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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Panela revolucionária e eficiente criada por engenheiro


Capaz de cozinhar qualquer alimento até 40% mais rápido do que o normal, a panela Flare foi profundamente estudada e redesenhada para se tornar mais eficiente do que panelas comuns.

Engenheiros da Universidade de Oxford desenvolveram uma novo utensílio que consegue atingir o ponto de ebulição da água 40% mais rápido do que os modelosconvencionais.

Batizada de FLARE, a criação do engenheiro Thomas Povey está sendo fabricada e vendida pela Lakeland, uma marca britânica de utensílios de cozinha. O produto está bem disputado, e, apesar de a panela mais barata ser vendida a 85 libras (algo em torno de 330 reais), a loja está completamente esgotada até o final de agosto.

Povey é especialista em desenvolver sistemas de resfriamento ultraeficientes para motores a jato. Ele também é um ávido montanhista e diz que teve a ideia durante uma longa trilha de alguns dias, quando percebeu o quanto ele demorava para esquentar a água na hora de preparar os alimentos em grande altitude. O cientista reuniu um grupo de especialistas que passou 3 anos se dedicando à tarefa de redescobrir o desenho ideal para uma panela para torná-la mais eficiente.
Como a panela flare é feita?

Criada a partir de uma liga de alumínio e utilizando uma série de hastes no entorno da panela, a “Flare conduz o calor da chama de baixo para as laterais da panela, resultando em uma distribuição mais rápida e eficiente do calor. Isso significa que a sua comida ficará pronta muito mais rápido, poupando tempo e energia. ”

Para Povey, é tudo uma questão de termodinâmica: “O problema do formato tradicional das panelas é que muito do calor acaba sendo dissipado no ar, ou seja, uma questão de transferência de temperatura e aerodinâmica, e nós aplicamos a ciência que era usada na criação de motores a jato para criar uma forma mais eficiente. É um problema muito similar ao que enfrentamos no nosso dia a dia, ainda que o produto final seja muito diferente.”

A panela Flare já ganhou diversos prêmios, tanto pelo seu design inovador quanto pelo potencial de conservação de energia. Para saber um pouco mais sobre esse produto.

http://ahduvido.com.br/panela-revolucionaria-e-eficiente-criada-por-engenheiro

10 fatos estranhos e fascinantes sobre decapitação


Não há volta ou saída pra quem é decapitado. Você pode ter sido crivado de balas, ter despencado de grandes alturas, ter sido arrancado do mar congelante e ainda assim conseguir sobreviver, mas perder a cabeça é morte na certa. A cabeça decepada pode ser, portanto, um símbolo de poder e de justiça.


Vou compartilhar com você 10 fatos estranhos e fascinantes sobre decapitação.
10. Andando sem a cabeça

Os fratres vitalienses, faziam parte de um grupo de corsários europeus que percorreram o Mar Báltico por volta do anos 1360. Tratados como mercenários, eles foram contratados pelo rei alemão da Suécia Alberto de Mecklemburgo em 1363, para lutarem contra a Dinamarca. Contudo, um grupo liderado por Störtebeker e Gödecke Michels optou pela continuação da pirataria por conta própria. A ilha de Gotland praticamente virou território de piratas, e entre 1395 e 1398, os fratres dominavam o Mar Báltico na sua totalidade, atacando navios comerciais sem importância da bandeira.




Pouco se sabe deste personagem, contudo ele era conhecido como alguém que “esvazia o caneco”, foi provavelmente dado como apelido ou nome de guerra. Diz a lenda que o pirata conseguia beber um caneco de 4 litros de cerveja em um gole só, o que provocou a admiração dos seus seguidores. Mas não foi apenas isto que fez dele uma lenda!

Reza a lenda que na hora da sua execução, Störtebeker propôs um negócio às autoridades hamburguesas: Se ele, após ter sido decapitado, ainda conseguisse andar pela fila dos seus homens, todos os piratas que ele ultrapassasse deveriam ser liberados instantaneamente. O conselho municipal aceitou com risas, para pouco depois assistir horrorizado o já decapitado corpo passar revista dos seus homens pela última vez. Ultrapassou onze piratas antes de cair, mas os hamburgueses quebraram a sua promessa e executaram todos os homens mesmo assim.
09. Santos degolados


Durante anos, um debate pseudocientífico levantou um debate para saber quanto tempo leva a cabeça para morrer depois de ter sido cortada do corpo. Alguns afirmam ter visto consciência nos olhos de cabeças decepadas.

Um exemplo disto é o caso dos Cephalophores, santos que foram degolados como Nicasius de Rheims e Paulo de Tarso, que supostamente falaram depois de perderem suas cabeças. Aos nove anos de idade o santo Justus de Beauvais, foi executado por causa de sua fé no cristianismo, que levantou a sua própria cabeça dizendo: “Senhor dos céus e da terra, recebe a minha alma, pois mal nenhum eu fiz e era puro de coração”.

Os Cephalophores eram descritos frequentemente por artistas religiosos segurando suas próprias cabeças em seus braços como um bebê.
08. Feira anual de cabeças de Daomé

Cortar cabeças foi uma prática comum no passado, e tal ato era marcante na vida de grandes líderes. Como é o caso do rei Gezo de Daomé, que governou de 1818-1858, e tinha em seu poder vastas coleções de cabeças de inimigos como uma demonstração de seu poder real.


Quando o explorador escocês John Duncan visitou Daomé, informou que Gezo tinha uma coleção de 2.000 a 3.000 cabeças . As cabeças mais importantes foram banhadas com bronze e ferro, envolto em tecidos e conservados em panelas. Duncan afirmou que a história de cada cabeça foi cuidadosamente mantida. Os crânios foram usados ​​também na arquitetura e o trono de Gezo, que está sendo mantido em exposição em um museu, foi montado sobre crânios de reis inimigos. O rei do Daomé não se limitou a simplesmente cortar e colecionar as cabeças de seus rivais. Ele foi autorizado a decapitar quem ele quisesse, incluindo pessoas de seu próprio governo. Isso era importante para cerimônias e festivais, incluindo o “Huetanu” (Feira anual de cabeças).
07. Decapitação interna

Ela ocorre quando um trauma separa o crânio a partir da medula espinhal. Geralmente é causada por acidentes de carro. Apesar de normalmente ser fatal, algumas pessoas sobreviveram e até mesmo se recuperaram completamente do trauma. O enforcamento também é considerado como decapitação interna, e não como estrangulamento.



Neste caso – do enforcamento – embora pareça simples, pendurar uma pessoa requer um pouco de matemática para aferir o peso da dela em relação ao comprimento da queda. Se a queda não for suficiente, a morte será dolorosamente lenta. E se a queda for muito longa, os resultados podem ser horríveis.

Nos Estados Unidos, vários presos condenados à morte por enforcamento, recorreram ao tribunal alegando serem muito gordos para arriscar a decapitação. Em 1994, um juiz federal decidiu que o assassino condenado Mitchell Rupe, que pesava mais de 190 kg, era muito pesado para ser enforcado. Rupe morreu de doença hepática 12 anos mais tarde.
06. Mansfield Bar

No dia 29 de junho de 1967, a bela e exuberante atriz Jayne Mansfield morria em um trágico acidente de carro. Ela estava com o motorista, o marido e três filhos, indo de Biloxi, no Mississipi, para Nova Orleans, em Louisiana, quando o carro bateu na traseira de uma caminhonete, o carro deslizou por baixo, corte a parte superior e matando os adultos – que estavam no banco da frente – instantaneamente. As crianças sobreviveram sem ferimentos graves.



A partir de então uma lenda surgiu em Hollywood que Mansfield tinha sido decapitado. Ela não foi, mas seu destino não foi menos terrível. Contudo, seu atestado de óbito afirma sem rodeios que ela teve o “crânio e cérebro arrancados do corpo”.

Após o acidente, a Administração Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário tornou obrigatório que todos os semi-reboques fossem equipados com um pára-choque para evitar que os carros deslizem por baixo dos caminhões. Este dispositivo se tornou popularmente conhecido como “Mansfield Bar”.
05. Suicídio por decapitação

Existem tantas maneiras de cometer suicídio, e vamos concordar que esta é uma atividade solitária pra caramba. Não recomendo ninguém! Os métodos mais comuns, tais como ferimentos a bala e overdoses, são tarefas que podem ser realizadas sozinho. A decapitação de si mesmo tende a ser mais complicado, por isso é muito raro, mas algumas pessoas já experimentaram-na.


Algumas pessoas que optam por despachar-se dessa forma colocam suas cabeças sobre trilhos de trem. Mas houve alguns outros suicídios por decapitação verdadeiramente bizarros. Em 2008, o empresário galês Gerald Mellin amarrou uma corda em uma árvore e amarrou a outra ponta no pescoço. Em seguida ele entrou em seu esportivo Aston Martin, cortando sua cabeça. Ainda mais estranho foi o caso do construtor de 36 anos de idade, Taylor Boyd, que construiu uma sofisticada guilhotina caseira ao longo de três meses. Em janeiro de 2003, ele tomou uma overdose de pílulas para dormir e deitou sob o dispositivo, com um temporizador que ele programou para soltar a lâmina. (Uau!)
04. Decapitação em Game Of Thrones



Os fãs da série da HBO Game of Thrones já estão acostumados com todos os tipos de brutalidade. Dificilmente um episódio passa sem que alguém seja decapitado, incluindo personagens que o público se identifica. Mas um episódio da primeira temporada extrapolou os limites, seguindo numa direção surpreendente. Uma cena descreve uma coleção de cabeças decepadas colocadas em estacas para uma típica intimidação medieval. Uma das cabeças era muito semelhante à do ex-presidente George W. Bush.

Embora Bush não seja um dos mais célebres presidentes, este era um destino ignominioso, até mesmo para ele. A cabeça é disfarçada por uma peruca e coberta de sujeira, mas as distintas características faciais de Bush são discerníveis. Os criadores da série trouxeram à tona o assunto nos comentários do DVD, mas a HBO emitiu um comunicado dizendo ser este um espetáculo “inaceitável, desrespeitoso e de muito mau gosto”.
03. Cobras

As cascavéis estão entre as criaturas mais assustadoras do planeta, e o mais assustador ainda, é que suas cabeças ainda podem morder mesmo horas depois de serem decapitadas. Isto não é magia negra, é a natureza dando o ar da graça mesmo. Estas serpentes são equipados com fossetas laterais, localizadas entre os olhos e as narinas.

Através da fosseta loreal maravilhosamente sensíveis (órgão termorreceptor) a serpente percebe ondas de calor de um animal homeotérmico, o que a permite encontrar criaturas de sangue quente para devorar. Uma vez que se sente presa, o instinto é atacar. Mesmo após a morte, as fossetas permanecem ativas por um longo tempo.



No vídeo acima, uma cobra decapitada ataca cegamente o seu próprio corpo. No leste da Austrália, um zelador de 66 anos de idade, Jake Thomas foi mordido por uma cobra que ele tinha decapitado com uma pá, 45 minutos mais cedo. Ele foi tratado com soro anti-ofídico e ficou na unidade de terapia intensiva do hospital por dois dias.
02. Pipas mortais

Em algumas áreas da Índia e do Oriente Médio, soltar pipa é um negócio sério. Conforme detalhado no romance de Khaled Hosseini – O Caçador de Pipas – as pipas são equipadas com cordas cobertas de revestimento abrasivo. Tradicionalmente, as linhas são revestidas com pó de vidro, metais e até mesmo produtos químicos.


Uma vez que uma pipa é cortada, ela não tem mais dono e as crianças correm para recuperá-la. Em meio ao caos, as lesões são comuns, com pessoas correndo na frente dos carros ou pulando pelos telhados. Sem contar que a linha é o item mais perigoso da brincadeira. Eles geralmente cortam as mãos e são capazes de arrancar uma cabeça.

Em 2013, uma menina de dois anos de idade foi decapitada por uma pipa em Lahore, no Paquistão. Um festival de pipa turbulento na mesma área ceifou várias vidas em 2007, incluindo a de um menino de 11 anos e de uma menina de 16 anos de idade, cuja garganta foi cortada por linhas de pipa.

Aqui no Brasil é comum o uso de cerol pela garotada em tempo de férias. Mas vale lembrar que utilizar cerol e substâncias cortantes nas linhas é proibido por lei e punível com multa de R$ 200 na cidade de Araraquara, São Paulo.
01. Arábia Saudita


Em primeiro lugar na lista de hoje, temos a Arábia Saudita que segue com rigor a lei islâmica Sharia e é o único país que ainda permite a pena de morte por decapitação. Um rol de crimes são puníveis de pena de morte por decapitação, incluindo o uso de drogas, estupro, assalto à mão armada e feitiçaria. É claro, que o assassinato está incluído na lista, mas assassinos cheios da grana podem comprar sua liberdade, oferecendo à família da vítima diyya, ou dinheiro de sangue. Existe até uma taxa prescrita dependendo da religião ou sexo da vítima, mas se a família recusar o dinheiro, eles têm a oportunidade de levar a cabo a execução com as próprias mãos.

Um membro da família, cheio de vingança e não qualificado, usa geralmente uma lâmina para matar o assassino. No entanto, a grande maioria das execuções são realizadas por um profissional, que corta a cabeça com uma espada super afiada.

Numa entrevista de 2003, carrasco Muhammad Saad al-Beshi contou como é fácil realizar tal tarefa dizendo: “As pessoas ficam surpresas quão rápido a cabeça se separa do corpo”.

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5 principais mudanças que ocorreram na Europa após a Primeira Guerra Mundial

No dia 28 de julho de 2014, a Primeira Guerra Mundial completou 100 anos. O conflito envolveu praticamente o mundointeiro por um simples motivo: as potências que iniciaram a guerra eram grandes Impérios. De uma lado, os aliados ou Tríplice Entente, com o Império Britânico, Império Russo e França. De outro, o Império Austro-Húngaro, Império Alemão e Itália (que depois acabou mudando de lado) – e ainda, o apoio do Império Turco Otomano, aliado à Alemanha contra a Rússia. Com o fim da guerra, em 1918, muitas mudanças ocorreram, não só políticas, mas também geográficas: 4 impérios deixaram de existir, além do surgimento de vários países. Conheça as 5 maiores mudanças no mapa europeu após a Primeira Guerra Mundial.



5. Império Britânico


O Império Britânico foi, em seu auge, o maior império da história, com 33,7 milhões de km² em 1920. Porém, nessa mesma época, já tinha perdido boa parte de seu poderio. No final do século XIX, a ascensão da Alemanha e dos Estados Unidos afetou a liderança econômica do Reino Unido.

Os britânicos permaneceram neutros nos meses iniciais da Primeira Guerra Mundial, mas acabaram entrando no conflito quando a Alemanha invadiu a Bélgica. Os domínios do Império Britânico participaram da guerra ao lado da Inglaterra, mas o esforço financeiro para sustentar a vitória diminuiu muito seu poderio industrial e militar.

Assim, pouco a pouco, nos primeiros anos pós-guerra, ocorreu uma reorganização dos territórios do Império, com algumas colônias conquistando independência. Na Europa, a Irlanda estabeleceu o Estado Livre Irlandês, separando-se do Reino Unido, através do Tratado Anglo-Irlandês, assinado no pós-guerra, em 1921. A Irlanda do Norte decidiu manter-se unida ao Império Britânico.

4. Império Turco Otomano


Fundado em 1299, o Império Turco Otomano foi a única potência muçulmana a desafiar o poderio da Europa Ocidental. Eles disputavam os Balcãs com o Império Austro-Húngaro e com os russos, envolvendo-se em guerras com os últimos nos séculos XVIII e XIX. Porém, no século XIX, o poderio dos Turcos Otomanos estava diminuindo e seu império entrou em declínio. Os primeiros a conquistar a independência foram os gregos, em 1821, seguidos por Sérvia, Bulgária, Romênia e Montenegro. Na mesma época, os povos mulçulmanos que viviam ali fugiram e foram se refugiar no território da atual Turquia.

Em 1908, a Revolução dos Jovens Turcos limitou o poder do sultão com a convocação do parlamento otomano e a restauração da Constituição – um dos marcos na dissolução do Império. Durante a guerra civil turca, o Império Austro-Húngaro anexou a Bósnia e Herzegovina. Se seguiram várias disputas na região ao longo dos anos, como conflitos contra os italianos, a guerra dos Balcãs e a Ferrovia Berlim-Bagdá, uma das causas da Primeira Guerra.

O governo dos Jovens Turcos tinha um tratado secreto com a Alemanha contra a Rússia, o que os incluía no lado da Tríplice Aliança. Após a guerra, o Tratado de Sèvres, assinado entre os Aliados e o Império Otomano em 1920, desmantelou o império de uma vez por todas. Além dos territórios do Oriente Médio, todos os territórios turcos na Europa foram entregues à Grécia, com a exceção de Constantinopla. A república da Turquia foi formada após a guerra de independência turca. Hoje são 40 novos países criados a partir daquele antigo Império Turco Otomano.

3. Império Alemão (ou Império Prússio)


Esse império surgiu em 1871 com a tardia unificação alemã. O “atraso” fez com que a Alemanha se ressentisse de não ter participado da divisão dos territórios africanos. Além disso, havia uma forte rivalidade (e alguns conflitos) com os vizinhos França, Rússia e Áustria-Hungria. Na segunda metade do século XIX, eles se envolveram em guerras entre si disputando territórios.


Na mesma época, o país passou por uma rápida industrialização e crescimento populacional, tornando-se uma potência econômica. Ainda assim, mesmo com o investimento na militarização e os esforços coloniais, o Império Alemão tinha pouco tamanho, se comparado a outras potências como Reino Unido e França.

A Alemanha era aliada do Império Austro-Húngaro desde 1879, e deu seu apoio quando ele declarou guerra à Sérvia, devido ao assassinato do Príncipe Francisco Ferdinando. Com isso, Rússia e França entraram no conflito, iniciando a Primeira Guerra Mundial. A derrota da Alemanha na guerra foi consolidada pelo Tratado de Versalhes, assinado em junho de 1919. O Império Alemão não só perdeu todos os seus territórios ultramar, mas também parte de suas terras para a França, Bélgica e Polônia (país que se restaurou após a guerra).

Além da grande perda de seus domínios, a Alemanha também precisou pagar indenizações por sua responsabilidade pela guerra, o que causou uma séria crise econômica no país. Tais acontecimentos contribuíram para a ascensão nazista ao poder alemão e, consequentemente, para a eclosão da Segunda Guerra Mundial.

2. Império Russo


O Império Russo, que durou de 1721 a 1917, cobriu o Leste Europeu, a Ásia Central e até a América do Norte (Alasca), sendo um dos maiores impérios da história. Pouco antes da Primeira Guerra, a Rússia era uma das últimas monarquias absolutistas na Europa, com uma riqueza de mais de 250 bilhões de dólares. Porém, isso não conseguiu evitar crises econômicas e problemas sociais e políticos, gerados pela insatisfação da população com o autoritarismo do sistema czarista.

Em 1898, surgiu o Partido Operário Social-Democrata Russo, o primeiro partido político baseado nas ideias marxistas. Em 1905, ocorreu uma grande marcha, com um milhão e meio de pessoas indo em direção ao Palácio de Inverno reclamar por mais direitos sociais e políticos. A resposta do Czar foi uma ordem para atirar nos protestantes, evento que ficou conhecido como Domingo Sangrento. O resultado disso foi ainda mais agitação e mais movimentos anti-governo.

A entrada do Império Russo na Primeira Guerra Mundial só piorou as coisas. Eles tinham como objetivo conquistar novos territórios e obter acesso ao mar Mediterrâneo e, por isso, se juntaram à Tríplice Entente. Porém, durante o conflito, a Rússia perdeu muitas terras, viu metade do seu efetivo militar morrer e sofreu com uma paralisação da indústria, que acarretou a diminuição da produção agrícola e, consequentemente, uma inflação generalizada.

A Revolução de Fevereiro (que no calendário ocidental ocorreu em março de 1917) derrubou o Czar e estabeleceu uma república. Depois, na Revolução de Outubro (novembro, no nosso calendário), o Partido Bolchevique tomou o poder e impôs o governo socialista soviético. Uma das prioridades do novo governo foi a retirada da Rússia da guerra, e daí a assinatura do Tratado de Brest-Litovsk, em 1918. Com o tratado, a Rússia abriu mão de territórios, formando novos países: Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Bielorrússia e Ucrânia (os dois últimos, porém, passaram a integrar a recém formada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).

1. Império Austro-Húngaro



O Império Austro-Húngaro, ou Áustria-Hungria, surgiu em 1867, sucedendo o Império Austríaco que fez um acordo com a nobreza Húngara. Entre suas principais cidades estavam Viena, Budapeste, Praga, Cracóvia, Zagreb, entre outras. Antes da Primeira Guerra Mundial e de sua dissolução, o Império chegou a ter mais de 670 mil km² e 52,5 milhões de habitantes.

O problema era que as minorias étnicas eslavas, uma parcela significativa da população, não tinham plenos direitos aos olhos dos governantes, e isso contribuiu bastante para a desintegração do império. Havia também um grande interesse desse império na região dos Balcãs, o que gerava conflitos com as nações vizinhas, principalmente a Rússia, mas também com nações menores – que também tinham seus projetos expansionistas -, como Bulgária e Sérvia.

O assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro por um nacionalista sérvio em Saravejo, foi a gota d’água para o início da Primeira Guerra Mundial. O sistema de alianças entre os países europeus e as várias tensões no continente só precisavam de uma faísca para o conflito de maiores proporções explodir. A Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, que foi apoiada pela Rússia. Os alemães entraram no conflito por conta de um acordo anterior com os austro-húngaros, e a França por causa de uma aliança com a Rússia. E assim, mais e mais nações foram se posicionando e ampliando as dimensões da guerra.

No final da Primeira Guerra, quando já estava claro que a Tríplice Entente venceria, os grupos étnicos que queriam mais direitos e autonomias passaram a exigir independência. Surgiram vários estados sucessores: a Áustria e a Hungria se tornaram repúblicas separadas, com parte de seus territórios transferidos para países vizinhos, como a Transilvânia, que passou a fazer parte da Romênia. Também surgiram a Tchecoslováquia e a Iugoslávia (tomando o território que pertencia à Sérvia e Montenegro). A Albânia passou a fazer parte do mapa, em uma região que continuou vivendo conflitos muito depois da Primeira Guerra.

Texto de Luíza Antunes para o Superlistas