1

1

Google+ Followers

sábado, 21 de outubro de 2017

Alimentos Afrodisíacos

Alimentos Afrodisíacos

A atividade sexual é um parâmetro que afeta o bem-estar e a qualidade de vida do indivíduo. Problemas que afetam diretamente essa propriedade tais como as disfunções sexuais, podem afetar negativamente a qualidade de vida, humor e relações interpessoais dos indivíduos. Esses problemas acometem ambos os sexos e vários são os fatores que podem contribuir para o surgimento desses transtornos, tais como alterações hormonais, neurológicas, arteriais, neurotransmissores, estresse, e ou de ordem psicológica como medo de falhar ou de ser rejeitado, baixa autoestima, ansiedade, timidez, perfeccionismo, falta de dinheiro, etc. 
Os efeitos dos alimentos afrodisíacos são discutidos amplamente até os dias atuais. Quando se trata de uma determinada substancia presente em um alimento que possa proporcionar o aumento do desejo sexual, pouco é sabido. Os estudos sobre os mecanismos de ação desses compostos são recentes, e devem ser contínuos, mas algumas pesquisas já mostram o potencial de alguns alimentos no aumento da libido sexual.
Dentre esses alimentos podemos dar destaque ao chocolate. O famoso chocolate é um alimento bastante nutritivo e traz em sua composição substâncias que estimulam a produção de serotonina, um neurotransmissor que possui várias funções: regular o sono e o humor e ser responsável pelas sensações de prazer. Outros alimentos que estão relacionados com esse aprimoramento na libido são o açafrão e a pimenta, esses condimentos são capazes de promover o desempenho sexual. Os efeitos provocados após a ingestão do último, por exemplo, causam reações fisiológicas no corpo como a elevação da frequência cardíaca e sanguínea e sudorese, que são muito semelhantes às sensações vivenciadas no ato sexual, fazendo da pimenta um alimento afrodisíaco. 


Porém alguns alimentos levam a fama de beneficiarem a disposição sexual, sendo considerados afrodisíacos, mas não apresentam em sua composição nenhuma substância capaz de provocar tal efeito. Um clássico exemplo disso é o ovo de codorna, alimento amplamente divulgado como afrodisíaco, no entanto não apresenta nenhuma substância que potencialize o ato sexual.
Mas vale lembrar que uma alimentação regrada e sem exageros, funciona melhor que qualquer estimulante tanto natural quanto sintético. Quando alguém se sente bem fisicamente e psiquicamente, estará mais disposto e mais habilitado a praticar atividades que lhe proporcionem o bem-estar e prazer, e o sexo se insere perfeitamente nessas práticas.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
Santana, ATMC. Alimentos afrodisíacos: verdade ou mito? Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.alimentosfuncionais.blogspot.com.br

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Como Deixar O Arroz Mais Nutritivo...

Como Deixar O Arroz Mais Nutritivo



Todo mundo sabe que o tradicional arroz branco faz a cabeça e o prato dos brasileiros, mas que tal dar uma renovada nas receitas de casa e partir para um arroz mais elaborado, nutritivo e saboroso? Comece variando nos tipos de arroz, substitua o arroz branco por arroz integral, arroz cateto, 7 grãos, arroz selvagem e outros, pois esses contém mais fibras e vitaminas do complexo B.
ARROZ COM LEGUMES: Uma variação simples que pode ser feita com cenoura, vagem e ervilha. Após refogar o arroz, junte os legumes e coloque a água. Os legumes darão ao seu arroz um alto valor de vitaminas e minerais.
ARROZ COM AÇAFRÃO: Rico em carotenoides o açafrão (antioxidante e anti-inflamatório) é um tempero especial para o arroz dando uma coloração amarela e você ainda pode colocar salsinha depois de pronto para decorar.
ARROZ COM ERVAS: Adicionar alecrim, manjericão, salsinha, tomilho (propriedades antimicrobianas) dão um toque especial ao arroz deixando-o colorido e com perfume.
ARROZ COM NOZES: As nozes são ricas em gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas (auxiliam na proteção cardiovascular) além de ter vitaminas e minerais, conferindo sabor e perfume ao arroz. 


ARROZ COM LENTILHA: A lentilha é rica em proteínas e ferro. Esta preparação é muito conhecida como Mijadra, uma preparação feita de arroz, lentilha, canela e cravo. A canela e o cravo tem propriedades digestivas e antissépticas.
ARROZ COM BRÓCOLIS: O brócolis é um vegetal crucífero e contem uma substância denominada flavonoide possuindo atividades preventivas contra câncer, doenças coronarianas e atuando como antioxidante.
ARROZ COM UVAS PASSAS: As uvas passas concentram muito mais os nutrientes, o sabor e o aroma da uva por sofrerem o processo de desidratação. Misture no arroz depois de pronto as uvas passas pretas e brancas.
ARROZ COM GENGIBRE: O gengibre ajuda a fortalecer o sistema imunológico, além de ter propriedades antioxidantes e antissépticas. Misture o gengibre ralado na água de cozimento do arroz.
ARROZ COM COGUMELO: Champignon ou cogumelo de paris é muito consumido aqui no Brasil, tem poucas calorias e provoca saciedade por ser rico em fibras. Além disso, contem minerais (iodo, cálcio e potássio) e vitaminas do complexo B indispensáveis para o funcionamento do organismo.
Texto elaborado por: Patrícia Bertolucci
Nutricionista pela Universidade Federal de Goiás – UFG.
Assessoria a Clubes e Empresas ligadas ao esporte ou com interesse em qualidade de vida.
Responsável pela empresa Patrícia Bertolucci Consultoria em Nutrição.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Suco Vivo

Suco Vivo



Feitos com frutas, verduras e, principalmente, com grãos germinados, os sucos vivos caíram no gosto das celebridades e prometem resultados como um melhor funcionamento do intestino, a aceleração do metabolismo e uma melhor imunidade.
A alimentação viva defende que os alimentos sejam consumidos sem passar por processos físicos ou químicos, como o cozimento, para que os nutrientes não sejam perdidos. Os alimentos que precisariam ser processados ou cozidos para o consumo, como grãos e raízes, são plantados e os brotos são usados na produção de sucos e saladas.
Os sucos são excelentes alternativas para consumir o máximo de nutrientes de maneira mais prática e saborosa. Os sucos vivos podem conter sementes e grãos germinados de alfafa, feijão-da-china e girassol. Verduras, legumes e sucos de frutas ajudam a deixar o líquido mais gostoso e rico em nutrientes.
Os grãos germinados podem ser comprados prontos ou feitos em casa, o que garante um produto livre de agrotóxicos e produtos químicos.
Como germinar os grãos e sementes

● Coloque as sementes ou grãos em um recipiente com água. As sementes devem ficar totalmente submersas em água limpa;
● Deixe de molho por uma noite;
● Escorra as sementes e coloque-as em um coador ou peneira em um lugar fresco e arejado;
● Enxágue os grãos duas ou três vezes ao dia até que eles comecem a germinar;
● Consuma os brotos com mais de duas folhas. Brotos muito novos contêm aminoácidos que podem ser prejudiciais à saúde;
● A maioria dos grãos está pronta para o consumo após quatro dias germinando.
Receita de Suco Vivo

Ingredientes:
● 1 maçã média picada com casca e sem semente;
● ½ pepino médio;
●3 folhas de couve (manteiga, do brócolis ou da couve-flor) ou outra hortaliça verde escura (escarola, folha da beterraba, ramo da cenoura);
● 3 ramos de hortelã, capim-limão ou erva-cidreira;
● ½ xícara de semente de girassol germinada;
● 1 cenoura média;
● suco fresco de um limão médio;
● ½ xícara de chá de abóbora picada
Modo de Preparo: Coloque a maçã picada no liquidificador, acrescente o suco fresco do limão e acrescente o pepino até que o primeiro líquido se forme. Coe o líquido e volte para o liquidificador. Acrescente as sementes germinadas, as folhas verdes, o legume e a raiz. Coe e beba imediatamente.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referência Bibliográfica:
Suco vivo: uma explosão de saúde. Rev Meu Prato Saudável, 2015.

Buriti...

Buriti



Buriti também conhecido como caraná ou miritirana. Proveniente de uma das palmeiras mais abundantes no Brasil o buriti pode ser naturalmente encontrado na floresta Amazônica, pantanal, cerrado e especialmente no Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Minas Gerais e São Paulo.
Apesar da ampla ocorrência a caraná é pouco empregada na culinária nacional. Recentemente este panorama vem se modificando e produtos como sucos, sorvetes, doces, óleo e mesmo a polpa, vem ganhando espaço no mercado nacional.
Dentre os compostos presentes neste fruto destacam-se os teores de carotenoides, especialmente o β-caroteno precursor da vitamina A, o tocoferol (vitamina E) e ácidos graxos. Medicinalmente o Buriti tem se demonstrado valioso, principalmente contra a incidência de patologias oculares.
O óleo da miritirana é popularmente utilizado no tratamento de queimaduras e abrazões. O potencial cicatrizante do óleo desta fruta foi investigado em ratos por um grupo pesquisadores do Rio Grande do Norte. Segundo a pesquisa o óleo de buriti promoveu aumento no percentual de células e fibras responsáveis pela formação de novo tecido. Além disso, quando testado in vitro proporcionou atividade antibacteriana de amplo espectro, foi capaz de inibir tanto bactérias gram positivas quanto gram negativas.  

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referência Bibliográfica:
Biazotto, FO. Explorando as frutas exóticas e seu potencial a saúde. Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.alimentosfuncionais.blogspot.com.br Acessado em: 24/08/2017.

Açúcar na Dieta...

Açúcar na Dieta



Atualmente, existem inúmeras dietas que se dizem milagrosas. Sem glúten, sem lactose, sem carboidratos entre outros. Além disso, tem-se o hábito de dividir os alimentos em “bons”e “ruins”. Por isso, o açúcar é um dos principais itens eliminados da alimentação de quem quer emagrecer. Mas na verdade, o que leva ao emagrecimento é a restrição de calorias e não a de nutrientes ou alimentos específicos. 



Sabemos que o consumo excessivo de açúcar eleva o valor energético (calorias) da alimentação e consequentemente leva ao ganho de peso e esse ganho de peso é um fator de risco para o desenvolvimento do diabetes.
Porém, o equilíbrio da alimentação é o mais importante. Não adianta cortar o açúcar ou alimentos muito gordurosos como pizza, hambúrguer e frituras, se você come muito nas refeições ou belisca o dia inteiro, mesmo que alimentos importantes como arroz, feijão, carnes, frutas e castanhas.
Então, é possível incluir um pouco de açúcar na alimentação, desde que esta esteja equilibrada para manter a saúde em geral (inclusive o peso saudável). No caso de pessoas com diabetes, também é possível, mas nessa situação, é importante ter o acompanhamento do nutricionista para garantir o controle da glicemia.
Dicas para não exagerar no açúcar:
● Prefira sucos de fruta diluídos em água, como acerola, abacaxi, laranja, que podem ser consumidos sem açúcar. Assim você também não exagera nas calorias;
● Substituta ou diminua a quantidade de açúcar nas receitas;
● Troque o açúcar branco pelo mascavo, demerara ou pelo mel;
● Preste atenção na quantidade de cafezinhos que você toma durante o dia. Se você adoça com açúcar, a quantidade consumida no final do dia pode ser grande;
● Não deixe o açucareiro na mesa;
● Lembre-se: doce não é afeto. Não troque o carinho pelo açúcar;
● Preste atenção nos rótulos. Eles descrevem o que estamos comendo. A lista de ingredientes está disposta em ordem decrescente de quantidade os ingredientes. Caso o açúcar esteja entre os três primeiros da lista, significa que este alimento é rico em açúcar e por isso deve ser evitado. 


As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
Bressan, R. É possível incluir açúcar na dieta de forma equilibrada? Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO. Disponível em: www.abeso.org.br Acessado em: 27/08/2017.
Fuja do açúcar e do sal em excesso. Meu Prato Saudável. Disponível em: www.meupratosaudavel.com.br Acessado em: 27/08/2017.

Cebola...

Cebola



A cebola (Allium cepa L.) é um dos vegetais de maior consumo em todo o mundo, perdendo apenas para o tomate. Ingrediente indispensável na cozinha, à cebola apresenta ampla utilização culinária, compondo o tempero em numerosas receitas, mas principalmente em pratos populares como o arroz, feijão e saladas.
Sua produção anual alcança em torno de 66 milhões de toneladas. Esse vegetal é uma hortaliça bulbosa pertencente à família Alliacea e ao gênero Allium. Atualmente, o cultivo da cebola se dá em diversos países ao redor do mundo de diferentes condições climáticas e latitudes. Os principais produtores dessa bulbosa são a China, Estados Unidos e Índia, mas países como Paquistão e Turquia também são reconhecidos pelo cultivo desse vegetal.
Esse vegetal tornou-se a espécie mais estudada da família Allium nos últimos 10 anos, despertando também crescente interesse da indústria alimentícia, devido o teor dos compostos benéficos ao organismo humano.
Os componentes nutricionais e compostos bioativos presentes nas cebolas é variável por diversos fatores, tais como, a cultivar trabalhada, condição climática e agronômica durante o plantio, processamento submetido e período e condições de armazenamento.
De maneira geral, as cebolas apresentam em sua composição as lectinas (proteínas de maior concentração), prostaglandinas, frutanos, pectina, adenosina, vitaminas B1, B2, B6, C e E, biotina, ácido nicotínico, ácidos graxos, glicolípidios, fosfolipídios, aminoácidos essenciais, compostos sulfurosos e principalmente os compostos fenólicos.
Nas cebolas também estão presentes várias fitomoléculas ativas tais como os ácidos fenólicos, tiosulfinato, compostos organosulfurosos, antocianina mas principalmente os flavonoides.
O teor de flavonoides nos alimentos de consumo diário varia de acordo com a fonte consumida. Alimentos como cereais, leguminosas, grãos e nozes podem apresentar quantidades que variam entre 40-160 mg de flavonoides por quilo de alimento. Sendo a cebola a principal fonte desse composto atingindo valores de até 486 mg/kg de quercetina, principal flavonoide da dieta.
Os flavonoides são compostos de ocorrência vegetal não sintetizado pelo organismo humano. Essas substâncias apresentam elevada atividade antioxidante protegendo os tecidos do corpo contra a ação dos radicais livres. Estão relacionados também na redução da mortalidade por doenças coronarianas, por atuarem na diminuição da pressão sanguínea prevenindo assim problemas relacionados ao coração.
Além dos flavonoides encontrados na cebola, substâncias como os sulfetos alílicos, reduzem o colesterol e a pressão sanguínea melhorando o sistema imunológico e reduzindo o risco de câncer gástrico.
Intacta essa bulbosa não apresenta seu flavor peculiar, porém quando picamos, trituramos, fatiamos ou maceramos a ruptura das células desencadeiam uma sequência de reações que irão formar os compostos responsáveis pelo odor, sabor, lágrimas e principalmente os compostos benéficos à saúde, que são principalmente os compostos sulfurados, compostos que apresentam o elemento químico enxofre em sua estrutura. Apresenta também elevados teores de fósforo, o que beneficia o nosso sistema nervoso, sendo recomendado para pessoas com problemas de insônia e depressão. 

A inulina é uma fibra alimentar, presente em quantidades consideráveis nas cebolas. Essa substância bioativa apresenta fatores bifidogênicos, ou seja, propicia a proliferação de bactérias benéficas que auxiliam a imunidade, induzindo assim uma redução nos níveis de bactérias patogênicas no intestino, diminuindo os sintomas da constipação. Além desse benefício essa fibra a inulina apresenta proteção contra o entupimento das artérias, fator provocado pelo elevado índice de colesterol na corrente sanguínea.
É importante lembrar que os compostos bioativos presentes na cebola são sensíveis ao calor. A maior disponibilidade destas substâncias promotoras de saúde são perdidas durante processos térmicos como a fritura, torragem ou cozimento prolongado (maior que 20min a 100°C). Por essa, razão o ideal é consumi-la preferencialmente crua. Caso não seja possível, optar por preparações as quais o tempo de cozimento seja curto.
A recomendação de ingestão diária para que tenha os benefícios desejados é de pelo menos 50 gramas de cebola fresca.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referência Bibliográfica:
Santana, ATMC. Cebola: condimentando sua saúde. Grupo de Estudos em Alimentos Funcionais – GEAF, ESALQ/USP. Disponível em: www.alimentosfuncionais.blogspot.com.br Acessado em: 01/09/2017.

TPM e Alimentação ...

TPM e Alimentação



A síndrome pré-menstrual (SPM) ou, como é comumente chamada, tensão pré-menstrual (TPM) é um dos distúrbios mais comuns a afetar as mulheres. A maioria delas passa por algumas alterações durante o ciclo menstrual, mas somente quando estas mudanças tornam-se desconfortáveis, a ponto de interferir de forma importante em seu estilo de vida, diz-se que elas têm SPM. 
A TPM é caracterizada por: sensibilidade no seio, constipação ou diarreia, cólicas, retenção hídrica com ganho de peso, fadiga, alterações no humor, insônia, suor nas extremidades, tontura, desmaio, dor de cabeça, mudanças no apetite e no comportamento alimentar (compulsão alimentar), dificuldade de concentração, menor rendimento, entre outros.
A causa exata da SPM ainda é desconhecida, mas existem algumas hipóteses que a explicam. Como é possível observar na imagem abaixo, durante o ciclo menstrual há dois picos de secreção de estrogênio, um no momento da ovulação, e um na fase pré-menstrual e já é bem estabelecido na literatura que esse hormônio causa retenção de água e sódio, o que explicaria alguns dos sintomas como edema e mastalgia.
No entanto, essas alterações hormonais são fisiológicas e o porquê de algumas mulheres serem mais sensíveis do que outras a essa mudança, ainda não foi esclarecido. A hipótese predominante atual é de que as mulheres que desenvolvem SPM têm maior vulnerabilidade em sistemas de neurotransmissores no sistema nervoso central, sobretudo o sistema serotonérgico (libera ou é estimulado pela serotonina no processo de transmissão de impulsos), pois as alterações hormonais que ocorrem durante a fase lútea, amplificam a desregulação desse sistema. 

Há também alguns estudos que defendem outros possíveis mecanismos que relacionam a SPM com a nutrição, como a deficiência de vitamina B6, a hipoglicemia e níveis baixos de cálcio e/ou magnésio.
Alguns cuidados com a alimentação podem ser adotados para amenizar os sintomas, como reduzir a ingestão de açúcares e gorduras, reduzir a ingestão de sal e evitar a ingestão de alimentos industrializados e embutidos. Deve-se estimular a substituição de carboidratos simples por fontes de carboidratos complexos, como grãos integrais, e aumento na ingestão de água, verduras cruas e frutas oleaginosas.
Uma das compulsões mais relatadas é aquela por chocolate, parecendo estar ligada à composição em gordura e açúcar, à textura e ao aroma deste alimento. A fixação é episódica, aumentando imediatamente antes e durante o sangramento.
Permanece a ser elucidado se o surgimento de compulsão alimentar em alguma fase do ciclo menstrual pode ser explicado por mecanismos biológicos, psicológicos ou ambos. Sabe-se que ocorre envolvimento hormonal, podendo haver ainda a participação de outros componentes, como, no caso do chocolate, as metilxantinas e os ácidos graxos semelhantes a canabinoides nele presentes, embora ainda não se conheça o mecanismo exato da ocorrência.
A cafeína é um potente estimulador do sistema nervoso central, que aumenta o cortisol e diminui a produção de serotonina, consequentemente agravando sintomas como estresse, irritabilidade, dores de cabeça, tensão, ansiedade e compulsão por doces, e, portanto, seu consumo deve ser evitado nessa fase.
O consumo de bebidas alcoólicas pode favorecer o aumento no consumo de doces, pois pode levar à hipoglicemia, além da eliminação de importantes nutrientes envolvidos com os sintomas da SPM, como cálcio, magnésio e vitaminas do complexo B.
Estudos demonstram que a suplementação com cálcio (1.000 a 1.200mg/dia durante 3 ciclos), magnésio (200 a 400mg/dia por no mínimo 2 meses) e vitamina B6 (50 a 400mg/dia por no mínimo 3 meses) é capaz de reduzir em até 48% os sintomas da SPM.
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
Cheng SH, Shih CC, Yang YK, Chen KT, Chang YH, Yang YC. Factors associated with premenstrual syndrome - a survey of new female university students. Kaohsiung J Med Sci. 2013; v.29, n.(2), p:100-105.
Chocano-Bedoya PO, Manson JE, Hankinson SE, Willett WC, Johnson SR, Chasan-Taber L, et al. Dietary B vitamin intake and incident premenstrual syndrome. Am J Clin Nutr. 2011; v.93, n.5, p:1080-1086.
Ebrahimi E, Khayati Motlagh S, Nemati S, Tavakoli Z. Effects of magnesium and vitamin b6 on the severity of premenstrual syndrome symptoms. J Caring Sci. 2012 Nov v.22; 1(4), p:183-189.
Ellen W. Freeman, Steven J. Sondheimer. Premenstrual Dysphoric Disorder: Recognition and Treatment. J Clin Psychiatry. 2003; v.5, n.1, p: 30–39.
Sampaio, HA. Ciclo menstrual e nutrição. Rev Nutr 2002; v.15, n.2, p: 309-317.
Tesser, A. O que é e qual é o papel da alimentação na síndrome pré-menstrual? Disponível em: www.nutritotal.com.br Acessado em: 03/09/2017.
TPM e Alimentação. Nutrociência. Disponível em: www.nutrociencia.com.br Acessado em: 28/08/2017.

Semente de Girassol

Semente de Girassol

O girassol se apresenta entre os melhores óleos vegetais, considerando as características nutricionais. É rico em ácido linoleico, ômega 6 que auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares e colesterol. Trata-se de um alimento com alta função positiva para o funcionamento intestinal devido a presença das fibras e sua fonte de energia é proveniente da gordura presente no alimento.
Com alto valor nutricional e presença considerável de Vitamina E, o girassol tem função fisiológica, nesse caso auxilia no retardo do envelhecimento celular e fortalece o sistema imune do organismo. Pela presença desse antioxidante, o consumo de girassol contribui para que não haja propagação de cadeias induzidas pelos radicais livres, ou seja, não haja destruição de células saudáveis no organismo, e essas destruições são associadas a doenças como o câncer, artrite e catarata.
O consumo pode ser em forma de óleo ou semente, e uma das formas de aplicarmos a semente de Girassol é triturando, transformando-a em pó e consumindo como acompanhamento de saladas de frutas, vitaminas, sucos e até na própria refeição.
No entanto, o consumo deve ser regrado, pois trata-se de uma oleaginosa e possui alto valor calórico. O ideal é o consumo de aproximadamente uma colher de sopa por dia, tanto a farinha da semente quanto a própria semente, que pode ser usada como petisco no fim de tarde por exemplo; desde que não ultrapasse o recomendado de 25 gramas de consumo diário.
Em geral, o consumo da semente de girassol ou a farinha é favorável para uma alimentação balanceada e diversificada, e esse alimento torna-se uma opção saudável de complementação da dieta diante das características nutricionais que ele apresenta. 
Mesmo assim, a orientação do Nutricionista torna-se indispensável pois os resultados são particulares e somente o profissional poderá indicar o consumo adequado.  
Texto elaborado por: Dra. Caroline de Salve – CRN3. 28964
Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo
Especialista em Nutrição Humana pelo Instituto Metabolismo e Nutrição (IMEN)
Especialista em Nutrição e Pediatria pelo HCMUSP
Nutricionista Responsável pelo Colégio Piaget
Nutricionista Responsável por unidade Salutem Nutrição e Bem Estar em São Caetano do Sul e atendimentos na Unidade Salutem de São Caetano do Sul. 
As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.
Referências Bibliográficas:
ALVES, Fernanda Vieira et al. Composição química e qualidade fisiológica de sementes de girassol de plantas submetidas à competição intraespecífica. Revista Brasileira de Sementes, [s.l.], v. 34, n. 3, p.457-465, 2012. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0101-31222012000300013.
GOMES, Ana. Versatilidade a mesa. Disponível em: <http://equilibrionutricional.com.br/adm/uploads/videos/midia/videoMidia09-09-1316-08_129.pdf>. Acesso em: 18 ago. 2017.
OLIVEIRA, Fabricia Nascimento. Avaliação do potencial fisiologico de sementes de girassol. 2011. 83 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Fototecnia, Universidade Federal Rural do Semi-árido, Mossoró, 2011
Pereira DRM, Godoy MM, Sampaio CC, Silva TV, Felix MJD, Oliveira RLR. Uso do girassol (Helianthus annuus) na alimentação animal: Aspectos produtivos e nutricionais. Vet. e Zootec. 2016 jun.; 23(2): 174-183.

Nutrição Infantil

Nutrição Infantil

O primeiro ano de vida é um período caracterizado por rápido crescimento e desenvolvimento. Até dois anos, o crescimento reflete as condições da vida intrauterina e de fatores ambientais, dentre os quais se destaca o estado nutricional. Dessa forma, alterações de crescimento nesse período têm como causa mais provável o déficit nutricional pregresso ou atual.

A Desnutrição Energético-Proteica (DEP) não tem mais relevância epidemiológica no Brasil, mas em virtude das suas formas clássicas e da importância da adequada intervenção na vigência de uma criança com baixo peso, ela deve ser abordada.

A definição clássica da OMS para a DEP é: um conjunto das condições patológicas decorrentes da deficiência simultânea, em proporções variadas de proteínas e calorias que ocorre mais frequentemente em lactentes e crianças pequenas e que geralmente se associa a infecções. Suas manifestações clínicas podem ser classificadas em Kwashiorkor (deficiência predominante de proteína), Marasmo (deficiência energético-proteica equilibrada), Kwashiorkor-marasmático (forma mista, em que existe a deficiência energética e proteica, porém desequilibrada).

A alimentação está profundamente associada à saúde, nutrição, crescimento e desenvolvimento infantil, sendo os primeiros anos de vida um período essencial para o estabelecimento de práticas alimentares adequadas.

Nos últimos anos vários estudos vêm demonstrando os agravos significativos quando a amamentação não acontece. Na fase inicial da vida, o leite humano é indiscutivelmente o alimento que reúne as características nutricionais ideais, com balanceamento adequado de nutrientes, além de favorecer inúmeras vantagens imunológicas e psicológicas importantes na diminuição da morbidade e mortalidade infantil.

A amamentação é, então, fundamental para a criança, para a mãe, para a família e a sociedade em geral. O principal argumento contra a introdução precoce dos alimentos complementares é o aumento dos riscos de morbimortalidade, especialmente em regiões com condições precárias de higiene.

Oferecer à criança outros alimentos além do leite materno antes do sexto mês de vida pode tornar a criança mais vulnerável a diarreias, a infecções respiratórias e gastrintestinais e a desnutrição, levando ao comprometimento do crescimento e desenvolvimento adequados.
Tem-se demonstrado, ainda, que a introdução precoce de alimentos aumenta a morbimortalidade infantil como consequência de uma menor ingestão dos fatores de proteção do leite materno.

A introdução precoce de alimentos altamente energéticos e de baixo valor nutricional, bem como o abandono do aleitamento materno, contribui para o comprometimento do crescimento e desenvolvimento da criança, além de propiciar a diminuição da proteção imunológica e o desencadeamento de processos alérgicos e distúrbios nutricionais.

Dessa forma, atingir a alimentação adequada das crianças na primeira infância deve ser um componente essencial da estratégia global para a segurança alimentar. 



Atualmente, o que percebemos é uma transição nutricional, onde a desnutrição infantil sai de cena e dá lugar à obesidade infantil, considerada atualmente uma patologia, a qual há algum tempo atrás estava estigmatizada, a questão da obesidade não era considerada como realidade que implicasse de tratamento porque era considerada por uma grande parcela da sociedade como consequência de maus hábitos alimentares, inatividade física e descuido.

Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF 2008-2009) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve um aumento no número de pessoas obesas e com excesso de peso em todo o Brasil. O sobrepeso atinge mais de 30% das crianças na faixa etária de 5 a 9 anos, cerca de 20% dos adolescentes entre 10 a 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos.

A obesidade em idades pediátricas potencia inúmeras complicações na saúde da população infanto-juvenil. As consequências impostas por esta doença são diversificadas e extensas, afetando inúmeros sistemas orgânicos, causando distúrbios cardiovasculares, respiratórios, dermatológicos, metabólicos, de crescimento, dermatológicos, ortopédicos e psicossociais, como diabetes melittus tipo 2, hipercolesterolemia, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, síndrome de apneia obstrutiva do sono, comprometimentos osteomioarticulares e diversos tipos de cânceres.

Estas complicações inerentes à doença residem na persistência do comportamento em idade adulta. A doença e as suas complicações provocam um impacto econômico já que conduz a custos diretos e indiretos que podiam ser diminuídos pela sua prevenção baseada numa alimentação saudável e na prática de atividade física.

Um estudo publicado na revista Preventive Medicine relatou que o exercício físico é capaz de reduzir as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) em até 35% e os triacilglicerois em 40%, além de aumentar as lipoproteínas de alta densidade (HDL) em até 25%. Dessa maneira, o exercício físico é considerado por diversos autores como a principal ferramenta para atenuar os danos associados à obesidade infantil.

As crianças estão cada vez mais envolvidas pela mídia, nos shoppings, e pelas marcas e noutras atividades de consumo, fazendo aumentar o marketing para esta faixa etária principalmente direcionada para a alimentação, (categoria de produtos com maiores gastos e publicidade) o que tem coincidido com a diminuição significativa de hábitos saudáveis e o aumento de obesidade infantil pela influência negativa que afeta o consumo de alimentos de elevada densidade energética e pobre em nutrientes.

A crescente prevalência da obesidade infantil requer a tomada de medidas de controle ao marketing associado aos alimentos direcionados para as crianças, como já existe em muitos países da Europa, onde existe legislação que regulamenta a publicidade alimentar infantil, sendo necessário agir de uma forma multidisciplinar, para contribuir para um ambiente mais saudável.

Entende-se que as Políticas Públicas de intervenção na obesidade infantil, por exemplo, não devem ser pautadas apenas na perspectiva da saúde. Defende-se a importância de seu caráter intersetorial de forma a abranger o máximo de setores do serviço público. Desta forma, a discussão relacionada ao caráter intersetorial das políticas públicas torna-se uma questão urgente na atualidade como forma de alcance de maiores e melhores resultados. Assim, reforça-se a busca por uma política de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças de forma ampliada, integrada e conectada aos mais diversos setores da sociedade.
Podemos afirmar que o acompanhamento multiprofissional através de grupos é extremamente importante para que as crianças e os adolescentes possam ser assistidos integralmente, considerando não somente sua saúde física, mas também seu bem-estar mental, psicoemocional e social.

As informações contidas neste blog, não devem ser substituídas por atendimento presencial aos profissionais da área de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e etc. e sim, utilizadas única e exclusivamente, para seu conhecimento.

Referência Bibliográfica:

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. POF 2008-2009: mais de 90% da população comem poucas frutas, legumes e verduras.

Victorino, SVZ. et al.
Viver com obesidade infantil: a experiência de crianças inscritas em programa de acompanhamento multidisciplinar. Rev Rene. 2014 nov-dez; 15(6):980-9.

Rodrigues, A; Carmo, Isabel; Breda, J; Rito, A. “Associação entre o marketing de produtos alimentares de elevada densidade energética e a obesidade infantil”. Revista portuguesa de saúde pública 2011; 29:2.

Dias, MCAP. Recomendações para alimentação complementar de crianças menores de dois anos. Rev. Nutr. vol.23 no.3 Campinas May/June 2010.

Briefel, RR. et al. Feeding infants and toddlers study: Improvements needed in meeting infant feeding recommendations. Journal of the American Dietetic Association, v.104, n.1, p.31-37, 2004.

Castro, SC. Recomendações para alimentação complementar de crianças menores de dois anos. Revista de Nutrição, Campinas, v. 23, n. 3, p. 475-486, 2010.

Barbosa, MB. et al. Custo da alimentação no primeiro ano de vida. Revista de Nutrição, v. 20, n.1, p.55-62, 2007.

Onis, M., Blössner, M., e Elaine, B. “Global prevalence and trends of overweight and obesity among preschool children”. American Journal of Clinical Nutrition 2010; n. 92, pp. 1257- 1264. 

RÊGO, C. “Influência das experiências nutricionais precoces na gênese das doenças da idade adulta”. Revista Factores de Risco 2010; n. 21, pp. 34-4.

Meuer, MC; Rocha, GDW. Nutrição Infantil. Instituto Ana Paula Pujol. Disponível em: www.institutoanapaulapujol.com.br Acessado em: 24/08/2017.