois estas são medicações de venda liberada no Brasil (com exceção dos analgésicos opióides como a codeína e o tramadol), e cujo uso indiscriminado pode levar a efeitos colaterais, por vezes graves. Só use essas medicações sob orientação médica.


E a acupuntura, funciona? Uma revisão sistemática de 2013 de acupuntura em fibromialgia, envolvendo 395 pacientes (um número razoável, apesar da alta frequência da doença), avaliando 9 estudos diferentes, demonstrou melhorana dor e na rigidez com a acupuntura em relação ao tratamento padrão, algo que não foi visto em outro estudo avaliando 100 pacientes menos. Também, parece que a melhora foi maior com o uso de eletroacupuntura. Os benefícios da acupuntura podem durar pouco (menos de 6 meses). 


Já a esstimulação magnética transcraniana, uma técnica recente mas já bem estudada, foi avaliada em dois estudos, um com 32 pacientes e outro com 20 pacientes, com melhora significativa na dor e na depressão, mas mais estudos são necessários, com mais pacientes, para termos certeza do real benefício dessa técnica.


Por último, o uso de vitamina D parece melhorar a dor com base em um único estudo com 30 mulheres com fibromialgia com níveis de baixos a moderados de vitamina D no sangue. Mas novamente, mais estudos com muito mais pacientes são necessários para sabermos se a vitamina D realmente é útil no tratamento da fibromialgia.

http://neuroinformacao.blogspot.com.br/2015/04/tratamento-da-fibromialgia.html
G1

Mielite transversa: Mielite refere-se a inflamação da medula espinhal (do grego, myelos).



Mielite refere-se a inflamação da medula espinhal (do grego, myelos). Transversa significa que toda a extensão transversal da medula foi acometida. Leia o post sobre medula espinhal, e conheça mais sobre sua medula, depois volte aqui. Veja que a medula espinhal tem a forma cilíndrica.

Imagine uma lâmina cortando a medula de trás para frente. Pois é, a mielite transversa não ocorre quando a medula é cortada, mas quando ela sofre inflamação como se tivesse sido cortada. E os sintomas são relacionados a perda de força e sensibilidade abaixo do nível da lesão.

Como assim?

Bem, a medula manda e recebe sinais para e de todo o corpo, inclusive braços e pernas, além do pescoço. Há níveis medulares classificados de acordo com as raízes nervosas que saem da medula, sendo que a primeira raiz, lá em cima no pescoço, é a primeira raiz cervical, ou C1. A última raiz é a quinta sacral, ou S5. Há oito raízes cervicais (C1 a C8), doze raízes torácicas (T1 a T12), cinco lombares (L1 a L5), e cinco sacrais (S1 a S5). Veja a figura abaixo:



As raízes de C4 ou C5 a T1 ou T2 são relacionadas aos braços, e as raízes de T12 a S1 relacionam-se às pernas. Isso quer dizer que uma lesão acima de C5 deixa o paciente sem os movimentos dos braços e pernas (tetraparético, quando há diminuição de força, ou tetraplégico, quando há perda completa de força). Já lesões abaixo de T2 e acima de T12 deixam a pessoa paraparética ou paraplégica, quando somente as pernas ficam fracas.

Olhe essa figura abaixo. Cada área de seu corpo relaciona-se a um segmento medular. Lesões da mielite transversa, ou qualquer outra lesão medular que lese completamente a medula, leva a perda de força, sensibilidade e alterações de função da bexiga e do reto (incontinência, quando não há possibilidade de segurar, ou retenção, quando o paciente não consegue liberar, de urinas e fezes).


E quais as causas mais comuns de mielite transversa?

A causa mais comum é a esclerose múltipla. Mas outras causas são infecções virais, inflamações de outras causas como doenças reumáticas, isquemias (diminuição de sangue na medula), e mesmo situações idiopáticas, sem causa definida.

http://neuroinformacao.blogspot.com.br/2015/05/mielite-transversa.html

JOGO DO STOP



O Jogo STOP estimula várias funções, como: memória de trabalho, tolerância, o hábito de seguir regras, organização e planejamento. O jogo também trabalha questões referentes a classificação por categorias, além de estimular a linguagem escrita. Os educandos que frequentam o SAEDE/TDAH costumam gostar dessa atividade.
Também utilizamos a seguinte variação para o jogo: quando os educandos não lembram de uma certa palavra de determinada categoria, permitimos que pesquise no computador. Palavras pesquisadas valem 5 pontos no nosso jogo.


http://saedecenap.blogspot.com.br/2014/04/quem-nao-lembra-do-jogo-stop-otima.html

DICA DE JOGOS ONLINE



SETE ERROS


QUEBRA-CABEÇA


VÍDEOS FOLCLORE


VÍDEOS COPA


JOGO ESTACIONAR CARRETA



JOGO PROCESSO – ENCAIXAR AS PALAVRAS SEM CAIR



JOGO DO MAGO



JOGO DE ADIÇÃO



LOUSA



MONSTRO COME FRUTA



PESCARIA MATEMÁTICA



MULTIPLICAÇÃO GEOLOGIA



FECHE A CAIXA ON LINE


ACHAR O CAMINHO



CANHÃO NUMÉRICO



TRÊS OU MAIS



DESBLOQUEIO



JOGO DA COBRINHA



RACIOCÍNIO MATEMÁTICO


http://saedecenap.blogspot.com.br/2014/08/dica-de-jogos-online_6.html

COMO DESENHAR UMA VAQUINHA



Seguir instruções para produzir um desenho, estimula o educando a se organizar na realização de tarefas, a prestar atenção nas etapas, a manter o foco em atividades que envolva esforço mental continuado, além de estimular a criatividade e a representação através de gravuras.


Esta atividade foi produzida por um educando do 2º ano que frequenta o SAEDE/TDAH.

http://saedecenap.blogspot.com.br/2014/11/como-desenhar-uma-vaquinha.html

HISTÓRIA EM QUADRINHOS


Atividade realizada com o SAEDE/TDAH, as histórias em quadrinhos criadas através do HAGÁQUÊ, são ótimas ferramentas que contribuem para o desenvolvimento de várias habilidades, como: planejamento, organização, persistência para concluir a atividade, tolerância para seguir regras, criatividade e tomada de decisão. É uma atividade divertida e colorida, que também contribui para o trabalho de escrita, leitura e interpretação.


O HAGÁQUÊ é um software educativo e gratuito. Para ter acesso digite no google "hagáquê unicamp", selecione o site e baixe no seu computador.

Atividades para estimular o cérebro de idosos usando produtos da despensa!!

É no cotidiano que usamos nossas habilidades cognitivas, motoras e sensoriais. E por que não utilizarmos dele para estimular ou Reabilitar? Bem, esse é e sempre foi o pensamento do Reab.me, tanto que foi assim que surgiram nossos cadernos de exercícios com temas do cotidiano (ainda não conhece? clica aqui!).

Esse exercício foi postado por nós em 2010 (acredite, já fazíamos o site nesta época! kkk) e gostamos tanto da utilidade e versatilidade dele que este foi um dos exercícios que fez parte dos nossos cadernos e nos inspirou a tantos outros.
Vamos a ele?
Primeiro, perceba se acuidade visual do cliente permite o uso dos rótulos originais dos produtos. Usaremos as datas de validade para o exercício e como elas, geralmente, são bem pequenas e com pouco contraste podem ser um empecilho para o desempenho. Uma alternativa é adaptar e tornar os vencimentos mais visíveis.
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Uma vez garantido que os produtos utilizados e suas datas de validade são adequados (fáceis de visualizar), vamos começar:
– Na despensa separe os produtos que serão utilizados. Deixei-os todos em alturas funcionais.
– Individualmente, peça para o cliente encontrá-los um a um e separe-os, levando-os para uma mesa onde vocês possam dar continuidade.
É importante lembrar que algumas validades podem exigir tempo para serem encontradas, a depender do perfil cognitivo do cliente. Esteja atento na escolha dos produtos.
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Você ainda pode:
1. Listar os nomes dos produtos e as datas de validade.
2. Identificar e sequenciar os produtos, de acordo com a ordem de vencimento. Usando ou não o auxílio da lista.
3. Se o cliente se interessa por cozinhar ou tem conhecimentos mínimos sobre a preparação de alguns alimentos, que tal propor a ele identificar pratos que podem ser feitos com esses produtos cuja data de validade está próxima? Podem ser pratos para cada produtos ou até mesmo um que combine todos eles.
4. Clientes que sabem cozinhar podem escrever a receita em um papel.
5. Combinar com o familiar ou cuidador que a receita seja feita em momento posterior com participação do cliente.
6. Que tal fazer um  jogo usando o nome dos produtos e as datas de vencimento? Pode-se trabalhar sequência ou pareamento e tudo mais o que cliente precisar e você conseguir extrair desse material.
7. Atividades com cálculo também podem ser estimuladas. Por quanto tempo o produto durou (use a data de fabricação e a validade); Quanto tempo ele ainda tem de validade? Adapte a complexidade do cálculo à capacidade do cliente. Alguns produtos já requerem alguns cálculos em suas embalagens, perceba no exemplo a seguir:
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Uma atividade simples, mas que pode ser grande utilidade e bastante rica é a ORGANIZAÇÃO DA DESPENSA, de acordo com as validades do produto. Uma atividade como esta é super importante para pessoas que sempre estiveram à diante do funcionamento da casa e, devido a uma disfunção cognitiva, tiveram que se ausentar.
Aguardamos sugestões de mais formas de uso. Ah, e também sua experiência com esta atividade!!!!

http://www.reab.me/exercicio-qual-e-a-validade/

Imprima atividade para completar as flores com papel amassadinho!

A tarefa de amassar papel pode fazer parte de muitas atividades divertidas e que estimulam habilidades manuais em crianças. Aliás, a depender de como a atividade é apresentada é realizada até alguns adultos podem utilizar com objetivos terapêuticos.

O site messforless disponibiliza gratuitamente uma imagem de flor que deve ser preenchida com pontos de papel colorido e amassado, são esses pontos que vão dar o colorido da flor!


Se você se interessou pelo material, clica no link acima e já baixa o seu! Você vai ser encaminhado ao post do site e vai selecionar “free flower printable”

Importante lembrar que é recomendado o uso de papel colorido e também bem fininho, tipo papel seda. O importante é que a gramatura do papel não dificulte ele ser amassado e colado, combinado?

http://www.reab.me/imprima-atividade-para-completar-as-flores-com-papel-amassadinho/

Aprenda a fazer 12 brincadeiras usando apenas PAPEL!


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Se você chegou até aqui é porque acredita que para brincar não precisamos de recursos mirabolantes e nem mesmo do brinquedo mais desejado dos últimos tempos. E então que tal relembrar e até criar algumas “BRINCADEIRAS NO PAPEL”?
Abaixo estão listadas 12 brincadeiras que você pode fazer agora mesmo:
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jogo dos pontinhos é bem simples! Cada jogador faz um tracinho por vez e o objetivo é fechar o quadrado. Quem conseguir fechar, coloca a letra do seu nome dentro, ganha quem tiver mais quadrados. Um ótimo jogo para estimular atenção e raciocínio lógico!
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Forca é uma brincadeira bem antiga, mas que proporciona grade desenvolvimento para a aprendizagem de letras e palavras. Muito legal para ampliar o vocabulário e pensar em categorias.
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Sudoku é um jogo que exige planejamento, organização e atenção. As figuras não podem ser repetidas nas mesmas linhas e nem nas colunas. Você pode explorar essa brincadeira com números, letras, formas, cores… o que a imaginação permitir.
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O jogo conhecido como “Abre e fecha” ou “ Come-Come” pode ser feito de acordo com os interesses da criança e também atrelado aos objetivos de estimular aprendizagem. Nesse caso, quando cai em um grupinho de letras, solicito que a criança puxe a aba interna e dentro terá a categoria a ser explorada como… nomes, cores, frutas ou animais e então a criança terá que falar algo com uma das letras escolhidas e da categoria que cair.
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Tabelinhas de… adivinhe o que é? Eu faço uma tabela com 10 itens e a criança faz a dela com 10 itens também e aí vou dando dicas de item por item da minha tabela. Por ex:  É uma fruta, começa com a letra M, é verde por fora e vermelha por dentro… Vocês podem estabelecer o número de dicas! A medida que forem acertando,  as imagens vão sendo marcadas com um X. Ganha quem acertar o maior número de imagens da tabela do seu oponente. Um atividade super rica para a construção de linguagem e pensamento, fora que estimulamos a criatividade e o brincar.
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Quem nunca brincou de “Detetive”? Essa proposta funciona bem em grupos e desperta nas crianças um poder investigativo que requer bastante atenção e dedicação. Afinal,  ninguém quer deixar um assassino solto por aí!
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Adivinhe o número! Uma brincadeira simples, mas que pode ser muito legal para desenvolver memória auditiva, atenção e associação entre numeral e quantidade. Você só precisa ter em mãos, o registro de um número e bater a quantidade de palmas para cada um deles (um de cada vez). A criança do outro lado, fará o registro e depois vocês irão verificar se está correto.
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Crie inícios de história e deixe que a criança construa o restante. Essa é uma forma de explorar a construção de textos de forma lúdica e sair do tal do ERA UMA VEZ…
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Use papel carbono para desenhar, criar, escrever, reproduzir…um bom estímulo para crianças que gostam de desenhar e dar o mesmo desenho para pessoas diferentes ou que querem sair vendendo suas belas artes para toda a família, amigos, vizinhos… na minha infância eu vendia desenhos… rsrsrs
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Brincar de descobrir a imagem enquanto o outro desenha. Geralmente disponibilizo papéis com ações, objetos, animais… e aí temos que desenhar e o outro adivinhar. Para quem já jogou Imagem e ação, fica bem fácil trazer esse recurso para o papel.
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Forme palavras seguindo as linhas é uma forma de brincar com as sílabas e construir palavras, simples mas que garante uma boa interação da criança e proporciona o desenvolvimento das aprendizagens de leitura e escrita.
adivinhe
Mais conhecido como “Stop” esse jogo se tornava uma grande disputa para ver quem conseguia lembrar as palavras de cada categoria com a letra solicitada. Um ótimo exercício para memória, agilidade mental, associação de letras e linguagem.
Espero que sejam proveitosos esses momentos do brincar e lembrem-se, não precisamos de muito para produzir brincadeiras e momentos dedicados as crianças.
Bons momentos de brincar no papel!
Leia mais:
http://www.reab.me/author/michelle-costa-soares/

Arroz amarelo e com cheiro de limão super fácil de fazer!!


O post é curtinho, mas muito útil para quem usa esse tipo de recurso para brincar com as crianças ou reabilitar (pois é, existem profissionais que trabalham usando os órgãos sensoriais! Cheiro, movimento, cores e texturas fazem parte do trabalho deles para atingir os objetivos terapêuticos).

A proposta é fazer um arroz amarelo com cheiro de limão de uma forma super fácil! Vamos lá?

Passo 1: Medir uma xícara de arroz em recipiente com tampa
Passo 2: Adicione uma colher de chá de suco de limão (você pode ajustar essa quantidade de acordo com a sua preferência quanto a intensidade do cheiro desejada)
Passo 3: Adicionar quantidade desejada de corante alimentar (para conseguir tons diferentes da mesma cor você vai dosando a quantidade de corante, que neste caso seria o amarelo)
Passo 4: Espalhe em papel toalha e deixe secar (30 minutos no mínimo)
Passo 5: Use!

Para pintar o arroz coloque-o em um saco ou em recipiente que você possa fechar para agitar. Uma boa dica é já fazer o arroz com a criança e quem sabe ir explorando os movimentos com o saco plástico para “massagear”, tendo assim uma experiência sensorial neste momento da produção. Ao colocar para secar, deixe o arroz espalhado de forma mais uniforme possível sobre o papel toalha. Depois de deixar secar você terá seu arroz amarelo com perfume de limão!! Preparado para começar a brincadeira?

O que é deficiência intelectual?





Ricardo Ampudia (novaescola@fvc.org.br)



Pessoas com deficiência intelectual ou cognitiva costumam apresentar dificuldades para resolver problemas, compreender ideias abstratas (como as metáforas, a noção de tempo e os valores monetários), estabelecer relações sociais, compreender e obedecer a regras, e realizar atividades cotidianas - como, por exemplo, as ações de autocuidado.
A capacidade de argumentação desses alunos também pode ser afetada e precisa ser devidamente estimulada para facilitar o processo de inclusão e fazer com que a pessoa adquira independência em suas relações com o mundo.
As causas são variadas e complexas, sendo a genética a mais comum, assim como as complicações perinatais, a má-formação fetal ou problemas durante a gravidez. A desnutrição severa e o envenenamento por metais pesados durante a infância também podem acarretar problemas graves para o desenvolvimento intelectual.
O Instituto Inclusão Brasil estima que 87% das crianças brasileiras com algum tipo de deficiência intelectual têm mais dificuldades na aprendizagem escolar e na aquisição de novas competências, se comparadas a crianças sem deficiência. Mesmo assim, é possível que a grande maioria alcance certa independência ao longo do seu desenvolvimento. Apenas os 13% restantes, com comprometimentos mais severos, vão depender de atendimento especial por toda a vida.

Como lidar com alunos com deficiência intelectual na escola?
Segundo a psicopedagoga especialista em Inclusão, Daniela Alonso, as limitações impostas pela deficiência dependem muito do desenvolvimento do indivíduo nas relações sociais e de seus aprendizados, variando bastante de uma criança para outra.
Em geral, a deficiência intelectual traz mais dificuldades para que a criança interprete conteúdos abstratos. Isso exige estratégias diferenciadas por parte do professor, que diversifica os modos de exposição nas aulas, relacionando os conteúdos curriculares a situações do cotidiano, e mostra exemplos concretos para ilustrar ideias mais complexas.
Para a especialista, o professor é capaz de identificar rapidamente o que o aluno não é capaz de fazer. O melhor caminho para se trabalhar, no entanto, é identificar as competências e habilidades que a criança tem. Propor atividades paralelas com conteúdos mais simples ou diferentes, não caracteriza uma situação de inclusão. É preciso redimensionar o conteúdo com relação às formas de exposição, flexibilizar o tempo para a realização das atividades e usar estratégias diversificadas, como a ajuda dos colegas de sala - o que também contribui para a integração e para a socialização do aluno.
Em sala, também é importante a mediação do adulto no que diz respeito à organização da rotina. Falar para o aluno com deficiência intelectual, previamente, o que será necessário para realizar determinada tarefa e quais etapas devem ser seguidas é fundamental.

Materiais para Deficiência Intelectual




FONTE:http://alfabetizacaocefaproponteselacerda.blogspot.com.br/2013/03/materiais-para-deficiencia-intelectual.html