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sábado, 8 de novembro de 2014

Está com seu checkup em dia? Sabe quais exames estão indicados para sua idade? As crianças devem fazer exames de rotina?



Copa do Mundo! Torcidas em campo. Emoções também. Jogos do Brasil com vitórias, empates ou eventuais derrotas. Seu coração deve estar preparado para tudo. Seu organismo também. Afinal, funcionamos em total harmonia. Um sistema orgânico necessariamente precisa do outro para a vida andar saudavelmente bem.

Por isso é sempre bom estarmos com o check-up, isto é, com os exames de rotina, em dia.

Tudo certo. Só que as dúvidas são inevitáveis.

Quais exames estão indicados para minha idade? Com qual frequência devem ser feitos? Exames indicados para os homens são diferentes dos indicados para as mulheres? E para os atletas? E para quem não é atleta, mas quer iniciar uma atividade física? E as crianças? A partir de qual idade devem fazer seu primeiro check-up?

Em primeiro lugar, é IMPORTANTE saber que todo check-up deve começar no consultório de um médico. Isso mesmo. A anamnese, que é a sua história médica de vida, oferece informações importantíssimas. Além disso, o exame físico é insubstituível. O médico consegue detectar alguns sinais que são fundamentais para determinar condutas a serem seguidas como, por exemplo, uma lesão ou mancha de pele que pode não estar com a aparência saudável, um gânglio localizado em um local não habitual ou a medida da pressão arterial. Sintomas e sinais clínicos individuais direcionam alguns exames a serem pedidos para cada um. Mas, via de regra, há aqueles exames que normalmente são indicados para todas as pessoas. Para se ter uma ideia geral, seguem os exames mais comumente solicitados pelos médicos em cada faixa de idade:

- Crianças. O primeiro check-up é feito na Maternidade. Isso mesmo. É o teste do pezinho, onde é possível antecipar a existência de algumas doenças importantes e iniciar o tratamento antes mesmo dos sintomas se manifestarem. Crianças cujos pais ou avós têm colesterol elevado devem fazer seu primeiro exame a partir de 2 anos de idade. Quem não tem antecedentes familiares de hipercolesterolemia pode fazer seus primeiros exames entre 5 e 10 anos de idade.

- Adolescentes. Nesta fase, é importante fazer exames uma vez que o ritmo de crescimento é bastante acelerado. Por isso estão indicados exames que podem detectar anemia por deficiência de ferro e níveis de vitamina D. Além destes, pesquisa-se também a função do fígado, dos rins, da tireoide e tendência a alterações da glicose ou insulina, perfil lipídico e alguns hormônios. O coração também merece uma atenção especial, com um teste ergométrico e um eletrocardiograma, especialmente nos adolescentes que gostam de praticar esportes. O médico que solicitar os exames deve avaliar os resultados e indicar o momento em que o próximo exame deve ser colhido.

- Adultos entre 20 e 39 anos. Mulheres nesta faixa etária em geral realizam seus exames por conta das gestações. Os homens geralmente se esquecem, supondo que estão bem. Mas TODOS devem fazer rotineiramente o seu check-up. Valem, aqui, para homens e mulheres, os mesmos exames indicados para os adolescentes, além de um RX de tórax e um ultrassom de abdômen total. Mulheres devem fazer também ultrassom de mamas e o transvaginal, além, claro, do Papanicolau. Anualmente.

- Adultos após 40 anos. Devem fazer os mesmo exames indicados para adultos até os 39 anos. Mais alguns. Homens devem checar a próstata e mulheres devem iniciar as mamografias anuais. Tudo isso pelo menos uma vez por ano.

- Atletas e futuros atletas. Além dos exames indicados para cada faixa etária, avalia-se com maior ênfase a função cardiovascular e pulmonar. Indicam-se ecocardiograma, eletrocardiograma e um teste ergométrico de esforço.

Lembre-se que o médico é sempre quem vai orientar e solicitar os exames mais indicados para cada um. Esta lista serve apenas como uma orientação para que se tenha uma ideia geral.

Encarar um problema de saúde é sempre a melhor atitude para resolvê-lo. Prevenir e antecipar soluções é melhor ainda. Pense nisso.

http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/esta-com-seu-checkup-em-dia-sabe-quais-exames-estao-indicados-para-sua-idade-criancas-devem-fazer-exames-de-rotina.html

Como saber se tenho sinusite?





Cabeça latejando, incomodando, uma tosse que não passa, principalmente à noite, uma febrinha que vem e que vai, aquela sensação de estar gripado sem estar com o nariz escorrendo. 

Será que é sinusite? Pode ser! 

Imediatamente surgem muitas outras dúvidas: afinal de contas, o que é a sinusite? Tem cura ou fica crônica, para sempre? 

Vamos entender tudo isso e também por que nesta época do ano muitas pessoas recebem o diagnóstico de sinusite.
Olhe seu rosto de frente para o espelho. Imagine que você tem visão de raio X e por alguns segundos vai se enxergar por dentro. Atrás das bochechas, do nariz e da testa, no espaço que fica no meio das sobrancelhas. Estas regiões internas se chamam “seios da face”. Tem esse nome porque, anatomicamente, são regiões que contém umas “bolsas” cheias de ar. Tudo certo, isso é o normal.

Ocorre que em algumas ocasiões produzimos uma quantidade muito maior de secreção nas vias aéreas superiores: quando estamos gripados ou por mecanismos alérgicos, por exemplo. Principalmente nesta época do ano, com o ar muito poluído e seco. O pó em excesso “gruda” na mucosa respiratória e provoca aumento na produção de secreção. Por tudo isso temos mais coriza, mais pigarro e mais “catarro” nas vias respiratórias. Consequência: temos também mais tosse, que é a defesa do organismo para “expulsar” este excesso de secreção.

Só que nem sempre a tosse sozinha consegue fazer todo o trabalho de limpeza. E se houver muita secreção sobrando, vai se acumular em algum lugar. Onde? Exatamente nos seios da face. Quando isso acontece, os sintomas acima descritos aparecem e é hora de ir ao médico para que ele possa definir com precisão o diagnóstico. 
Importante saber que na maior parte das vezes NÃO são necessários exames de imagem para o correto e preciso diagnóstico de sinusite. Com o exame clínico o médico pode identificar alguns sinais que, junto com a história clínica do paciente, fecham o diagnóstico.

A boa notícia é que há tratamento. As sinusites agudas tem cura completa. Outras podem recorrer, exatamente como tantas outras afecções de vias respiratórias como otites e amigdalites, por exemplo. E nenhuma delas dura para sempre!!!

Não fique com dores de cabeça que tem solução. Na dúvida, procure seu médico!

http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/como-saber-se-tenho-sinusite.html

Vacinas são seguras? Há eventos adversos após a vacinação?

Você já viu alguém com difteria? Sabe quais os sintomas e por que é tão “perigosa”? E o tétano? Sabe o que é rigidez tetânica? Conhece alguma criança que não consegue andar por que está com paralisia infantil? 

Pois é! Muito provavelmente sua resposta foi “NÃO” para todas estas perguntas, não é mesmo? 

Por quê? Porque as vacinas conseguiram controlar e diminuir a incidência destas e de outras tantas doenças gravíssimas que mataram ou deixaram sequelas em milhões de pessoas ao longo da história da humanidade. A varíola não existe mais. A paralisia infantil está no caminho da erradicação. 

Assim, muitas destas doenças estão longe da realidade e da lembrança emocional das pessoas. Mas como continuamos vacinar, os efeitos adversos chamam mais a atenção do que a gravidade do quadro clínico. Resultado: muitos questionam se vale mesmo a pena administrar vacinas para doenças que nunca viram! Ainda mais porque acreditam que as vacinas podem provocar reações temidas e alardeadas como reais. Mesmo sem a necessária comprovação científica. Ou seja: muitos tem a convicção de que não vale a pena correr o risco do evento adverso das vacinas.
Vamos a alguns exemplos. 

Em 1974 divulgou-se, na Inglaterra, a suspeita de que a vacina da coqueluche poderia causar doença neurológica. A cobertura vacinal imediatamente despencou de 80% em 1977 para 31% em 1979. Consequência: entre 1977 e 1979 ocorreu uma grande epidemia de coqueluche na Inglaterra, causando 36 óbitos, 5000 internações, 200 casos de pneumonia e 83 convulsões. Aos poucos a confiança na vacina foi se recuperando e a cobertura vacinal voltou a crescer. 

Em 1998 correu o mundo que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola poderia ser causa de autismo em crianças. A cobertura vacinal caiu em muitas regiões pois muitos pais ficaram temerosos de dar a vacina em seus filhos. Só para lembrar, o sarampo era uma das causas mais temidas de óbito na infância antes da vacina ter ampla cobertura. Alguns ainda acreditam nisso, embora as evidências científicas já tenham refutado incisivamente esta hipótese. Recentemente um artigo científico publicado em uma importante revista de pediatria, a Pediatrics, confirmou as evidências de que esta vacina é segura e NÃO causa autismo.

A vacina oral contra a paralisia infantil, ou poliomielite, pode ocasionar sequelas em 1 criança a cada 3,5 milhões de doses. Isso é fato apontado pela Organização Mundial de Saúde. Mas também é fato que a doença sequela 1 em cada 350 crianças. Portanto, é indiscutível o benefício da vacina. E é exatamente a vacina Sabin, a gotinha, que está ajudando o mundo a erradicar a poliomielite.

Todas as vacinas podem apresentar efeitos adversos. Uns mais, outros menos importantes. Impossível prever quem vai ter o quê. Mas possível prever que, sem as vacinas, muitas e muitas crianças ou adultos morreriam ou ficariam com sequelas irrecuperáveis.
A carteira de vacina em dia é o mais importante passaporte que podemos ter para todas as “viagens” incríveis que a vida nos proporciona.

http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/vacinas-sao-seguras-ha-eventos-adversos-apos-vacinacao.html

Quais são os níveis normais de pressão arterial? Quando começar a medir?


Afinal de contas, o que é a pressão arterial e por que é tão importante para a saúde mantê-la dentro dos níveis considerados como normais? Veja como é fácil entender. O sangue tem que circular dentro nossos vasos. Não pode ficar “parado”. Tem que “correr”, como as águas de um rio volumoso. Para ajudar este movimento, existe o coração. Ele é a força que impulsiona, que bombeia, produzindo o “empurrão” que mantém o volume sanguíneo “correndo” e irrigando todos os nossos órgãos. Tudo certo.

Imagine, porém, que os vasos que saem do coração, que são os que chamamos de artérias, fiquem mais “fechados”. O que aconteceria? O mesmo volume de sangue tem que “correr” lá por dentro com mais pressão, não é mesmo? Isso acaba “machucando” a parede interna das artérias. Mais que isso: o coração vai ficando cada vez mais “cansado” por ter que bombear sangue em direção a um vaso estreito e “duro”. Consequência imediata: os órgãos vão ficando mal irrigados e começam a trabalhar com mais dificuldade. O corpo todo sofre mais. É exatamente assim que acontece na hipertensão arterial.
Agora vamos imaginar o oposto disso. Os vasos ficam muito “relaxados” e se “abrem” mais. O que aconteceria? O fluxo de sangue fica mais “lento” e por isso o coração é obrigado a “acelerar” para suprir as demandas de oxigênio e nutrientes para as células. Resultado: o coração também fica “cansado” e os órgãos também ficam mal irrigados. Isso é o que acontece na pressão baixa.

Por isso é fundamental medir a pressão nos exames médicos de rotina. Importante saber: crianças TAMBÉM podem ter a pressão alta. A partir de 3 anos de idade já se deve medir rotineiramente a pressão arterial dos pequenos.

Os níveis considerados normais de pressão variam de acordo com a faixa de idade. Isso mesmo. Crianças, em geral, têm os níveis mais baixos que os adultos. Para eles é normal os níveis estarem em torno de 90 por 40. Em adultos, a pressão ideal deve estar abaixo de 120 por 80 mm de mercúrio. Reparem que todos temos uma medida mais alta (pressão máxima) e uma mais baixa (pressão mínima). Como numa estrada em que os carros deveriam andar numa velocidade máxima de 120 km/h e mínima de 80 km/h.
A pressão alta pode aparecer silenciosamente, sem manifestar sintomas que chamem a atenção. Por isso, meça sempre sua pressão. E a dos seus filhos, começando aos 3 anos de idade!

Medir a pressão arterial rotineiramente diminui, com certeza, a pressão na sua vida mais tarde.

http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/quais-sao-os-niveis-normais-de-pressao-arterial-quando-comecar-medir.html

Por que adultos e crianças estão mais intolerantes ao glúten?


Quem não aprecia um pãozinho quentinho e crocante no café da manhã?

Ou um prato de macarrão na hora da fome? Pois é! Quase todo mundo gosta, não é mesmo? De fato, estes alimentos fazem parte do cardápio de crianças e adultos já há alguns séculos.

Nos últimos anos, porém, pesquisas apontam que é cada vez maior o número de adultos e crianças que têm necessidade de suprimir o pão, o macarrão e outros alimentos derivados do trigo, principalmente, além do centeio, da aveia e da cevada. Entram nesta lista, por exemplo, as pizzas e alguns produtos processados como sopas, molhos, hambúrgueres, bolos, biscoitos e doces. Tudo isso por que estes alimentos contêm uma proteína que é motivo de muitos estudos neste início de século XXI: o glúten.
Mas... afinal de contas, o que é o glúten? E por que só agora ele está virando “vilão” para muitas pessoas?

O glúten é uma proteína complexa que pode causar uma reação importante no intestino conhecida como Doença Celíaca. As primeiras manifestações clínicas desta doença ocorrem nas crianças, entre 2 e 5 anos de idade. O glúten provoca o aparecimento de anticorpos que “atacam” e provocam uma importante lesão na mucosa intestinal. Isto resulta em uma “atrofia” da mucosa, que dificulta – ou impede – a absorção de alimentos essenciais para o crescimento e desenvolvimento. A barriga fica grande, como se fosse “inchada”, cheia de gases, surge uma diarreia crônica, mal-estar, fadiga, desânimo e anemia. Com a retirada do glúten da alimentação, este quadro reverte integralmente, e as crianças voltam a ganhar peso e a crescer. Só que não podem, em nenhuma hipótese, voltar a ingerir a proteína. Esta é a forma mais clássica de sensibilidade ao glúten, e esta doença é conhecida há mais de 100 anos.

Porém, nos dias atuais, observa-se uma outra forma, mais leve, de intolerância ao glúten. Isso ocorre, muito possivelmente, por que a quantidade desta proteína na nossa alimentação cotidiana aumentou demais. E o próprio trigo, utilizado nestes alimentos, passou por algumas modificações feitas pelos agricultores para satisfazer suas necessidades de comércio. Muitos alimentos processados passaram a possuir glúten. O “excesso” de contato dos adultos e crianças com este “novo” trigo e com o glúten explica, portanto, porque muitas pessoas passaram a apresentar desconforto abdominal após a ingestão de produtos que o contém. Chamamos isso de “intolerância”. Nesta situação, claro que o tratamento consiste na diminuição ou retirada dos alimentos com glúten da dieta. 

Importante saber: o glúten engorda? NÃO! O glúten não engorda. Então por que muitos emagrecem com a sua suspensão da dieta? Simplesmente porque junto com o glúten suspende-se também as pizzas, o macarrão, a cerveja, o hambúrguer, os pães, os biscoitos e os doces! Simples assim.
Alimentos naturais e saudáveis são sempre a melhor opção nutricional!

http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/por-que-adultos-e-criancas-estao-mais-intolerantes-ao-gluten.html

Três dicas para a manter seus ossos saudáveis



Imagine seu corpo sem a força dos ossos. Quaisquer movimentos como andar, levantar, correr ou pular seriam impossíveis. Por isso a saúde dos ossos é vital. Vamos ver o que podemos fazer para garantir ossos potentes e fortes. Vale para todas as etapas de vida: crianças, adultos e idosos.

1. Cálcio, todos os dias
O cálcio é o nutriente que garante força, integridade e a estabilidade dos ossos. Sem cálcio adultos desenvolvem a osteoporose e crianças em fase de crescimento, o raquitismo. Por isso devemos ingerir cálcio todos os dias. Crianças precisam de mais ou menos 500 a 800 mg de cálcio por dia. Adultos em torno de 1000 mg e adolescentes e idosos são os que mais o necessitam: em torno de 1300 mg. Faça as contas: um copo de 200 ml de leite desnatado ou de iogurte tem em torno de 250 mg de cálcio. Uma fatia de queijo branco possui 200 mg. A coalhada é a campeã: 100 g tem 490 mg de cálcio. Algumas verduras também são importantes fontes de cálcio: duas colheres de sopa de couve cozida tem 160 mg, que é a mesma quantidade de 4 colheres de sopa de espinafre, também cozido. Faça seu cardápio e aproveite.

2. Vitamina D
O cálcio é fundamental para os ossos, como já vimos. O que faz a vitamina D? Coloca o cálcio que ingerimos para dentro do nosso organismo. Isso mesmo. O cálcio dos alimentos entra no sangue graças à vitamina D. Sem vitamina D, portanto, não absorvemos cálcio. E de onde vem essa vitamina tão importante? Do Sol. Exatamente assim: quando os raios solares do começo da manhã ou do final da tarde incidem em nossa pele, deflagram uma série de reações no nosso organismo cujo resultado é a produção de vitamina D que, por sua vez, vai até o intestino e promove a absorção do cálcio. Veja bem: não adianta só ingerir alimentos ricos em cálcio sem tomar um pouco de Sol todos os dias!

3. Exercícios físicos
As máquinas normalmente se desgastam com o uso contínuo, não é mesmo? O organismo humano não é assim. É uma máquina tão perfeita que, ao contrário, é capaz de se aprimorar com o uso e com os movimentos. Os ossos precisam dos movimentos para se remodelar continuamente. Ande, corra, sente, levante, dance, mexa-se todos os dias. Seus ossos agradecem e se rejuvenescem com você.


Ossos fortes e saudáveis são seu passaporte para uma vida com movimentos mais vigorosos e certeiros.



http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/tres-dicas-para-manter-seus-ossos-saudaveis.html